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O ideal do ser humano, para os gregos, passa a ser a figura do bom cidadão, ou seja, aquele que sabe atuar em sociedade e preocupa-se com o bem comum. Nesse contexto, acerca do papel dos sofistas, assinale a alternativa correta.

A O termo “sofista” deriva da palavra sophía , que quer dizer sabedoria em grego. Muitos filósofos acreditavam que a essência do sofista era compreender a verdade e espalhá-la; em razão disso, eles são conhecidos como inventores da verdade.
B Os sofistas constituíam uma escola filosófica homogênea, tendo como representantes Protágoras de Abdera e Górgias de Leontini. Nessa escola, eles possuíam doutrina única e sistemática, voltada à investigação da natureza ( physis ) como princípio universal.
C Os sofistas defendiam a existência de verdades absolutas e universais, sendo contrários ao relativismo e à valorização das opiniões individuais.
D Górgias, um dos sofistas com quem Sócrates discute, defende que a realidade é alheia ao discurso; por esse motivo, restaria ao discurso apenas o papel de convencer os outros sobre a verdade absoluta alcançada, sendo, por isso, necessário dominar a retórica.
E Os sofistas foram imprescindíveis para o florescimento cultural grego, popularizando os debates intelectuais. Com os sofistas, surge o filósofo público, que, em vez de meditar sozinho, discute entre outros cidadãos e interessados.

Em As palavras e as coisas, Michel Foucault distingue, na história do saber ocidental, três estruturas epistêmicas que se sucedem sem nenhuma continuidade linear. Acerca dessas estruturas, assinale a alternativa correta.

A A primeira se firmou até a modernidade, com a política moderna de Maquiavel; a segunda se impôs no século XVIII, com o ápice da ciência; a terceira se afirmou a partir do século XX.
B A primeira corresponde ao domínio da razão científica moderna; a segunda, à centralidade da linguagem como representação; e a terceira, à primazia da metafísica clássica.
C A primeira estrutura caracteriza-se pelo predomínio das ciências naturais; a segunda, pelo domínio das ciências humanas; a terceira, pela retomada do pensamento teológico medieval.
D A primeira é a que se conservou até a Renascença; a segunda é a que se impôs nos séculos XVII e XVIII; a terceira se afirmou no século XIX.
E A primeira estrutura se conservou até o fim do período medieval; a segunda se estabeleceu na Revolução Industrial; e a terceira se fixou após os conflitos gerais do século XX.
Texto associado
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA Bruno Gualano Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional. Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado. A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank. As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos. No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%. Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria. Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco. Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante. Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações. Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida. À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas. No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.

ENTRE O SOFÁ E A MARATONA Bruno Gualano Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional. Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado. A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank. As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos. No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%. Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria. Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco. Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante. Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações. Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida. À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas. No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.

A apenas em I e II.
B apenas em I e III.
C apenas em II.
D apenas em II e III.
E em I, II e III.

Pedro é professor efetivo de uma Instituição Federal de Ensino (IFE), ocupando tal cargo há apenas seis meses. Em razão de uma oportunidade, ele manifesta interesse em se afastar de suas funções para participar de um programa de doutorado em uma universidade na Alemanha. Nesse caso, com base na Lei nº 12.772/2012, assinale a alternativa correta.

A O afastamento não poderá ser concedido, pois Pedro ainda não concluiu o estágio probatório.
B O afastamento somente poderá ser concedido após três anos de exercício no cargo.
C O afastamento depende de autorização conjunta do Ministro da Educação e do dirigente máximo da IFE.
D O afastamento só poderá ocorrer se houver convênio firmado entre a IFE e a universidade estrangeira.
E O afastamento poderá ser concedido, independentemente do tempo de ocupação no cargo, assegurados todos os direitos e vantagens.

Considerando o processo histórico de expansão da Educação Profissional e Tecnológica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) A ampliação das instituições de educação profissional e tecnológica relaciona-se à atuação do Estado na consolidação de políticas educacionais que articulam escolarização e profissionalização, em perspectiva com a inclusão social.

( ) A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica é composta por instituições parceiras que são responsáveis pela oferta de educação profissional em todos os níveis no país.

( ) O crescimento das instituições federais de Educação Profissional e Tecnológica em território brasileiro remonta a um modelo educacional com ações político-pedagógicas universais.

A V – F – F.
B V – F – V.
C F – V – F.
D F – V – V.
E V – V – F.

