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Por volta do ano 1000, consolidou-se no Ocidente uma profunda mutação política e social. As antigas estruturas públicas herdadas da Antiguidade terminaram por desmoronar para dar lugar a um novo regime, o feudalismo. Este não é desordem, mas uma tentativa de instaurar uma nova ordem fundada sobre as relações de homem a homem e sobre a adaptação do poder a uma escala territorial reduzida, organizada em torno de um castelo. (Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt (orgs.). Dicionário analítico do Ocidente medieval , vol. I, 2017. Adaptado.) Pode-se exemplificar a afirmação do texto com

A a consolidação do poder temporal do Papa no continente europeu e a paz duradoura instaurada pela Igreja.
B a formação das monarquias nacionais e a predominância de uma economia agrária comunitária.
C as obrigações militares recíprocas entre os senhores territoriais e os vínculos de exploração econômica dos senhores sobre os servos.
D o deslocamento da aristocracia para os castelos reais e a importação de produtos de luxo do extremo Oriente.
E o exercício do governo pela burguesia mercantil e o aparecimento de cidades comerciais fortificadas.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. O mundo procurado por Colombo mostrava-se esquivo. Mas outro o aguardava, um mundo de riqueza mais fácil de explorar. Na Mesoamérica e na região andina, nas terras habitadas pelos povos conhecidos como astecas e incas e em suas imediações, havia redutos de densos assentamentos e vida urbana, com os quais não se tinha contato. A incorporação do continente americano levaria a Europa a deixar de ser uma região pobre e marginal para se transformar num viveiro de hegemonias globais potenciais. (Felipe Fernández-Armesto. 1492:o ano em que o mundo começou , 2017. Adaptado.)

O autor sustenta que um mundo inesperado aguardava a expedição de Cristóvão Colombo, devido

A ao caráter improvisado da navegação espanhola e à falta de conhecimentos náuticos dos navegadores ibéricos.
B à semelhança dos costumes dos povos americanos com os dos espanhóis e à presença de Estados teocráticos nos moldes europeus.
C à carência alimentar dos povos americanos e à possibilidade de introdução em grande escala de excedentes industriais em terras americanas.
D à quantidade de metais preciosos acumulados naquelas sociedades e à disponibilidade de mão de obra para as explorações econômicas.
E ao encontro de populações desprovidas de crenças religiosas arraigadas e à facilidade de sua cristianização.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. O mundo procurado por Colombo mostrava-se esquivo. Mas outro o aguardava, um mundo de riqueza mais fácil de explorar. Na Mesoamérica e na região andina, nas terras habitadas pelos povos conhecidos como astecas e incas e em suas imediações, havia redutos de densos assentamentos e vida urbana, com os quais não se tinha contato. A incorporação do continente americano levaria a Europa a deixar de ser uma região pobre e marginal para se transformar num viveiro de hegemonias globais potenciais. (Felipe Fernández-Armesto. 1492:o ano em que o mundo começou , 2017. Adaptado.)

A conquista espanhola dos “redutos de densos assentamentos e vida urbana”, ocorrida no início do século XVI, foi favorecida pelo fato de os incas e astecas

A subjugarem militarmente populações súditas e devedoras de impostos em produtos e cativos para rituais religiosos.
B constituírem impérios rivais em constantes guerras de destruição e de disputa pelas regiões de florestas tropicais.
C empregarem forças militares mercenárias e limitadas do ponto de vista do emprego de armas de combate.
D estarem no início da formação de seus domínios imperiais e circunscritos a uma pequena franja de territórios de altiplanos.
E permanecerem controlados por uma casta sacerdotal ociosa sustentada pelo trabalho de multidões escravizadas.

Em toda essa diversidade de aperfeiçoamentos tecnológicos, era evidente o caráter unívoco do movimento: a mudança gerava mudança. A oferta barata de carvão revelou-se uma dádiva dos céus para a indústria do ferro, que estava sendo asfixiada pela falta de combustível. Nesse meio tempo, a invenção e a difusão de motores a vapor na indústria têxtil criou uma nova procura de combustível, e, portanto, de carvão; e esses motores tinham um apetite voraz de ferro, o que reclamava mais carvão. (David S. Landes. Prometeu desacorrentado , 1994. Adaptado.) O historiador refere-se à primeira Revolução Industrial, destacando

A o aspecto particular das inovações tecnológicas sustentadas pela eletricidade e pelo aço.
B a facilidade de incorporação efetiva dos novos meios de produção pelas nações subdesenvolvidas do planeta.
C a autonomia do processo produtivo em relação ao mercado consumidor de mercadorias.
D os baixos custos das inovações produtivas em uma economia em processo de socialização dos lucros.
E a interação do avanço tecnológico nos setores de energia e de produção de máquinas.

