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Segundo Falcke, no capítulo 20 da obra Avaliação psicológica no contexto forense (Hutz et al., 2020), a violência doméstica

A ocorre apenas entre cônjuges ou familiares com laços de consanguinidade, não sendo identificada nas relações entre outros participantes da vida familiar.
B se configura como episódios isolados na família, decorrentes de pressões pontuais, sem relação com as dinâmicas familiares propriamente ditas.
C implica um padrão sistemático de controle e intimidação, que pode incluir abuso psicológico, físico, sexual ou financeiro de pessoas consideradas como familiares.
D exige respeitar questões de ordem cultural, uma vez que o uso da violência é considerado um método educativo aceitável em determinadas culturas.
E é uma questão pertinente ao ambiente privado e como tal deve ser tratada por meio da realização de apoio psicológico ao grupo familiar.

João e Ana decidiram se divorciar após 10 anos de casamento, depois de um episódio de traição por parte de João. O casal tem uma filha de 8 anos, Clara. Durante o processo de separação, João propôs que a guarda de Clara fosse compartilhada, mas Ana não concordou, alegando que eles não têm um bom relacionamento e que João não é uma pessoa confiável, como prova o histórico de traição e mentiras. João, por sua vez, argumentou que deseja participar ativamente da vida da filha e tem condições de contribuir para o seu bem-estar. Diante dessas circunstâncias, assinale a alternativa que contempla o disposto na Lei nº 13.058/2014.

A A guarda será compartilhada porque a Lei nº 13.058/2014 estabelece a obrigatoriedade de uma convivência equilibrada da criança com seus genitores.
B A guarda será compartilhada ou não, a depender do que for determinado pelo estudo psicossocial de todos os envolvidos.
C A guarda compartilhada só poderá ser determinada se João e Ana concordarem mutuamente sobre essa modalidade.
D A guarda será compartilhada, salvo se for comprovado que a convivência com João não corresponde ao melhor interesse de Clara.
E A guarda será exclusivamente de Ana, pois o relacionamento conflituoso entre os pais e o histórico de traição de João impedem a aplicação da guarda compartilhada.

De acordo com a Resolução CFP no 09, de 18 de julho de 2024, que regulamenta o exercício profissional da Psicologia, mediado por Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC),

A a partir de 30 de agosto de 2024, é obrigatório que psicólogas e psicólogos realizem cadastro na plataforma e-Psi para oferecer atendimentos mediados por TDIC.
B o cadastro na plataforma e-Psi para atendimentos psicológicos online foi eliminado e foram revogadas resoluções anteriores sobre o tema.
C o uso de TDIC não exige cadastro porque a plataforma e-Psi se limita a contextos de emergência, não permitindo atendimentos online em situações regulares.
D a opção pelo cadastro na plataforma e-Psi fica a cargo do próprio psicólogo, com base em seu grau de domínio da tecnologia envolvida.
E profissionais de outras áreas podem oferecer serviços psicológicos mediados por TDIC, desde que se cadastrem na plataforma e-Psi.

Butler (2003, mencionada em Uziel, Nunes & Brandão, 2023) postula que gênero deve ser pensado dentro do que ela chama de “matriz de inteligibilidade”. Tal matriz é constituída pelos termos:

A carga genética, desenvolvimento psíquico, adequação social.
B nível biológico, nível psicológico, nível social.
C gênero, sexo e desejo sexual/práticas sexuais.
D emocionalidade, racionalidade, normatividade.
E corpo, identidade de gênero, performatividade.

De acordo com a Resolução CFP no 008/2020, quanto à possibilidade de quebra de sigilo profissional para assegurar o menor prejuízo, proceder a notificações compulsórias, depor em juízo e em outros casos previstos pela Lei relacionados à violência de gênero, o psicólogo deverá indicar dados sigilosos

A apenas em formulários, sistemas e equipamentos de políticas públicas correspondentes que assegurem o sigilo de informações.
B em comum acordo com o periciando, selecionando, com ele, os dados que poderão ser divulgados.
C sob o formato de petição a constar nos autos, por se tratar de violência envolvendo questões de sexualidade e gênero.
D em audiência privativa com o Magistrado, na presença apenas dos advogados e assistentes das partes envolvidas.
E sob a forma de depoimento gravado e enviado ao Ministério Público, que assegurará a confidencialidade das informações prestadas.

