QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
35 questões encontradas

Nas últimas décadas, os indicadores de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) evoluíram de métricas baseadas no modelo linear (como gastos em P&D e patentes) para abordagens sistêmicas, que consideram interações entre atores. Contudo, críticos argumentam que a maioria dos indicadores ainda não capturou adequadamente a complexidade da inovação e sua relação com o desenvolvimento. as críticas contemporâneas aos indicadores de CT&I, uma limitação dos manuais tradicionais (como Frascati e Oslo) para mensurar a inovação na atualidade é o fato de tais manuais:

A desconsiderarem dimensões como sustentabilidade e impacto social;
B ignorarem a contribuição de patentes para o crescimento econômico;
C subestimarem as relações de colaboração entre universidades e empresas;
D subestimarem o papel do setor público no financiamento de atividades inovativas;
E desconsiderarem a relação entre publicações científicas e desenvolvimento tecnológico.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU em 2015 como parte da Agenda 2030, representam um plano global para enfrentar desafios socioambientais, como mudanças climáticas, desigualdades e degradação ambiental. A ciência, tecnologia e inovação (CT&I) são reconhecidas como vetores centrais para alcançar esses objetivos, pois oferecem soluções transformadoras e sistêmicas. No Brasil, o Plano Nacional de CT&I 2023-2030 (PNCTI) estabelece diretrizes para alinhar a produção científica e tecnológica com a Agenda 2030, enquanto iniciativas como o Programa Nova Indústria Brasil buscam conciliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade. Considerando a articulação entre políticas de CT&I e os ODS no contexto brasileiro, é correto afirmar que:

A um dos eixos estruturantes da PNCTI foca o desenvolvimento social por meio, dentre outros mecanismos, de tecnologias sociais e assistivas;
B o Programa Nova Indústria Brasil tem o ODS 13 (combate à mudança climática) como meta estruturante das ações de longo prazo;
C os indicadores de monitoramento de políticas de CT&I consideram apenas aspectos econômicos do desenvolvimento industrial;
D a Lei do Bem estabelece critérios diferenciados para projetos de inovação em energias renováveis, associados ao ODS 7 (energia limpa e acessível);
E o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) direciona cerca de 85% de seus recursos para fundos setoriais vinculados a metas de sustentabilidade.

A escolha pela ciência, tecnologia e inovação (CT&I) como eixo estratégico de desenvolvimento implica não somente ampliar investimentos e fortalecer a capacidade técnica do país, mas também consolidar um sistema de governança capaz de alinhar políticas públicas, instituições de fomento e ações regionais. Compreender essa estrutura é essencial para o planejamento e execução de projetos consistentes e alinhados com as diretrizes nacionais. Assim sendo, a estrutura do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) no Brasil é caracterizada por um modelo de governança que envolve:

A uma gestão centralizada em agências federais, com menor participação das instâncias estaduais e municipais;
B a autonomia plena de cada estado da federação, sem necessidade de articulação com diretrizes federais;
C um modelo de coordenação central acompanhado de agências de fomento e articulações federativas que respeitem as especificidades regionais;
D a dependência de recursos internacionais, equilibrando eventual limitação do orçamento público nacional;
E uma estrutura de financiamento baseada principalmente em organizações privadas e em parcerias com empresas estrangeiras.

Apesar de apresentar avanços pontuais, o modelo industrial brasileiro ainda enfrenta obstáculos estruturais, tais como a baixa agregação de valor, escasso investimento em inovação e forte dependência de insumos e tecnologias externas. O ODS 9 propõe reverter esse cenário por meio de uma industrialização inclusiva e sustentável, apoiada em inovação, tecnologias limpas e fortalecimento da infraestrutura científica e produtiva. Diante desse contexto, é válido indagar como os projetos de CT&I podem romper com modelos produtivos excludentes e obsoletos. É correto afirmar que projetos de CT&I voltados à promoção do ODS 9 contribuem de maneira crítica para o desenvolvimento sustentável quando:

A integram inovação tecnológica com inclusão territorial e social, mitigando desigualdades produtivas e ambientais no modelo de indústria;
B atualizam o parque industrial vigente com tecnologias importadas de última geração, aumentando a produtividade;
C subsidiam grandes conglomerados para recuperar níveis históricos de crescimento do PIB industrial;
D mantêm a lógica de modernização restrita a setores lucrativos, sem questionar seus impactos socioambientais;
E priorizam a exportação de commodities com menor interferência regulatória para garantir competitividade internacional.

Frequentemente, projetos de CT&I envolvem atividades interdependentes, prazos apertados e alto grau de incerteza. Ferramentas como PERT (Program Evaluation and Review Technique) e CPM (Critical Path Method) são utilizadas para identificar sequências críticas, prever atrasos e otimizar recursos. Em decorrência disso, a correta aplicação dessas ferramentas pode ser decisiva para o sucesso do projeto. A utilização combinada das técnicas PERT e CPM é mais indicada quando:

A o projeto é altamente padronizado e segue um cronograma fixo, com baixa variabilidade nas tarefas;
B é necessário analisar estatisticamente prazos e incertezas, identificando o caminho crítico e as folgas das atividades;
C o principal objetivo é registrar visualmente os responsáveis por cada atividade no ciclo do projeto;
D se deseja acompanhar de forma contínua o fluxo de demandas, sem priorização de prazos ou dependências;
E se pretende dividir o projeto em sprints curtos, com entregas incrementais, lideradas por equipes autônomas.

