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Um grupo de pesquisadores está desenvolvendo uma investigação para avaliar os impactos ambientais de um programa governamental de reflorestamento urbano na biodiversidade local. Durante a definição do protocolo, eles precisam formular hipóteses que orientem o desenho metodológico, permitindo a coleta de dados e testes que confirmem ou refutem as relações propostas entre os fenômenos ambientais estudados. Para servir como base para o planejamento da pesquisa e possibilitar sua comprovação ou refutação empírica, as hipóteses a serem formuladas devem:

A apresentar suposições testáveis que indiquem relações possíveis entre variáveis, direcionando a investigação científica para validar ou invalidar essas conexões;
B expressar previsões amplas que deixem a coleta de dados orientar os caminhos da análise, privilegiando interpretações flexíveis;
C refletir opiniões dos pesquisadores sobre os resultados esperados, priorizando perspectivas subjetivas para embasar a pesquisa;
D propor estratégias para reverter os impactos ambientais;
E analisar e descrever fenômenos observados sem propor relações ou causas entre as variáveis envolvidas.

Um pesquisador decide coletar dados qualitativos em uma pesquisa sobre a transformação tecnológica na vida cotidiana de jovens estudantes universitários de 18 a 26 anos. Nesse caso, a entrevista episódica é uma opção interessante porque:

A tem elevada capacidade de captar percepções, por empregar escala do tipo Likert;
B faz obrigatoriamente uso da triangulação, o que a torna uma das formas de entrevista mais robustas;
C se apresenta em formatos que podem ser autoaplicados, o que otimiza o tempo da coleta de dados;
D pode captar a representação social de um conhecimento específico partilhado pelos membros de um grupo;
E leva à elaboração de indicadores e índices, muito úteis para a formulação de políticas públicas sobre ciência e tecnologia.

Um estudo de caso único foi usado para identificar como ocorre a participação social no processo de implementação do Programa de Regionalização do Turismo, usando categorias de análise predefinidas pelos modelos teóricos de governança. A coleta de dados se deu por meio de entrevistas semiestruturadas com 59 atores-chave. Os resultados indicaram que a política pública de regionalização do turismo vem sendo implementada em forma de Conselhos de Turismo liderados por organismos públicos, com a inclusão de diversos atores da sociedade. No entanto, sob a ótica de análise da participação social, verificam-se inconsistências para a completude de uma gestão participativa e, portanto, de uma instância de governança como definida pela literatura. Considerando a natureza do estudo de caso, o tipo de contribuição que esses resultados poderiam gerar para o desenvolvimento de políticas públicas é conhecido como:

A generalização a verdades universais, que sirvam de modelo de governança para os demais programas;
B generalização analítica, em função dos dados quantitativos e indicadores socioeconômicos;
C generalização analítica, em função de proposições teóricas derivadas dos resultados;
D generalização estatística baseada no conjunto de evidências qualitativas reunidas;
E generalização estatística a partir de uma amostra representativa do grupo estudado.

Uma fundação pública está avaliando um programa de incentivo à leitura em comunidades vulneráveis e precisa criar um indicador para monitorar a efetividade da política. No processo de construção do indicador, a equipe técnica discute critérios para garantir que ele seja útil e aplicável à gestão. À luz desse processo, um indicador adequado para monitoramento de políticas e programas públicos deve:

A ter sensibilidade estatística e depender de fontes múltiplas e complexas;
B ser calculado com base em dados qualitativos e refletir subjetividades locais;
C ser construído por especialistas externos para garantir imparcialidade na avaliação;
D estar vinculado a um banco de dados nacional e atender exclusivamente a requisitos legais;
E apresentar validade, confiabilidade e simplicidade, facilitando sua compreensão e aplicação.

O modelo conceitual proposto pelo governo federal propõe oito passos para orientar a construção de indicadores de desempenho em políticas públicas: 1) avaliar os objetivos e metas do programa; 2) identificar os interessados nos resultados; 3) definir os tipos de indicadores mais adequados; 4) definir critérios de seleção dos indicadores; 5) mapear indicadores candidatos; 6) analisar trade-offs entre os indicadores; 7) validar os indicadores escolhidos; 8) cadastrar os indicadores definidos. A alternativa que associa um programa público a uma proposta de monitoramento alinhada aos princípios e etapas do modelo conceitual é:

A um programa de combate à violência urbana que adota indicadores prontos do Plano Nacional de Segurança, definindo os critérios de seleção apenas após o uso dos dados;
B um programa ambiental que seleciona indicadores disponíveis no IBGE e no INPE por critérios de custo e periodicidade, sem vinculação prévia aos objetivos do programa;
C um programa de fomento à leitura que define previamente seus objetivos, consulta bibliotecas e leitores como partes interessadas e elabora critérios de seleção antes de escolher os indicadores;
D um programa de inclusão digital que inicia o processo com uma análise de dados secundários e define os tipos de indicadores com base na estrutura de relatórios exigidos por órgãos de controle;
E um programa de formação técnica que se inicia pelo mapeamento de indicadores usados em políticas semelhantes, adaptando-os diretamente ao novo contexto, sem consulta prévia aos usuários nem validação dos critérios de seleção.