O Rio de Janeiro, com seus 522 mil habitantes em 1890, constituía o único grande centro urbano. São Paulo tinha 65 mil habitantes. Mas a cidade começara uma arrancada de longo alcance, crescendo a uma taxa geométrica anual de 3%, entre 1872 e 1886, e de 8% entre 1886 e 1890. (Boris Fausto. História do Brasil , 2012.) O aumento demográfico de São Paulo no período mencionado no texto é resultado

A da incorporação da mão de obra nordestina vitimada pelo ciclo de secas nas regiões de sertão.
B da concentração de pequenas unidades fabris têxteis nas proximidades da cidade favorecidas pela rede rodoviária.
C da diversificação das atividades econômicas e sociais promovida pela agricultura de exportação.
D da instalação de uma complexa rede de transporte público elétrico financiada pelo capital inglês.
E da consolidação do comércio entre a capital da província e a capital do Império gerada pela política alfandegária.

Na primeira República brasileira (1889-1930) associaram-se

A nacionalismo político e estatização econômica.
B coronelismo e regime parlamentarista.
C governos militares e reformas sociais.
D poder oligárquico e política dos governadores.
E investimentos estrangeiros e indústria siderúrgica.

A chegada de Adolf Hitler ao poder, em 30 de janeiro de 1933, é celebrada pelos nazistas como a aurora de uma nova era revolucionária. Imprensa, rádio e cinema são mobilizados para convencer o mundo de que o povo alemão inteiro ajusta o passo ao guia que ele escolheu. Manifestações grandiosas tendem a provar que, num mundo dividido por lutas econômicas e sociais, a Alemanha hitlerista fundou a sociedade unanimista, com a qual muitos europeus fora da Alemanha sonham. (Henri Burgelin. “O sucesso da propaganda nazista”. In: A Alemanha de Hitler , 1991. Adaptado.) O texto apresenta o nazismo vitorioso na Alemanha como

A um regime ideologicamente consciente da existência de diferenças irreconciliáveis na sociedade alemã.
B um governo sustentado pelo emprego massivo de meios modernos de comunicação.
C um Estado democrático fundado no livre consentimento de grupos sociais populares do país.
D uma ditadura dirigida pelos empresários da indústria metalúrgica e siderúrgica na Alemanha.
E uma ilha de paz em um mundo conflagrado pela bipolarização entre potências nucleares.

A nova “autonomia” da juventude como uma camada social separada foi simbolizada por um fenômeno que, nessa escala, provavelmente não teve paralelo desde a era romântica do início do século XIX: o herói cuja vida e juventude acabavam juntas. Essa figura foi comum no que se tornou a expressão cultural característica da juventude – o rock. Buddy Holly, Janis Joplin, Brian Jones, membro dos Rolling Stones, Jimi Hendrix e várias outras divindades populares caíram vítimas de um estilo de vida fadado à morte precoce. (Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos , 1995. Adaptado.) O autor descreve um fenômeno histórico que

A permaneceu restrito ao universo cultural da música pop ao longo dos últimos anos.
B aliou a cultura neoclássica do século XIX com a tradição folclórica norte-americana
C teve desdobramentos políticos significativos nos anos sessenta do século passado.
D originou comportamentos conservadores no período pós Segunda Guerra Mundial.
E restringiu-se às nações capitalistas desenvolvidas na segunda metade do século XX.

Analise um trecho da canção “As caravanas”, composta por Chico Buarque. É um dia de real grandeza, tudo azul [...] Quando pinta em Copacabana [...] A caravana do Irajá, o comboio da Penha. Não há barreira que retenha esses estranhos Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho [...] Com negros torsos nus deixam em polvorosa A gente ordeira e virtuosa que apela Pra polícia despachar de volta O populacho pra favela Ou pra Benguela, ou pra Guiné. [...] (Chico Buarque. “As caravanas”. Caravanas , 2017.) Nessa letra, o compositor

A demonstra a passividade das classes dominadas no transcurso da história do capitalismo brasileiro.
B mostra a despolitização secular do conjunto dos grupos de elite da sociedade brasileira.
C refere-se ao aprofundamento da desigualdade social de um país tradicionalmente cordial e pacífico.
D relaciona aspectos da sociedade contemporânea brasileira a um passado de exploração social.
E denuncia o desmantelamento do estado de bem-estar social para as populações das periferias das grandes cidades do país.

Um carro de competição percorre metade de um circuito com velocidade média de 200 km/h. Na segunda metade do circuito, o desempenho do carro melhora e sua velocidade média passa a ser 300 km/h. A velocidade média desse carro quando ele completa todo o circuito é de

A 225 km/h.
B 275 km/h.
C 220 km/h.
D 230 km/h.
E 240 km/h.