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Pimenta

( 2010 ) pontua como a popularização da discussão sobre o conceito de professor reflexivo tem sido marcada pelo “oferecimento de treinamento para que o professor torne-se reflexivo”. Nesse contexto, a autora trata do “mercado do conceito”, destacando que este entende a reflexão como

A forma de ultrapassar os conhecimentos elaborados pela ciência e as respostas técnicas que esta poderia oferecer, reconhecendo o ineditismo das situações vividas.
B superação dos problemas cotidianos vividos na prática docente, tendo em conta suas diversas dimensões, o que expressa uma massificação do conceito.
C valorização dos processos de produção do saber docente a partir da prática e da pesquisa, em que o ensino é tomado como ponto de partida e de chegada.
D questionamento da formação de professores numa perspectiva técnica, reconhecendo a necessidade de formar profissionais capazes de ensinar em situações singulares.
E discussão das questões organizacionais, do projeto pedagógico das escolas, da importância do trabalho coletivo e da autonomia dos professores nas escolas.

De acordo com Manfredi (REVISTA Linhas Críticas, 2010), “a qualificação profissional, entendida como direito social, refere-se ao direito de acesso a oportunidades de educação permanente, tanto no âmbito da qualificação profissional, como no âmbito da educação escolar de nível básico (fundamental e médio)”. Nesse contexto, em relação ao sistema escolar formal, a certificação profissional

A está desarticulada da escola, mesmo que seja um mecanismo de credenciamento para o trabalho e, eventualmente, para a inserção econômica.
B deve ser conduzida pela iniciativa privada de modo que se assegure a relevância do conteúdo ante as necessidades práticas do mercado.
C pode vir a ser um modo de ingresso ou retorno, ou ainda de inserção em percursos formativos de natureza continuada.
D nega a formação ampla educativa ao substitui-la pela formação profissional aplicada, ainda que formal.
E prioriza o reconhecimento social dos saberes acadêmicos sobre as experiências e os conhecimentos do trabalhador acumulados a partir de sua trajetória de vida.

Tardif

( 2014 ) apresenta uma concepção da prática educativa caracterizada pela “ideia de que a ação educativa está ligada a realidades contingentes e individuais que não podem ser julgadas de maneira cientificamente rigorosa e necessária”. Segundo essa concepção, o professor “age guiando-se por certas finalidades, e sua prática corresponde a uma espécie de mistura de talento pessoal, de intuição, de experiência, de hábito, de bom senso e de habilidades confirmadas pelo uso”. Trata-se da concepção de educação como

A arte.
B profissionalidade docente.
C técnica guiada por valores.
D persuasão.
E interação.

Veiga

( 1995 ) sublinha que “o projeto político-pedagógico, ao mesmo tempo em que exige dos educadores, funcionários, alunos e pais a definição clara do tipo de escola que intentam, requer a definição de fins”. Logo, os diferentes sujeitos da escola devem

A revogar suas individualidades e singularidades para exprimir restritamente um fim coletivo.
B compreender que o projeto político-pedagógico é expressão de um ideal, que independe do real.
C definir o tipo de sociedade e o tipo de cidadão que pretendem formar.
D trabalhar separadamente, dado que os fins de cada um são divergentes.
E assumir a sobreposição e a coincidência entre meios e fins na educação.

Oliveira (in Veiga, 2013) entende que o avanço tecnológico “reivindica uma formação que permita à pessoa ampliar as diferentes maneiras de ler, interpretar e interagir com a pluralidade dos diferentes mundos que se entrecruzam”. Para a autora, esse avanço exige a criação de novas maneiras de educar as pessoas para lidar com

A as técnicas quantitativas e estatísticas, que trabalham os dados em grande volume (big data).
B as informações que emergem desse novo tipo de saber.
C o aparato tecnológico, o que demanda a formação tecnicista.
D os conflitos pessoais que surgem a partir da mediação virtual.
E a substituição do letramento convencional pelo letramento audiovisual.