Projetos de CT&I envolvem desenvolvimento de novos conhecimentos, tecnologias e processos. Por essa razão, apresentam alto grau de incerteza e singularidade, o que impacta diretamente a forma como são planejados e gerenciados. A singularidade e a incerteza em projetos de CT&I exigem abordagens específicas de gestão, pois esses projetos:

A se beneficiam de modelos industriais padronizados;
B envolvem testes sucessivos, revisão de metas e adaptação a mudanças no contexto institucional;
C têm suas metas definidas a partir de benchmarks de mercado com baixa necessidade de adaptação;
D apresentam adaptações técnicas, com cronogramas e escopos rigidamente definidos;
E dependem exclusivamente de recursos fixos e equipes estáveis para evitar mudanças ao longo de sua execução.

O Programa Rota 2030, lançado pelo governo federal em 2018, visa a estimular a competitividade da indústria automotiva nacional por meio de incentivos à inovação tecnológica, eficiência energética e segurança veicular. Um dos desafios desse programa é garantir que os projetos apoiados sejam coerentes tanto com os objetivos de política industrial quanto com as diretrizes de CT&I de longo prazo. No contexto do Programa Rota 2030, o alinhamento estratégico de projetos de inovação tecnológica com políticas públicas é efetivo quando:

A os projetos nacionais que priorizam a redução de custos seguem uma estratégia econômica, passível de articulação futura com a inovação tecnológica;
B as iniciativas enfrentam desafios nacionais, como eficiência energética e segurança veicular, integrando pesquisa e aplicação industrial;
C a empresa executora define os objetivos do projeto baseada em suas metas comerciais internas;
D a inovação é medida pelo número de patentes geradas ao final da sua execução;
E os recursos públicos são aplicados na aquisição de maquinaria para modernização de plantas industriais existentes.

A gestão da inovação nas organizações públicas e privadas está diretamente vinculada à capacidade de transformar conhecimentos científicos e tecnológicos em soluções úteis e sustentáveis. Logo, compreender os elementos que estruturam esse processo é essencial para a formulação de políticas e estratégias eficazes. A capacidade de uma organização de transformar conhecimento em inovação efetiva depende, dentre outros fatores, de um processo estruturado que envolva sistematicamente:

A a incorporação de tecnologias emergentes como diferencial competitivo, independentemente de sua aderência a prioridades sociais ou setoriais;
B o investimento continuado em pesquisa fundamental, mesmo sem vínculos explícitos com aplicação imediata;
C a articulação entre atividades de pesquisa, desenvolvimento, validação e difusão tecnológica, alinhadas a diretrizes institucionais e objetivos estratégicos;
D a replicação de práticas de inovação consagradas no mercado, priorizando a adaptação em vez da geração autônoma de soluções;
E o aproveitamento de soluções tecnológicas disponíveis, com ênfase em implantação rápida e de baixo custo.

O encerramento de projetos de CT&I necessita mais do que o cumprimento técnico e financeiro das atividades planejadas. Essa fase envolve desafios como a consolidação de resultados, a avaliação de impactos e a continuidade dos efeitos gerados, especialmente em contextos institucionais frágeis ou pouco preparados para o pós-projeto. Em vista disso, a fase de encerramento de projetos de CT&I apresenta dificuldades recorrentes, sobretudo porque:

A a padronização dos procedimentos operacionais nos projetos de CT&I tende a reduzir a variabilidade nos processos de finalização, conferindo previsibilidade à fase de encerramento e minimizando seus riscos estruturais;
B o cumprimento dos marcos técnicos e financeiros previstos no planejamento é usualmente interpretado como critério suficiente para validar a efetividade do projeto e viabilizar a apropriação dos seus produtos e aprendizados;
C a principal exigência nessa etapa é o cumprimento de requisitos contábeis e administrativos, que dispensam análise sobre efeitos qualitativos;
D os resultados obtidos durante o projeto são mensuráveis, o que torna o monitoramento posterior mais qualitativo;
E há obstáculos para sistematizar o conhecimento gerado, acompanhar impactos de médio e longo prazo e incorporar os aprendizados às práticas institucionais.

Um instituto de pesquisa está desenvolvendo um projeto de inovação na área de energia sustentável que possui alto grau de incerteza técnica e depende de financiamento público a fundo perdido. Durante a fase de execução, a equipe identifica que uma das hipóteses científicas não se confirmou, exigindo redirecionamento de recursos e revisão do cronograma. Considerando as diretrizes estratégicas de gestão da inovação, a melhor estratégia para realinhar o projeto sem comprometer seus objetivos principais é:

A a interrupção imediata do projeto e a busca por novos recursos de fomento, uma vez que o escopo original foi invalidado;
B a manutenção do plano original e ajuste no cronograma, de forma a cumprir os objetivos definidos no edital, por meio do qual a pesquisa foi financiada;
C a utilização de uma ferramenta de gestão, como o Gráfico de Gantt, para redesenhar o planejamento financeiro e redefinir o nível de maturidade tecnológica;
D a aplicação de uma abordagem de gestão ágil, como o Scrum, dividindo o trabalho em etapas curtas para testar rapidamente novas hipóteses e ajustar o planejamento;
E a transferência da responsabilidade para um parceiro industrial, terceirizando o desenvolvimento da tecnologia, devido a sua maior competência no desenvolvimento de tecnologias com aplicação industrial.