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“[...] é preciso entender que as
habilidades motoras, desenvolvidas num
contexto de jogo, de brinquedo, no
universo da cultura infantil, de acordo
com o conhecimento que a criança já
possui, poderão se desenvolver sem a
monotonia dos exercícios prescritos por
alguns autores. Talvez não se tenha
atentado para o fato de que jogos, como
amarelinha, pegador, cantigas de roda,
têm exercido, ao longo da história,
importante papel no desenvolvimento
das crianças [...]. Aprender a trabalhar
com esses brinquedos poderia garantir
um bom desenvolvimento das
habilidades motoras sem precisar impor
às crianças uma linguagem corporal que
lhes é estranha [...]” (FREIRE, 1989, p. 24).
Nessa abordagem, o jogo como
conteúdo/estratégia tem papel
privilegiado e os conteúdos devem ser
desenvolvidos em uma progressão
pedagógica, em uma ordem de
habilidades, das mais simples
(habilidades básicas) para as mais
complexas (específicas). Tal
compreensão corresponde à abordagem

A desenvolvimentista.
B sistêmica.
C construtivista.
D crítico-superadora.
E crítico-emancipatória.
Texto associado
Crônica:
tempo de despedida
Metáforas que se impõem


Temos muitas imagens armazenadas em
nosso cérebro. Metáforas guardadas em nosso
imaginário. Algumas, temos de admitir, são
dolorosamente evidentes. Amanhecia. Véspera
de Natal. Manhã fresca de um dia que seria muito
quente. Havíamos passado a noite tomando
vinho, ouvindo Roberto Carlos, só as mais tristes,
tipo “Jovens tardes de domingo”, comemorando
nossa formatura de Segundo Grau. Então eu saí
pelos trilhos, de volta para casa, sentindo uma
brisa empurrar meus cabelos longos, típicos dos
anos 1970, para trás. Podia haver uma imagem
mais óbvia e mais certeira para uma separação,
uma ruptura, uma metamorfose?

Lembro como se fosse ontem, para continuar
com imagens comuns, que olhei para trás,
para os lados, para cima e para baixo, como se
tentasse me situar. Vi a estação, que parecia
mais melancólica do que nunca, vi alguns vagões
estacionados em trilhos paralelos à linha central,
vi um cachorro magro saltitar em três pernas e
ouvi um galo retardatário cantar. Na metade do
caminho, parei de novo e contemplei o cenário
no qual me achava imerso. Eu sabia que a minha
vida nunca mais seria a mesma. Em breve,
eu tomaria o caminho da capital. Estava na
encruzilhada. Passei por uma chave de trilhos,
um mecanismo usado para desviar trens para
uma linha secundária. Brinquei de tentar mudar o
meu destino. Eu estava pesadamente consciente
de que dava os meus últimos passos no universo
que me definia.
Até
hoje me pergunto: por que tanto realismo
na metáfora que marcou minha passagem da
adolescência para o mundo adulto? Uma semana
depois, em 1º de janeiro de 1980, botei o pé na
estrada e nela continuo. Só tenho voltado ao
ponto de partida como visitante. Retornarei algum
dia em definitivo para fechar o ciclo? Éramos três
naquela despedida. Continuei ligado a um dos
amigos daquela noite de despedida. O outro, o
anfitrião, encontrei uma única vez, por acaso,
num estádio de futebol. Não deve ter passado
uma semana, porém, que não tenha pensando
neles e em nossa turma.

O que nos faz pensar em detalhes de
experiências tão distantes? Lembro-me de ter
caminhado mais de um quilômetro pelos trilhos.
Cada vez que parava ou olhara para trás, com
os olhos apertados pela luz da manhã, sentia o
coração pulando. Estava deixando tudo o que me
importava. Como foi possível que eu não sentisse
medo, não duvidasse, não tentasse escapar da
mudança? A minha convicção era férrea como
os trilhos que eu pisava. Hoje, quando encontro
a gurizada de 17 anos, nunca deixo de concluir
com certo paternalismo: são crianças. Eu era uma
criança quando saí de casa.

Quando penso naquele momento de partida,
inevitavelmente penso nos trilhos daquela manhã
de verão. Venho trilhando meu caminho. Não me
arrependo de não ter mudado a chave. Ainda ouço
a voz de Roberto Carlos, pois “canções usavam
formas simples”, ressoando na madrugada: “O
que foi felicidade me mata agora de saudade,
velhos tempos, belos dias”. Depois de 40 anos
de separação, estamos nos reencontrando num
grupo de WhatsApp.

Disponível em:
<
https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
cr%C3%B4nica-tempo-de-despedida-1.371025 >. Acesso em: 24 out.
2019.

Sobre o uso das vírgulas, assinale a
alternativa correta.

