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A respeito de tecnologias educacionais, julgue o próximo item.

A incorporação de tecnologias educacionais demanda planejamento pedagógico alinhado aos objetivos de aprendizagem

C Certo
E Errado
Órgão: Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS Cargo: Assistente Administrativo Prova: CESPE/CEBRASPE - AgSUS - Assistente Administrativo Bloco II - Conhecimentos Específicos - 2026

Considerando o que dispõe o Estatuto da AGSUS, julgue o próximo item.

Pessoas de notório saber em assuntos referentes às atividades da AgSUS podem ser convidados para participar de reuniões do conselho deliberativo, e, por terem notório saber nesses assuntos, também têm direito a voto.

C Certo
E Errado

A respeito de políticas públicas em saúde, julgue o seguinte item.

A formulação de políticas públicas em saúde ocorre exclusivamente no âmbito do Poder Executivo federal.

C Certo
E Errado
Órgão: Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS Cargo: Assistente Administrativo Prova: CESPE/CEBRASPE - AgSUS - Assistente Administrativo Bloco II - Conhecimentos Específicos - 2026

Com relação à avaliação e ao monitoramento em políticas públicas em saúde, julgue o próximo item.

O monitoramento restringe-se à coleta de dados financeiros, não incluindo metas assistenciais.

C Certo
E Errado
Órgão: Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS Cargo: Assistente Administrativo Prova: CESPE/CEBRASPE - AgSUS - Assistente Administrativo Bloco II - Conhecimentos Específicos - 2026

Acerca da estrutura e funcionamento das instituições e suas relações com os serviços de saúde, julgue o item abaixo.

Nas instituições de saúde, a gestão administrativa e a prestação direta de serviços assistenciais constituem esferas totalmente independentes.

C Certo
E Errado

Uma empresa pública responsável pela gestão de infraestrutura portuária, ao revisar seu sistema de avaliação de desempenho, decidiu substituir o modelo tradicional por um método estruturado em blocos de proposições descritivas. Cada bloco contém afirmações com diferentes conotações de desempenho, sendo o avaliador compelido a indicar aquela que melhor representa o comportamento do avaliado e aquela que menos o representa. Ressalta-se que os valores atribuídos às afirmações não são de conhecimento do avaliador, tendo sido previamente calibrados por especialistas. A respeito desse método, assinale a alternativa correta.

A Trata-se da Avaliação por Incidentes Críticos, cuja principal vantagem reside na eliminação de registros subjetivos e na padronização das ocorrências relevantes de desempenho.
B Trata-se da Escolha Forçada, que busca reduzir distorções como leniência e efeito de halo, embora possa apresentar como limitação a dificuldade de construção e validação dos instrumentos.
C Trata-se da Pesquisa de Campo, caracterizada pela atuação conjunta entre especialista e gestor de linha, com foco na análise aprofundada das causas do desempenho.
D Trata-se da Avaliação 360 Graus, cuja principal característica é a coleta de percepções múltiplas, eliminando a necessidade de ponderação estatística dos resultados.
E Trata-se da Gestão por Objetivos, baseada na negociação de metas mensuráveis, sendo dispensável o uso de escalas ou descrições comportamentais.
Texto associado
O PUXADOR DE PALMAS

Antonio Prata

Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames” termina em risada.
Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.
Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser “puxador de palmas”. Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.
Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.
Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos “brokers” de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.
Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.
Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é “não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no “puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: “Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes”.
Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.
Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxador-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.

Com base no texto, quanto ao emprego de elementos de coesão presentes nos seguintes excertos, assinale a alternativa correta.

A Em “Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda.”, a expressão destacada se refere ao dia posterior ao falecimento de Marcão.
B Em “Anteontem ela nos contou que [...]” e “[...] nos tornamos todos ‘brokers’ de nós mesmos [...]”, os termos destacados retomam os mesmos referentes no texto.
C Em “ Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado.”, o termo destacado poderia ser omitido sem que isso prejudicasse a coesão do texto.
D Em “ Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais [...]”, o termo destacado se refere ao leitor do texto.
E Os termos “Renata” e “Renatinha” se referem a pessoas diferentes, o que justifica que o autor faça essa distinção no texto, empregando ora um, ora outro.

Considere a seguinte afirmação: “O guindaste está operando ou o navio não atracou”.

Do ponto de vista da lógica formal, essa afirmação é falsa se, e somente se,

A o guindaste não está operando e o navio atracou.
B o guindaste não está operando ou o navio atracou.
C o guindaste opera, então o navio atracou.
D o guindaste está operando e o navio não atracou.
E o navio não atracou.
Texto associado
O PUXADOR DE PALMAS

Antonio Prata

Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames” termina em risada.
Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.
Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser “puxador de palmas”. Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.
Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.
Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos “brokers” de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.
Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.
Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é “não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no “puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: “Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes”.
Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.
Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxador-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.

Em relação ao emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa correta.

A No texto, o travessão é usado três vezes. Em todas elas, ele exerce a mesma função: sinalizar a inserção de um comentário subjetivo por parte do autor.
B Em “Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila [...]”, os dois-pontos são empregados para introduzir a possível fala de um interlocutor.
C Em “[...] ‘não importa o que o cês acharam, eu adorei!’”, o emprego do ponto de exclamação é obrigatório porque a segunda oração contém um verbo com sentido positivo.
D Em “Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia [...]”, a vírgula é de uso facultativo, pois isola um adjunto adverbial de curta extensão.
E Em “[...] veria no ‘puxador de palmas’ um líder. Um influenciador.”, o ponto-final após a palavra “líder” poderia ser substituído por vírgula sem que isso prejudicasse a sintaxe do excerto.