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Uma fundação pública está avaliando um programa cultural voltado à formação artística de jovens. O objetivo é oferecer experiências formativas que favoreçam a consolidação de competências relacionadas à atuação no campo artístico, contribuindo, a médio e longo prazo, para que os participantes que tenham interesse possam dar continuidade a trajetórias profissionais no setor. Como parte do processo de monitoramento e avaliação, foram definidos os seguintes indicadores:

I. percentual de oficinas realizadas conforme o cronograma previsto;

II. percentual de jovens egressos que ingressaram em cursos técnicos ou universidades da área cultural;

III. percentual de participantes que desenvolveram habilidades técnicas e criativas após a formação. Com base na teoria de avaliação, os indicadores propostos podem ser classificados, respectivamente, como indicadores de:

A resultado, impacto e processo;
B processo, impacto e resultado;
C processo, resultado e impacto;
D impacto, processo e resultado;
E resultado, processo e impacto

Os indicadores de avaliação de políticas públicas podem ser categorizados conforme diferentes taxonomias. Uma delas envolve o fluxo de implementação de um programa e/ou política. Conforme Bonnefoy

( 2005 ) e Jannuzzi

( 2005 ), essa taxonomia classifica os indicadores de acordo com sua posição na cadeia lógica de implementação e seus objetivos de mensuração. Considere que uma Secretaria Estadual de Educação está implementando um programa de formação continuada para professores da rede pública cujo objetivo é aprimorar a prática pedagógica e, a longo prazo, contribuir para a melhoria do desempenho dos estudantes. Nessa perspectiva, um indicador que poderia ser corretamente utilizado para avaliar o programa é:

A o custo total por hora de formação ofertada, que é um indicador de impacto empregado para analisar se os recursos foram utilizados conforme o planejado;
B a taxa de evasão escolar, que é um indicador de processo utilizado para verificar se os resultados sociais da política pública foram efetivamente alcançados;
C a nota do IDEB após dois anos de formação, que é um indicador de resultado utilizado para medir o efeito de longo prazo do programa sobre o desempenho dos alunos;
D a quantidade de horas-aula ministrada por professor em cada disciplina, que é um indicador de impacto utilizado para medir a eficiência dos recursos empregados no programa;
E o percentual de professores que aplicaram os conhecimentos adquiridos em sala de aula, que é um indicador de resultado utilizado para avaliar se os objetivos do programa foram atingidos.

A respeito do tratamento de dados pessoais, leia o trecho a seguir. “Um projeto liderado pelo InovaHC, núcleo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, busca testar a interoperabilidade, que é a integração e o compartilhamento de dados dos pacientes, permitindo o acesso de profissionais de diferentes instituições às informações. A ideia, afirmam, é facilitar o atendimento — o paciente não precisará informar sobre alergias, histórico de cirurgias ou outras doenças, por exemplo, agilizando o processo.” (Adaptado de MACEDO, Vitória. “Rede privada de saúde vai testar compartilhamento de dados de pacientes”, Folha de São Paulo, 23 jun. 2025) Com base na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), a implementação da interoperabilidade:

A necessita de regulamentação jurídica, porque tem caráter financeiro;
B requer a decisão do controlador, porque trata de casos de tutela da saúde;
C viola o direito à privacidade, porque expõe material de natureza sensível;
D assegura o anonimato de identificação, porque é usada para o interesse público;
E exige a definição das finalidades, porque supõe o consentimento dos usuários.

Durante uma reunião de planejamento da Secretaria de Educação de um estado da federação, técnicos em assuntos educacionais foram questionados a respeito de como é monitorado o cumprimento da Meta 12 do Plano Nacional de Educação 2014-2024 (Lei nº 13.005/2014), referente à ampliação do acesso ao ensino superior. De acordo com a norma citada, o monitoramento é:

A realizado com base nos indicadores de desempenho fornecidos pelas universidades estaduais, como taxa de reprovação em determinadas disciplinas, coeficiente de rendimento e inserção profissional dos egressos;
B efetuado pelo Tribunal de Contas da União, que fiscaliza a eficácia pedagógica dos repasses educacionais utilizados para aumentar a oferta de matrículas no ensino superior;
C executado pelo Fórum Nacional de Educação, mediante os relatórios produzidos pelo Inep, com informações organizadas por ente federado e consolidadas em âmbito nacional, entre outros dados;
D condicionado pelas autoavaliações internas das instituições públicas de ensino superior, fruto da participação ativa de docentes, estudantes e gestores, com base em um processo de avaliação coletivo, transparente e formativo;
E subordinado à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e à Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, que analisam a taxa de matrícula líquida na Educação Básica.

