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“Na cabeça de quase todo mundo a sala de aula admite espacialmente uma única oposição: a mesa do professor versus o lugar coletivo dos alunos.” (BRANDÃO, 1994, pág. 105) A sala de aula a que se refere Brandão no trecho acima transcrito corresponde à organização espacial de uma escola tradicional na qual o professor é o sujeito:

A mediador entre o conhecimento e o aluno no processo ensino-aprendizagem a partir da organização dos conteúdos;
B central no processo ensino-aprendizagem a partir da transmissão, organizada em uma gradação lógica, do acervo cultural aos alunos;
C facilitador do processo ensino-aprendizagem a partir da criação de experiências que levem o aluno às descobertas epistemológicas;
D incentivador do processo ensino-aprendizagem a partir do conhecimento prévio do interesse dos alunos e organização do conteúdo;
E observador do processo ensino-aprendizagem a partir da observação da construção do conhecimento autônoma pelos educandos.

“Nos projetos pode existir maior chance de os alunos receberem diferentes estímulos para desenvolverem suas múltiplas inteligências, pois colocam-nos diante de diversas situações, diferentes desafios e solicitam a resolução de dezenas de situaç es problema” (NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia de projetos: etapas, papéis e atores. São Paulo: Editora Érica, 2014) A Pedagogia de Projetos propõe uma reorganização curricular e metodológica das escolas, na medida em que a interdisciplinaridade passa a ser o eixo condutor das ações pedagógicas. É uma das vantagens da Pedagogia de Projetos frente ao ensino tradicional:

A a objetividade e o pragmatismo do processo de aprendizagem dos alunos;
B a redução do tempo utilizado pelo professor nas explicações dos projetos;
C a eficácia de todas as etapas, garantida por meio de avaliações objetivas;
D a atuação do professor como mediador e dos alunos como protagonistas;
E o estímulo à competitividade no grupo e à produção individual dos alunos.

“De modo semelhante ao que ocorreu no trabalho fabril, pretendeu-se a objetivação do trabalho pedagógico. Buscou-se, então, com base em justificativas teóricas derivadas da corrente filosófico-psicológica do behaviorismo, planejar a educação de modo a dotá-la de uma organização racional capaz de minimizar as interferências subjetivas que pudessem pôr em risco sua eficiência”. (SAVIANI, D. As concepç es pedag gicas na hist ria da educação brasileira. In: Lombardi, J.C.; Saviani, D.; Nascimento, M. (Orgs.). Navegando na história da educação brasileira. Campinas: HISTEDBR, 2016. p. 60-75). O trecho em destaque se refere à pedagogia:

A tradicional;
B libertária;
C tecnicista;
D não diretiva;
E jesuíta.

“Em suas diferentes vocaç es, as pesquisas participantes atribuem aos agentes-populares diferentes posições na gestão de esferas de poder ao longo do processo da pesquisa, assim como na gestão dos processos de ação social dentro da qual a pesquisa participante tende a ser concebida como um instrumento, um método de ação científica ou um momento de um trabalho popular de dimensão pedagógica e política, quase sempre mais amplo e de maior continuidade do que a pr pria pesquisa”. BRANDÃO, Carlos Rodrigues; BORGES, Maristela Correa. A pesquisa participante: um momento da educação popular. Revista de Educação Popular, v. 6, n. 1, 2007). Ao afirmarem que a pesquisa participante é também um momento de um trabalho popular de dimensão pedagógica e política, os autores apontam que a pesquisa:

A passa a ser encarada como um instrumento sociológico, somente de análise da realidade;
B transcende seu caráter epistemológico, para alcançar dimensões ontológicas e axiológicas;
C se materializa na formação política dos envolvidos, na medida em que está atrelada a grupos ideológicos;
D deixa de ser um ato dialógico, na medida em que não há trocas de experiências entre os sujeitos;
E deve ser tratada como trabalho político e pedagógico, não requerendo qualquer rigor científico.

