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Várias causas de alcalose metabólica podem ser vistas em situações clínicas distintas e de difícil interpretação.

A alcalose metabólica, frequentemente, vem acompanhada de cloreto urinário menor que 10 mEq/L nos casos de

A Síndrome de Bartter
B hiperaldosteronismo primário e secundário
C uso crônico de furosemida
D vômitos incoercíveis
E hipotireoidismo descompensado

Um paciente de 40 anos, com história de alcoolismo há 15 anos, foi admitido com ascite, vômitos, oligúria e emagrecimento. No atendimento, registrou-se: PA 100 x 60 mmHg, FC 94 bpm, sonolento, sem congestão pulmonar. Em seguida, fez endoscopia digestiva, que mostrou varizes de esôfago sem sangramento ativo, além de uma ultrassonografia, que revelou rins de tamanho normal, sem obstrução. Os resultados dos exames complementares solicitados foram: hemoglobina 10,5 g%, leucócitos 3.500/mm³ , plaquetas 97.000/mm³ , uréia 152 mg%, creatinina 3,15 mg%, sódio 120 mEq/L, potássio 5,2 mEq/L; EAS com proteínas +/4+, hemácias 3/campo; proteinúria 300 mg/24 h e sódio urinário 8,5 mEq/L.

Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual droga está indicada para melhorar a função renal?

A Prednisolona
B Terlipressina
C Pentoxifilina
D Dopamina
E Desmopressina

Uma paciente de 63 anos, com diabetes Mellitus há 20 anos, evoluiu com hipertensão arterial e desenvolveu doença renal crônica. É acompanhada em um posto de saúde e usa metformina 850 mg (3 comp/dia), insulina NPH (20 UI/dia), sinvastatina (10 mg/dia), enalapril (10 mg/dia) e furosemida (40 mg/dia).
Os resultados de seus últimos exames laboratoriais são: Hb 11,2 g%, glicemia 108 mg%, Hb glicada 6,5%, creatinina 2,85 mg%, LDL colesterol 90 mg%, sódio 138 mEq/L, potássio 4,8 mEq/L e proteinúria 0,45 g/24h.

Considerando a situação clínica acima, qual fármaco NÃO deve ser receitado?

A Enalapril
B Sinvastatina
C Insulina
D Metformina
E Furosemida

Paciente de 62 anos, em hemodiálise intermitente há 3 anos devido à doença renal policística do adulto autossômica dominante, queixa-se de dor óssea há pelo menos 6 meses. Evolui com fratura patólogica em úmero esquerdo, que foi corrigida cirurgicamente. Em consulta com nefrologista, apresenta os seguintes exames laboratoriais: PTH = 58 pg/mL; Fosfatase Alcalina = 78U/L (referência: até 100U/L); Cálcio = 10,2 mg/dL; albumina = 4,0 g/dL; fósforo = 4,2 mg/dL; 25 OH vitamina D = 35 ng/mL. Não há histórico de exposição a alumínio.

Qual o diagnóstico mais provável?

A Amiloidose associada à beta2 microglobulina
B Osteomalácia
C Osteíte fibrosa cística
D Doença óssea adinâmica
E Exames dentro da normalidade com tratamento adequado

Paciente de 44 anos, transplantado renal de doador falecido há 8 meses, apresenta nefropatia de base desconhecida. Faz uso regular de esquema tríplice incluindo Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia, Prednisona 5 mg/dia e Tacrolimus 6 mg/dia. Em consulta anterior, apresentou PA de consultório elevada, que foi confirmada através de MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). Recebeu orientações quanto à mudança no estilo de vida e melhorias na dieta. Em consulta de retorno, apesar da boa adesão às medidas propostas mantém PA = 146 x 92 mmHg , assintomático. Exames laboratoriais revelam Cr 1,0 mg/dL; K = 4,6 mEq/L; nível sanguíneo de Tacrolimus adequado. Doppler do enxerto renal mostrou índices de resistência normais.
A hipótese principal nesse momento é de hipertensão secundária ao uso de Tacrolimus. Neste caso, a melhor estratégia terapêutica é

A Amiloride 20 mg/dia
B Hidroclorotiazida 25 mg/dia
C Espironolactona 50 mg/dia
D Losartan 50 mg/dia
E Suspender Tacrolimus e manter com esquema duplo (Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia e Prednisona 5 mg/dia)

Paciente de 58 anos, do sexo feminino, com DRC em estágio V por nefropatia diabética e hipertensiva iniciou tratamento com Diálise Peritoneal Automatizada há 6 meses, sem intercorrências e com boa adequação ao método. Hoje procurou clínica satélite, referindo dificuldade de drenagem do líquido peritoneal, após cada ciclo de diálise na noite anterior. Negou mudança no aspecto do líquido drenado e não relatou dor abdominal ou febre. Na clínica, após infusão de 2 litros de solução de diálise a 1,5% para troca manual, observou-se drenagem lenta e de apenas 700 mL.

