QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
38 questões encontradas
Texto associado
Aquele acreditava na lei. Funcionário do IAPC [Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários], sabia de cor a Lei Orgânica da Previdência. Chegava mesmo a ser consultado pelos colegas sempre que surgia alguma dúvida quanto à aplicação desse ou daquele princípio. Eis que um dia nasce-lhe um filho e ele, cônscio de seus direitos, requer da Previdência o auxílio-natalidade. Prepara o requerimento, junta uma cópia da certidão de nascimento da criança e dá entrada no processo. Estava dentro da lei, mas já na entrada a coisa enguiçou. – Não podemos receber o requerimento sem o atestado do médico que assistiu a parturiente. – A lei não exige isso – replicou ele. – Mas o chefe exige. Tem havido abusos. Estava montado o angu. O rapaz foi até o chefe, que se negou a receber o requerimento. – Vou aos jornais – disse-me o crédulo. – Eles têm de receber o requerimento, como manda a lei. Tentei aconselhá-lo: a justiça é cega e tarda, juntasse o tal atestado médico, era mais simples. – Não junto. A lei não me obriga a isso. Vou aos jornais. Foi aos jornais. Aliás, foi a um só, que deu a notícia num canto de página, minúscula. Ninguém leu, mas ele fez a notícia chegar até o chefe que, enfurecido, resolveu processá-lo: a lei proíbe que os funcionários levem para os jornais assuntos internos da repartição. – Agora a lei está contra você, não? – Não. A lei está comigo. Estava ou não estava, o certo é que o processo foi até a Procuradoria e saiu dali com o seguinte despacho: suspenda- -se o indisciplinado. Era de ver-se a cara de meu amigo em face dessa decisão. Estava pálido e abatido, comentando a sua perplexidade. Mas não desistiu: – Vou recorrer. Deve ter recorrido. Ainda o vi várias vezes contando aos colegas o andamento do processo, meses depois. Parece que já nem se lembra do auxílio-natalidade – a origem de tudo – e brigará até o fim da vida, alheio a um aforismo que, por ser brasileiro, inventei: “Quem acredita na lei, esta lhe cai em cima.” (O melhor da crônica brasileira, 2013.)

Verifica-se o emprego de expressão que destoa da variedade linguística predominante no texto em:

A “Deve ter recorrido. Ainda o vi várias vezes contando aos colegas o andamento do processo, meses depois.” (15 o parágrafo)
B “– Vou aos jornais – disse-me o crédulo. – Eles têm de receber o requerimento, como manda a lei.” (6 o parágrafo)
C “Estava montado o angu. O rapaz foi até o chefe, que se negou a receber o requerimento.” (5 o parágrafo)
D “Prepara o requerimento, junta uma cópia da certidão de nascimento da criança e dá entrada no processo.” (1 o parágrafo)
E “– Não podemos receber o requerimento sem o atestado do médico que assistiu a parturiente.” (2 o parágrafo)
Texto associado
– Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga. – A prodigalidade também existia em nossa cas a. – Como, meu filho? – A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa. – Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa. – Mas comemos sempre com apetite. – O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado. – Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa. – É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho. – Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome. – Você diz coisas estranhas, meu filho. (Lavoura arcaica, 2001.)

Se, na Europa, este movimento é um protesto cultural, se o “mal do século”, a saudade do paraíso perdido são as consequências da industrialização e da ascensão da burguesia; no Brasil, onde a sociedade do Império compreende apenas grandes proprietários escravocratas e uma burguesia nascente, o movimento, produto de importação, corresponde a uma afirmação nacionalista. (Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.) O movimento a que o texto se refere é o

A Simbolismo.
B Realismo.
C Arcadismo.
D Romantismo.
E Modernismo.
Texto associado
– Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga. – A prodigalidade também existia em nossa cas a. – Como, meu filho? – A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa. – Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa. – Mas comemos sempre com apetite. – O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado. – Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa. – É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho. – Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome. – Você diz coisas estranhas, meu filho. (Lavoura arcaica, 2001.)

No trecho do romance, o filho

A acusa o pai por tê-lo impedido de abandonar a casa
B é censurado pelo pai por ter partido em busca de uma vida pródiga.
C discorda da opinião do pai de que o apetite é sagrado.
D repreende o pai por ter sacralizado o apetite.
E é repreendido pelo pai por não ter se empenhado o suficiente no trabalho.
Texto associado
– Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga. – A prodigalidade também existia em nossa cas a. – Como, meu filho? – A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa. – Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa. – Mas comemos sempre com apetite. – O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado. – Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa. – É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho. – Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome. – Você diz coisas estranhas, meu filho. (Lavoura arcaica, 2001.)

Depreende-se das falas do pai um elogio, sobretudo,

A ao esbanjamento.
B à paciência.
C ao comedimento.
D à caridade.
E à sobrevivência.

