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As entrevistas clínicas podem ocorrer em diferentes tipos e estilos e, quando elas são constituídas por questões cuidadosamente formuladas e testadas para obter informações úteis de maneira consistente, para que os clínicos possam assegurar que investigaram os aspectos mais importantes dos transtornos particulares, são denominadas de entrevistas

A semiestruturadas.
B complexas.
C livres.
D não estruturadas.
E fechadas.

Existem dois conceitos distintos pertinentes à inclusão nas organizações: a experiência de inclusão e o comportamento inclusivo. O comportamento inclusivo refere-se

A à possibilidade de influenciar e/ou ter poder de decisão, resultante da valorização do papel profissional e social.
B à percepção de justiça individual e grupal com o reconhecimento da diversidade e da possibilidade de interação respeitosa.
C à percepção dos indivíduos quanto a sua aceitação, respeito e valorização, considerando sua identidade individual e grupal.
D às ações individuais e grupais resultantes ou provocadoras de políticas e procedimentos organizacionais, que promovem um clima inclusivo.
E à valorização social e ao sentimento de pertença, de que se é um membro querido dentro da organização e dos grupos de trabalho.

Os impactos causados pelo diagnóstico de uma doença crônica são inúmeros, sendo que o psicólogo exerce relevante papel na atuação entre os profissionais de saúde, dentro das organizações ou instituições, ao contribuir para a compreensão de diversos fenômenos presentes durante o processo de saúde e doença, assim como a partir da promoção de intervenção em saúde, manejo da doença e auxílio no tratamento, em que colabora para a melhoria e manutenção

A de equipes de reflexão interessadas em acompanhamentos.
B do diálogo intersetorial.
C de atendimentos gerais mais acolhedores.
D dos serviços adjacentes.
E do bem-estar.

Logo após a chegada do idoso às Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), é comum o sentimento de ansiedade, compreendido como uma resposta esperada, afinal o indivíduo idoso passa a ser inserido em um ambiente estranho, cujas referências familiares não estão presentes. Nesse período, o psicólogo que integra a equipe deve

A estar mais atento ao acolhimento e utilizar uma avaliação baseada mais na observação do que em protocolos de testagem.
B solicitar a imediata avaliação médica e apenas aguardar os informes no prontuário do idoso na instituição para delinear os passos do psicodiagnóstico.
C apenas aguardar os primeiros meses para que o idoso se expresse e aí poder verificar se será necessária a aplicação de testes para avaliação psicológica.
D aproveitar o momento da chegada do idoso para aplicar o protocolo de avaliação, mesmo que inclua testes, pois os cuidados imediatos também dependerão do quadro apresentado em seu ingresso.
E apenas aplicar testes iniciais para formar uma primeira convicção sobre as condições do idoso de modo a melhor orientar os cuidados imediatos da equipe de apoio.

Segundo a Lei nº 141/2012, para que o estado do Piauí aplique seus recursos em ações que são consideradas como Ações e Serviços Públicos em Saúde (APSP), uma das diretrizes é que tais despesas sejam com

A assistência à saúde que não atenda ao princípio de acesso universal.
B ações em conformidade com objetivos e metas explicitados no Plano de Saúde do Estado.
C pessoal ativo da área de saúde quando em atividade alheia à referida área.
D ações de assistência social.
E pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive dos servidores da saúde.

Paciente A: 14 anos, apresenta episódios recorrentes de compulsão alimentar e comportamentos compensatórios inapropriados, a fim de evitar o ganho de peso (principalmente vômito autoprovocado), semanalmente, há oito meses, com autoavaliação indevidamente influenciada pela forma e pelo peso corporal. Paciente B: 20 anos, apresenta os mesmos sintomas citados pela Paciente A, exceto a compulsão alimentar, e apresenta ainda comportamento de restrição alimentar, medo intenso de ganhar peso e prática de atividade física em excesso há quatro meses. A Paciente A apresenta peso considerado normal (para os parâmetros do índice de massa corporal) e a Paciente B apresenta peso significativamente abaixo da média.

