QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
1.057 questões encontradas

Texto 17A2-II
Heitor, com 9 anos de idade, tem tido algumas intercorrências na escola. Professores têm notado que a criança frequentemente está com olhos vermelhos; sempre agitado, inquieto e disperso. Ele tem resistido em fazer as tarefas em sala e as de casa; tem sido agressivo e tem brigado com frequência com os colegas. Passa boa parte do tempo fora de sala de aula ou mesmo no banheiro.
A família não compareceu ao chamamento. A situação ficou mais grave quando um colega denunciou que Heitor trazia um canivete na mochila.
Diante da gravidade desse quadro, a equipe escolar, composta por professores, coordenador e psicólogo escolar, decidiu chamar novamente a família para uma reunião juntamente com a psicóloga clínica especialista, que iniciou a avaliação e o acompanhamento de Heitor há duas semanas.
Acerca do caso clínico fictício apresentado no texto 17A2-II, levando em consideração as contribuições da psicopatologia, as teorias e técnicas psicoterápicas, bem como o papel e a intervenção do psicólogo clínico e escolar, assinale a opção correta.

A O especialista responsável clinicamente pela avaliação e acompanhamento do caso poderá solicitar um relatório da escola para auxiliar na sua investigação, tendo em vista que não há instrumentos de avaliação psicodiagnóstica disponíveis para crianças com esse perfil diagnóstico.
B Aos professores e ao psicólogo escolar caberia o desenvolvimento de programas fundamentados no conhecimento psicológico com intuito de formular atividades que pudessem favorecer as habilidades da criança e da equipe.
C Cabe à psicóloga clínica responsável pelo atendimento de Heitor o desenvolvimento de procedimentos e ações focadas na relação da criança com seus professores, com o intuito de minimizar as intercorrências escolares.
D As atribuições do psicólogo escolar, no caso de Heitor, incluem o desenvolvimento conjunto — equipe pedagógica, família e aluno — de atividades e ações que possam identificar, intervir e prevenir intercorrências psicossociais que impactem nas potencialidades e na autorrealização da criança.
E Ao psicólogo escolar cabe o diagnóstico de Heitor e as primeiras intervenções para fins de tratamento e posterior encaminhamento.

A respeito das técnicas utilizadas pelo psicólogo e dos contextos de trabalho clínico e jurídico, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Contexto Clínico.
2. Contexto Jurídico.

( ) Técnica de mediação e conciliação familiar.
( ) Entrevista semiestruturada para planejamento terapêutico.
( ) Psicoterapia cognitivo-comportamental.
( ) Orientação psicológica para litígios de guarda.
( ) Avaliação psicológica para determinação de capacidade civil.

A 2 – 1 – 1 – 2 – 2.
B 2 – 2 – 1 – 2 – 2.
C 1 – 2 – 1 – 1 – 2
D 1 – 1 – 2 – 2 – 2.
E 2 – 1 – 1 – 1 – 2.

Helena, 10 anos, está em processo de psicoterapia há 1 ano. Sua mãe procurou a psicóloga clínica informando que a escola de Helena solicitou um documento escrito com registros de informações sobre o atendimento psicológico, como tempo de acompanhamento, dias e horários, sem o registro de sintomas ou estados psicológicos da criança. De acordo com a Resolução do CFP nº 06/2019, que institui regras para elaboração de documentos escritos produzidos pelo psicólogo no exercício profissional, qual modalidade de documento melhor se enquadra na solicitação realizada pela escola?

A Atestado psicológico.
B Laudo psicológico.
C Parecer psicológico.
D Relatório multiprofissional.
E Declaração.

Na integração entre Psicologia e Direito, um dos focos é a importância da atuação do psicólogo na mediação de conflitos familiares. Considerando esse tema no contexto da Psicologia Jurídica, assinale a alternativa correta.

