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Na comunidade escolar existem pontos que contribuem para o surgimento dos conflitos e que, na maioria das vezes, não são explícitos ou mesmo percebidos. A prioridade que se dá para os diferentes conflitos escolares é um primeiro ponto. Martinez Zampa (2005, p. 29) diz que os professores consideram que os conflitos mais frequentes e importantes se dão entre seus colegas e diretores, colocando em segundo lugar de importância os conflitos entre alunos. (Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/TytpKNQ94yYRNYmhqBXTwxP/?lang=pt&format=pdf. Adaptado.) Considerando os conflitos educacionais entre membros da comunidade educacional ocorridos na escola, analise as afirmativas a seguir.

I. Conflitos entre as autoridades formal e funcional : surgem quando não há coincidência entre a figura da autoridade formal (diretor) e da autoridade funcional (líder situacional).

II. Conflitos em torno da pluralidade de pertencimento : ocorrem quando o docente faz parte de diferentes estabelecimentos de ensino, ou mesmo de níveis diferentes de ensino.

III. Conflitos para definir o projeto institucional : surgem porque a construção do projeto educacional favorece a manifestação de diferentes posições quanto a objetivos, procedimentos e exigências no estabelecimento escolar.

IV. Conflitos entre a comunidade ao redor da escola e os membros da comunidade educacional : onde emanam de redes sociais de diferentes atores, rompem-se as concepções rígidas dos muros da escola, ampliando-se as fronteiras.

V. Conflitos para operacionalizar o projeto educativo : acontecem porque, no momento de executar o projeto institucional, surgem divergências nos âmbitos de planejamento, execução e avaliação, levando a direção a lançar mão de processos de coalizão, adesões etc. Está correto o que se afirma em

A I, II, III, IV e V.
B I, II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D III, IV e V, apenas.
E I, II, III e V, apenas.

De acordo com Magda Soares, uma nova concepção de aprendizagem e ensino da língua escrita ocorre através de mudanças significativas nas concepções de aprendizagem e ensino da língua escrita e vem ocorrendo desde os anos 80, do século anterior. Essa mudança é fruto, fundamentalmente, dos seguintes fatores; analise-os.

I. As ciências linguísticas, a sociolinguística, a psicolinguística, a linguística textual e as análises do discurso começam a ser “aplicadas” ao ensino da língua materna: novas concepções de língua e linguagem, de variantes linguísticas, de oralidade e escrita, de texto e discurso, reconfiguram o objeto da aprendizagem e do ensino da escrita e, consequentemente, o processo dessa aprendizagem e desse ensino.

II. A psicologia genética piagetiana traz uma nova compreensão do processo de aprendizagem da língua escrita, através, particularmente, das pesquisas e publicações de Emília Ferreiro e seus colaboradores, obrigando a uma revisão radical das concepções do sujeito aprendiz da escrita, e de suas relações com esse objeto de aprendizagem – a língua escrita.

III. A teoria do Behaviorismo faz uma importante contribuição para a alfabetização, pois o método sintético se estrutura em suas bases. Insiste, fundamentalmente, em uma correspondência entre o oral e o escrito, entre o som e a grafia. O seu ensino inicia-se de um grau de dificuldade mais simples percorrendo até chegar a um mais complexo, ou seja, o sistema de ensino parte das partes para um todo; primeiro a criança domina o alfabeto, depois as sílabas, as palavras, frases e, finalmente, os textos. Está correto o que se afirma em

A I, II e III.
B II, apenas.
C I e II, apenas.
D I e III, apenas.
E II e III, apenas.