A Em “Metáforas guardadas em nosso
imaginário. Algumas, temos de admitir,
são dolorosamente evidentes.”, as vírgulas
foram empregadas para isolar o modo como
o eu lírico se sentia.
B Em “Hoje, quando encontro a gurizada de
17 anos, nunca deixo de concluir com certo
paternalismo: são crianças.”, as vírgulas
são obrigatórias para isolar uma explicação
de um fato ocorrido anteriormente.
C Em “Continuei ligado a um dos amigos
daquela noite de despedida. O outro, o
anfitrião, encontrei uma única vez, por
acaso, num estádio de futebol.”, as vírgulas
que isolam “o anfitrião” e “por acaso” são
empregadas pelo mesmo motivo.
D Em “Em breve, eu tomaria o caminho da
capital.”, a vírgula foi empregada para
marcar o deslocamento de uma expressão
adverbial de tempo que estaria no final da
frase caso esta estivesse em sua ordem
direta.

De acordo com a Constituição Federal
de 1988, da receita resultante de
impostos, compreendida a proveniente
de transferência, será aplicada, na
manutenção e desenvolvimento do
ensino,

A pela União, nunca menos de vinte e cinco
por cento, no máximo, e pelos Estados,
Distrito Federal e Municípios dezoito por
cento, no mínimo.
B pela União, nunca menos de dez por
cento, e pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios vinte e cinco por cento, no
mínimo.
C pela União, nunca menos de dezoito por
cento, e pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios vinte e cinco por cento, no
mínimo.
D pela União, nunca menos de vinte por
cento, e pelos Estados, Distrito Federal
e Municípios vinte e cinco por cento, no
máximo.

Sobre crescimento e desenvolvimento
motor, é correto afirmar que

A o crescimento se refere essencialmente às
transformações qualitativas.
B o crescimento engloba simultaneamente
tanto as transformações quantitativas
quanto as transformações qualitativas.
C o desenvolvimento motor é resultante de
aspectos associados ao próprio processo
de crescimento físico, à maturação
biológica e às experiências vivenciadas no
atributo considerado: desempenho motor,
emocional, social, cognitivo, entre outros.
D o desenvolvimento motor corresponde
ao processo resultante da multiplicação
e da diferenciação celular que determina
alterações progressivas nas dimensões
do corpo inteiro ou de partes e segmentos
específicos.
Texto associado
Crônica:
tempo de despedida
Metáforas que se impõem


Temos muitas imagens armazenadas em
nosso cérebro. Metáforas guardadas em nosso
imaginário. Algumas, temos de admitir, são
dolorosamente evidentes. Amanhecia. Véspera
de Natal. Manhã fresca de um dia que seria muito
quente. Havíamos passado a noite tomando
vinho, ouvindo Roberto Carlos, só as mais tristes,
tipo “Jovens tardes de domingo”, comemorando
nossa formatura de Segundo Grau. Então eu saí
pelos trilhos, de volta para casa, sentindo uma
brisa empurrar meus cabelos longos, típicos dos
anos 1970, para trás. Podia haver uma imagem
mais óbvia e mais certeira para uma separação,
uma ruptura, uma metamorfose?

Lembro como se fosse ontem, para continuar
com imagens comuns, que olhei para trás,
para os lados, para cima e para baixo, como se
tentasse me situar. Vi a estação, que parecia
mais melancólica do que nunca, vi alguns vagões
estacionados em trilhos paralelos à linha central,
vi um cachorro magro saltitar em três pernas e
ouvi um galo retardatário cantar. Na metade do
caminho, parei de novo e contemplei o cenário
no qual me achava imerso. Eu sabia que a minha
vida nunca mais seria a mesma. Em breve,
eu tomaria o caminho da capital. Estava na
encruzilhada. Passei por uma chave de trilhos,
um mecanismo usado para desviar trens para
uma linha secundária. Brinquei de tentar mudar o
meu destino. Eu estava pesadamente consciente
de que dava os meus últimos passos no universo
que me definia.
Até
hoje me pergunto: por que tanto realismo
na metáfora que marcou minha passagem da
adolescência para o mundo adulto? Uma semana
depois, em 1º de janeiro de 1980, botei o pé na
estrada e nela continuo. Só tenho voltado ao
ponto de partida como visitante. Retornarei algum
dia em definitivo para fechar o ciclo? Éramos três
naquela despedida. Continuei ligado a um dos
amigos daquela noite de despedida. O outro, o
anfitrião, encontrei uma única vez, por acaso,
num estádio de futebol. Não deve ter passado
uma semana, porém, que não tenha pensando
neles e em nossa turma.