A A mediação deve considerar o bem-estar das crianças e dos adolescentes, procurando minimizar o impacto negativo das disputas familiares sobre seu desenvolvimento emocional e psicológico.
B O psicólogo deve intervir apenas quando solicitado pelo juiz, limitando sua atuação a avaliações psicológicas e evitando influenciar a resolução dos conflitos.
C A capacitação específica de profissionais para a realização da mediação não é importante, visto que a formação em Psicologia já desenvolve as habilidades necessárias para tal.
D As resistências familiares não são um desafio comumente enfrentado na mediação, visto que todos estão buscando uma solução satisfatória para o conflito.
E A atuação do psicólogo na mediação deve ser focada principalmente em estabelecer regras para a convivência familiar, deixando de lado a compreensão das necessidades emocionais das partes envolvidas.

Muitos autores desenvolveram fundamentos teóricos para a compreensão dos grupos e de suas dinâmicas. Dentre eles, algumas obras que se destacam são as de Pichon-Rivière, Kurt Lewin e Minicucci. Considerando essas teorias, assinale a alternativa correta.

A Lewin postula que a dinâmica de grupos estática, na qual os papéis e as normas permanecem os mesmos ao longo do tempo, é fundamental para a coesão grupal e a resolução eficaz dos problemas.
B Para Minicucci, a mediação dos conflitos em grupos deve ser externa, garantindo que as soluções propostas não estejam contaminadas por influências internas, o que compromete a neutralidade e a eficácia da resolução de problemas grupais.
C Segundo Pichon-Rivière, os grupos operativos são estruturados em torno da liderança autocrática – que direciona os processos grupais com o objetivo de garantir a adaptação dos membros ao contexto social –, portanto são eficazes na resolução de conflitos internos.
D Na teoria de Pichon-Rivière, a “matriz de aprendizagem” é fundamental para o desenvolvimento de grupos operativos, visto que proporciona um espaço de comunicação aberto no qual os membros podem expressar suas ansiedades, facilitando a resolução de conflitos.
E Segundo a teoria de campo de Kurt Lewin, os conflitos dentro dos grupos são fenômenos a serem evitados, pois desestabilizam as forças motivacionais individuais, o que enfraquece a coesão e eficácia grupal.

Rafael é psicólogo clínico, com mais de 15 anos de experiência, e também uma pessoa muito religiosa e envolvida nos ritos da igreja que frequenta. Ele está atendendo em psicoterapia uma paciente jovem que relata conflitos em relação a suas crenças religiosas e deseja compreender melhor como estas influenciam seus comportamentos e decisões. Durante as sessões, Rafael frequentemente menciona passagens religiosas e indica que a paciente procure orientação espiritual para seus conflitos, visto que o caminho da cura está na fé. Com base nesse cenário, é correto afirmar que a conduta de Rafael é

A inadequada, pois o Conselho Federal de Psicologia publicou, em abril de 2023, uma Resolução que estabelece normas para o exercício profissional em relação ao caráter laico da prática psicológica.
B adequada, pois a laicidade não é um pressuposto do Estado Democrático de Direito brasileiro.
C adequada, pois ele está reconhecendo a importância da religiosidade na vida da paciente e integrando essa dimensão em sua prática clínica, contribuindo com um tratamento mais aprofundado.
D adequada, pois o Conselho Federal de Psicologia permite o uso das crenças religiosas do profissional como forma de publicidade e propaganda.
E inadequada, mas aceitável em casos em que o paciente expressa forte inclinação religiosa, já que o psicólogo deve considerar as vivências espirituais dos indivíduos como parte do processo terapêutico.

Maysa é psicóloga e foi solicitado a ela que interviesse na prestação de um serviço psicológico que estava sendo efetuado por outro profissional. De acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo, qual é a conduta correta que Maysa deve adotar?

A Maysa não pode intervir no serviço prestado por outro profissional, pois isso seria uma falta ética.
B Maysa pode intervir apenas em caso de emergência ou risco ao usuário do serviço.
C Maysa pode intervir, com vistas a colaborar com o trabalho do outro profissional.
D Maysa pode intervir quando informado expressamente, por qualquer uma das partes, sobre a interrupção voluntária e definitiva do serviço anterior.
E Maysa não pode intervir, mesmo que o serviço seja multiprofissional e a intervenção faça parte da metodologia adotada.