Segundo Weiss(et al. 2009), “o professor precisa compreender o caminho de aprendizagem que o aluno está percorrendo e, em função disso, identificar as atividades que farão seu avanço”. Para a autora, não é o processo de aprendizagem que deve se adaptar ao do ensino; mas, sim, o processo de ensino se adaptar ao da aprendizagem, ou melhor, “o processo de ensino deve dialogar com o da aprendizagem”. Para tanto, boas situações de aprendizagem, de acordo com o exposto, são aquelas que garantem que, EXCETO:

A A organização de tarefas pelo professor deve atestar a máxima informação possível.
B Os alunos têm problemas a resolver e decisões a tomar em função do que se propõem produzir.
C Os alunos precisam pôr em jogo tudo o que sabem e pensam sobre o conteúdo que se quer ensinar/aprender.
D O professor tem como tarefa transmitir os conteúdos, fazendo com que os seus alunos aprendam o que lhes foi informado.
E O conteúdo trabalhado mantém suas características de objeto sociocultural real, sem se transformar em objeto escolar vazio de significado social.

A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos

( 2002 ), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”. Quando se fala de mudança da prática de sala de aula para educadores, não há uma adesão imediata; ao contrário, manifesta-se amiúde uma certa resistência, comentários que deixam transparecer nas entrelinhas descrença ou desânimo [...]. Para dar conta deste desafio, a coordenação pedagógica deverá ser capacitada nas dimensões básicas da formação humana: as condições subjetivas. Sobre as condições subjetivas visando à ação do coordenador pedagógico, infere-se que se tratam das seguintes dimensões:

A Técnica; habilidade; e, procedimento.
B Conceitual; procedimental; e, técnica.
C Procedimental; técnica; e, historicidade.
D Conceitual; procedimental; e, atitudinal.
E Procedimental; historicidade; e, atitudinal.

A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos

( 2002 ), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”. Sobre as dimensões objetivas para a ação do coordenador pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA.

A Colocar-se em efetiva atitude de escuta diante da queixa do professor.
B Organizar grupos de estudos e formação entre colegas e profissionais afins.
C Ter espaço para fazer acompanhamento individual (ou em grupo pequeno) e sistemático.
D Ter presente que o trabalho coletivo pode ocorrer em diferentes e articulados níveis de participação: na escola; na comunidade; e, entre escolas.
E Comprometer-se com a busca de melhores condições de trabalho na escola, tanto do ponto de vista pedagógico e administrativo quanto comunitário.

O plano de aula é um instrumento que sistematiza os conhecimentos, as atividades e os procedimentos que se pretende realizar em uma determinada aula, tendo em vista o que se espera alcançar como objetivos junto aos alunos. Ele é um detalhamento do plano de curso, devido à sistematização que faz das unidades deste plano, criando uma situação didática concreta de aula. Os objetivos de um plano de aula podem ser “gerais” ou “específicos”. Trata-se de objetivo geral:

A Inferir com base no conceito.
B Descrever o conceito com suas palavras.
C Resolver problemas com base no conceito.
D Estabelecer a distinção entre dois conceitos.
E Compreender conceitos, princípios e esquemas conceituais.

As teorias curriculares nos auxiliam a compreender a realidade curricular na medida em que analisam, interpretam e criam novas acepções sobre o currículo. No decorrer da história da educação, foram sistematizadas três teorias sobre o currículo: teorias tradicionais, teorias críticas e teorias pós-críticas. Cada teoria, diferentemente, tem contribuído para a discussão, a produção e o desenvolvimento curricular, em determinado contexto histórico.” O foco de estudo das teorias curriculares pós-críticas centra-se nas seguintes categorias, EXCETO:

A Raça
B Etnia.
C Gênero
D Identidade.
E Metodologia.

Freire defende que o coordenador pedagógico é, primeiramente, um educador e como tal deve estar atento ao caráter pedagógico das relações de aprendizagem no interior da escola; ele leva os professores a analisarem suas práticas, resgatando a autonomia docente sem desconsiderar a importância do trabalho coletivo, agindo como um parceiro do professor. O coordenador vai transformando a prática pedagógica. Diante do exposto, pode-se afirmar que essa práxis é composta pelas seguintes dimensões:

I. Reflexiva : auxilia na compreensão dos processos de aprendizagem.

II. Fiscalizadora : avalia e mensura o trabalho dos diversos atores escolares.

III. Conectiva : possibilita inter-relação entre professores, gestores, funcionários, pais e alunos.

IV. Interventiva : modifica algumas práticas arraigadas que não traduzem mais o ideal de escola.

V. Avaliativa : estabelece a necessidade de repensar o processo educativo em busca de melhorias. Estão corretas apenas as dimensões

A II e III.
B IV e V.
C I, II e III.
D I, III, IV e V.
E II, III, IV e V.