“A avaliação formativa está associada a formas de regulação e de autorregulação que influenciam de forma imediata os processos de ensino e aprendizagem, enquanto a avaliação somativa, em geral, proporciona informação sintetizada que se destina a registrar e a tornar público o que parece ter sido aprendido pelos alunos” (FERNANDES, D. Para uma teoria da avaliação no domínio das aprendizagens. Estudos em avaliação educacional, v. 19, n. 41, set./dez. 2008, p. 347-372). A partir da distinção realizada por Fernandes, é correto afirmar que a avaliação formativa deve:

A seguir critérios objetivos e quantificáveis;
B classificar os alunos com base nas aprendizagens;
C regular a ação do professor a partir dos resultados;
D se limitar a poucos instrumentos avaliativos;
E estimular a competição entre os avaliados.

Na interdisciplinaridade escolar, as noções, finalidades, habilidades e técnicas visam favorecer sobretudo o processo de aprendizagem, respeitando os saberes dos alunos e sua integração. [...] A interdisciplinaridade na formação profissional requer competências relativas às formas de intervenção solicitadas e às condições que concorrerem para o seu melhor exercício. Nesse caso, o desenvolvimento das competências necessárias requer a conjugação de diferentes saberes disciplinares (FAZENDA,

I. O que é interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2008). A interdisciplinaridade é um princípio de reorganização da escola e da própria ciência, dado que:

A supera as demarcações estáticas que separam as disciplinas, tratando os diferentes saberes como fluidos e articulados;
B propõe o fim das disciplinas e áreas de conhecimento, na medida em que atrapalham o pleno desenvolvimento da ciência;
C sugere o fim das formações profissionais por área de conhecimento, apostando em uma formação generalista para todos;
D institui novas disciplinas a serem trabalhadas transversalmente, a partir de aproximações conceituais;
E determina a mudança dos processos avaliativos, extinguindo provas, testes e relatórios.

“Sabedoria doméstica: Para degelar. Uma ideia luminosa para degelar o congelador em tempo recorde: esvaziar a geladeira e com o secador de cabelo soprar ar quente na zona congelada. Todo o gelo cairá rapidamente, dando ao secador uma nova utilidade, distante de sua fama frívola”. (Metro, 10-5-2017) Como todo texto, este também mostra o uso de linguagem numa determinada função, que é:

A apelativa ou conativa;
B referencial;
C fática;
D metalinguística;
E expressiva ou emotiva.

A frase abaixo, de Machado de Assis, em que NÃO está presente um termo modalizador é:

A “Positivamente era um diabrete, Virgília, um diabrete angélico, se querem, mas era-o”.
B “Ele as sentia decerto, e pagar-lhas-ia com sacrifícios, se precisos fossem”.
C “Pois, francamente, só agora entendia a emoção que me davam essas e outras confidências”.
D “Escrevi algum tempo num jornal de Lisboa, e dizem que não inteiramente mal”.
E "Creio que trazia também colete, um colete de seda, escura, roto a espaços, e desabotoado”.

O fragmento textual abaixo, de Machado de Assis, que NÃO exemplifica o discurso indireto livre, é:

A “Viu o imenso espaço que aquele amor lhe tomara na vida, e a terrível influência que poderia exercer nela, caso não achasse forças para resistir à separação. Qual seria o meio de escapar a esse desenlace, pior que tudo?”
B “Estácio viu Helena a ler atentamente um papel. Era uma carta, longa de suas quatro laudas escritas. Seria alguma mensagem amorosa?”
C “Quando o médico voltou, ficou espantado da temeridade do doente; deviam tê-lo impedido de sair; a morte era certa”.
D “Quando voltamos, à noite, viemos por ali a pé, falando das minhas dúvidas. Capitu novamente aconselhou que esperássemos. Sogras eram todas assim; já vinha um dia e mudavam”.
E “Ninguém adivinharia nas maneiras finamente elegantes daquela moça, a origem mediana que ela tivera; a borboleta fazia esquecer a crisálida”.