Discutindo a concepção construtivista e a atenção à diversidade, Zabala

( 1998 ) propõe um conjunto de questões que o professor deve se fazer. Entre essas, está se indagar se existem atividades “que possamos inferir que são adequadas ao nível de desenvolvimento de cada aluno”; ou “que provoquem um conflito cognitivo e promovam a atividade mental do aluno, necessária para que estabeleça relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios”. Essas questões podem “facilitar pistas para reforçar algumas atividades ou acrescentar outras novas”, tendo ainda o objetivo específico de reconhecer a validade

A da avaliação formativa.
B da perspectiva construtivista.
C do projeto político-pedagógico.
D do currículo diversificado.
E das sequências didáticas.

Os teóricos pós-críticos utilizam o “pós” para nominar o novo, para distingui-lo do passado. Trata-se de uma nova maneira de entender o próprio pensamento, de uma teorização que busca diferenciar-se das formas, das práticas e da escrita utilizadas pelas teorizações anteriores. Trata-se de uma perspectiva teórica caracterizada por abordagens multidisciplinares empregadas por diferentes correntes e diversos meios a ela identificados. Sobre as teorias críticas, analise as afirmativas a seguir.

I. Há uma ênfase na crítica a uma única e absoluta verdade e na busca da pluralidade na interpretação dos fatos e conhecimentos que permeiam o cotidiano atual.

II. Há uma negação da noção de sujeito humanista, livre, autônomo, presente nas vertentes teóricas anteriores, tradicionais e transformadoras.

III. A noção de uma consciência unitária, autoidêntica, autorreflexiva, racional, homogênea, centrada e determinada por certas centrais é rejeitada.

IV. A subjetividade é concebida como fragmentada, descentrada, contraditória entre si e em permanente tensão mútua; não existe um estado de consciência totalmente lúcida.

V. Há o fortalecimento de temáticas de pesquisas como as questões de meninos e meninas de rua, as histórias de vida de mulheres negras, as religiosidades alternativas, bem como o movimento homossexual. Está correto o que se afirma em

A I, II, III, IV e V.
B I e II, apenas.
C IV e V, apenas.
D I, IV e V, apenas.
E I, II, III e IV, apenas.
Texto associado
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida? O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai. O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país. A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo. Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária. (Mariana Vick, Nexo Jornal , 29 de junho de 2020. Adaptado)

Bechara

( 2019 ) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que a conjunção coordenativa aparece em destaque é:

A A sociedade seria mais igualitária se as histórias de vida fossem compartilhadas.
B Worcman não imaginava que , depois de mais de duas décadas, o museu ainda existiria.
C As histórias de pessoas simples são preservadas como ocorre com personalidades famosas.
D As entrevistas eram feitas conforme o desejo dos participantes de contar suas histórias.
E Histórias de vida são pessoais, mas carregam consigo parte da história de um país.

Em 2018, Ana cursará o 1º período da graduação em nutrição em uma universidade privada. Ana é surda e necessita de tradutor e intérprete da LIBRAS para o acompanhamento das aulas. Diante da situação e de acordo com a Lei nº 13.146/2015, a universidade em que Ana estudará, deverá:

A contratar um intérprete e tradutor da LIBRAS, aumentando em 20% do valor da mensalidade da escola;
B contratar profissional titulado em nível superior com habilitação em tradução e interpretação em LIBRAS, repassando 20% dos gastos com a contratação para Ana;
C contratar intérprete e tradutor da LIBRAS que possua nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Tradução e Interpretação em LIBRAS, sendo vedada qualquer cobrança adicional à Ana;
D contratar intérprete e tradutor da LIBRAS que possua o ensino médio concluído, e curso de Tradução e Interpretação em LIBRAS, sendo vedada qualquer cobrança adicional à Ana;
E solicitar que Ana e sua família providenciem o tradutor e intérprete da LIBRAS para o acompanhamento das aulas.