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De acordo com a seguinte imagem, é correto afirmar que a Libras é uma língua

A nacional com pouca variação, e é oficializada pela constituição.
B com variação lexical, já que não possui regras definidas, sendo usada de um modo em cada região.
C com expressiva variedade de sinais, diferente do português, que possui várias regras e, portanto,
poucas variedades.
D igual para todo surdo que a usa, assim como o português é a mesma língua para todos os ouvintes
que a usam.
E que apresenta variedade lexical, pois se transforma nas práticas sociais do uso da linguagem.
Texto associado
Texto I

Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos

___ O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Re-
vitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro
foi divulgado pela Prefeitura em 2001 e concentrou
diferentes projetos, visando a incentivar o desenvol-
5 vimento habitacional, econômico e turístico dos bair-
ros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em
meados de 2007, quando se iniciou esse estudo sobre
o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária
já passava por um rápido processo de ressignificação
10 perante a cidade: nos imaginários construídos pelas
diferentes mídias, não era mais associada apenas à
prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “fa-
velizadas”, despontando narrativas que positivavam
alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios
15 culturais”.
___ Dentro do amplo território portuário, os plane-
jadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do
Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e
materiais nos arredores da praça Mauá, situada na
20 convergência do bairro da Saúde com a avenida Rio
Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabe-
lecimentos financeiros e comerciais.
GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:
FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.

Considere a seguinte passagem do Texto I: “a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros e comerciais.” (L. 20-22)
A palavra que tem mesmo sentido e classe gramatical de via no trecho original está destacada em:

A Esta estrada é a melhor via para chegar a São Paulo.
B Eu te aviso via e-mail.
C Antigamente você via muita TV em minha casa.
D A segunda via do documento é sua.
E O jogo será transmitido via satélite.

Ao interpretar de português para Libras os enunciados
‘Você tem paciência com criança.’ / ‘Você tem muita paciência com criança.’, as diferenças de sentidos entre as
duas frases serão marcadas por

A soletração
B ponto de articulação
C expressões não manuais
D configurações de mão
E orientação da palma da mão

A função primordial do intérprete de Libras que atua em
contextos de ensino é

A auxiliar o professor no planejamento e no desenvolvimento de suas aulas.
B atuar como tutor do aluno surdo, auxiliando-o em suas
dificuldades com os conteúdos curriculares.
C dar acessibilidade linguística aos surdos, intermediando as relações estabelecidas pelos atores que compõem a sala de aula.
D sugerir estratégias de ensino que favoreçam a compreensão do aluno surdo em seus processos de
aprendizagem.
E intervir no processo de ensino-aprendizagem orientando os agentes educacionais quanto a mudanças
curriculares.

A compreensão mais atual do trabalho de tradução e interpretação entre línguas considera essas práticas como
lugar de construção e produção de sentidos, que pressupõe uma postura dialógica no ato tradutório. O tradutor-
-intérprete no exercício de seu trabalho não lida com palavras ou sinais isolados, mas com enunciados concretos e
seus sentidos no discurso.

A opção que melhor corresponde a essa concepção é a
de que o tradutor-intérprete deve

A direcionar sua atenção a cada significado de palavra
ou sinal enunciado no contexto discursivo.
B buscar equivalências precisas de sentido a cada sinal
ou cada palavra emitida no contexto discursivo.
C omitir metáforas e expressões idiomáticas enunciadas
no contexto discursivo.
D procurar opções possíveis de tradução de acordo com
os sentidos produzidos nos contextos discursivos.
E se ater aos significados das palavras ou sinais independentemente dos contextos discursivos.