Durante a avaliação psicológica de uma criança em situação de suspeita de violência sexual, é fundamental identificar sinais decorrentes de possíveis abusos e a presença de transtornos infantis que costumam estar associados. Segundo Falcke (em Hutz et al, 2020), o transtorno mental mais associado a abuso sexual infantil, chegando a acometer 50% das vítimas, é

A transtorno de depressão maior.
B depressão associada a sentimentos de culpa.
C transtorno de estresse pós-traumático.
D crises de ansiedade generalizada.
E transtorno antissocial.

Durante uma sessão de terapia, Murilo, um senhor de 67 anos, casado, com filhos, revela ao psicólogo que esconde sua orientação sexual de sua família desde a juventude e que gostaria de revelá-la aos familiares, mas teme a rejeição. Com base nas Resoluções CFP no 001/1999 e no 008/2020, o psicólogo deve

A orientar Murilo a revelar sua orientação sexual à família, destacando a necessidade de usufruir de sua sexualidade pelo tempo de vida que lhe resta.
B voluntariar-se para informar a família sobre a orientação sexual de Murilo, a fim de poupá-lo das reações emocionais que tal revelação provocaria.
C sugerir uma terapia de reorientação sexual para ajudá-lo a se conformar às expectativas de sua família e da sociedade.
D oferecer um espaço de acolhimento e escuta, respeitando seu tempo e decisões, e reforçando o direito de vivenciar sua orientação sexual de forma autêntica.
E explorar, junto a Murilo, a possibilidade de que ele estabeleça uma relação homossexual paralela à vida familiar para vivenciar sua sexualidade.

Seis anos após o desastre de Brumadinho (MG) causado pelo rompimento da barragem da mineradora Vale, a população ainda sofre seus reflexos. Um estudo da Fiocruz Minas e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revelou, no dia 24 de janeiro de 2025, que crianças de até seis anos tiveram um aumento na exposição a metais tóxicos no período de 2021 a 2023. As amostras de urina revelam que 100% das crianças apresentam resultado positivo em relação a presença de pelo menos um metal tóxico. (Exame. https://abrir.link/KlMSa. Adaptado) O metal que apresentou os níveis mais elevados nas amostras, com valores acima do limite de referência, passou de 42%, em 2021, para 57%, em 2023. Esses índices referem-se ao

A chumbo.
B arsênio.
C manganês.
D mercúrio.
E cádmio.

Um estudo do Unicef revelou que, em 2024, mais de 242 milhões de crianças e adolescentes, de 85 países, tiveram suas rotinas escolares interrompidas. O relatório, divulgado nesta quinta-feira (23.01.2025), no Dia da Educação, afirma que o Brasil é um dos países mais afetados, com 1,17 milhão de estudantes prejudicados. (Exame. https:shre.ink/bLOS. Adaptado) Segundo o Unicef, o motivo determinante relacionado ao prejuízo das rotinas escolares foi

A a fome endêmica das populações carentes.
B o aumento dos casos de dengue.
C a ocorrência de eventos climáticos extremos.
D a falta de investimento na área educacional.
E a pandemia de covid-19.

Considere que José, prefeito do Município ABC, nomeou sua filha, Francisca, para ocupar um cargo em comissão no âmbito da secretaria de saúde do referido município, pois ela é médica. Com base na situação hipotética e no disposto na Lei de Improbidade Administrativa, é correto afirmar que

A o ato praticado por José exige, além do dolo, lesividade relevante ao bem jurídico tutelado para ser passível de sancionamento e independe do reconhecimento da produção de danos ao erário e de enriquecimento ilícito dos agentes públicos.
B José cometeu ato de improbidade administrativa, que causa prejuízo ao erário, o qual resta configurado independentemente da existência de dolo por parte do prefeito.
C se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de mandatos eletivos, sendo prescindível a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte de José.
D com base na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, haverá improbidade administrativa, ainda que não seja comprovado na conduta funcional do agente público o fim de obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra pessoa ou entidade.
E a conduta de José apenas caracterizará improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública se comprovado o enriquecimento ilícito de Francisca, o que admite a comprovação por qualquer meio de prova.