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No período da globalização, os pedaços do território são valorizados e desvalorizados com grande velocidade. Assim, muitos lugares entram em uma competição para oferecer os melhores dados técnicos e políticos, visando atrair novas empresas ou manter as já existentes. Busca-se edificar neles uma densidade técnica. Todavia, para progredir nessa disputa, é preciso também construir uma densidade normativa que conceda e combine satisfatoriamente proteções e vantagens. O que ocorre com o setor automobilístico é emblemático de tal situação. (Milton Santos e María Laura Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI , 2001. Adaptado.) No Brasil, um exemplo de medida tomada por estados e municípios, com vistas à participação no contexto citado, é

A a concessão de isenções tributárias para instalação de montadoras automotivas.
B o investimento no transporte ferroviário em detrimento do rodoviário.
C o estabelecimento de barreiras tarifárias na importação de peças veiculares.
D a ampliação de ruas e avenidas para aumento da circulação de veículos.
E a determinação de vistoria para o controle de emissões de automóveis.

O vinhoto também é conhecido pelos nomes vinhaça, tiborna ou restilo. Trata-se de um resíduo produzido após a destilação fracionada do caldo de cana-de-açúcar (garapa) fermentado, para a obtenção do etanol. É um resíduo poluidor, cuja geração tem sido aumentada na esteira do avanço do uso do etanol como combustível. Todavia, é possível seu reaproveitamento e minimização dos impactos ambientais. (www.novacana.com. Adaptado.) No Brasil, como principal forma de reaproveitamento e minimização dos impactos ambientais do vinhoto, esse resíduo tem sido usado em maior escala como

A alimento para a criação de rebanhos.
B matéria-prima na produção de destilados.
C fonte de energia para geração elétrica.
D adubo orgânico em canaviais.
E reagente contra eutrofização de corpos d’água.

Nas últimas décadas, o avanço tecnológico tem ampliado as possibilidades de realização do geoprocessamento. Uma das tecnologias em destaque nessa área é o sensoriamento remoto, caracterizado por

A um conjunto de hardware e software especializado em adquirir, armazenar, processar e representar informações espaciais.
B um sistema de satélites capaz de determinar com precisão a latitude e a longitude de qualquer lugar da Terra.
C um processo de automação para levantamento de cotas de altitudes de terrenos, possibilitando sua modelagem em 3D.
D uma rede de captação de dados em locais de interesse geográfico, como Unidades de Conservação e estações meteorológicas.
E um grupo de técnicas que permite obter imagens e outros tipos de dados, por meio da captação e do registro da energia refletida ou emitida pela superfície.

No início de janeiro, um médico começa na cidade de São Paulo, no horário local de 09h, uma reunião via internet com pesquisadores localizados em uma faculdade europeia. Nela, o horário registrado é 12h. Considerando que no momento da reunião vigora o horário de verão no Brasil, a cidade dos pesquisadores na Europa está localizada no fuso de meridiano central

A 15º Norte.
B 15º Leste.
C 30º Leste.
D 45º Oeste.
E 90º Oeste.

Os vestígios dessa época, entre 12000 e 8000 anos atrás, são agora inquestionáveis e ocorrem em várias partes do território brasileiro, o que significa que este já estava densamente ocupado. Quase todos os sítios são abrigos sob rocha — não porque os homens neles morassem normalmente, mas porque preservaram melhor os vestígios e são mais facilmente localizados pelos arqueólogos. Desconhecemos, portanto, as moradias principais, provavelmente edificadas a céu aberto. (André Prous. O Brasil antes dos brasileiros , 2007.) O excerto revela aspectos da pesquisa arqueológica sobre os primeiros habitantes do território do atual Brasil. Com base nas informações do texto, pode-se afirmar que:

A a localização das moradias habituais é incerta, pois os vestígios só resistem à passagem do tempo em algumas circunstâncias.
B o período de surgimento de grupos organizados é uma incógnita, pois as únicas fontes de que dispomos são os relatos dos colonizadores.
C os primeiros moradores tinham consciência dos perigos naturais que enfrentavam, pois eles só habitavam abrigos de rochas.
D os primeiros habitantes eram procedentes do Norte do continente, pois não havia outras rotas de acesso ao território.
E o território foi ocupado integralmente, pois os vestígios indicam que havia apenas um grupo étnico espalhado pelo continente.

