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De acordo com Fleuri

( 2009 ), a inclusão de pessoas com diferentes possibilidades e limites nos processos educativos exige, além do atendimento às necessidades individuais, práticas e contextos que promovam a manifestação polifônica e reconhecimento polissêmico, crítico e criativo entre todos. Nesses contextos, o educador precisa favorecer que os sujeitos “se reconheçam e se auto- -organizem em relação de reciprocidade entre si e com o próprio ambiente sociocultural”, assumindo a tarefa de prever e preparar recursos capazes de

A igualar os processos e os resultados da aprendizagem entre sujeitos.
B ativar a elaboração e a circulação de informações entre sujeitos.
C separar os alunos normais dos deficientes nas tarefas cognitivas, mas juntando-os na convivência.
D desmontar os conflitos e fricções entre sujeitos em nome da harmonia escolar.
E compensar os déficits dos sujeitos da inclusão com redução da exigência avaliativa.

Luckesi

( 1998 ) problematiza um conceito que se configura “pela observação, obtenção, análise e síntese dos dados ou informações que delimitam o objeto ou ato com o qual se está trabalhando”. Por isso, “encerra-se no momento em que o objeto ou ato de investigação chega a ser configurado, sinteticamente, no pensamento abstrato, isto é, no momento em que se chega à conclusão que tal objeto ou ato possui determinada configuração”. Esse conceito criticado pelo autor é o de

A avaliação.
B epistemologia.
C pesquisa científica.
D dialética.
E verificação.

Uma equipe escolar está rediscutindo seu Projeto Pedagógico (PP), buscando torná-lo mais expressivo para a comunidade. Para isso, fizeram a leitura compartilhada do texto de Giglio

( 2006 ) e encontraram um trecho especialmente convergente com o que a equipe quer. Nele, apresenta-se o PP de um ponto de vista legal, observando que o documento “institui um lugar de visibilidade para a escola no conjunto do sistema tornando-a oficialmente portadora de uma identidade singular”. A equipe compreendeu acertadamente que essa identidade singular se deve à operação que dá materialidade ao PP, na medida em que provoca

A o alinhamento das práticas pedagógicas e de gestão locais da unidade escolar àquelas consideradas de referência pela legislação.
B a responsabilização legal e individual de cada profissional da escola devido à sua força contratual.
C a disputa por protagonismo entre os membros da equipe de modo a gerar uma competição saudável pela excelência.
D o reconhecimento de que a escola é parte constituinte das políticas educacionais e não apenas efeito delas.
E a escola a subordinar-se às exigências da comunidade que atende, uma vez que ocupa o lugar de cliente.

“Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele”, afirma Paulo Freire

( 1996 ). Para o autor, essa é a diferença profunda entre

A o educador e o educando.
B a liberdade e a autoridade.
C o ser condicionado e o ser determinado.
D o sujeito da práxis e o sujeito da reflexão.
E a ética e a estética.

Ao caracterizar o letramento como um continuum , Mortatti

( 2004 ) entende que ele

A é conduzido sequencialmente, tendo uma estrutura lógica que facilita o alcance de seu nível mais elevado.
B deve ser iniciado assim que terminada a alfabetização, sendo essa separação fundamental para assegurar a posterior fluência na escrita e na leitura.
C envolve um processo permanente, cujo produto final não se pode definir nem prefixar.
D exige a organização do ensino a partir de pré-requisitos, alinhando conteúdos que se sucedem sequencialmente.
E pouco altera as teorias e práticas pedagógicas, pois segue as tradições fundamentais do campo didático-linguístico.

Libâneo

( 1992 ) descreve uma das tendências pedagógicas na prática escolar: ela “sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Para isso, os indivíduos precisam aprender a adaptar-se aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes, através do desenvolvimento da cultura individual”. Trata-se da tendência

A liberal.
B crítico-social dos conteúdos.
C libertadora.
D progressista.
E sociointeracionista.

Ivic

( 2010 ) afirma que “a sociabilidade da criança é o ponto de partida de suas interações sociais com o entorno”. O autor destaca como ponto essencial da concepção Vygotskyana o papel construtivo no desenvolvimento atribuído à interação social. Esse aspecto diz respeito à tese central de Vygotsky sobre

A a transformação de fenômenos interpsíquicos em fenômenos intrapsíquicos.
B a psicanálise da formação da mente ou a constituição psíquica do sujeito.
C a influência da indústria cultural no desenvolvimento infantil.
D a epistemologia neopositivista do homem.
E a transição da mente entre os estágios pré-operatório, operatório e formal.

Técnica aplicada nas atividades de expressão dramática, em dois momentos: primeiro, um ou mais alunos criam uma cena a partir de um tema, situação, personagem etc.; segundo, eles próprios elaboram um roteiro da cena, a ensaiam e a apresentam aos espectadores. Para Reverbel

( 1996 ), o excerto define

A imaginação dramática.
B improvisação dramática.
C improvisação planejada.
D improvisação espontânea.
E pantomima.

Para Berthold

( 2000 ), com a Revolução Russa, o teatro soviético assistiu a uma ruptura das mais elementares, radicais e duradouras com a tradição. Nos anos imediatamente posteriores a 1917, intensa movimentação foi exercida para leva-lo à mobilização política em direção ao projeto comunista. Um exemplo desse exercício, naquele período e localização, segundo a autora, foi

A o teatro do Absurdo.
B o happening.
C o agit-prop.
D a performance.
E o teatro Pobre.

Para Magaldi

( 1985 ), o teatro do Oprimido caracteriza-se por

A preocupac?a?o de racionalidade, que abole o transe, leva ao preceito de que em nenhum momento o ator deve se entregar a uma completa metamorfose.
B um grupo ensaiado desencadeia uma ac?a?o que, na?o se apresentando como teatro, estimula a participac?a?o dos circunstantes, levando-os a figurar nela na qualidade de verdadeiros agentes.
C apresentar como ideal e objetivo da proposta a total fusa?o do ator com a personagem, criando um processo empático e catártico.
D explorar os aspectos temáticos e cenográficos que enfatizem a subjetividade, o exagero e a criação de um design cênico marcante.
E enfatizar a vida cotidiana, com suas falas, ambientes, de maneira a apresenta-la de maneira realista.