Atenção : Para responder às questões de números 21 a 26, baseie-se no texto seguinte.
Ter atenção, poder analisar
No latim, a palavra auditor indica “o que ouve”, sobretudo aquele que ouve com atenção, derivada do verbo audio , que é estar com os ouvidos atentos. Numa acepção mais técnica, auditor indicava o responsável por ouvir e analisar os atos de um administrador, quando este expunha oralmente as atividades por que fosse responsável. Depois, o termo se estendeu para quem julga a documentação escrita de atividades financeiras, escolhas administrativas, relatórios, prestação de contas etc.
Também se chama audição o momento em que alguém, desejando atuar numa peça teatral, num filme, num evento artístico, numa gravação, submete-se à comprovação de um talento específico desejável. Também aqui o auditor (produtor, diretor, responsável pelo futuro espetáculo) é aquele que alhará e ouvirá com atenção o desempenho do ou da postulante. Permanece a tarefa final de um veredito, com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa.
O verbo audio , no dicionário latino, está muito perto do verbo audeo , que significa ousar, ter a audácia de aventurar-se. A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora. Neste caso de audio / audeo parece estar de algum modo presente uma advertência singela: a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.
Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão ' sapere aude ”, que significa "ouse saber”, isto é, "ouse pensar por si mesmo” (Kant). Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia do saber conhecer e do saber ouvir para bem analisar pessoas e fatos. As palavras podem ser sugestivas e inspiradoras em seus mais casuais entrelaçamentos.
(Alceblades Villares, a editar)
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Texto associado
Atenção : Considere o texto a seguir para responder às questões de números 59 e 60.
Mas o grande perigo da crítica é um dedulivismo ingênuo que, partindo de uma pré-noção, acha no seu campo de pesquisas apenas aquilo que procura. Veja-se, por exemplo, o caso de Taine. Já Edmond Schérer, num dos seus “estudos” mais felizes, apontava os lados fracos da interpretação tainiana da arte ou da história literária. Em vez de proceder por indução, Taine deduz forçosamente de uma ideia preconcebida as componentes que deverão formar o caráter de uma época ou o espírito de uma literatura.
Sem dúvida, o crítico não pode prescindir de uma hipótese, como o cientista, para abrir uma picada no mato virgem dos fatos. Mas também não deve esquecer que, além da clareira mensurável, começa a exuberância das probabilidades, como uma floresta de interrogações. Respeitar o outro lado provável das coisas, admitir em tudo a parte do indeterminado é uma boa tática para quem não gosta de tropeçar em surpresas irônicas.
(Adaptado de: MEYER, Augusto, “Mas...”, Machado de Assis (1935-1958). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2008, p. 65)
Mas o grande perigo da crítica é um dedulivismo ingênuo que, partindo de uma pré-noção, acha no seu campo de pesquisas apenas aquilo que procura. Veja-se, por exemplo, o caso de Taine. Já Edmond Schérer, num dos seus “estudos” mais felizes, apontava os lados fracos da interpretação tainiana da arte ou da história literária. Em vez de proceder por indução, Taine deduz forçosamente de uma ideia preconcebida as componentes que deverão formar o caráter de uma época ou o espírito de uma literatura.
Sem dúvida, o crítico não pode prescindir de uma hipótese, como o cientista, para abrir uma picada no mato virgem dos fatos. Mas também não deve esquecer que, além da clareira mensurável, começa a exuberância das probabilidades, como uma floresta de interrogações. Respeitar o outro lado provável das coisas, admitir em tudo a parte do indeterminado é uma boa tática para quem não gosta de tropeçar em surpresas irônicas.
(Adaptado de: MEYER, Augusto, “Mas...”, Machado de Assis (1935-1958). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2008, p. 65)
Acerca das estratégias de argumentação no texto,
Durante uma auditoria de desempenho operacional, uma equipe pretende construir um modelo preditivo para explicar o tempo de processamento de operações fiscais (Y) a partir de 27 variáveis explicativas relacionadas a carga de trabalho, complexidade dos casos, perfil dos auditores e uso de sistemas internos. Como há suspeita de multicolinearidade elevada entre algumas variáveis, o auditor decide comparar dois métodos de regularização: Ridge e Lasso. Nesse contexto,
Sabe-se que 2/3 de um capital é aplicado a uma taxa de juros compostos de 3% ao trimestre, durante 1 semestre, com o valor dos juros correspondente igual a R$ 1.827,00. O restante deste capital é aplicado a uma taxa de juros simples de 14,4% ao ano, durante 4 meses. À soma dos montantes destas duas aplicações é igual a
Na análise microeconômica, dentre as várias ferramentas existentes, o mapa de isoquantas permite
Um título é descontado em um banco, 4 meses antes de seu vencimento, a uma taxa de desconto de 2,5% ao mês, segundo uma operação de desconto racional simples. Um outro título de valor nominal igual ao dobro do valor nominal do primeiro título é descontado em outro banco, 4 meses antes de seu vencimento, segundo uma operação de desconto comercial simples, também a uma taxa de desconto de 2,5% ao mês. Dado que a soma dos valores atuais dos dois títulos é igual a R$ 59.600,00, verifica-se que o valor do desconto referente ao 2º título é de
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 61 e 62.
