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O uso de tecnologia na educação tem desafios e preocupações inerentes aos profissionais da área. A tecnologia possibilita uma variedade de processos de ensino e aprendizagem, mas ao mesmo tempo tem seus riscos e desafios. Apesar de o ensino-aprendizagem mudar de acordo com a evolução da sociedade, nunca houve tantas alterações como nas duas últimas décadas. E essas transformações só ocorreram por conta da Revolução Digital, que trouxe smartphones , computadores, notebooks e tablets , que facilitaram, e muito, o acesso a conteúdos, agora disponibilizados em diversos formatos, outra consequência dessa evolução. Ao incorporar a tecnologia na educação amplia-se o potencial de transformar o processo de aprendizagem, tornando-o mais envolvente, acessível e adaptado às necessidades individuais dos alunos. O uso de tecnologias aliado às práticas pedagógicas se enquadra dentro da cultura digital, que é uma das dez competências definidas como essenciais para a transformação da educação na BNCC. (Disponível em: https://www.educamundo.com.br/blog. Adaptado.) Sobre o exposto e, ainda, considerando o uso da tecnologia no âmbito da aprendizagem, assinale a afirmativa INCORRETA.

A Libera a intervenção dos docentes para se fazer uma pesquisa por meio da internet nos processos de acesso a fontes de conhecimento e aprendizagem por parte dos discentes.
B Facilita a contextualização do conteúdo através de imagens, vídeos, palestras, artigos, filmes, jornais, blogs e dentre outras alternativas que a tecnologia apresentou e facilitou o acesso.
C Torna o processo mais interativo e divertido pois o conteúdo pode ser ensinado de forma mais criativa, mesmo os mais técnicos e densos. Os estudantes preferem conteúdos mais dinâmicos e a tecnologia é um recurso fundamental para essa nova realidade.
D Possibilita novas experiências no processo de aprendizagem podendo ser utilizada proporcionando contato com pessoas do mundo inteiro no compartilhamento de materiais que auxiliam no processo de aprendizagem, através de plataformas de chamadas de voz e vídeo via internet , por exemplo.

A cultura filosófica da Grécia antiga, que inspirou o modelo de educação formal que hoje é hegemônico, se baseava na valorização de três elementos essenciais. São eles:

A a oratória, a religião e a ciência política
B o pensamento matemático, a literatura e o esporte
C o pensamento racional, a palavra e o ser humano
D a oratória, o pensamento racional e as divindades mitológicas

Um dos métodos filosóficos e educacionais mais antigos do mundo foi concebido pelo filósofo Sócrates (470-399 a.C.) e consistia em dialogar com o outro, deixando-o expressar suas próprias ideias, em um movimento dialético. Este método é conhecido por:

A Sofisma
B Maiêutica
C Paideia
D Metafísica
Texto associado
Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] (Fernando Canto)

Ao longo do texto, é recorrente o emprego de verbos flexionados no pretérito imperfeito do modo Indicativo. Considerando o contexto, pode-se compreender que esse emprego revela ações que:

A se limitam a uma ocorrência única num momento passado.
B marcadas pela incompletude, não foram plenamente realizadas.
C ocorrerão no futuro em diálogo com fatos ocorridos no passado.
D se repetem, sendo apresentadas como rotineiras ou habituais.
E remetem a fatos do universo fantástico, com caráter fabuloso.
Texto associado
Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] (Fernando Canto)

No terceiro parágrafo, há algumas ocorrências do sinal indicativo de crase. De acordo com a Gramática Tradicional, o “a” é sempre acentuado nas locuções de natureza adverbial formadas com palavra feminina, motivo pelo qual a construção “à tarde” recebe o acento grave. Assinale a alternativa em que esse acento é empregado por essa mesma razão.

A Todos passearam à vontade por toda a região.
B Entregou o material à recepcionista da empresa.
C Gosta de usar calça larga e chapéu à Napoleão.
D Normalmente, prestam obediência às leis.
E Você fez jus à nota da sua última avaliação.
Texto associado
Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] (Fernando Canto)

A significação de uma palavra, às vezes, pode ser compreendida por meio de elementos que a circundam num texto. Considerando o vocábulo “rabeta”, presente no terceiro parágrafo, pode-se afirmar que seu significado está apontado no seguinte fragmento do mesmo parágrafo:

A “navios transportadores de minérios”.
B “monstros de ferros que povoavam a paisagem”.
C “barquinhos motorizados movidos à gasolina”.
D “velhas montarias a remo”.
E “pequeno porto da frente da casa”.
Texto associado
Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] (Fernando Canto)

Para construir as relações sintáticas e de sentido no último parágrafo, o vocábulo “peixes” foi empregado várias vezes de modo implícito. Caso fosse explicitado nas passagens abaixo, assinale a alternativa em que se aponta sua classificação sintática correta.

A “A mãe escolhia os maiores” – predicativo do objeto.
B “descamava-os com rapidez” – objeto indireto.
C “e os fritava para o jantar” – complemento nominal.
D “Os restantes eram jogados” – predicativo do sujeito.
E “Eram de várias espécies” –núcleo do sujeito.
Texto associado
Texto II O texto abaixo é um fragmento da obra Amapá: a terra onde o Brasil começa (1999). Tem, pois, o Amapá, uma vocação natural para a produção de proteína muito superior à capacidade interna de consumo, o que faz deste cenário norte-hemisférico um caso excepcional no contexto brasileiro. Além desta excelência, detém o Amapá reservas incalculáveis de minérios, primeiro deles o manganês, explorado incessantemente há 40 anos sem grandes contribuições à diversificação da economia local e à elevação de seu nível de capitalização interna. Dentro de pouco tempo, porém, toda esta riqueza de reservas minerais estará revelada e se constituirá contribuição decisiva à produção nacional. Enfim, entre as aguadas litorâneas de rara apropriação à cultura do búfalo e as surpresas escondidas sob a serra de Tumucumaque, estende-se, ainda, uma faixa de cerrados por onde se iniciou a ocupação do território, pobre, porém suficiente para abrigar um processo de substituição de importações de víveres, hoje, vocacionada para o reflorestamento. (Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1029/00077342 4.pdf?sequence=4&isAllowed=y. Acesso em: 15/02/2022)

De acordo com o texto, a excepcionalidade do Amapá estaria relacionada com:

A um destaque da vocação natural para a produção de proteína.
B a superioridade de produção em relação ao consumo interno.
C a particularidade de compor o cenário norte-hemisférico no país.
D o fato de deter reservas incalculáveis de minérios.
E o potencial incessante de exploração do manganês.

“Composta por ritmo, dança, vestimentas, comida, bebida e estilo literário próprio, o (a) _______________ é uma manifestação cultural praticada em especial pelas comunidades negras do Amapá [...]. O Ciclo do (a) _____________ ocorre em Macapá durante período pascal e constitui em importante tradição de sincretismo religioso brasileiro homenageando a Santíssima Trindade e o Divino Espírito Santo [...]” (adaptado de IPHAN, 2018). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

A Marabaixo / Marabaixo
B Círio de Nazaré / Círio de Nazaré
C Festa do Sairé / Festa do Sairé
D Festa de São Benedito / Festa de São Benedito
E Dia de Iemanjá / Dia de Iemanjá