QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
48 questões encontradas

O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como uma alteração no metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia de intensidade variável, que é diagnosticada pela primeira vez ou se inicia durante a gestação, podendo persistir, ou não, após o parto.

Em relação ao DMG, sabe-se que:

A é essencial reavaliar a tolerância da paciente à glicose, com glicemia de jejum, a partir da quarta semana do pós-parto, independente da gravidade do quadro metabólico apresentado durante a gravidez.
B com base em estudos de revisões sistemáticas atuais, a US Preventive Services Task Force concluiu haver evidências do impacto de desfechos maternos e neonatais para o rastreamento de diabetes gestacional, inclusive antes de 24 semanas (nível de evidência II).
C o rastreamento de DMG é recomendado por grande parte das sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde, embora seu impacto nos desfechos gestacionais e o melhor exame de rastreamento ainda permaneçam controversos.
D para o diagnóstico do diabetes gestacional, a OMS recomenda o emprego do mesmo teste indicado para o diagnóstico do diabetes fora da gestação (nos casos de intolerância à glicose): teste oral de tolerância à glicose, com 75 g de glicose e com duas medidas da glicose plasmática, uma em jejum e outra 1 h após a sobrecarga.
E independente da gravidade apresentada durante a gravidez, a avaliação de tolerância à glicose da puérpera deve ser realizada a partir da 4ª semana do pós-parto.

Marta, 34 anos, com ciclos menstruais regulares e amenorreia de 12 semanas, inicia o pré-natal em que são solicitados exames laboratoriais de rotina e US transvaginal. Antes de fazer os exames, apresenta vômitos incoercíveis e sangramento transvaginal de moderada intensidade, com sangue vermelho vivo, de odor desagradável, acompanhado por material de aspecto esponjoso, vesiculoso e claro. Ao ser examinada, pelo médico plantonista na maternidade, a paciente encontra-se hipocorada (2+/4+), hidratada, anictérica, acianótica, eupneica, afebril, PA = 160 x 90 mmHg e edema bimaleolar. O exame pélvico revelou fundo de útero = 24 cm e cervix amolecida.

Dada a descrição do quadro clínico, a hipótese diagnóstica e o tratamento mais adequados são:

A abortamento espontâneo de 1º trimestre com sinais de toxemia gravídica e indicação de esvaziamento uterino por curetagem.
B prenhez ectópica sem sinais de toxemia gravídica e com indicação de videolaparoscopia e salpingectomia.
C placenta prévia com sinais de toxemia gravídica e com indicação de esvaziamento do útero, independente da idade gestacional.
D doença trofoblástica gestacional, com indicação de dilatação e esvaziamento por vácuo-aspiração e seguimento pós-molar com dosagem de hCG.
E coriocarcinoma, com indicação de quimioterapia simples, por se tratar de doença não metastática.

Ao preencher o cartão de pré-natal da paciente, o obstetra questiona se ela trouxe seu cartão de vacinação. A paciente informa não ter mais o cartão e que só se lembra de ter tomado as vacinas da infância. Após calcular a idade gestacional pela DUM, o médico calcula que ela está na 9ª semana de gestação.

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, a imunização deve obedecer ao seguinte critério:

A BCG – dose única; tríplice viral – dose única; hepatite B – três doses, no esquema 0-1-6 meses e dupla (dT ou dTpa) – uma dose de dT ou dTpa de reforço.
B BCG – dose única; tríplice viral – dose única; hepatite B – três doses, no esquema 0-1-6 meses, dupla (dT ou dTpa) – uma dose de dT ou dTpa de reforço; influenza – dose única, nos períodos de sazonalidade do vírus e HPV – para menores de 30 anos.
C Hepatite B – uma dose de reforço, independente do resultado do anti-HBs; dupla (dT ou dTpa) – uma dose de dT ou dTpa de reforço; tríplice viral – dose única e influenza – dose única, nos períodos de sazonalidade do vírus.
D Hepatite B – três doses, no esquema 0-1-6 meses, independente do resultado do anti-HBs; dupla (dT ou dTpa) – aplicar uma dose de dT e uma dose de dTpa ou dT com intervalo de dois meses e influenza – dose única.
E Hepatite B – três doses, no esquema 0-1-6 meses, se anti-HBs negativo; dupla (dT ou dTpa) – duas doses de dT e uma dose de dTpa, sendo que a dTpa deve ser aplicada entre a 27ª e a 36ª semana de gestação; adotar esquema 0-2-4 meses ou 0-2-6 meses, e influenza – dose única, nos períodos de sazonalidade do vírus.

Abaixo, vê-se um partograma.

Analisando-se esse partograma, conclui-se que a paciente à qual o gráfico se refere

A é diagnosticada por dois toques sucessivos, com intervalo de, pelo menos, 3 horas.
B não apresenta necessidade de realização de mais de 2 toques, quando há máxima dilatação.
C pode representar quadro de desproporção céfalo-pélvica, com provável evolução para parto cesária.
D apresenta quadro de desproporção céfalo-pélvica, com provável evolução para parto vaginal.
E está contraindicada à amniorrexe.
Texto associado
Observe a imagem da cardiotocografia (CTG) apresentada abaixo para responder às questões de n os 61 e 62.

