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A cultura organizacional se constitui como fator decisivo para os processos de gestão de pessoas. De acordo com o que considera Chiavenato, A cultura está no DNA das organizações. [...] Representa o universo simbólico da organização e proporciona um referencial de desempenho entre os funcionários [...], influenciando seus comportamentos e práticas cotidianas. CHIAVENATO,

I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de janeiro: Elsevier, 2004. p. 154. Adaptado. Nessa perspectiva, se a “cultura está no DNA das organizações” e impacta o desempenho destas, é fundamental que a liderança leve em consideração a diversidade organizacional, em termos dos contextos e das singularidades das circunstâncias internas e externas. Para isso, a partir das contribuições de Chiavenato apresentadas acima, dadas as características, o tipo de liderança que melhor se alinha à ideia indicada é a liderança

A autocrática
B transacional
C situacional
D democrática
E transformacional

O prefeito da cidade W estabeleceu regras para incentivar compras públicas sustentáveis com o objetivo de relançar a economia local e deve justificá-las em audiência na Câmara de Vereadores. Nessa audiência, o prefeito deve argumentar que as compras sustentáveis irão

A reduzir a competitividade entre empresas locais, aumentando a agilidade das compras.
B possibilitar a compra local de produtos importados de melhor qualidade.
C estimular a inovação e o desenvolvimento de fornecedores locais.
D estimular a diversificação econômica.
E concentrar o mercado em poucos fornecedores confiáveis.

Um grupo de pesquisadores do curso de graduação em administração pública de uma universidade federal fez um trabalho de mapeamento de requisitos de transparência ativa nos sites dos municípios da região metropolitana onde residiam. O objetivo era identificar boas práticas de divulgação voluntária, além dos requisitos normativos, e certificar os municípios com melhor nível de transparência. O site da capital foi o que obteve melhor avaliação por disponibilizar, além do expressamente definido pelos normativos federais de transparência e acesso à informação, itens como

A informações sobre audiências públicas para discussão do orçamento anual
B mapas com localização dos órgãos da estrutura administrativa do município
C pareceres prévios emitidos pelo tribunal de contas
D repasses ou transferências de recursos financeiros
E seção com respostas a perguntas mais frequentes da sociedade

Um órgão estatal brasileiro de médio porte tinha entre os seus objetivos criar um trabalho significativo que fosse visto pelos servidores como importante, valioso e recompensador. Ao realizar uma pesquisa para analisar a satisfação dos seus servidores, esse órgão identificou uma insatisfação quanto ao grau em que a tarefa requer a execução de um trabalho completo e identificável, ou seja, a realização de uma tarefa do início ao fim. Os servidores estão insatisfeitos com a(o)

A autonomia
B variabilidade de habilidades
C identidade da tarefa
D significado da tarefa
E feedback

O texto a seguir é um relato de caso, vivenciado por Paulo Freire, narrado em seu livro Pedagogia da Esperança. “Muito bem”, disse em resposta à intervenção do camponês. “Aceito que eu sei e vocês não sabem. De qualquer forma, gostaria de lhes propor um jogo que, para funcionar bem, exige de nós absoluta lealdade. Vou dividir o quadro-negro em dois pedaços, em que irei registrando, do meu lado e do lado de vocês, os gols que faremos eu, em vocês; vocês, em mim. O jogo consiste em cada um perguntar algo ao outro. Se o perguntado não sabe responder, é gol do perguntador. Começarei o jogo fazendo uma primeira pergunta a vocês.” [...] Primeira pergunta: – Que significa a maiêutica socrática? Gargalhada geral e eu registrei o meu primeiro gol. – Agora cabe a vocês fazer a pergunta a mim – disse. Houve uns cochichos e um deles lançou a questão: – Que é curva de nível? Não soube responder. Registrei um a um. – Qual a importância de Hegel no pensamento de Marx? Dois a um. – Para que serve a calagem do solo? Dois a dois. – Que é um verbo intransitivo? Três a dois. – Que relação há entre curva de nível e erosão? Três a três. – Que significa epistemologia? Quatro a três. – O que é adubação verde? Quatro a quatro. Assim, sucessivamente, até chegarmos a dez a dez. Ao me despedir deles lhes fiz uma sugestão: “Pensem no que houve esta tarde aqui. Vocês começaram discutindo muito bem comigo. Em certo momento ficaram silenciosos e disseram que só eu poderia falar porque só eu sabia e vocês não. Fizemos um jogo sobre saberes e empatamos dez a dez. Eu sabia dez coisas que vocês não sabiam e vocês sabiam dez coisas que eu não sabia. Pensem sobre isto”. FREIRE, P. Pedagogia da Esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. p. 24. Adaptado. A experiência apresentada no texto reforça uma perspectiva que considera a aprendizagem como um processo que privilegia o(a)

A interação entre organismo e meio
B adaptação proveniente da assimilação e acomodação
C processo histórico-cultural e as trajetórias pessoais
D controle sobre os comportamentos e as associações cognitivas
E reforço, a punição e os estímulos aos comportamentos

