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Segundo os PCN-Arte

( 1998 ), na primeira metade do século XX, “as atividades de teatro e dança não estavam incluídas no currículo escolar como práticas obrigatórias, e somente eram reconhecidas quando faziam parte das festividades escolares na celebração de datas como Natal, Páscoa ou Independência, ou nas festas de final de período escolar”. Ainda segundo o documento, o teatro era tratado com a única “finalidade de apresentação, na qual os alunos decoravam os textos, e os movimentos cênicos eram marcados com rigor. Apesar da rigidez gestual e vocal dessa atividade, a relação com a plateia era de alguma forma contemplada, tanto que se privilegiava a aprendizagem da dicção”. No caso da dança, o documento indica que era

A regida por regras e organizada sobre coreografias fixas, reportando-se, algumas vezes, às festividades regionais.
B privilegiada como uma maneira de valorizar a identidade brasileira em momento da chegada de imigrantes ao país.
C ignorada em todos os momentos, já que as práticas de ensino de dança, nesse momento e mundialmente, não apresentavam uma sistematização educacional.
D amplamente exercitada como atividade extracurricular, já que dançar socialmente era uma atividade privilegiada pelas elites.
E oferecida apenas em escolas públicas como forma de aproveitamento das manifestações folclóricas e não naquelas nas quais estudavam as elites.

Marques

( 2012 ) aponta que é por meio de nossos corpos, dançando, que os sentimentos cognitivos se integram aos processos mentais e que se pode compreender o mundo de forma diferenciada, ou seja, artística e estética. Segundo a autora, a dança na escola torna-se distinta de um baile de carnaval ou de um ritual catártico, resultando na necessidade de

A aprofundar no contexto escolar o contato com a dança erudita, já que o carnaval é uma prática de dança constante.
B valorizar as práticas populares e o desenvolvimento a partir do folclore, em detrimento do conhecimento erudito em dança.
C treinar sistemática e frequentemente a dança, obedecendo a roteiros coreográficos estabelecidos, proporcionando desenvolvimento cognitivo.
D propiciar o desenvolvimento na linguagem da dança, no âmbito público, na rua, considerado o mais legítimo e verdadeiro, e não no ambiente escolar.
E tornar o corpo que dança e o corpo na dança uma fonte de conhecimento sistematizado e transformador.

Para Marques

( 2012 ), Rudolf Laban, na Inglaterra, e Margaret H’Doublet, nos Estados Unidos, foram, no início do século XX, as influências mais significativas na criação e difusão dos discursos e práticas da dança criativa em âmbito internacional que até os dias de hoje tratam de unificar o ensino de dança para crianças. Para a autora, ambos estão profundamente enraizados na filosofia da dança moderna do início do século, que acredita que

A a racionalidade característica do mundo ocidental organiza o pensamento artístico, explicando assim a proliferação de metodologias de ensino de arte.
B a expressão artística é baseada nos parâmetros científicos no que diz respeito aos estudos sobre as possibilidades do corpo para a dança.
C os ideais de expressão interior e a emoção humana são entendidos como os princípios edificantes da criação artística.
D não há elementos universais nas diferentes linguagens artísticas, sendo o contexto a maior fonte de elaboração de suas práticas.
E a arte deve obedecer a um protocolo normativo que respeite as tradições da elaboração artística ocidental.

Na seleção de conteúdos em danças no contexto escolar, Marques

( 2012 ) questiona a respeito de que modalidades a escola poderia incorporar e sugere a improvisação e composição coreográfica como conteúdos. Para a autora, essa escolha se deve porque

A é preciso capacitar os alunos do ensino fundamental e médio à realidade do mercado de trabalho, que exige coreógrafos.
B improvisar e compor são a base de uma prática em dança voltada ao entretenimento, permitindo ao aluno uma noção clara de circuito artístico.
C existe a dificuldade do aluno brasileiro, constatada por vários estudos, com determinadas coreografias mais tradicionais, o que seria contornado pela improvisação.
D esses são os processos que mais permitem aos alunos experimentar, sentir, articular e pensar a arte como criadores e sujeitos do mundo.
E essa escola contornaria as precárias condições de ensino da dança nas escolas, nas quais os ambientes adequados como salas com espelhos e barras não são uma realidade.

