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Uma multinacional norte-americana disputa um contrato para instalar um sistema de geração de energia em um país estrangeiro. Durante as negociações, representantes locais afirmam que é “comum” que empresas concorrentes ofereçam pagamentos extras para acelerar licenças e garantir pareceres favoráveis de autoridades públicas. Embora tais pagamentos sejam culturalmente tolerados e até esperados no país anfitrião, a legislação norte-americana proíbe expressamente que empresas do país efetuem subornos, mesmo quando operam no exterior. A diretoria teme perder o contrato, pois concorrentes de países onde a prática é aceita provavelmente realizarão os pagamentos informais. Considerando a situação e os desafios éticos descritos, a postura mais adequada para a empresa é:

A Realizar o pagamento solicitado, desde que devidamente registrado como taxa administrativa da operação, de forma a evitar enquadramento formal como suborno.
B Negociar com representantes locais uma redução do valor solicitado, de modo a tornar o pagamento mais proporcional e aceitável dentro das práticas culturais daquele país.
C Utilizar um intermediário estrangeiro para efetuar o pagamento, garantindo que a transação não seja diretamente associada à empresa norte-americana.
D Solicitar autorização ao governo local para efetuar um “pagamento facilitador”, assumindo que a aprovação do país anfitrião elimina a ilegalidade perante outras legislações.
E Recusar o pagamento e retirar-se da negociação, assumindo a perda do contrato para cumprir as normas éticas e legais vigentes no país de origem.

Em estudos comparativos de cultura organizacional, uma das dimensões propostas por Hofstede descreve o grau em que uma sociedade valoriza um comportamento competitivo, a busca de resultados materiais, a assertividade e a orientação para desempenho, em oposição à ênfase em relações pessoais, cooperação e qualidade de vida. Essa dimensão cultural é denominada:

A Individualismo.
B Coletivismo.
C Distância hierárquica.
D Masculinidade.
E Preferência pela estabilidade.

A aplicação de penalidades no âmbito da execução contratual exige a correta tipificação das infrações e a adequada vinculação entre a conduta do contratado e o regime sancionatório previsto na Lei 14.133/2021. Considerando esse referencial e os parâmetros utilizados pela Administração Pública para sancionar o contratado, constitui exemplo de conduta sancionável com advertência ou multa, sem necessidade imediata de declaração de inidoneidade:

A Dar causa à inexecução parcial do contrato, sem agravantes que impliquem grave dano à Administração ou ao interesse coletivo.
B Praticar ato fraudulento durante a execução contratual, independentemente da extensão do dano.
C Comportar-se de modo inidôneo, ainda que de forma atenuada, por representar violação à moralidade administrativa.
D Praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei 12.846/2013, que exige apuração conjunta sob o rito da Lei Anticorrupção.
E Dar causa à inexecução total do contrato, situação que implica automaticamente impedimento de licitar e contratar.

As compras públicas sustentáveis vêm sendo tratadas como instrumento estratégico capaz de alinhar decisões de aquisição governamental a objetivos ambientais, sociais e econômicos. Essa perspectiva reconhece que as contratações públicas, pela escala e impacto sistêmico, podem induzir inovação, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar práticas de consumo e produção responsáveis. Considerando essas características e a abordagem apresentada pelos órgãos de controle, constitui princípio central das compras públicas sustentáveis:

A Priorizar critérios ambientais, dispensando a avaliação de impactos econômicos e sociais.
B Focar na redução imediata de custos como principal diretriz para a escolha do fornecedor sustentável.
C Integrar critérios socioambientais ao processo de aquisição, buscando minimizar impactos, promover inclusão social e estimular a produção responsável.
D Limitar a participação de fornecedores para favorecer agentes com certificações ambientais prévias.
E Substituir análises técnicas por declarações de conformidade autodeclaradas pelos fornecedores.

No gerenciamento de estoques, alguns métodos utilizam parâmetros previamente definidos para acionar o ressuprimento e manter níveis adequados de materiais. Um desses métodos baseia-se em prever consumos, definir um período de referência, calcular o ponto de pedido conforme o tempo de reposição, estabelecer níveis mínimos e máximos e determinar os lotes de compra. Esse método é classificado como:

A Sistema de duas gavetas.
B Sistema das revisões periódicas.
C MRP (materials requirements planning).
D Sistema dos máximos e mínimos.
E DRP (distribution requirements planning).