Analisando a descrição da cardiotocografia, conclui-se:

A Trata-se de CTG normal, com acelerações transitórias, caracterizadas por aumentos regulares da frequência cardíaca fetal (FCF).
B Está-se diante de quadro de dip periódico tipo cefálico (ou tipo I), coincidindo com a contração uterina.
C Indica dip tardio (ou tipo II), com bradicardia fetal alternada com períodos de normalização da FCF, coincidentes com a contração uterina.
D Caracteriza quadro de dip tipo II (ou tardio) com intervalo maior que 30 segundos entre a contração uterina e a desaceleração.
E Revela dip umbilical, ou variável, com desacelerações independentes das contrações uterinas

A rotura prematura das membranas ovulares é responsável por 1/3 dos partos pré-termo e contribui para aumento da mortalidade perinatal.

No manejo da rotura prematura das membranas ovulares, deve-se

A avaliar a possibilidade de placenta prévia e/ou descolamento prematuro da placenta, quando a perda de líquido amniótico é acompanhada por sangramento.
B adotar conduta expectante, instituir tocolíticos e corticoterapia para maturação pulmonar, quando a rotura ocorrer até a 24ª semana de gestação.
C realizar toque vaginal ao menos 1 vez a cada 2 dias, para avaliar as condições do colo do útero, quando a rotura ocorrer entre as 24ª e 33ª semanas de gravidez.
D realizar cesariana, quando a rotura ocorrer entre a 34ª e a 36ª semanas de gravidez.
E internar a gestante, fazendo-a permanecer em repouso absoluto (sem permissão para ir ao banheiro), e sua curva térmica deverá ser assinalada em intervalos de 2 horas (inclusive durante o sono), quando a rotura ocorre entre 24 e 33 semanas.

Solange tem 24 anos e não fez o pré-natal. Essa é a sua primeira gestação e ela está na 28ª semana. Por apresentar sangramento vaginal de moderada intensidade, procura a maternidade. O obstetra de plantão faz a ausculta fetal, que revela 146 bpm. A ultrassonografia não mostra hidropsia fetal nem placenta prévia. O exame do sangue de Solange revela ser do tipo B fator Rh negativo, e ela não sabe quem é o pai da criança.

Nesse caso, a melhor conduta é realizar

A teste de Coombs direto.
B teste de Coombs direto e indireto.
C teste de Kleihauer-Betke e, em caso de resultado negativo, aplicar imunoglobulina anti-Rh.
D teste de Coombs indireto e, se o resultado for negativo, aplicar imunoglobulina anti-Rh na gestante.
E dopplerfluxometria da artéria cerebral média para aferir grau de anemia fetal.

Ana retorna para a consulta de puerpério e se mostra preocupada, pois teme engravidar.

Em relação à anticoncepção durante a lactação, tem-se que

A a lactação confere à mulher um efeito contraceptivo; portanto, enquanto estiver amamentando, o risco de Ana engravidar é menor do que 1%.
B se Ana estiver em amenorreia e o bebê em amamentação exclusiva, o risco de engravidar varia de 3% a 10%.
C caso prescreva algum método contraceptivo para Ana, o médico deverá indicar métodos físicos (DIU, camisinha, diafragma) ou anticoncepcional oral combinado.
D cerca de 80% das puérperas menstruam antes da primeira ovulação.
E se deve recomendar a todas as puérperas, independente do tipo de amamentação (parcial ou exclusiva), que estejam em amenorreia ou que já menstruem, o uso de progestágenos em microdoses.

A sífilis continua sendo sério problema de saúde pública no Brasil, embora possa ser controlada com sucesso por meio de ações e medidas de programas de saúde pública, testes diagnósticos sensíveis e tratamento efetivo e de baixo custo.

Sobre a sífilis na gravidez tem-se que

A o risco de acometimento fetal varia de 70% a 100%, dependendo da fase de infecção na gestante e do trimestre da gestação. Essas considerações justificam a necessidade de que a testagem seja realizada no início de cada trimestre de gestação.
B nos casos em que o parceiro da gestante não realizou o tratamento, a criança é considerada como caso de sífilis congênita.
C a elevação de títulos do VDRL em quatro ou mais vezes, em relação ao último exame realizado, indica a possibilidade de “cicatriz sorológica”.
D os métodos não treponêmicos de diagnóstico podem permanecer detectáveis, indefinidamente.
E para que o recém-nascido seja considerado tratado intraútero, o intervalo mínimo necessário do tratamento materno é de 7 dias antes do parto.

Para que ocorra a efetiva assistência pré-natal, deve-se garantir o(a)

A encaminhamento de toda gestante a partir de 36 semanas, para a avaliação do bem-estar fetal, incluindo avaliação do índice do líquido amniótico e monitoramento cardíaco fetal.
B encaminhamento de toda gestante com 40 semanas, para a avaliação do bem-estar fetal, incluindo avaliação do índice do líquido amniótico e monitoramento cardíaco fetal.
C exame para diagnóstico e prevenção do câncer de colo de útero e de mamas, apenas no 3º trimestre.
D realização de práticas educativas que devem incluir o reconhecimento do trabalho de parto, os cuidados com o recém-nascido, a importância do acompanhamento e do planejamento familiar.
E classificação de risco gestacional a cada duas consultas e, quando necessário, encaminhamento ao pré-natal de alto risco ou à urgência/emergência obstétrica.