Qual é a melhor estratégia terapêutica a ser tomada nesse momento?

A Prescrever laxativo e reavaliar a drenagem do liquido peritoneal após o efeito laxante.
B Prescrever heparina intracateter Tenckhoff e reavaliar 24 horas após.
C Encaminhar imediatamente à equipe cirúrgica para revisão do cateter.
D Iniciar tratamento empírico para peritonite relacionada ao cateter Tenckhoff após coleta de líquido peritoneal para cultura.
E Acrescentar solução de diálise hipertônica à prescrição atual.

Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de nefropatia crônica obstrutiva, iniciou hemodiálise intermitente convencional através de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo, previamente confeccionada. Sua prescrição atual de diálise inclui sessões com duração de 4 horas, três vezes por semana; último Kt/V = 1,5, ganho interdialítico em torno de 2,5 L. O paciente questiona a possibilidade de migrar para hemodiálise curta diária (seis vezes por semana, com duração de 2 horas) e gostaria de saber as vantagens e desvantagens dessa modificação.

Uma desvantagem do método de hemodiálise curta diária é

A maior mortalidade, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
B necessidade de maiores doses de Eritropoetina para controle de anemia, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
C controle mais difícil da pressão arterial, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
D controle mais difícil da fosfatemia, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
E maior frequência de complicações em acesso vascular, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional

Uma gestante de 25 anos, na 36ª semana de gravidez, apresenta elevação da pressão arterial (PA = 166 x 96 mmHg) e surgimento de proteinúria de 600 mg/24h no último exame coletado. Queixa-se de cefaleia. Os demais exames coletados na semana anterior pela rotina do pré-natal revelavam Cr = 0,8 mg/dL; Hb = 10,8 g/dL; Plaquetas = 221 mil/mm³ . Diante do quadro atual, foi internada e iniciado tratamento específico. Entretanto, 24 horas após a internação evolui com piora do controle pressórico, dor em hipocôndrio direito e exames laboratoriais coletados nessa data revelam: Hb = 8,6 g/dL; Cr = 1,3 mg/dL; Plaquetas = 108 mil/mm³ ; Na = 138 mEq/L; K= 4,2 mEq/L. A principal hipótese nesse momento é de Síndrome HELLP.

Os exames laboratoriais que são importantes para esse diagnóstico são

A Coombs direto, dosar haptoglobina e bilirrubina total e frações
B pesquisa de esquizócitos no sangue periférico, dosar transaminases e bilirrubina total e frações
C Coombs direto, dosar haptoglobina e bilirrubina total e frações
D Fosfatase alcalina, GGT , bilirrubina total e frações
E Coombs direto, dosar transaminases e bilirrubina total e frações

Nas últimas décadas, os conhecimentos adquiridos sobre os mecanismos fisiopatológicos e as estratégias de tratamento da nefropatia diabética (ND) foram essenciais para melhorar a proteção renal nessa doença tão preocupante.

Um conhecimento essencial é que

A a ND ocorre somente devido à presença de alterações metabólicas, sem influência de fatores hemodinâmicos ou inflamatórios.
B a albumina urinária é um marcador da ND quando alterada, considerando-se microalbuminúria valores entre 10 e 100 mg/24h.
C o mais importante mediador hemodinâmico na ND é a angiotensina I.
D os produtos finais da glicação avançada (AGE) inibem ou bloqueiam receptores de células mesangiais e endoteliais renais favorecendo a ND.
E os inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA) são indicados na ND, entre outras coisas, por reduzir a pressão capilar glomerular.

Qual doença ocorre por um erro inato do metabolismo dos glicoesfingolipídios, ligada ao cromossomo X, e que, clinicamente, pode apresentar-se por telangiectasias cutâneas, hipo-hidrose, opacidade da córnea e lentícula, dores, parestesias, febre, alterações renais, cardíacas, gastrointestinais e cerebral?

A Doença de Fabry
B Doença da membrana basal fina
C Síndrome de Alport
D Doença de Barraquer-Simons
E Amiloidose familial