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Na Grécia, a passagem do mundo tribal à pólis, determina a mudança da maneira de pensar, que antes era predominantemente mítica e depois, com o aparecimento das cidades, faz surgir a racionalidade crítica, típica do pensar filosófico. O advento da pólis grega é concomitante a outras transformações também marcantes, como o aparecimento da escrita, da moeda, dos legisladores. Essas transformações culminam com a figura do cidadão e do filósofo, em um mundo antes marcado pelo desígnio divino. A aventura filosófica dos gregos tem a sua influência até os dias atuais e a filosofia grega costuma ser dividida em três períodos, sendo: I- Período pré-socrático, (séculos VII e VI a.C). II- Período socrático ou clássico, (séculos V e IV a.C). III- Período pós-socrático, (séculos III e II a.C). Cada período da filosofia grega tem suas marcas ou abrangências. A- Caracteriza-se pela expansão macedônica sobre os territórios gregos e a formação do império de Alexandre Mágno. B- Desse período fazem parte o próprio Sócrates e seu discípulo Platão. C- Abrange os filósofos das colônias gregas que iniciaram o processo de desligamento entre filosofia e o pensamento mítico. D- Os sofistas são desse período e foram duramente criticados por seus contemporâneos. Sobre os períodos da filosofia grega, podemos afirmar que a relação correta está presente na alternativa:

A I – A / II – C / III – B / II – D.
B I – B / II – A / III – C / II – D.
C I – C / II – B / III – A / II – D.
D I – C / II – B / III – C / II – D.

Na cosmologia, as explicações rompem com a religiosidade, ou seja, com a cosmogonia, típica do pensamento mítico. A ____________ não se encontra mais na ordem do tempo mítico, mas significa princípio teórico, enquanto fundamento de todas as coisas. A lacuna é preenchida, corretamente, por:

A afungé
B arché
C aufklärung
D areté

Assim como o mito e a ciência são modos de organização da experiência humana – o primeiro baseado na emoção e o segundo na razão, também a arte vai aparecer no mundo humano como forma de organização, como modo de transformar a experiência vivida em objeto de conhecimento, desta vez através do sentimento. Osborne distingue seis princípios fundamentais que dominaram o ponto de vista renascentista no terreno da estética: I- A arte é um ramo do conhecimento e, portanto, criação da inteligência. II- A arte imita a natureza com a ajuda das ciências. III- As artes plásticas e a literatura têm propósito de melhoria social e moral, aspirando ao ideal. IV- A beleza é uma propriedade objetiva das coisas e consiste em ordem, harmonia, proporção, adequação. A harmonia expressa-se matematicamente. V- As artes alcançaram a perfeição na Idade Média. VI- As artes estão sujeitas a regras de perfeição racionalmente apreensíveis, que podem ser formuladas e ensinadas com precisão. Aprendemo-las pelo estudo das obras da Idade Moderna. Pode-se afirmar que não são verdadeiras as proposições:

A III e VI.
B IV e V.
C I e II.
D V e VI.

A filosofia grega, desde o momento em que se destaca do pensamento mítico, elabora conceitos para instrumentalizar a razão no esforço de compreensão do real. Entre as diversas e importantes contribuições do pensamento grego, destaca-se o caminho percorrido por Parmênides, Platão e Aristóteles, na busca dos conceitos que explicassem o ser em geral e que hoje reconhecemos como sendo o assunto tratado pela parte da filosofia denominada:

A Lógica.
B Metafísica.
C Ética.
D Moral.

[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe. (Kant, 1983, p. 407.) É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant , a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant :

A Aprender a filosofar só pode ser feito estabelecendo um diálogo crítico com a filosofia.
B Só quem tem o natural talento filosófico pode se aventurar no entendimento completo da filosofia.
C Só filosofa quem segue os princípios universais e as tentativas filosóficas já existentes, confirmando-os sempre e nunca rejeitando-os.
D É necessário lançar-se ao “filosofar” pura e simplesmente, sem a necessidade de se esforçar na compreensão crítica da filosofia e de seus conceitos.

Thomas Kuhn, em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, afirma que “um paradigma é o que os membros de uma comunidade científica compartilham, e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que compartilham um paradigma”. (KUHN, Thomas S.; FOUCAULT, Michel. A Estrutura das Revoluções Científicas e Outros Ensaios. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000, p. 176.) Com base nessa definição, qual das alternativas a seguir melhor descreve o conceito de paradigma científico?

A Paradigmas são apenas métodos de pesquisa, sem influência sobre as teorias ou a prática científica.
B O conceito de paradigma não é relevante para a ciência, pois a ciência se baseia em métodos e não em crenças ou valores.
C Um paradigma é um conjunto fixo de teorias que nunca muda e que é aceito por todos os cientistas em uma área específica.
D Um paradigma é um conjunto de crenças, valores e técnicas que são aceitos pela comunidade científica e que orientam a pesquisa até que uma nova descoberta provoque uma revolução científica.

A beleza é a manifestação sensível da ideia. (HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Estética: A Ideia e o Ideal. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997, p. 42.) Com base na citação de Hegel , melhor representa a concepção de beleza na arte, segundo a filosofia idealista:

A É subjetiva e depende exclusivamente do gosto individual de quem observa a obra.
B Trata-se de uma característica objetiva que pode ser medida e avaliada com precisão em qualquer obra de arte.
C Deve ser entendida como uma imitação da natureza, e seu valor depende de quão fielmente a obra reproduz o mundo natural.
D Refere-se à manifestação de uma ideia universal e, portanto, possui um caráter objetivo, embora se manifeste de maneira sensível.

Em uma discussão sobre a relação entre fé e razão, o professor de filosofia propõe aos alunos uma situação hipotética: um filósofo cristão do século IV argumenta que a fé é necessária para se alcançar a verdade divina, mas que a razão, por si só, não pode compreendê-la completamente. Séculos depois, outro filósofo cristão afirma que a razão pode ser uma ferramenta para entender os mistérios da fé e que ambas, fé e razão, não são excludentes, mas complementares. Com base nessa situação hipotética, qual das afirmativas relaciona corretamente esses pensamentos filosóficos com seus respectivos autores?

A O primeiro filósofo é São Tomás de Aquino, que defendeu a supremacia da fé sobre a razão.
B O segundo filósofo é Santo Agostinho, que considerava a razão como o principal meio para entender a fé.
C O segundo filósofo é São Tomás de Aquino, que argumentava que a fé e a razão são complementares e que a razão pode ser usada para esclarecer os ensinamentos da fé.
D O primeiro filósofo é Santo Agostinho, que defendia que a fé precede a razão, mas essa pode ajudar a compreender melhor a fé; possuindo a razão um papel ilimitado, vez que é capaz de alcançar a verdade divina por si só.