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Considerando os dispositivos constitucionais e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre os direitos e garantias fundamentais e os atos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), assinale a opção correta.

A O CNMP não pode proibir que os servidores do Ministério Público exerçam a advocacia, pois tal medida contrariaria os princípios constitucionais da isonomia, da moralidade e da eficiência no Ministério Público.
B O CNMP não pode proibir que os servidores do Ministério Público exerçam a advocacia, pois tal medida violaria a liberdade de exercício profissional.
C O CNMP não pode proibir que os servidores do Ministério Público exerçam a advocacia, pois não possui capacidade para a expedição de atos normativos autônomos, ainda que o conteúdo disciplinado na norma editada se insira no seu âmbito de atribuições constitucionais.
D O CNMP pode proibir que os servidores do Ministério Público exerçam a advocacia, desde que o faça no âmbito de sua competência para efetuar controle de constitucionalidade de lei.
E O CNMP pode, por meio de resolução, proibir que os servidores do Ministério Público exerçam a advocacia.

A consistência e a confiabilidade de processos de seleção de pessoas nas organizações exigem estudos de validação para que se possa garantir que determinados critérios de desempenho no trabalho sejam preditos por fatores de previsão como traços de personalidade, escolaridade, experiência anterior, competências e habilidades. A esse respeito, é correto afirmar que estudos de validação

A de conteúdo avaliam se os critérios e os fatores de previsão estão medindo exatamente o que se propõem a medir.
B coincidente medem os critérios e os fatores de previsão no mesmo período de tempo para identificar se estes possuem correlação.
C cruzada medem os critérios e os fatores de previsão em diferentes períodos de tempo para identificar se estes possuem correlação.
D preditiva comparam diferentes amostras de critérios e de fatores de previsão para identificar se estes possuem correlação.
E semântica medem se os critérios e os fatores de previsão são inteligíveis no contexto do trabalho.
Texto associado
Caso clínico 1A1-II

Jéssica, com 35 anos de idade, procurou a unidade de pronto atendimento mais próxima de sua casa, por estar sentindo dor no peito, falta de ar e inquietação. Após avaliação médica, ela foi encaminhada para atendimento psicológico na rede de atenção. Na consulta com psicólogo, ela relatou: “Tem mais de oito meses que as coisas ficaram mais difíceis. Só quero ficar em casa, me irrito com facilidade e estou sempre com dor de cabeça e cansada. Me preocupo com tudo. Não consigo me controlar. Sei que não faz bem, mas penso que meus filhos só têm a mim, que somos só eu e eles nessa cidade. Nunca tive apoio do pai deles. Já passamos muitas necessidades. Se não fosse minha vizinha, não sei o que seria de nós. Sinto um aperto no peito que não passa. Nos últimos dias tenho sentido falta de ar, principalmente, no início da noite. Tem um ano que perdi minha mãe. Ela faleceu às 18 h. Não sei se tem relação, mas meus dias depois do falecimento dela, nunca mais foram os mesmos. Quando começa a escurecer, o medo aumenta, a angústia e a falta de ar ficam incontroláveis. Minha concentração nunca foi boa. Mas tenho sentido uma piora grande. Tenho problemas para dormir e fazer as coisas em casa. Estou desempregada há mais de cinco meses. Acabei perdendo o emprego por conta desses meus problemas” (sic).

Com relação ao caso clínico 1A1-II, é correto afirmar que Jéssica apresenta

A transtorno de ansiedade social, com inibição comportamental e esquiva.
B transtorno de ansiedade de separação, com destaque para preocupação persistente e excessiva de perigos envolvendo os filhos e sua condição econômica-social.
C transtorno de adaptação, com misto de ansiedade e depressão.
D transtorno de ansiedade generalizada, com difícil controle das preocupações e pensamentos e perturbação do sono.
E um quadro distímico decorrente de luto complicado.

Acerca das metodologias para análise de cargos — processo de obtenção de informações sobre cargos, deveres, tarefas ou atividades que eles envolvem —, assinale a opção correta.

A Questionário de análise de posição é um método que analisa o cargo e identifica as tarefas importantes para o sucesso no cargo.
B Método do incidente crítico é um método de coleta de dados que abrange 194 tarefas que podem ser realizadas no trabalho.
C Análise do inventário de tarefas é um método baseado em múltiplos dados e indicadores acerca de atividades e tarefas realizadas no trabalho.
D Análise automatizada de cargos é um método baseado na identificação de uma lista de tarefas que podem ser componentes de diferentes cargos.
E Análise funcional de cargos é uma abordagem quantitativa que utiliza um inventário compilado de várias funções ou atividades que possam compor qualquer cargo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmam que mais de 30% dos trabalhadores dos países industrializados sofrem com algum tipo de transtorno mental. No Brasil, esses dados são corroborados pela previdência e assistência social, que revelam a alta incidência de doenças psíquicas entre a população em idade produtiva, representando a terceira maior causa de afastamento do trabalho no país.