O que nos faz pensar em detalhes de
experiências tão distantes? Lembro-me de ter
caminhado mais de um quilômetro pelos trilhos.
Cada vez que parava ou olhara para trás, com
os olhos apertados pela luz da manhã, sentia o
coração pulando. Estava deixando tudo o que me
importava. Como foi possível que eu não sentisse
medo, não duvidasse, não tentasse escapar da
mudança? A minha convicção era férrea como
os trilhos que eu pisava. Hoje, quando encontro
a gurizada de 17 anos, nunca deixo de concluir
com certo paternalismo: são crianças. Eu era uma
criança quando saí de casa.

Quando penso naquele momento de partida,
inevitavelmente penso nos trilhos daquela manhã
de verão. Venho trilhando meu caminho. Não me
arrependo de não ter mudado a chave. Ainda ouço
a voz de Roberto Carlos, pois “canções usavam
formas simples”, ressoando na madrugada: “O
que foi felicidade me mata agora de saudade,
velhos tempos, belos dias”. Depois de 40 anos
de separação, estamos nos reencontrando num
grupo de WhatsApp.

Disponível em:
<
https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
cr%C3%B4nica-tempo-de-despedida-1.371025 >. Acesso em: 24 out.
2019.

Assinale a alternativa correta
considerando as ideias apresentadas
no texto.

A O eu lírico do texto era fã de Roberto Carlos
na adolescência, ouvia com os amigos da
escola, mas já não gosta mais.
B O eu lírico se arrepende de ter saído tão
cedo de casa para morar na capital.
C Era um costume do eu lírico andar pelos
trilhos de trem de sua cidade natal com
seus amigos na adolescência.
D O eu lírico não sentiu medo de deixar tudo
para trás e ir para a capital.

Desde o final do século passado, o movimento Aptidão Física Relacionado à Saúde ? AFRS expandiu-se em países como Canadá,
Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, e alcançou o Brasil. A Educação Física escolar, influenciada por essa corrente,
cumpre criar nos alunos o gosto pelo exercício e pela prática esportiva de forma a levá-los a adotar um estilo de vida saudável e
fisicamente ativo.
Figuram dentre as principais críticas a essa proposta as assertivas abaixo, EXCETO:

A A vertente da AFRS analisa a questão da saúde no nível individual, ou seja, apresenta o indivíduo como o problema e a
mudança do estilo de vida como a solução.
B O movimento AFRS considera a existência de uma cultura homogênea onde todos seriam livres para escolher seu estilo
de vida.
C A vinculação exclusiva da prática do exercício à saúde sugere uma relação de causalidade em que ser fisicamente ativo
significa ser saudável.
D A AFRS concorre para a culpabilização da vítima, pois insinua que a saúde pode ser obtida predominantemente por
mudanças de comportamento.
E A proposta da AFRS considera o caráter multifatorial da saúde, incorporando vários determinantes que envolvem o
exercício físico.

Considere:

I. A dança folclórica é fruto da migração das danças religiosas dos templos para as praças públicas.

II. O pensamento mecanicista levou à sistematização da dança contemporânea e ao seu academicismo.

III. A dança moderna inspira-se na natureza e na liberdade, permitindo a expressão de sentimentos ideias e experiências de vida.

IV. A dança livre tem como elemento básico a preocupação de expressar, relatar ou denunciar temas e problemas sociais,
divertir e ocupar o tempo.

Está correto o que se afirma APENAS em

A II e IV.
B III e IV.
C I e III.
D II e III.
E I e II.

Considere as afirmativas abaixo sobre os ritos da capoeira.

I. A estrutura da roda completa de Capoeira Angola é formada pela ? bateria, que se posiciona assentada e é composta por
três berimbaus – um grave, chamado Gunga, um médio, também conhecido como Roseira, e um agudo, chamado Viola
–, dois pandeiros, um reco-reco, um agogô e um atabaque. As pessoas que não estão tocando os instrumentos ficam
assentadas, formando um círculo.

II. Grande parte das rodas de Capoeira Regional é formada de maneira particular, variando de grupo para grupo. A bateria e
os participantes da roda que não estão jogando permanecem em pé, formando o contorno da roda. Os instrumentos são
berimbaus (variam de um a três), pandeiro (normalmente apenas um) e um atabaque. O coro, além de responder ao
cantador, bate palma no ritmo das batidas da bateria.

III. A roda de Capoeira Regional se inicia com o tocador do berimbau Gunga, chamando os outros instrumentos, que começam
a tocar na sequência, acompanhando o ritmo proposto pelo berimbau principal. Quando a bateria já está formada, o
cantador puxa uma ladainha e os capoeiristas permanecem em silêncio, aguardando a autorização para começar a jogar.

Está correto o que se afirma APENAS em

A I.
B II.
C I e III.
D II e III.
E I e II.