É dever do psicólogo manter-se atualizado a respeito das Resoluções e Normas do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.

A Em 2024, foi publicada uma Resolução que regulamenta o exercício profissional da Psicologia mediado por Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs) em território nacional.
B O psicólogo deve avaliar a validade e os impactos do uso de ferramentas digitais nos serviços prestados, considerando as condições de confidencialidade e privacidade das informações.
C Um ponto importante a ser avaliado ao utilizar ferramentas digitais são as competências e habilidades dos usuários dos serviços no manejo das TDICs empregadas.
D Os contratos de prestação dos serviços mediados por TDICs devem ser realizados obrigatoriamente por escrito, abarcando quais recursos tecnológicos serão utilizados.
E É reconhecida, no exercício profissional mediado por TDICs, a utilização de instrumentos psicológicos, sendo que os testes devem ter parecer favorável do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), com padronização e normatização específica para tal finalidade.

O trabalho interdisciplinar está presente em muitos campos de atuação da Psicologia em que a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento permite uma compreensão mais complexa da realidade. Acerca do trabalho interdisciplinar na Psicologia Jurídica, é correto afirmar que

A a interdisciplinaridade no campo jurídico pode ser promovida e aprimorada com estratégias para melhorar a interação entre os profissionais de diferentes áreas, como a realização de treinamentos conjuntos, o desenvolvimento de uma linguagem comum e a criação de protocolos interdisciplinares.
B o profissional da Psicologia geralmente não tem resistências em relação à integração de conhecimentos de outras áreas, facilitando a prática interdisciplinar.
C a complexidade dos casos jurídicos exige uma abordagem que envolva exclusivamente a interação entre Psicologia e Direito.
D a prática interdisciplinar é essencial em casos mais complexos, em que o psicólogo necessita da colaboração de outras áreas do saber; nos casos mais simples é possível uma atuação mais autônoma e isolada.
E o psicólogo jurídico deve concentrar-se na aplicação de testes psicológicos padronizados, sem a necessidade de considerar outras perspectivas profissionais, pois a objetividade dos testes é suficiente para a tomada de decisões judiciais.
Texto associado
Como a consciência pode ter evoluído para beneficiar a sociedade, não os indivíduos

Peter W Halligan e David A Oakley

Por que a experiência da consciência evoluiu a partir da nossa fisiologia cerebral subjacente? Apesar de ser uma área empolgante da neurociência, as pesquisas atuais sobre a consciência são caracterizadas por divergências e controvérsias. Existe uma disputa entre uma série de teorias concorrentes. [...]

Perigos da intuição

As principais crenças intuitivas – por exemplo, que nossos processos mentais são distintos dos nossos corpos físicos (dualismo mente-corpo) e que os nossos processos mentais dão origem e controlam as nossas decisões e ações (causalidade mental) – são reforçadas por uma vida inteira de experiências subjetivas.
Estas crenças são encontradas em todas as culturas humanas. São importantes porque servem como crenças fundamentais para a maioria das democracias liberais e dos sistemas de justiça criminal. Elas são resistentes a contraprovas. Isto porque são fortemente validadas por conceitos sociais e culturais como o livre-arbítrio, os direitos humanos, a democracia, a justiça e a responsabilidade moral. Todos esses conceitos pressupõem que a consciência desempenha uma influência controladora central.
A intuição, no entanto, é um processo cognitivo automático que evoluiu para fornecer explicações e previsões rápidas e confiáveis. Na verdade, ela faz isso sem a necessidade de sabermos como ou por que sabemos disso. Os resultados da intuição moldam, portanto, a forma como percebemos e explicamos nosso mundo cotidiano, sem a necessidade de uma reflexão extensa ou de explicações analíticas formais.
Embora úteis e cruciais para muitas atividades cotidianas, as crenças intuitivas podem estar erradas. E também podem interferir na alfabetização científica. [...]
O problema para os modelos científicos de consciência continua a ser acomodar estas explicações intuitivas dentro de uma estrutura materialista consistente com as descobertas da neurociência. Embora não haja uma explicação científica atual sobre como o tecido cerebral gera ou mantém a experiência subjetiva, o consenso entre (a maioria dos) neurocientistas é que ela é um produto de processos cerebrais.

