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Ambientes específicos para estímulo à criatividade, que honram o esforço imaginativo do pensamento, e igualmente ricos em produtos diversificados que se alternam sempre, guardados por algum tempo para depois reaparecerem, tais como botões, caixas de papelão, canudos de refrigerantes, ferramentas simples, espelhos, lentes de aumento, computadores em desuso, rádios de pilha, despertadores, papel, tintas, perucas velhas, tesouras sem ponta, lápis de cor, panos coloridos, cartazes, chapéus, bonecos, quebra-cabeças, fantasias, etc. ANTUNES, Celso. Novas maneiras de ensinar, novas formas de aprender. Porto Alegre: Artmed, 2002, p. 72. O trecho em destaque aponta as condições favoráveis para o desenvolvimento de capacidades cognoscitivas. Assinale a opção que indica à qual etapa do ensino corresponde.

A Ensino fundamental, anos finais.
B Educação infantil.
C Ensino fundamental, anos iniciais.
D Ensino médio.
E Ensino profissionalizante.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/1996) estabelece que a educação, dever da família e do Estado, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania, e

A sua vinculação aos movimentos sociais.
B o desenvolvimento de suas capacidades emocionais.
C sua plena integração social.
D o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas.
E sua qualificação para o trabalho.

Eclodindo na Grécia Clássica, a sofística constitui um movimento cultural de alto significado para a história da educação. Promulgando um caminho de solução para uma necessidade profunda da cidade-estado clássica, os sofistas engendram um movimento de reformulação da educação dos nobres, endereçando-se, sobretudo, aos que desejavam formar-se para a política. A principal finalidade da educação sofística é

A o desempenho do soldado-cidadão.
B a capacidade crítica de raciocínio do aristocrata.
C a competência silogística dos jovens.
D a eloquência na formação do orador.
E a criação de versos do poeta.

A educação escolar no período colonial, ou seja, a educação regular e mais ou menos institucional de tal época, teve três fases: a de predomínio dos jesuítas; a das reformas do Marquês de Pombal, principalmente a partir da expulsão dos jesuítas do Brasil e de Portugal em 1759; e a do período em que D. João VI, então rei de Portugal, trouxe a Côrte para o Brasil (1808 – 1821). GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. História da educação brasileira [livro eletrônico]. 1. Ed. São Paulo: Cortez, 2021, p. 27. No que diz respeito à primeira fase da educação escolar no período colonial, é correto afirmar que

A o ensino nas primeiras escolas aliava-se a uma concepção materialista dos seres humanos, fundando-se em uma perspectiva utilitarista da sociedade e da ética.
B as escolas jesuíticas centravam seus esforços educativos no ensino das primeiras letras, perseguindo a finalidade de combater o analfabetismo preponderante na colônia.
C era um modelo educacional que, comprometido com a propagação da fé cristã nos territórios coloniais, possuía como objetivo a formação integral do homem cristão.
D elegeu o ensino da filosofia como principal componente de seu currículo educacional, o que expressava a influência dos humanistas do Renascimento sobre o jesuitismo.
E os colégios jesuítas tiveram influência pouco significativa sobre a sociedade e a elite colonial brasileira, que não os reconheciam como uma alternativa educacional.

É verdade que os humanistas desprezavam o tipo de escola existente, seus mestres e suas varas, mas não o ensino. Será própria do humanismo e do Renascimento a procura de uma nova forma, mais humana e mais culta, de educar e instruir a criança. O humanismo surge como polêmica declarada contra a cultura dos cenóbios e das universidades e sua tradicional classificação das ciências, contra a ignorância dos clássicos e o uso servil dos manuais e dos compêndios, contra as metodologias obsessivamente repetitivas e a disciplina sadicamente severa. MANACORDA, Mario Alighiero. História da Educação: da antiguidade aos nossos dias. São Paulo: Cortez, 2002, p. 217. Os humanistas do Renascimento propunham uma formação baseada em uma compreensão própria acerca da relação com os saberes. Assinale a opção que indique corretamente um de seus traços característicos.

A A redescoberta do valor autônomo das “letras humanas” em relação às “letras divinas”.
B A Reformulação das universidades medievais, valorizando os estudos teológicos para a resolução dos problemas sociais.
C O apreço pelos métodos mnemônicos de ensino, característicos das escolas episcopais.
D Incentivo à leitura e adesão dos autores da antiguidade, impossibilitando uma proposta de renovação cultural.
E Democratização do saber às camadas mais populares, criticando o aspecto aristocrático do ensino medieval.

Documentos como os Relatórios da Comissão Meira-Matos e do Grupo de Trabalho da Reforma Universitária, o Plano Atcon e os famigerados Acordos MEC/Usaid foram usados por personagens protagonistas desse processo. A exclusão da Filosofia do rol das disciplinas obrigatórias do 2° grau, assim como a inclusão da Educação Moral e Cívica (nomeada Organização Social e Política Brasileira no 3° grau), paralelamente ao caráter disciplinador da Educação Física, entendida como uma atividade irreflexiva, não devem ser vistas como medidas aleatórias desse período. BIOTO-CAVALCANTI, Patricia Ap. TEIXEIRA, Rosiley A. História da Educação Brasileira. Jundiaí, Paco editorial: 2013, p. 103. O trecho acima faz menção à educação brasileira nos anos de ditadura civil-militar. Uma característica educacional do período é

A a submissão das diretrizes da escola ao mercado de trabalho.
B a ênfase na formação humanística da juventude.
C a prioridade na transmissão de conteúdos de cunho religioso.
D o privilégio do ensino público em detrimento do privado.
E a sofisticação da qualidade educacional para as camadas pobres.