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Segundo Coll, Palacios e Marchesi

( 2004 ), o paradigma “teste → treinamento → reteste” é relevante na avaliação educacional de pessoas com deficiência intelectual (à época do texto, referida como deficiência mental), porque

A avalia o potencial de aprendizagem do sujeito ao mesmo tempo que o programa de ensino.
B é útil para aplicar exames padronizados de desempenho cognitivo escolar e classificar os alunos.
C permite comparar os resultados de diferentes exames educacionais, físicos e neurológicos.
D é indicado para diagnósticos pedagógicos em níveis profundos de deficiência intelectual.
E substitui a necessidade de avaliação clínica feita por médicos e psicopedagogos.

Smith

( 2008 ) aponta para o fato de que, ao construir um conceito de deficiência, deve-se considerar que

A o conceito geral de deficiência é uma invenção biossocial dos tempos modernos.
B os preconceitos e discriminações influenciam os resultados das pessoas em suas atividades.
C a definição de deficiência é invariável, pois se trata de algo que possui natureza absoluta.
D em toda a sociedade os tratamentos cruéis foram substituídos por condutas sociais aceitáveis.
E algumas deficiências são criação ou fenômeno das concepções de desvio da sociedade atual.

Celma Domingues et al., em A Educação Especial na perspectiva da inclusão escolar: os alunos com deficiência visual: baixa visão e cegueira

( 2010 ), afirmam que o desempenho visual de uma pessoa com baixa visão pode ser desenvolvido e ampliado de forma gradativa e constante, pois a eficiência da visão melhora na medida do seu uso. As autoras evidenciam a avaliação funcional do uso da visão como uma medida qualitativa eficiente que se refere, entre outras maneiras, ao uso

A funcional no dia a dia, sendo obtida por meio de observação do comportamento visual com objetos do cotidiano e usados na prática de atividades de rotina.
B de medidas e tabelas padronizadas de acuidade, de campo visual, de sensibilidade ao contraste e visão de cores avaliadas em atividades do cotidiano.
C de tabelas de medida de acuidade visual específicas, que permitem a avaliação de acuidades visuais mais baixas.
D de medidas padronizadas de visão, quanto à funcionalidade da acuidade visual de perto e de longe e à funcionalidade do campo visual.
E funcional no dia a dia da escola, após verificação da acuidade de longe e perto por meio de escalas do tipo Snellen.

De acordo com Sampaio et al. em Baixa visão e cegueira: os caminhos para a reabilitação, a educação e a inclusão

( 2010 ), com relação ao uso da máquina braille para a leitura e a escrita de alunos com cegueira, é correto afirmar que

A promove uma escrita mais lenta em relação à reglete, porque exige maior concentração com o uso das duas mãos, fato que não acontece com esta.
B é um recurso mais lento que a reglete, pois o aluno precisa digitar cada ponto separadamente.
C continua ainda com a duplicidade de código, um para a leitura e outro para a escrita, sem favorecer a simultaneidade desses dois processos.
D exige maior concentração, porque o aluno pressiona as teclas dos pontos para a escrita e depois precisa checar o que escreveu pela leitura.
E permite continuar sem dificuldade uma frase ou palavra que não couber na linha, por dar acesso imediato à leitura.

Marilena Chauí, em sua obra Boas-vindas à Filosofia , caracteriza o conhecimento filosófico como um trabalho intelectual: “(...) é um trabalho porque, como todo trabalho, produz alguma coisa; e é intelectual, porque é realizado pelo intelecto ou pela razão, e produz ideias. Esse trabalho intelectual (...) não se contenta em obter respostas para as questões feitas, mas, além de exigir que as próprias questões sejam válidas, exige também que as respostas sejam verdadeiras, estejam relacionadas entre si, esclareçam umas às outras, formem conjuntos coerentes de ideias e significações, sejam provadas e demonstradas racionalmente”. Com a caracterização apresentada no excerto, Marilena Chauí tem por objetivo destacar que as reflexões filosóficas ocorrem de modo

A dogmático.
B empírico.
C contemplativo.
D espontâneo.
E sistemático.

Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , aborda uma das principais teses da filosofia aristotélica: “a virtude está no meio ( meson ); por exemplo, o corajoso não é aquele que nada teme, nem o que tudo teme, mas sim o que tem uma dose certa de temor que é a cautela, sem contudo perder a iniciativa, e evitando o excesso que seria a temeridade”. A tese aristotélica mencionada por Danilo Marcondes, no excerto, implica que a conduta ética deve

A buscar o equilíbrio prático entre extremos de excesso e deficiência.
B derivar de princípios universais aplicáveis a qualquer situação.
C ser regida pelo dever formal estabelecido pela razão pura.
D seguir a máxima da utilidade nas circunstâncias da ação.
E fundamentar-se na imitação das ações dos deuses.

Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , analisa a raiz do liberalismo moderno e da noção de Estado. A partir da filosofia de Locke, o autor afirma: “A sociedade resulta de uma reunião de indivíduos, visando garantir suas vidas, (...) e sua propriedade, ou seja, aquilo que pertence a cada um. É em nome dos direitos naturais do homem que o contrato social entre os indivíduos que cria a sociedade é realizado, e o governo deve portanto comprometer-se com a preservação destes direitos”. Segundo Marcondes, os direitos naturais humanos, para Locke, consistem em

A fraternidade e bem comum.
B soberania e vontade geral.
C virtude e harmonia cívica.
D fé e salvação individual.
E liberdade e igualdade.

Em sua obra Boas-vindas à Filosofia , Marilena Chauí destaca a seguinte postura do fazer filosófico: “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do dia a dia (...). Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Esse foi o principal ensinamento do patrono da Filosofia, Sócrates, quando afirmou que começamos a buscar o conhecimento verdadeiro apenas quando somos capazes de dizer: ‘Só sei que nada sei’”. A máxima socrática referida no excerto é considerada fundamental para a

A confiança nas convicções pessoais como critério de verdade.
B renúncia da dúvida em favor de respostas rápidas e definitivas.
C valorização da sensibilidade como forma de apreensão do real.
D defesa da herança cultural como fonte de sabedoria.
E avaliação crítica de crenças sobre fenômenos cotidianos.

Ao analisar o tópico do trabalho, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia , afirmam: “Marx nega que a nova ordem econômica do capitalismo fosse capaz de possibilitar a igualdade entre as partes, porque o trabalhador perde mais do que ganha, já que produz para outro: a posse do produto lhe escapa. (...) Não escolhe o salário (...), não escolhe o horário nem o ritmo de trabalho e é comandado de fora”. No excerto apresentado por Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, está explícito o conceito de

A avanço tecnológico.
B alienação.
C mercado autorregulado.
D liberdade de escolha.
E progresso.

Pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), considera-se uma barreira qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa. Na atualidade, pessoas com deficiências ainda encontram barreiras arquitetônicas, que, de acordo com a referida lei, são aquelas

A localizadas nas vias e nos espaços públicos e privados de uso coletivo.
B que se encontram nos sistemas e meios de transporte coletivo.
C que não permitem o acesso aos recursos de tecnologia.
D que não disponibilizam guias rebaixadas e calçadas com piso podotátil.
E existentes nos edifícios públicos e privados.