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David Hume (1711-1776) é um dos principais autores da tradição empirista. A publicação do Tratado sobre a natureza humana, em 1739, traz os traços fundamentais de sua filosofia, levando o empirismo às últimas consequências. Como se caracteriza o empirismo de Hume?

A Hume era considerado cético, mas sua crítica à subjetividade cartesiana e à causalidade não prejudicavam o entendimento empirista do mundo natural.
B Se no empirismo humeano, as ideias têm sua origem na impressão sensível, então não há nada no eu que não sejam as impressões sensíveis.
C Pela lembrança e não pela memória, o eu é garantido, pois depende da experiência exterior ao mesmo eu para se constituir.
D Como as percepções não variam de acordo com a experiência, então a unidade e a permanência da razão não dependem da experiência.
E Para Hume a razão é um feixe de ideias e não percepções.

“Três questões podem ser formuladas sobre a existência de Deus: 1. A existência de Deus é uma verdade evidente? 2. A existência de Deus pode ser demonstrada? 3. Deus existe?”. (Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1). A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.

A As cinco vias de Santo Tomás de Aquino consistem em provas irrefutáveis que Deus existe.
B O entendimento de Deus previsto nas provas partem da consideração do cosmo como criação divina.
C Para Santo Tomás, a razão procura demonstrar a seu modo o que a fé anteriormente incutiu na alma humana, como um caminho para a fé cristã.
D As marcas do Criador em sua Criação só é possível pela fé revelada.
E O mundo natural não é objeto de reflexão, pois Deus não está na natureza.

“Diz Schopenhauer que há homens que se tornam filósofos por causa do mundo. Há outros que se tornam filósofos por causa de livros. Fichte é um destes casos: virou filósofo porque leu a Crítica da Razão Pura” . (Domingues,

I. O continente e a ilha. São Paulo: Loyola, 2009, p. 91). “É bem sabido que Kant, em citadíssima passagem, afirma que não se pode ensinar filosofia, mas apenas ensinar a filosofar. O filósofo de Königsberg quer dizer outra coisa que geralmente lhe atribui; assim, por exemplo, ele jamais entenderia por filosofia ‘história da filosofia’. A oposição que lhe interessa é entre uma ciência constituída como um conjunto de verdades e uma atividade da razão”. (Porta, M. A filosofia a partir de seus problemas. São Paulo: Loyola, 2002, p. 21). Avalie as seguintes afirmações:

I. Aprender filosofia significa decorar as ideias principais da história da filosofia e repeti-las de acordo com as necessidades.

II. A tensão entre ensinar filosofia e ensinar a filosofar está relacionada ao método a ser utilizado na formação dos filósofos profissionais.

III. Filosofar é uma atividade da razão. E não se caracteriza por fazer somente repetições de ideias do passado, mas articulá-las com as questões do presente.

IV. Não há uma única forma consagrada de filosofar. Basta observarmos a história da filosofia ocidental, com sua pluralidade de modos de pensar filosoficamente. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C II e IV.
D I e III.
E III e IV.

Para Gianni Vattimo, a filosofia contemporânea e suas diversas correntes caracteriza-se como uma arena de discussões, na qual a hermenêutica tem o papel de koinè , ou seja, de um modo comum de pensar, enquanto processo de leitura de textos e discussão de questões. Ao mesmo tempo, Hans-Georg Gadamer, na esteira de Martin Heidegger, pensa a hermenêutica de modo ontológico, ou seja, como um modo de se comportar. Em tempo, Paul Ricoeur também entende a hermenêutica do texto como um horizonte central no qual as narrativas ainda são possíveis. Tendo em vista esses modos de pensar a hermenêutica, qual a importância da mesma para a filosofia contemporânea?

A A corrente hermenêutica é uma tentativa de reavaliar a metafísica moderna, sem compromissos práticos, do ponto de vista da ética e política.
B Pensar hermeneuticamente é pensar contemporaneamente. Para isso, basta relermos os textos sem necessariamente relacioná-los a vida cotidiana.
C O pensamento hermenêutico é crítico à modernidade, pois revisa os limites do próprio sujeito e sua relação com a verdade.
D Ao contrário de Gadamer, Ricoeur não se compromete eticamente ao pensar as narrativas.
E Heidegger pensa a hermenêutica como um traço fundamental para pensar a questão do ser; e esta contribuição encontra bastante repercussão na filosofia contemporânea.

“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”. (Heidegger, M. Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211). “Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”. (Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia? Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127 O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.

A Pensando o filosofar como um diálogo contínuo, a metáfora do caminho faz justiça ao processo de ensino e aprendizagem.
B É preciso escolher um método filosófico único que justifique o acesso aos conteúdos a serem aprendidos.
C Ainda que fosse possível dialogar na sala de aula, a filosofia não é uma disciplina que se aprende dialogando.
D O modelo tradicional de ensino e aprendizagem, no qual o professor, que domina o conteúdo, repassa o mesmo para os alunos, que ainda não sabem, é o adequado ao filosofar na sala de aula.
E Ou se filosofa sozinho, no isolamento; ou não se filosofa, pois o diálogo não parece ser um caminho adequado.

A filosofia tem características próprias que a distinguem de outras formas de conhecimento humano, tais como a religião, a arte e a ciência. Nesse sentido, pode-se dizer que a filosofia se propõe a:

A Explicar a totalidade das coisas, ou seja, toda a realidade.
B Explicar, de forma teórica, apenas os fenômenos que a religião não contempla.
C Explicar, por metodologia empírica, a natureza do ser.
D Justificar, por meio da fé, crenças e convicções religiosas.
E Justificar a instrumentalização da arte.

Ao longo do século XX, duas correntes filosóficas, a analítica e a continental, protagonizaram um embate teórico que ainda ecoa nos desenvolvimentos da filosofia contemporânea; no entanto, a partir da década de 1960, outras tendências se formaram. Assinale a alternativa que contempla apenas essas principais tendências do pensamento contemporâneo.

A Hermenêutica, pós-estruturalismo e utilitarismo.
B Fenomenologia, existencialismo e teoria crítica.
C Teoria crítica, pós-estruturalismo e epistemologia pós-positivista.
D Marxismo, existencialismo e relativismo.
E Neokantismo, fenomenologia e hermenêutica.

A estética romântica conferia centralidade a um conceito que estabelecia certa visão do artista, que seria um indivíduo “[...] essencialmente original e expressava sua natureza superior por meio de obras pelas quais as pessoas comuns entrariam em contato com ele e comungariam com sua personalidade” (Aranha; Martins, 2016). O conceito romântico em questão é o de:

A Espírito.
B Herói.
C Personalidade.
D Gênio.
E Mártir.

A democracia é, hoje, um regime político amplamente difundido e defendido em diferentes sociedades pelo mundo. Uma das características que definem a forma de governo democrática é que ela:

A Considera a necessidade de hierarquização social como central para a estabilidade coletiva.
B Considera o conflito como algo legítimo e legal.
C Assegura o status social diferenciado de pessoas em função de seu nascimento.
D Assegura privilégios a grupos econômicos.
E Reconhece a continuidade de um grupo no poder por mérito e sem intervenção popular

“Na busca da unidade, de uma natureza ( physis ), os primeiros pensadores gregos sistematizaram questões e se indagaram sobre as finalidades da existência, sobre o que era comum a todos os seres da mesma espécie, produzindo uma visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” (Brasil, 2018). De acordo com o trecho acima, retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa “visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” corresponde a uma identificação da condição humana como a de um:

A Ser histórico.
B Sujeito transcendental.
C Homo economicus.
D Animal racional.
E Animal social.