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O processo de reparo tecidual pode sofrer influência de diversos fatores, relacionados ou não ao paciente propriamente dito, como, por exemplo, radiação, desnutrição e infecção de ferida. Dessa forma, tem-se que

A as feridas crônicas, por definição, são aquelas que não cicatrizam em um período de até 60 dias, independente dos fatores que as desencadearam.
B as úlceras de pressão podem cicatrizar sozinhas, desde que não haja mais pressão na área afetada, porém, serão sempre menos resistentes ao trauma do que aquelas fechadas cirurgicamente.
C os curativos a vácuo podem auxiliar a cicatrização de úlceras de pressão e úlceras venosas por estase, mas não devem ser usados em áreas doadoras de enxertos de pele.
D o efeito da radiação na pele ocorre somente de modo tardio, alterando o RNA de fibroblastos e queratinócitos e determinando cicatrizes hipertróficas e inestéticas.
E o uso de um retalho muscular bem vascularizado, em uma ferida infectada com populações maiores do que 1 0 5 organismos/grama de tecido, promove a cicatrização da ferida.
Texto associado
Texto I

Obsolescência programada:
inimiga ou parceira do consumidor?

Obsolescência programada é exercida quando
um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
permitiria, motivando a compra de um novo modelo
— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
uma resolução melhor pode motivar a compra de um
novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante
para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
se trata de uma necessidade de sobrevivência no
mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente per-
cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
do produto com relação ao atual padrão de merca-
do, como um smartphone que não roda bem os apli-
cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de
35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de
hardware , como inclusão de mais memória, baterias
e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
produtos mais modernos mantenham a compatibili-
dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
ário não seja forçado constantemente à compra de
um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
re quando atualizações cosméticas, como um novo
design , fazem o produto parecer sem condições de
uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
uma única função e pode ser usado por anos e anos
sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
ção ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do
lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
disponibilizar determinada função que era disponível
pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por
voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.

RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em: gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.

No Texto I, em “Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois” ( l . 53-55), a palavra Já apresenta o sentido de

A tempo
B exclusão
C oposição
D intensidade
E conformidade

Em momento de reforma no sistema previdenciário nacional, entre as opções apresentadas, constam a que propõe majorar as alíquotas devidas pelos trabalhadores em geral e a que propõe aumentar a contribuição das empresas. Nos termos da Constituição Federal, essa contribuição das empresas se dá por intermédio da contribuição social sobre o

A lucro
B serviço
C rendimento
D excedente
E prejuízo

Paciente vítima de trauma em terço superior de perna, com perda de substância e exposição óssea de joelho, é encaminhado para avaliação da Cirurgia Plástica. Pensando-se na cobertura da área do joelho e do terço superior de perna, qual a conduta a ser tomada?

A Rotação de um retalho muscular de soleo e enxerto de pele parcial em cima do músculo.
B Enxerto de pele total, com área doadora de região inguinal.
C Enxerto de pele parcial, expandido na proporção de 1:3.
D Rotação de retalho miocutâneo de retofemoral.
E Rotação de retalho de músculo gastrocnêmio e enxerto de pele parcial em cima do músculo.

Mulher, com 20 anos de idade, procura atendimento médico alegando baixa autoestima, por conta da assimetria do seu tórax, que ficou mais evidente após o início da puberdade. Ao exame físico, apresenta hipotrofia da mama direita e ausência do componente esternal do peitoral maior do mesmo lado. Esses achados podem estar associados com

A encurtamento esternal
B ausência de uma ou duas costelas
C hipertrofia do músculo grande dorsal
D hipertrofia da pele torácica
E sindactilia na mão contralateral

As reconstruções vulvovaginais após cirurgias oncológicas podem ser realizadas através de diferentes técnicas, como a utilização

A da síntese primária, que resulta em baixas taxas de deiscência de suturas e infecções.
B de um retalho fasciocutâneo, que deve ser volumoso, possuir um suprimento vascular estável e imprevisível, causando sequela importante na área doadora.
C de um retalho miocutâneo do reto abdominal , sob a forma pediculada, com seu pedículo através dos vasos epigástricos superiores.
D de retalho em V-Y, que é muito utilizado, permitindo sutura sem tensão, baseado nos vasos pudendos.
E de um retalho miocutâneo do glúteo máximo, que se baseia na artéria glútea superior.

Há inúmeros trabalhos científicos que mostram diversas possibilidades de tratamento das úlceras de pressão. Entre os princípios que devem nortear esse tratamento está a

A sutura com tensão, distribuída ao longo de toda a cicatriz e em todos os planos.
B preservação de possíveis áreas doadoras de retalhos futuros, principalmente em pacientes paraplégicos, cuja possibilidade de novas lesões é maior.
C manutenção das porções ósseas envolvidas no desenvolvimento da úlcera, no intuito de não causar disfunções ósseas.
D manutenção de espaço morto entre os tecidos adjacentes, de modo a haver maior acolchoamento em pacientes cadeirantes.
E construção de retalhos, mantendo-se as linhas de sutura na área de apoio do paciente.

Os enxertos são de grande valia nas cirurgias reconstrutivas. Normalmente, há várias possibilidades em termos de área doadora, seja o enxerto de pele, de cartilagem, de nervo, de fáscia ou de tendão. As áreas doadoras mais usuais são a(o)

A pele da pálpebra e da região inguinal, em enxertos de pele parcial.
B tíbia, o ílio e o grande trocânter, em enxertos ósseos.
C gálea temporal e a fáscia do músculo reto abdominal, em enxertos de fáscia.
D nervo sural e o nervo ciático, em enxertos nervosos.
E tendão plantar, o aquileu e o flexor longo do polegar em enxertos de tendão.

Criança, do sexo feminino, com 8 anos de idade, queixando-se de diplopia, apresenta-se ao exame com acentuada proptose do olho esquerdo. Tomografia computadorizada mostra vultosa massa tumoral envolvendo a órbita esquerda. Nesse caso, considerando-se tratar-se de um tumor de partes moles, acometendo a cabeça de uma criança, o diagnóstico mais provável seria o de um

A rabdomiossarcoma
B neuroblastoma
C neurofibrossarcoma
D linfoma maligno
E sarcoma osteogênico

Um retalho miocutâneo, que alcança o pescoço e o terço inferior da face, que proporciona uma ilha de pele extensa e com volume para uma reconstrução ampla e com suprimento sanguíneo principalmente da artéria toracoacromial e das perfurantes paraesternais, é o retalho

A anterolateral da coxa
B deltopeitoral
C submentoniano
D miocutâneo do peitoral maior
E miocutâneo de reto abdominal