Defining the Role of a Tax Auditor
The core function of a tax auditor is to examine financial records and supporting documentation against the figures reported on official returns, whether for individuals or corporations. This examination seeks to verify every line item, from gross receipts and reported income to specific deductions claimed for ordinary and necessary business expenses. A primary goal is to confirm that the taxpayer's stated liability aligns precisely with the relevant federal or state tax law.
The auditor works to identify discrepancies or misapplications of the law that may lead to an underpayment of taxes due. They scrutinize documentation that supports deductions, such as receipts for charitable depreciation claimed or substantiation for contributions. The auditor ultimately determines if the taxpayer owes additional tax, is due a refund, or if the return is accurate as filed.
(Adapted from https://legalclarity.org/what-is-a-tax-auditor-and-what-do-they-do/ )
Defining the Role of a Tax Auditor
The core function of a tax auditor is to examine financial records and supporting documentation against the figures reported on official returns, whether for individuals or corporations. This examination seeks to verify every line item, from gross receipts and reported income to specific deductions claimed for ordinary and necessary business expenses. A primary goal is to confirm that the taxpayer's stated liability aligns precisely with the relevant federal or state tax law.
The auditor works to identify discrepancies or misapplications of the law that may lead to an underpayment of taxes due. They scrutinize documentation that supports deductions, such as receipts for charitable depreciation claimed or substantiation for contributions. The auditor ultimately determines if the taxpayer owes additional tax, is due a refund, or if the return is accurate as filed.
(Adapted from https://legalclarity.org/what-is-a-tax-auditor-and-what-do-they-do/ )
O significado de supporting , conforme empregado no texto, é
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 63 e 64.
Artificial Intelligence in Accounting and Auditing
Federica De Santis
27 October 2024
The labor-intensive and repetitive nature of auditing tasks, combined with strict compliance requirements, make auditing an ideal area for the integration of digital technologies like artificial intelligence (Al). Al offers significant potential for auditors, enabling them to accelerate auditing tasks, minimize human errors and bias, overcome sampling limitations, examine entire transaction populations, and lower audit costs. Nonetheless , similar to any innovation in professional practices, the adoption of Al in auditing poses unique challenges for both professionals and policymakers. These challenges mainly pertain to auditors' readiness for technological advancements, their willingness to adapt their approach to audit tasks, and the ethical considerations of utilizing Al in their work.
(Adapted from https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-71371-2_9 )
Artificial Intelligence in Accounting and Auditing
Federica De Santis
27 October 2024
The labor-intensive and repetitive nature of auditing tasks, combined with strict compliance requirements, make auditing an ideal area for the integration of digital technologies like artificial intelligence (Al). Al offers significant potential for auditors, enabling them to accelerate auditing tasks, minimize human errors and bias, overcome sampling limitations, examine entire transaction populations, and lower audit costs. Nonetheless , similar to any innovation in professional practices, the adoption of Al in auditing poses unique challenges for both professionals and policymakers. These challenges mainly pertain to auditors' readiness for technological advancements, their willingness to adapt their approach to audit tasks, and the ethical considerations of utilizing Al in their work.
(Adapted from https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-71371-2_9 )
Segundo o texto,
Uma pessoa deverá quitar uma dívida de R$ 27.000,00 daqui a um semestre e uma outra de R$ 58.320,00 daqui a um ano. O devedor propõe ao credor quitar as duas dívidas por meio de um pagamento único daqui a um ano e meio a uma taxa de juros compostos de 8% ao semestre. Se o credor aceitar esta proposta, então o valor deste pagamento único será de
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto seguinte.
Arrependimentos
Pentimento é a palavra italiana para arrependimento , mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Às vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.
Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.
A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram.
Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.
O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha “certa”. Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores . São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25–27, passim)
Arrependimentos
Pentimento é a palavra italiana para arrependimento , mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Às vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.
Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.
A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram.
Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.
O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha “certa”. Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores . São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25–27, passim)