Uma equipe multidisciplinar está elaborando um curso de extensão on-line para formação de professores na área de artes e humanidades. O objetivo do curso é estimular a construção coletiva do conhecimento, com uso de fóruns moderados, atividades em grupo e a presença de um mediador pedagógico. Embora o curso seja de extensão, a equipe decidiu aplicar os parâmetros da Nova Política de Educação a Distância (Decreto nº 12.456/2025) para garantir qualidade pedagógica, institucional e tecnológica. Considerando essa decisão da equipe e as diretrizes da Nova Política de Educação a Distância, o curso descrito precisa:

A especificar a modalidade de oferta no certificado de conclusão, conforme exigência da regulamentação citada para cursos de extensão, graduação e pós-graduação;
B garantir que o mediador atue em funções administrativas, de modo que o corpo docente possa gerenciar as atividades pedagógicas e as propostas colaborativas;
C estar desvinculado de instituição de ensino superior, por se tratar de curso de extensão multidisciplinar, com caráter livre e autonomia de oferta pelas equipes organizadoras;
D condicionar as avaliações de aprendizagem a atividades síncronas ou assíncronas na modalidade a distância, podendo contar com o suporte do mediador pedagógico;
E estar vinculado a um polo EaD que funcione como espaço de apoio acadêmico efetivo, com infraestrutura física e tecnológica adequada, sendo vedado o compartilhamento de polos entre instituições distintas.

A teoria da distância transacional, de Michael G. Moore, oferece uma matriz conceitual para a avaliação das ações pedagógicas no âmbito da Educação a Distância (EaD). A distância transacional está em função das variáveis diálogo, estrutura e autonomia do aluno. A alternativa que descreve adequadamente a relação entre uma variável e a distância transacional é a seguinte:

A quanto maior a autonomia do aluno, maior tende a ser a distância transacional, pois a autogestão da aprendizagem gera maior separação entre professor e estudante;
B a distância transacional pode ser minimizada mesmo com pouco diálogo, desde que o curso ofereça uma estrutura robusta capaz de antecipar as demandas dos alunos;
C quanto maior o nível de diálogo em um curso, mais cresce a distância transacional, dado que as múltiplas trocas tornam o processo mais complexo e cognitivamente demandante;
D a adoção de estratégias de feedback personalizado e mediação ativa tendem a reduzir a distância transacional, ao favorecer maior alinhamento entre professor e aluno;
E a alta autonomia dos alunos dispensa estratégias de mediação, pois a distância transacional se anula quando o estudante assume o controle da própria aprendizagem.

Em uma pesquisa envolvendo entrevistas com usuários de serviços públicos, a equipe de pesquisa precisa garantir o tratamento ético dos dados e o respeito aos direitos dos participantes. Considerando as melhores práticas éticas em pesquisa na Administração Pública, o procedimento correto para o caso é:

A garantir o anonimato dos participantes nas etapas de análise e publicação, podendo registrar seus nomes e contatos para eventuais esclarecimentos durante a coleta;
B coletar os dados sem explicitar todos os detalhes do estudo inicialmente, para evitar que informações antecipadas influenciem as respostas e comprometam a qualidade dos resultados;
C compartilhar os dados com órgãos públicos parceiros, desde que sejam mantidos os cuidados básicos de segurança, sem necessidade de autorização explícita dos participantes;
D informar os participantes sobre o objetivo geral da pesquisa e assegurar-lhes que os dados serão usados apenas internamente, sem necessidade de consentimento formal, para agilizar o processo;
E obter o consentimento esclarecido de cada participante, explicando os objetivos, possíveis riscos e garantias de confidencialidade e assegurando que a participação é voluntária e pode ser interrompida a qualquer momento.

Em um estudo de caso realizado em uma escola pública, pesquisadores observaram que as práticas pedagógicas tradicionais dificultavam a inclusão de estudantes de contextos culturais diversos. Para enfrentar esse desafio, foram implementadas ações que valorizavam o capital cultural de diferentes grupos, promovendo o diálogo intercultural e adaptando conteúdos e metodologias às realidades locais. Considerando essa experiência local, é correto afirmar que a contribuição dos estudos de caso para a compreensão e transformação dos processos educativos, em contextos culturais diversos, consiste em:

A descrever os processos administrativos;
B fornecer dados abstratos e generalizáveis a todas as instituições educacionais de maneira imediata;
C permitir testar hipóteses gerais e quantificáveis sobre a influência do capital cultural na aprendizagem escolar;
D possibilitar a análise detalhada das interações sociais e culturais dentro do contexto específico, revelando as dinâmicas que impactam a educação;
E substituir outras metodologias, uma vez que estudos de caso tendem a fornecer elementos que permitem a análise de todos os aspectos do fenômeno educacional em uma única investigação.