Propósito social

Se for esse o caso, por que a consciência, definida como percepção subjetiva, evoluiu?
A consciência provavelmente evoluiu como parte da evolução do sistema nervoso. De acordo com várias teorias, a principal função adaptativa (proporcionar ao organismo vantagens reprodutivas e de sobrevivência) da consciência é tornar possível o movimento volitivo. E a volição é algo que, em última análise, associamos à vontade, ao arbítrio e à individualidade. Portanto, é fácil pensar que a consciência evoluiu para nos beneficiar como indivíduos.
Mas argumentamos que a consciência pode ter evoluído para facilitar funções adaptativas sociais fundamentais. Em vez de ajudar os indivíduos a sobreviver, ela evoluiu para nos ajudar a transmitir as nossas ideias e sentimentos vivenciados para o resto do mundo. E isto pode beneficiar a sobrevivência e o bem-estar da espécie como um todo.
A ideia se encaixa no novo pensamento sobre genética. Embora a ciência evolucionista se concentre tradicionalmente nos genes individuais, há um reconhecimento cada vez maior de que a seleção natural entre os humanos opera em vários níveis. Por exemplo, a cultura e a sociedade influenciam características transmitidas entre gerações – valorizamos algumas mais do que outras.
No centro da nossa explicação, está a ideia de que a sociabilidade [...] é uma estratégia de sobrevivência fundamental que influencia a forma como o cérebro e a cognição evoluem.
Adotando esta estrutura social evolutiva, nós propomos que a percepção subjetiva carece de qualquer capacidade independente de influenciar causalmente outros processos ou ações psicológicas. [...] Afirmar que a percepção subjetiva não tem influência causal não significa negar a realidade da experiência subjetiva ou afirmar que a experiência é uma ilusão. [...]
Na verdade, é justamente devido ao valor que damos a estas experiências que os relatos intuitivos permanecem convincentes e difundidos nos sistemas de organização social e jurídica e na psicologia.
Apesar de ser contraintuitivo atribuir arbítrio e responsabilidade pessoal a um conjunto biológico de células nervosas, faz sentido que construções sociais altamente valorizadas, como o livre-arbítrio, a verdade, a honestidade e a justiça, possam ser atribuídas de forma significativa aos indivíduos como pessoas responsáveis numa comunidade social.
Pense nisso. Embora estejamos profundamente arraigados à nossa natureza biológica, a nossa natureza social é amplamente definida por nossos papéis e interações na sociedade. Dessa forma, a arquitetura mental da mente deve estar fortemente adaptada para a troca e recepção de informações, ideias e sentimentos. [...]
Para se chegar a uma explicação mais científica para a percepção subjetiva, é necessário aceitar que a biologia e a cultura trabalham coletivamente para moldar a forma como os cérebros evoluem. [...]

Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9xwge33zko. Acesso em: 05 ago. 2024.

Observe o trecho a seguir:

“ Embora úteis e cruciais para muitas atividades cotidianas , as crenças intuitivas podem estar erradas”.

A oração destacada indica, nesse período,

A adição, pois acrescenta características atribuídas a crenças intuitivas.
B causa, porque justifica a possibilidade de crenças intuitivas incorretas virem a se realizar.
C proporção, por evidenciar que, apesar da possibilidade de erro, quanto mais se confia na intuição, mais ela se torna útil e crucial para a realização de atividades cotidianas.
D concessão, porque expressa uma informação positiva em relação às crenças intuitivas, algo não esperado, já que se admite a possibilidade de erro na sentença seguinte.
E consequência, por apresentar efeitos positivos da credulidade em ações realizadas por meio da intuição, mesmo que esta, eventualmente, venha a se mostrar equivocada.