O Imperador D. Pedro II, em viagem no ano de 1876, visitou uma instituição de educação de surdos registrando as
seguintes impressões:

Neste belo estabelecimento perfeitamente colocado e
com 150 acres de terreno onde os alunos trabalham,
saem deles bacharéis em letras ou ciências. Metade
deles articula e fala melhor ou pior. Resolvem equações
algébricas, discorrem por escrito na pedra perfeitamente
expondo um a teoria dos eclipses e outro traduzindo falando Horácio e uma passagem das Catilinárias mostrando saber bem o latim. O diretor é filho de uma pessoa que
aprendeu em Paris com abbé Sicard. Casou com uma de
suas discípulas surda-muda que é a mãe do diretor e a
qual me deu uma hera que eu plantei perto da escada do
estabelecimento. Fiquei encantado da visita.

A instituição a que se refere o Imperador é

A Instituto Nacional de Jovens Surdos de Paris
B Instituto Jacob Rodrigues Pereira
C Instituto dos Surdos-Mudos de Bourges
D Gallaudet University
E Imperial Instituto dos Surdos Mudos
Texto associado
Texto III

Beira-mar

____ Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar
no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva,
frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-
meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-
5 sistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar
caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e
vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou
cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e
toscas sandálias de dedo.
10 ____ Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo
de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-
tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca
fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso.
Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.
15 A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-
mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada
pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar.
Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do
pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É
20 preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
____ A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o
intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura
entre quinze e dezoito centésimos de milímetro,
25 ainda fiel à boa técnica.
____ — Na nossa profissão vivemos sempre preocu-
pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mun-
do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que
30 pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-
gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda
dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p.
101. Adaptado.

No seguinte trecho do Texto III, a inversão das palavras,
proposta entre colchetes, acarreta alteração semântica:

A longa tarde de verão (L. 1) [tarde longa de verão]
B trajes simples ou ordinários (L. 8) [trajes ordinários ou
simples]
C maior sensibilidade à fisgada (L. 19) [sensibilidade
maior à fisgada]
D sempre preocupados e tensos (L. 26-27) [preocupados e sempre tensos]
E costuma confessar Ricardo (L. 31) [Ricardo costuma
confessar.]

As pesquisas apontam a existência de cinco componentes na estruturação dos sinais, os chamados parâmetros
das línguas de sinais: a configuração de mão, o ponto de
articulação, o movimento, a orientação e as expressões
não manuais.

Qual das duplas a seguir pode ser considerada um par
mínimo em Libras, ou seja, uma dupla de sinais que se
diferenciam por um único parâmetro?

A LEI / ADVOGADO
B OUVINTE / LARANJA
C ALUNO / PROFESSOR
D FACEBOOK / E-MAIL
E COMPUTADOR / MOUSE

Pizzio, Rezende e Quadros explicam:

A forma do sinal utilizado com função de pronome
pessoal é realizada pelo dedo indicador (um index) diretamente apontado para um ponto no espaço. Se o
referente estiver presente na situação comunicativa, a
apontação será feita diretamente para tal referente.

No caso de referentes ausentes, a referenciação pronominal, ao longo de um ato comunicativo, é realizada por

A soletração do nome correspondente ao referente, sem
apontação alguma.
B verbalização em português oral do pronome ele ou ela
de acordo com o referente.
C um ponto arbitrário no espaço de sinalização que será
associado ao referente.
D um ponto localizado no corpo do sinalizador que emite
a mensagem.
E um sinal criado aleatoriamente para designar o referente do qual se diz algo.

“O intérprete educacional é importante para que o aluno
tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto,
é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete
de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão
satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos
e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros”

LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A inclusão escolar de alunos
surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta
experiência. Cadernos Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163-
184, maio/ago. 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v26n69/a04v2669.pdf

Está de acordo com o modo de conceber a atuação do
intérprete educacional, expressa no texto acima, a declaração de que a inclusão do aluno surdo é

A contemplada totalmente pela presença do intérprete
educacional na sala de aula.
B contemplada parcialmente pela presença do intérprete educacional na sala de aula.
C dependente de adaptações curriculares efetuadas
pelo intérprete educacional.
D possível desde que os materiais didáticos sejam elaborados pelo intérprete educacional.
E efetivada com a substituição do professor pelo intérprete educacional.