Compete ao coordenador pedagógico (CP) [...] “em seu papel formador, oferecer condições ao professor para que aprofunde sua área específica e trabalhe bem com ela, ou seja, transforme o seu conhecimento específico em ensino”. Importa, então, destacar dois dos principais compromissos do CP: com uma formação que represente o projeto escolar [...] e com a promoção do desenvolvimento dos professores. Imbricados no papel formativo, estão os papéis de articulador e transformador. (Placco; Almeida; Souza, 2011. Adaptado.) Considerando a promoção do desenvolvimento do professor, o coordenador pedagógico poderá utilizar estratégias complementares de trabalho; marque V , para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Reduzir o burocrático ao mínimo, para não comprometer o fundamental do trabalho educativo.

( ) Ter uma visão estratégica, identificando, no grupo, quem está apto para mudanças, reconhecê-lo para fortalecê-lo; isso facilita um trabalho inicial.

( ) Conferir e assinar documentos escolares, encaminhar processos ou correspondências da escola, de comum acordo com a secretaria escolar.

( ) Acompanhar a aula é um poderoso recurso para a formação do professor. A aula deverá ser assistida, e, no momento oportuno, o coordenador fará uma devolutiva. Ainda, a aula poderá ser filmada e discutida, posteriormente, em grupo.

( ) Recorrer a análise de casos concretos para estudo é um bom método de aprendizagem para a inovação, ou seja, toma-se uma situação objetivamente transformada e estuda-se seu processo, tentando descobrir os determinantes da mudança. A sequência está correta em

A F, V, V, F, V.
B F, V, V, V, F.
C V, F, F, V, F.
D V, F, V, F, V.
E V, V, F, V, V.

De acordo com Araújo

( 2003 ), o objetivo da educação gira em torno de dois eixos: a “instrução” e a “formação”. A instrução refere-se à transmissão dos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade e representados, na escola, pelos conteúdos disciplinares; a formação volta-se para a ética e a cidadania, que pressupõem a construção de uma sociedade que garanta vida digna para todos os seres humanos, compreendendo o desenvolvimento de aspectos que deem, aos alunos, certas “[...] condições físicas, psíquicas, cognitivas e culturais necessárias para uma vida pessoal digna e saudável e para poderem exercer e participar efetivamente da vida política e pública da sociedade, de forma crítica e autônoma”. Considerando o exposto, bem como os eixos instrução e formação, o autor apresenta uma proposta de trabalho pedagógico pautada nos princípios da transversalidade e da estratégia de projetos. Diante disso, analise as afirmativas a seguir.

I. A articulação entre a transversalidade e a estratégia de projetos pauta-se em um trabalho interdisciplinar, em que os conhecimentos são vistos como uma rede de relações, em um percurso não linear, permeado por incertezas.

II. Para a construção de um projeto, a temática é escolhida pelo docente diante do currículo de formação. Em seguida, poderá ser apresentada aos alunos, para que informem suas curiosidades e interesses a respeito do tema a ser abordado.

III. O foco do projeto deverá estar relacionado, por exemplo, aos direitos humanos, à afetividade, aos problemas sociais, à resolução de conflitos etc. Tal temática articula-se aos conteúdos escolares.

IV. Ao longo do projeto, as disciplinas escolares vão sendo contempladas e passam a oferecer suporte na busca por respostas às questões levantadas pelo grupo. O planejamento dos conteúdos disciplinares a ser ensinado e aprendido, assim como as estratégias metodológicas das aulas, é elaborado pelo docente, considerando o currículo referente à idade/série. Está correto o que se afirma apenas em

A I e III.
B II e III.
C III e IV.
D I, III e IV.
E II, III e IV.