Na lei que institui o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas – SISNAD (Lei n o 11.343/2006), constam os seguintes parâmetros: Art. 19. As atividades de prevenção do uso indevido de drogas devem observar os seguintes princípios e diretrizes: I - o reconhecimento do uso indevido de drogas como fator de interferência na qualidade de vida do indivíduo e na sua relação com a comunidade à qual pertence; II - a adoção de conceitos objetivos e de fundamentação científica como forma de orientar as ações dos serviços públicos comunitários e privados e de evitar preconceitos e estigmatização das pessoas e dos serviços que as atendam; III - o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual em relação ao uso indevido de drogas; IV - o compartilhamento de responsabilidades e a colaboração mútua com as instituições do setor privado e com os diversos segmentos sociais, incluindo usuários e dependentes de drogas e respectivos familiares, por meio do estabelecimento de parcerias; V - a adoção de estratégias preventivas diferenciadas e adequadas às especificidades socioculturais das diversas populações, bem como das diferentes drogas utilizadas; VI - o reconhecimento do “não-uso”, do “retardamento do uso” e da redução de riscos como resultados desejáveis das atividades de natureza preventiva, quando da definição dos objetivos a serem alcançados; [...] BRASIL. Lei n o 11.343, de 23 de agosto de 2006. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. Diário Oficial da União . Brasília, DF, p. 2. Adaptado. Considerando-se as práticas de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e uma política concernente ao uso de álcool e de outras drogas que respeite os direitos humanos, é possível identificar, nos princípios legais apresentados, medidas compatíveis com a

A centralidade exclusiva na abstinência
B hierarquia médica da rede de atenção
C estratégia de redução de danos
D ênfase no tratamento moral
E lógica punitivista

Ranking da educação: Brasil está nas últimas posições no Pisa 2022 Entre 2018 e 2022, o Brasil apresentou um desempenho estável no Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), prova aplicada em 81 países para avaliar o desempenho de alunos de 15 anos. Embora tenha ficado estável em relação a 2018, sem grandes perdas, o Brasil tem dados preocupantes: está bem abaixo da média da OCDE. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2023/12/05/ ranking-da-educacao-brasil-esta-nas-ultimas-posicoes-no-pisa-2022-veja-notas-de-81-paises-[...]. Acesso em: 22 fev. 2024. Adaptado. O Pisa é um instrumento de avaliação internacional que oferece informações sobre

A o desempenho dos estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências, fase em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.
B o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, sendo utilizado como mecanismo de acesso à educação superior.
C os principais conteúdos e domínios cognitivos em matemática, ciências humanas e ciências da natureza a serem testados no 4 o e no 8 o anos.
D as habilidades, as competências e os saberes em matemática e ciência de jovens que não concluíram a educação básica na idade adequada.
E as habilidades de leitura dos estudantes do 4 o ano do ensino fundamental, com o objetivo de analisar tendências de compreensão leitora.

O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do país, é uma referência nacional e internacional de política pública no combate à pobreza. Sua construção institucional colaborou para

A acentuar a dependência das mulheres com relação aos seus parceiros devido ao crescimento da família.
B apoiar a integração de políticas sociais, especialmente de assistência social, saúde e educação.
C favorecer famílias com dinheiro do Estado, uma vez que não há controle sobre as informações dos beneficiários.
D manter no poder determinados grupos políticos que cobram votos em troca da liberação do benefício.
E coibir o consumo e a aquisição de bens por parte da população mais pobre que se torna beneficiária do programa.

Um dos temas mais controversos em Macroeconomia é a determinação das taxas de variação do PIB real e do nível de emprego. No trecho seguinte, Keynes sintetiza sua teoria de determinação do nível de emprego e dos ciclos econômicos nas economias capitalistas. Não é, portanto, a desutilidade marginal do trabalho, expressa em termos de salários reais, que determina o volume de emprego, exceto no caso em que a oferta de mão de obra disponível a certo salário real fixe um nível máximo de emprego. A propensão a consumir e o nível do novo investimento é que determinam, conjuntamente, o nível de emprego, e é este que, certamente, determina o nível de salários reais, e não o inverso. KEYNES, J. M. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda . São Paulo: Nova Cultural, 1996 [1936], capítulo 3. Adaptado. No trecho citado, Keynes argumenta que o nível de emprego nas economias capitalistas depende, fundamentalmente, da(o)

A demanda efetiva
B carga tributária
C oferta agregada
D salário real
E salário nominal

No livro “Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos”, o economista André Nassif compara as formas distintas através das quais se manifesta o fenômeno da chamada “doença holandesa”. A chamada doença holandesa ( Dutch disease ), como sugere a expressão, acometeu a Holanda nos anos 1960, quando foram descobertas consideráveis reservas de gás natural. Com mercados relativamente desregulados, o aumento da rentabilidade esperada acabou provocando forte realocação dos recursos produtivos da economia para o setor de recursos naturais não renováveis, reduzindo os investimentos na indústria manufatureira do país. Em 1977, a revista The Economist cunhou a expressão “doença holandesa” em alusão ao fenômeno […]. De acordo com a concepção novo-desenvolvimentista, a doença holandesa na periferia latino-americana e em diversos outros países em desenvolvimento, ao invés de replicar a forma clássica que afetou a Holanda, assume a forma concebida originalmente por Gabriel Palma. Nesse novo conceito de doença holandesa, o aumento da participação do setor de commodities na estrutura produtiva e na cesta exportadora resulta do conjunto de reformas econômicas liberalizantes (liberalização comercial, abertura ao fluxo internacional de capitais de curto prazo etc.), adotadas sob a forma de tratamento de choque, haja vista a intensidade e rapidez com que foram implementadas a partir da década de 1990. NASSIF, A. Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos. São Paulo: Contracorrente, 2023. p. 219; 283-284. Adaptado. Para os países fortemente dependentes das exportações de produtos primários e outras commodities, como o Brasil, nos períodos de boom de preços desses produtos nos mercados globais, a doença holandesa acarreta

A sobrevalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e desindustrialização.
B sobrevalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da participação dos serviços de alta tecnologia no PIB.
C subvalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e aumento da participação do setor manufatureiro no PIB.
D subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e fuga de capitais estrangeiros.
E subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da produtividade média agregada.