A estruturação das compras governamentais pode adotar diferentes graus de centralização, os quais afetam a capacidade de negociação, o controle dos estoques e a padronização dos materiais. A literatura destaca que a centralização total das compras tende a gerar impactos específicos sobre o processo de suprimento e sobre a coordenação interna da cadeia de abastecimento. Considerando esse modelo, constitui vantagem diretamente associada à centralização completa das compras:

A Aumento da autonomia das unidades requisitantes para definir especificações e volumes adquiridos.
B Aaior agilidade na reposição de materiais para demandas emergenciais das áreas operacionais.
C Redução das oportunidades de padronizar materiais adquiridos por diferentes unidades.
D Homogeneidade da qualidade dos materiais adquiridos em razão da uniformização das fontes e critérios de compra.
E Fragmentação do controle de estoques entre diferentes unidades, facilitando ajustes locais.

Pesquisas recentes têm questionado a expectativa de que a digitalização governamental, por si só, fortaleceria a transparência, ampliaria a participação cidadã e consolidaria processos robustos de accountability. Estudos identificam que a chamada “utopia on-line” não se confirmou, que portais eletrônicos permanecem como ambientes difíceis de navegar e que o acesso à informação, embora necessário, não garante deliberação qualificada nem responsabilização efetiva. Considerando esse cenário, a interpretação mais alinhada às evidências sobre governo eletrônico e accountability é:

A Os avanços tecnológicos já superaram os entraves democráticos, tornando o simples acesso à informação suficiente para consolidar accountability substantiva.
B A expansão tecnológica não elimina problemas estruturais, pois transparência, participação e responsabilização integram um ciclo interdependente cuja efetividade depende de espaços democráticos e de processos sociais que vão além do mero acesso.
C A baixa participação cidadã decorre principalmente da falta de mecanismos técnicos nos portais, sendo resolvida sobretudo por melhorias de interface e de usabilidade.
D O ambiente digital tende a substituir integralmente as instâncias presenciais de participação, assegurando deliberação autossuficiente e independente de mediações institucionais.
E A internet garante igualdade de voz entre grupos sociais, dispensando a integração entre portais eletrônicos, conselhos e demais espaços de participação.

A literatura contemporânea sobre comunicação pública destaca que a esfera pública, inicialmente concebida como espaço de diálogo e articulação cidadã, tem sido tensionada por limitações estruturais, pela influência da mídia tradicional e pela superficialidade argumentativa predominante nas redes sociais digitais. Esse cenário fragiliza a construção coletiva de sentido, dificulta a mediação entre interesses diversos e amplia a circulação de discursos pouco fundamentados, muitas vezes sustentados por fake news, julgamentos morais instantâneos ou agendas de grupos específicos. Considerando essas transformações, um dos principais desafios para a comunicação pública no âmbito da gestão pública e das redes organizacionais consiste em

A reforçar a centralidade dos meios de comunicação tradicionais como árbitros legítimos do debate público.
B priorizar a disseminação de mensagens governamentais sem a preocupação com retorno, para evitar controvérsias informacionais.
C reconstruir espaços deliberativos capazes de promover participação qualificada, circulação imparcial da informação e engajamento cívico crítico.
D transferir a responsabilidade pela mediação de conflitos para influenciadores digitais, ampliando o alcance do debate.
E adotar estratégias comunicacionais voltadas à persuasão rápida, reduzindo a complexidade das mensagens para facilitar aceitação social.

A comunicação pública pode ser compreendida a partir de cinco áreas, que definem tanto um campo de saberes quanto um conjunto de atividades profissionais. Uma dessas áreas parte da premissa de que a comunicação atua na difusão de ideias, opiniões e posicionamentos políticos e também na regulação exercida pelo Estado sobre os meios de comunicação e sua relação com a sociedade. Nessa vertente, a mídia cumpre papel central na mediação do poder e na formação do debate público. Essa área da comunicação pública é classificada como:

A Comunicação política.
B Comunicação organizacional.
C Comunicação governamental.
D Comunicação científica.
E Comunicação da sociedade civil organizada.

A direção de órgão público busca compreender por que certos líderes conseguem sustentar processos contínuos de adaptação, aprendizagem e revisão de premissas organizacionais ao longo do tempo, enquanto outros preservam padrões que já não respondem adequadamente às demandas ambientais. Segundo a literatura sobre liderança orientada para a aprendizagem, uma característica central desse tipo de liderança consiste na capacidade de

A manter rigorosamente os valores culturais existentes para reduzir incertezas operacionais.
B reforçar padrões comportamentais estabelecidos com foco na estabilidade interna.
C limitar a exposição a informações externas que possam gerar conflitos culturais.
D privilegiar a aplicação de rotinas consolidadas para assegurar previsibilidade estratégica.
E analisar a cultura em profundidade, questionar premissas estabelecidas e promover aprendizagem contínua.