Os egípcios viam a criação do mundo como uma espécie de ilha de ordem cercada pelas forças do caos, que a ameaçavam constantemente de aniquilação, da mesma forma como o Delta e o Vale férteis e organizados estavam cercados pelos desertos hostis e anárquicos. (Ciro F. S. Cardoso. O Egito Antigo , 1982. Adaptado.) O texto ajuda compreender o motivo de, no Egito Antigo, as práticas religiosas

A estarem desconectadas da experiência cotidiana, pois se acreditava que as divindades pouco interferiam nos movimentos da natureza e nos destinos humanos.
B dependerem da intermediação de sacerdotes, que condenavam atitudes dos fiéis, como o ócio, a busca da riqueza ou a prática sexual não voltada à procriação.
C serem utilizadas pelos governantes como forma de iludir e enganar a população pobre, que passou a acreditar que os faraós eram representantes dos deuses na Terra.
D penetrarem todos os aspectos da vida pública e privada, como nas cerimônias para garantir a chegada da inundação, agradecer a colheita ou procriar.
E restringirem-se à nobreza e aos sacerdotes, uma vez que a maior parte da população era analfabeta e não tinha acesso aos textos míticos e às obras religiosas.

A jihad , elemento central do islamismo desde o início, corresponde

A à luta para dominar a própria fé e para difundir os princípios religiosos do islamismo.
B à migração de Maomé de Meca para Medina, onde o profeta fundou o islamismo.
C ao terrorismo como forma de imposição dos valores islâmicos aos judeus e aos cristãos.
D aos conflitos armados entre os setores monoteístas e politeístas do islamismo.
E à conquista de Jerusalém pelos islâmicos, onde edificaram a primeira mesquita do mundo.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório. A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes. (Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na América Espanhola , 1984. Adaptado.)

A afirmação do primeiro parágrafo do texto pode ser exemplificada pela

A dependência política e econômica das colônias hispano-americanas em relação às manufaturas inglesas e francesas.
B submissão das colônias hispano-americanas ao monopólio metropolitano do comércio, baseado no mercantilismo.
C hacienda hispano-americana, que era uma unidade de produção autossuficiente e isolada do mercado externo.
D mita , por meio da qual os colonizadores empregavam, na agricultura, mão de obra especializada e assalariada.
E encomienda , por meio da qual os colonizadores exigiam, dos nativos, impostos em gêneros ou em prestações de trabalho.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório. A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes. (Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na América Espanhola , 1984. Adaptado.)

Uma semelhança e uma diferença entre o panorama descrito no segundo parágrafo do texto e a experiência da colonização portuguesa no Brasil são, respectivamente:

A a distância geográfica da América Espanhola e do Brasil em relação às Antilhas e o estímulo das elites coloniais hispano-americanas à escravização dos nativos.
B o sucesso das Coroas espanhola e portuguesa em reprimir a escravização de nativos e a inexistência de tráfico negreiro para a América Espanhola.
C a existência de sistemas tributários pré-coloniais que facilitaram a difusão do trabalho servil e o apoio dos jesuítas, no Brasil, à escravização dos nativos.
D o recurso à noção de guerra justa como justificativa para a escravização de nativos e a predominância, no Brasil, do trabalho de africanos escravizados.
E o caráter tardio das práticas de escravização das populações nativas e a fácil aceitação da escravidão pelos indígenas que habitavam o território brasileiro.

— De volta à França, Bonaparte é visto como o salvador por toda uma facção, mas também por um grande número de capitalistas. Ele, por sua vez, prepara o golpe de Estado, um golpe de Estado militar que acontece no dia 18 Brumário do ano VIII (9 de novembro de 1799), após o que os deputados são afastados e ele assume o cargo de primeiro cônsul. Um poder que ele vai consolidar entre 1800 e 1804, até se tornar imperador. — Então é o fim da Revolução? — Não e sim. (Michel Vovelle. A Revolução Francesa explicada à minha neta , 2007. Adaptado.) A ambiguidade da última frase é explicada pelo fato de que Napoleão Bonaparte

A preservou a democracia direta implantada pela Revolução, mas defendeu a ideia de uma França belicosa e expansionista.
B aboliu os resquícios do feudalismo que sobreviveram à Revolução, mas eliminou as pequenas propriedades rurais.
C assegurou a difusão das práticas mercantis liberais, mas restabeleceu o poder da aristocracia e da monarquia bourbônica.
D manteve a prática do terror e a perseguição aos adversários políticos, mas restaurou os privilégios do primeiro e do segundo estados.
E consolidou conquistas da Revolução e o poder da burguesia, mas limitou a participação e as liberdades políticas.