Para Martins, Picosque & Telles

( 1988 ), as gramáticas das linguagens da arte muitas vezes são imbricadas em inventivas formas poéticas que dão novas feições a cada uma delas. Como exemplo, são produções artísticas que combinam elementos do teatro, da dança, da música e das artes visuais:

A happenings, ocupações e fotografia.
B intervenções urbanas, grafite e pintura.
C murais, objetos e esculturas.
D desenhos, gravuras e videoinstalações.
E instalações, videoclipes e performances.

O teatro épico de Brecht busca o não envolvimento afetivo do espectador com o fenômeno teatral, distanciando-o pelo efeito de estranhamento da realidade cenicamente apresentada. (Japiassú, 2001) Para Japiassú, a nova estética cênica perseguida por B. Brecht rejeitava, por parte do espectador,

A o ilusionismo.
B a visão crítica.
C o distanciamento.
D a polarização política.
E a participação.

Segundo Japiassú

( 2001 ), partir da década de 1960, o Teatro de Arena de São Paulo, sob a liderança de Augusto Boal, passa a perseguir a formulação de uma poética teatral genuinamente brasileira: o teatro do oprimido . Segundo o autor, a poética teatral de Boal foi inspirada

A na poética expressionista e pelas concepções cênicas dos espetáculos do teatro de vanguarda soviética, particularmente pelo pensamento de V.E. Meyerhold.
B no cinema hollywoodiano e na possibilidade de incorporação de novas tecnologias computacionais nos espetáculos em palco italiano.
C nas experiências teatrais naturalistas elaboradas por Constantin Stanislavski e pelo cinema italiano dos anos 1930.
D na estética brechtiana e na pedagogia libertadora formulada pelo educador Paulo Freire.
E na proposta dadaísta de um teatro anarquista, mas sem partidarismo, e na herança surrealista provocada pela leitura de Freud.

Segundo os PCN-Arte

( 1998 ), a necessidade de narrar fatos e representar por meio da ação dramática está presente em rituais de diversas culturas e tempos, e provavelmente diz respeito à necessidade humana de recriar a realidade em que vive e de transcender seus limites. Pode-se relacionar a base desse processo de investigação próprio ao teatro com os processos infantis de

A imitação, simbolização e jogo.
B questionamento, espelhamento e ação.
C imaginação, conversação e racionalização.
D sensório-motor, pré-operatório e concreto.
E comportamento formal, concreto e operatório.

Toda ação humana envolve a atividade corporal. A criança é um ser em constante mobilidade e utiliza-se dela para buscar conhecimento de si mesma e daquilo que a rodeia, relacionando-se com objetos e pessoas. (PCN-Arte, 1997) Segundo o documento, a ação física é necessária para que a criança

A adestre sua capacidade motora e fortaleça o corpo para a vida adolescente e adulta.
B tenha autonomia do ponto de vista corporal de forma rápida para se integrar na sociedade.
C possa interagir com outras crianças e adultos de maneira eficiente para a vida escolar.
D incorpore as práticas sociais para uma vida ajustada do ponto de vista de sua cultura.
E harmonize de maneira integradora as potencialidades motoras, afetivas e cognitivas.

Trata-se de um Teatro que compreende uma vertente niilista, ou seja, uma negação e recusa da política, da história, da religião e da sociedade como princípios unificadores. É impossível extrair qualquer verdade/realidade do mundo (ir)real. É um teatro que tenta também refletir o caos universal, o labirinto existencial que cerca o Homem, a desintegração da linguagem como descodificador do mundo e como meio de expressar verdades. O enunciado refere-se ao teatro chamado:

A Do Absurdo.
B De Formas Animadas.
C Do Oprimido.
D Chinês.
E Grego.