Com relação às atividades de prevenção de adoecimento e à melhoria das condições de saúde do trabalhador, assinale a opção correta.

A Sendo a saúde um dever do Estado, a atuação nessa área pressupõe organizar os serviços de forma a contar com a participação e o controle social de forma integral.
B É preciso reconhecer a subjetividade no trabalho, o significado que os indivíduos atribuem a determinadas situações, o modo como cada um reage a partir da sua história de vida, de seus valores, das suas crenças, das suas experiências e das suas representações sobre a atividade desenvolvida.
C Devem-se estabelecer metas de desempenho relacionadas com a necessidade organizacional, pois existe um aspecto subjetivo motivador ao se atribuir nexo causal entre a necessidade organizacional e as atribuições do cargo.
D O estabelecimento de protocolo ergonômico de ajustamento físico na interface homem – máquina possibilita fazer cessarem os danos de lesões por esforço repetitivo, sendo esta uma atribuição fundamental da atuação ergonômica conduzida pela psicologia.
E A abordagem holística da saúde do trabalho subsidiou as práticas da clínica do trabalho e interação positiva comportamental, sendo estas práticas um referencial de ação para intervenções preventivas grupais.
Texto associado
Texto CG1A1-I

Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte que haveria apenas versões e interpretações alternativas.
No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por emancipações.

Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações entre a fala, os feitos e os fatos. In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade . São Paulo: Parábola, 2021, p.7-18 (com adaptações).

Em “A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir” (segundo parágrafo do texto CG1A1-I), a palavra “devidos” está empregada com o mesmo sentido de

A exatos.
B válidos.
C próprios.
D corretos.
E necessários.
Texto associado
Texto CG1A1-I

Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte que haveria apenas versões e interpretações alternativas.
No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por emancipações.

Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações entre a fala, os feitos e os fatos. In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade . São Paulo: Parábola, 2021, p.7-18 (com adaptações).

No segundo período do segundo parágrafo do texto CG1A1-I, o conectivo “Assim” foi empregado com a finalidade de

A introduzir uma afirmação que conclui um raciocínio.
B esclarecer a afirmação apresentada no período imediatamente anterior.
C destacar uma afirmação como a mais forte de uma sequência.
D incluir uma nova afirmação numa lista de argumentos.
E revelar um raciocínio implícito.
Texto associado
Caso clínico 1A1-I

Artur, com 7 anos de idade, tem desenvolvido crises de raiva e irritabilidade. Durante a avaliação psicológica, sua mãe relatou que ele tem histórico de problemas escolares, com queixas de heteroagressividade entre os colegas, professores e assistentes da escola e, ainda, que não atende a comandos, possui baixa tolerância a frustrações e reação extrema quando da imposição de regras e limites. A mãe contou que ela e o pai de Artur são separados desde quando a criança tinha dois anos de idade; eles tinham muitos conflitos e divergiam sobre a criação do filho. Atualmente, ela tem a guarda unilateral de Artur. Por fim, informou que, havia 15 dias, Artur iniciou medicação prescrita pelo psiquiatra, que o encaminhou para o psicodiagnóstico.

Considerando o caso clínico 1A1-I e o processo psicodiagnóstico, assinale a opção correta.

A Cabe ao psicólogo responsável pela avaliação psicológica levantar dados sobre a história pessoal de Artur.
B Devido à especificidade da técnica e a atribuição da atenção básica de saúde, o psicodiagnóstico de Artur não poderia ser realizado em postos de saúde.
C No caso de Artur, a finalidade do psicodiagnóstico seria a avaliação do tratamento.
D Com o intuito de construir uma aliança terapêutica, a entrevista inicial deverá ser feita com Artur, sem a presença dos pais.
E O processo psicodiagnóstico prevê até três entrevistas para definição de hipóteses e estruturação de plano de trabalho com Artur.
Texto associado
Quanto ao planejamento e seus instrumentos de acompanhamento
para desenvolvimento de pessoas, julgue os itens que se seguem.

Os níveis básicos do planejamento são: o estratégico, destinado
a reconhecer forças, oportunidades, fraquezas e ameaças; o
tático, no qual se organizam processos e ações; e o
operacional, no qual ocorre o delineamento das atividades para
execução do que foi planejado nos outros níveis.

C Certo
E Errado
Texto associado
A respeito de psicodiagnósticos e de processos de avaliação e
interpretação de resultados, julgue os itens subsecutivos.

Na avaliação de uma psicopatologia, o psicólogo pode seguir
o modelo categórico ou o modelo qualitativo, a depender dos
sintomas apresentados pelo avaliado.

C Certo
E Errado