Diante dessas informações, considerando as contribuições da Psicologia e da Psiquiatria, bem como os diagnósticos diferenciais entre os transtornos mentais, assinale a alternativa correta.

A De acordo com os critérios diagnósticos do DSM-V (APA), ambos os quadros se identificam como anorexia nervosa, sendo o caso da Paciente A do tipo “compulsão alimentar/purgação” e o caso da Paciente B do tipo “restritivo”, classificado como um transtorno de ansiedade.
B Embora ambos os quadros descrevam sintomas que atendem a critérios de transtornos psicossomáticos, o perfil das pacientes não corrobora a prevalência desse tipo de transtorno, pois, em termos epidemiológicos, não há diferenças significativas em relação ao gênero, embora sejam diagnósticos mais comuns entre adolescentes e jovens.
C De acordo com o DSM-V (APA), o peso (considerado normal) da Paciente A é um dos fatores que diferencia o seu diagnóstico (bulimia nervosa) do da Paciente B (anorexia nervosa). A maior prevalência desses diagnósticos em mulheres é explicada, sobretudo, em razão da maior prevalência de transtornos de ansiedade no sexo feminino.
D O quadro da Paciente A é compatível com o diagnóstico de bulimia nervosa e o quadro da Paciente B é compatível com o diagnóstico de anorexia nervosa, segundo o DSM-V (APA). Na análise dos fatores de risco, a bulimia não se diferencia de outros transtornos que apresentam comportamentos impulsivos.
E O quadro da Paciente B é compatível com o diagnóstico de anorexia nervosa segundo o DSMV (APA), o manual também considera associação elevada para o risco de suicídio. Na abordagem aos transtornos alimentares, é fundamental considerar as questões relativas à cultura e ao gênero diante da imposição de padrões de beleza que exaltam a magreza em mulheres.

Compete à direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a Lei nº 8.080/1990:

A formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.
B promover a centralização para os municípios dos serviços e das ações de saúde.
C planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde.
D dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a saúde.
E acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do SUS.

Durante a pandemia de Covid-19, os trabalhadores de serviços de atendimento em saúde mental enfrentaram desafios para reconfigurar o trabalho em contextos que mudavam diariamente. Nessa situação, o risco psicossocial do trabalho

A muitas vezes ocorreu por modificações na reestruturação do serviço, fusão ou redução de equipe, sobrecarga de trabalho ou subcarga, gerando sensação de insegurança no trabalho.
B permaneceu no mesmo nível de antes da pandemia, visto que os profissionais de saúde já se encontravam exercendo suas funções em ambiente e condições precárias de trabalho.
C diminuiu, já que a assistência aos pacientes passou a acontecer por teleatendimento em sistema de home office, sendo mais confortável aos profissionais por exercerem menor carga horária.
D não foi significativo para profissionais que foram afastados e passaram a exercer atividades burocráticas distantes do estresse de suas atividades normais de trabalho.
E foi menos intenso para os profissionais da “linha de frente” que corriam risco de contágio constantemente, levando-os a se recuperaram do impacto rapidamente quando a pandemia se encerrou.

Apresenta um novo modo de produzir saúde, estruturando um tipo de cuidado colaborativo entre saúde mental e atenção primária, visando transformar a lógica tradicional dos sistemas de saúde com ações horizontais que integram os componentes e seus saberes nos diferentes níveis assistenciais.

O enunciado se refere ao(à)

A horizontalização decorrente do processo de matriciamento, que reestrutura o sistema de saúde em dois tipos de equipe: de referência e de apoio matricial.
B consultoria coletiva para pessoas com transtornos mentais, com intervenções pouco direcionadas e informativas.
C supervisão clínica dos profissionais de atendimento, com foco em resolver problemas de equipe, conflitos pessoais e de saberes.
D trabalho em equipe com atendimentos individuais especializados para o paciente e troca de informações e encaminhamentos por meio de prontuário.
E fluxo de encaminhamento de casos complexos que ocorre entre serviços públicos e privados e fomentam o núcleo de práticas apoiadas.