The text concludes by stating that tech innovations in South Korea

A come from companies in close cooperation with Greenpeace in their common goal to protect the environment.
B are promising, though South Korea has been ranked as the world’s deadliest country for outdoor air pollution these days.
C have made the measurement of dust emissions possible, but have not yet found ways to suppress them.
D have led South Koreans to control carbon pollution production in their own homes.
E have had greater participation from non-governmental groups than from the Korean government itself.

Mil anos antes da “descoberta” do Brasil pelos europeus, um grande movimento de migração parece ter se iniciado no sul da floresta amazônica. Os povos que se moviam falavam línguas aparentadas, de uma grande família de línguas que denominamos tupi-guarani. Praticavam a coivara e eram bons caçadores e pescadores. (Norberto Luiz Guarinello. Os primeiros habitantes do Brasil, 2009. Adaptado.) A partir do texto e de seus conhecimentos, pode-se afirmar que os referidos povos

A limitavam-se ao extrativismo e alimentavam-se principalmente de moluscos, daí serem também chamados de povos dos sambaquis.
B eram pacíficos e estabeleceram relações amistosas com outros grupos nativos e, posteriormente, com os colonizadores portugueses.
C eram originários da Ilha de Marajó e dominavam a cerâmica, o que permitia a conservação de mantimentos e a produção de urnas funerárias.
D foram dizimados por grupos indígenas procedentes do litoral pacífico do continente, daí sua cultura ter sido extinta antes da conquista portuguesa.
E praticavam a agricultura e tinham bom domínio da navegação, o que contribuiu para sua expansão pelas terras posteriormente chamadas de Brasil.

Crise do sistema colonial é, portanto, aqui entendida como o conjunto de tendências políticas e econômicas que forcejavam no sentido de distender ou mesmo desatar os laços de subordinação que vinculavam as colônias ultramarinas às metrópoles europeias. (Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 1981.) A crise mencionada no texto pode ser associada, entre outros fatores,

A ao fim do colonialismo europeu nas Américas e na África e ao surgimento de ideias sociais libertadoras nos dois continentes.
B à consolidação da hegemonia marítima britânica e às limitações impostas pela Inglaterra ao tráfico atlântico de escravos.
C ao crescimento do republicanismo no Brasil e ao esforço de redemocratização política empreendido na Europa e na América.
D à influência crescente dos Estados Unidos nas decisões políticas brasileiras e à ampliação do comércio com os países hispano-americanos.
E ao declínio da política mercantilista na Europa e ao avanço das propostas reformistas e liberais na economia e na política.

Depois do ataque japonês a Pearl Harbor, e com a entrada dos Estados Unidos na guerra contra o Eixo, o leque de produtos comprados à América Latina aumentou bastante. A borracha e o quartzo brasileiro adquiriram um papel vital na defesa do continente. (Antonio Pedro Tota. O imperialismo sedutor, 2000.) O texto trata da Segunda Guerra Mundial e revela um desdobramento

A da política de Boa Vizinhança, que intensificou a circulação de mercadorias e produtos culturais nas Américas, reforçando a liderança estratégica norte-americana no continente.
B do imperialismo norte-americano, que impôs seu controle ideológico e econômico sobre a América Latina, freando o avanço da influência socialista soviética e cubana no continente.
C das disputas entre Estados Unidos e Japão no Pacífico, que provocaram o esforço norte-americano de assegurar a neutralidade política e diplomática dos países latino- -americanos no conflito mundial.
D da política do Big Stick, que permitiu aos Estados Unidos consolidar sua hegemonia mercantil no Atlântico Sul, impedindo que os países da América Latina mantivessem relações comerciais com a Europa.
E do New Deal, programa de recuperação financeira que os Estados Unidos impuseram aos países da América Latina, reduzindo os efeitos negativos do conflito mundial na economia do continente.

Na década de 2000, vídeos produzidos por moradores de áreas periféricas da cidade de São Paulo chamaram a atenção de pesquisadores para uma nova expressão do videoativismo. Diferentemente dos chamados vídeos populares dos anos 1970 e 1980, que tinham um direcionamento político afinado com as lutas operárias e os movimentos contra a ditadura, o videoativismo do século XXI aborda reivindicações sociais, expressões culturais e demandas identitárias das populações da periferia. (http://revistapesquisa.fapesp.br. Adaptado.) Na atual relação centro-periferia, o videoativismo é promotor

A da compreensão de uma lógica socioeconômica externa que requalifica a periferia.
B das disparidades observadas na metrópole que segregam diferentes classes sociais.
C da desconstrução das representações sobre a periferia e seus moradores.
D das estratégias de publicidade que alimentam a especulação imobiliária.
E de um novo sistema de produção equânime entre patrões e empregados.