Em um curso técnico integrado ao ensino médio de um Instituto Federal, docentes discutem, em reunião pedagógica, a necessidade de reorganizar a proposta curricular do curso com vistas à melhoria do processo de ensino e de aprendizagem. Considerando os fundamentos da interdisciplinaridade na Educação Profissional e Tecnológica, esse processo caracteriza-se por

A distribuir os conteúdos programáticos entre as disciplinas, incorporando metodologias de ensino pontuais para a socialização dos resultados de aprendizagem.
B organizar atividades integradas a partir de problemas reais, articulando diferentes componentes curriculares que favoreçam a compreensão e a relação entre os saberes.
C desenvolver planos de ensino funcionais, que assegurem a organização própria de cada disciplina e estejam alinhados com os propósitos do mundo do trabalho.
D selecionar conteúdos e conceitos extraídos do mercado de trabalho para serem desenvolvidos nas disciplinas, preservando os referenciais específicos de cada área.
E desenvolver projetos de ensino paralelos em cada disciplina, os quais possibilitem identificar os procedimentos metodológicos diferentes entre as áreas envolvidas.

“Bernard Williams certa vez distinguiu desejos categóricos de outros desejos. Os desejos categóricos nos dão razão para viver — eles não são estabelecidos sob a suposição de que viveremos. Os tipos de coisas que dão sentido à vida tendem a ser objetos de desejo categórico. Nós os desejamos, ao menos eu assim sugeriria, porque os consideramos valiosos. Eles não são valiosos simplesmente porque os desejamos ou simplesmente porque tornam as nossas vidas mais agradáveis” (Wolf apud Bonjour ; Baker, 2010). No trecho apresentado, a filósofa estadunidense Susan Wolf esboça ideias fundamentais para sua reflexão em torno do sentido da vida. Assinale a alternativa que melhor apresenta a interpretação que a autora propõe.

A O sentido da vida não é algo que tenha qualquer relação com os nossos desejos.
B Se nos atraímos por algo que julgamos valioso, então isso pode dar sentido à nossa vida.
C O sentido da vida está vinculado aos nossos desejos, quaisquer que sejam eles.
D Desejos categóricos dependem de nossas razões para viver.
E O sentido da vida pode ser encontrado mesmo que não tenhamos razão alguma além de nosso próprio prazer em ser atraído por algo.

“Graças à possibilidade de uma argumentação que forneça razões, mas razões não-coercitivas, é que é possível escapar ao dilema: adesão a uma verdade objetiva e universalmente válida, ou recurso à sugestão e à violência para fazer que se admitam suas opiniões e decisões” (Velasco, 2010). Tendo como ponto de partida a citação apresentada, extraída de “Educando para a Argumentação: Contribuições do Ensino de Lógica”, de Patrícia Del Nero Velasco, é correto afirmar um nexo entre

A filosofia e arte.
B filosofia e religião.
C filosofia e tecnologia
D argumentação e civilidade.
E argumentação e matemática.

Uma metodologia pedagógica que pode ser utilizada por professores de filosofia é a chamada “escrita de si”. No contexto do ensino de filosofia, essa metodologia configura-se como uma atividade que visa levar o estudante a:

A Aprimorar apenas teoricamente o saber filosófico.
B Elaborar, psicanaliticamente, as dores e os traumas do estudante de filosofia, de modo a promover seu desenvolvimento emocional.
C Aprimorar a grafia do estudante de humanidades.
D Elaborar os discursos recebidos e reconhecidos como verdadeiros em princípios racionais de ação.
E Aprimorar a relação entre professores e alunos.

“A educação é um típico ‘que-fazer’ humano, ou seja, um tipo de atividade que se caracteriza fundamentalmente por uma preocupação, por uma finalidade a ser atingida. A educação dentro de uma sociedade não se manifesta como um fim em si mesma, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de conceitos que fundamentem e orientem os seus caminhos. A sociedade dentro da qual ela está deve possuir alguns valores norteadores de sua prática” (Luckesi, 1994). O trecho apresentado, extraído de “Filosofia da Educação”, aponta para uma discussão em torno das relações entre educação e filosofia. Nesse sentido, Cipriano Luckesi reserva um lugar específico para a filosofia como componente da área de Ciências Humanas. Para o autor, os fins da educação em uma sociedade são dados, sobretudo

A pela própria prática educacional.
B pelo projeto político que chega e ocupa o poder em um dado momento histórico.
C pelos órgãos de Estado que gerem e administram os serviços de educação.
D pelas entidades da sociedade civil que se mobilizam em torno do tema.
E pela reflexão filosófica sobre a educação dentro de uma dada sociedade.