Durante a implementação de um sistema de monitoramento para uma política pública de fomento à economia criativa, diferentes propostas foram apresentadas pelos setores técnicos envolvidos. Cada proposta traz decisões sobre como estruturar os indicadores, os instrumentos de acompanhamento e o uso dos dados. Com base nas boas práticas de construção de sistemas de monitoramento de políticas públicas, um sistema bem estruturado deve:

A incorporar mecanismos de retroalimentação que permitam reavaliar e ajustar periodicamente os indicadores com base nas evidências empíricas da execução, promovendo coerência metodológica e responsividade gerencial;
B centralizar o desenho dos indicadores em núcleos técnicos especializados com menor envolvimento das instâncias executoras, como forma de assegurar independência técnica, padronização conceitual e neutralidade avaliativa;
C priorizar a adoção de indicadores provenientes de sistemas estatísticos consolidados, ainda que desvinculados das metas específicas do programa, assegurando comparabilidade externa e aderência a parâmetros nacionais padronizados;
D valorizar a complexidade analítica das métricas utilizadas, ainda que sua interpretação operacional exija capacitação especializada, considerando que indicadores de alta densidade técnica fortalecem a credibilidade institucional do monitoramento;
E definir o conjunto de indicadores com base na estrutura lógica do programa e em alinhamento às estratégias institucionais, ainda que sem estratégia de coleta definida no momento inicial, considerando que a maturação do sistema ocorrerá progressivamente.

Uma fundação pública vinculada à área de educação está estruturando um sistema de monitoramento para acompanhar os resultados de um programa de fortalecimento das bibliotecas escolares. O objetivo é garantir que as metas operacionais sejam acompanhadas de forma sistemática e que a gestão possa agir diante de desvios ou avanços. Durante a fase de planejamento, a equipe elaborou o seguinte esquema básico: • objetivo estratégico: ampliar o acesso a livros e à leitura nas escolas públicas; • meta: elevar em 25% o número médio de empréstimos mensais de livros por estudante até o final do ano; • indicador: número médio mensal de empréstimos por aluno; • meio de controle: painel mensal com dados enviados pelas bibliotecas escolares. Avaliando o esquema básico proposto durante o planejamento à luz das boas práticas de um sistema de monitoramento e acompanhamento de políticas públicas, é correto afirmar que:

A o objetivo estratégico está descrito de forma muito específica, o que compromete a definição de indicadores amplos;
B o indicador descrito deve ser utilizado ao final do ciclo de implementação, visando a avaliar o alcance das metas previstas;
C o indicador descrito está relacionado ao impacto social do programa e, portanto, não deve ser usado como métrica operacional;
D a meta apresentada não permite o monitoramento do desempenho, pois está formulada em termos quantitativos e não qualitativos;
E o meio de controle descrito é apropriado para apoiar o monitoramento, pois permite acompanhar regularmente a execução da meta.

A Nova Política de Educação a Distância (Decreto nº 12.456/2025) estabelece diretrizes para os processos de ensino e aprendizagem realizados por meio de tecnologias de informação e comunicação. A lei conceitua e caracteriza um certo número de modalidades dessas atividades. É exemplo de uma atividade síncrona mediada:

A uma aula ao vivo transmitida pelo professor por videoconferência e aberta a um número indefinido de participantes;
B uma sessão de esclarecimento de dúvidas transmitida por live , em que os alunos podem interagir com questões;
C tutoria on-line com interação entre o docente e um número limitado de estudantes com controle de frequência;
D participação obrigatória em um fórum de discussão em que os alunos postam e respondem mensagens em horários livres;
E uma mesa-redonda on-line aberta à participação de convidados e alunos que podem interagir por meio do chat.

“Em 2019, no Museu da Imigração (São Paulo), a instalação ‘Cúmulo’, da artista Emilia Estrada, colocou em exposição um grande volume de itens da coleção institucional, promovendo questionamentos sobre a construção do acervo e dos possíveis desdobramentos para as identidades coletivas da imigração. Se, por um lado, o título da obra apresenta a ideia de ‘coisas amontoadas ou sobrepostas’, por outro, remete à dimensão física ocupada por esse patrimônio, ao evidenciar seu ‘volume’ e o consequente impacto da manutenção desses acervos nos museus.” (Adaptado de https://museudaimigracao.org.br/blog/bastidores/ obra-cumulo-reflexoes-sobre-acumulos-e-acervos-de-museus) Considerando o papel das políticas públicas de patrimônio, a obra “Cúmulo” revela desafios associados à:

A permuta;
B curadoria;
C mediação;
D conservação;
E documentação.

A respeito da relação entre memória e patrimônio cultural, leia o texto a seguir. “Primeiro terreiro tombado pelo Iphan, o Terreiro Casa Branca do Engenho Velho, localizado em Salvador (BA), foi reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro e inscrito nos livros do Tombo Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, em 1984. O tombamento inclui uma área de 6.800 metros quadrados com edificações, árvores e seus principais objetos sagrados. Segundo a tradição oral, por volta da primeira metade do século XIX, três africanas da nação Nagô fundaram um terreiro de Candomblé em uma roça nos fundos da Igreja da Barroquinha, em pleno centro da cidade.” (Adaptado de http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1636/) Considerando a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (Unesco, 2005), o histórico de tombamento dos terreiros de religião de matriz africana no Brasil revela:

A o alinhamento às normativas internacionais sobre diversidade cultural;
B a valorização da pluralidade das expressões culturais a partir de critérios técnicos;
C a prevalência da dimensão material da cultura, com foco na preservação física dos espaços;
D o compromisso precoce do Iphan com o pluralismo cultural, antecipando-se às políticas internacionais de preservação;
E a exotização das religiões afro-brasileiras a partir da seleção por critérios de autenticidade e pertencimento comunitário.