A palavra salário vem mesmo de “sal”?
1 Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal. Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C., na forma de discos de metal precioso (moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
2 Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras de cobre (fundamentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para ostentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
3 Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele, então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que quisesse, a qualquer momento.
4 As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
5 Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época era formada por cidadãos comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de sobrevivência).
6 A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já era mesmo pago na forma de moedas.
VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?
VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
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FAURGS
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FIOCRUZ
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MACKENZIE
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CETRO
17 questões
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O Microsoft Teams possui recursos que apoiam reuniões de times de trabalho em discussões, tais como o desenho ou a readequação de procedimentos organizacionais.
Texto associado
O período que corresponde, sem alteração de sentido, à reescritura de “Mesmo com o advento do papel-moeda, o escambo, ou troca de mercadorias, persistiu em diversas comunidades” é:
As relações internacionais implicam relações de trocas entre as moedas, ou seja, a variável econômica conhecida como taxa de câmbio. Assim, quanto mais valorizada for a moeda de um país, menor será o poder de competitividade do produto desse país, piorando o saldo em transações correntes.
Nesse sentido, uma valorização cambial
Para os seis primeiros meses de um investimento, a evolução, em milhares de reais, de um certo investimento de R$ 3.000,00 é expressa pela fórmula M(x) = - 4 1 (x-4)² + 7, onde M(x) indica quantos milhares de reais a pessoa poderá retirar após x meses desse investimento. Um cliente pretende deixar esse investimento por seis meses.
Nesse caso, de quanto será a sua perda, em reais, em relação ao máximo que ele poderia ter retirado?
Estações de trabalho que utilizam o sistema operacional Windows 7, 8.1 ou 10 instalado contam com o Windows Media Player.
Esse programa é capaz de reproduzir
Texto associado
O que é o QA e por que ele pode ser mais
importante que o QI no mercado de trabalho
1 Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemática.
2 Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.
3 Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.
4 O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante, deixar para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
5 Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano.
6 Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habilidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabilidade.
7 Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Digamos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para se acomodar a novos cenários.
8 Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. Uma coisa boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido.
9 Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer, experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”
Disponível em: .
Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)
importante que o QI no mercado de trabalho
1 Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemática.
2 Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.
3 Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.
4 O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante, deixar para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
5 Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano.
6 Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habilidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabilidade.
7 Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Digamos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para se acomodar a novos cenários.
8 Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. Uma coisa boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido.
9 Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer, experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”
Disponível em: .
Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)
Ao abordar perspectivas de evolução na carreira, o texto destaca que a(s)
Texto associado
Privacidade digital: quais são os limites
1 ____ Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de
brasileiros usuários de internet, representando cerca
de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor
do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso
pelo smartphone .
2 ____ Nesse cenário, pensar em privacidade digital é
(quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem
ser descobertos a qualquer momento.
3 ____ Ainda assim, mesmo diante de tamanha expo-
sição, essa é uma discussão que precisa ser feita.
Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza
e consciência para os usuários. Vale lembrar, por
exemplo, que não são apenas as redes sociais que
expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um en-
dereço de e-mail para ser rastreado por diferentes
empresas e provedores.
4 ____ A questão central não se resume somente à política
de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim,
ao modo como cada sociedade vem paulatinamente
estruturando a sua política de proteção de dados.
5 ____ A segurança da informação já se transformou
em uma área estratégica para qualquer tipo de em-
presa. Independentemente da demanda de armaze-
namento de dados de clientes, as organizações têm
um universo de dados institucionais que precisam ser
salvaguardados.
6 ____ Estamos diante de uma realidade já configurada:
a coleta de informações da internet não para, e esse
é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós,
clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limi-
te da privacidade digital? O interesse maior é nosso!
Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumi-
dor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente
do usuário?
7 ____ Se considerarmos a atmosfera das redes so-
ciais, muito possivelmente não. Isso porque, em-
bora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes
sociais prevê que, a partir do momento em que um
conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é
mais do usuário.
8 ____ Daí a importância da conscientização. É preciso
que tanto clientes como empresas busquem mais in-
formação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações,
cabe o desafio de orientar seus clientes, já
que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são
os limites da privacidade digital.
9 ____ Vivemos em uma época em que todo mundo
pode falar permanentemente o que quer. Nesse
contexto, a informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se
proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um
outro nível. É fato que ela não é segura, a questão,
então, é como usá-la de maneira mais inteligente e
contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é
uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.Adaptado.
1 ____ Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de
brasileiros usuários de internet, representando cerca
de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor
do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso
pelo smartphone .
2 ____ Nesse cenário, pensar em privacidade digital é
(quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem
ser descobertos a qualquer momento.
3 ____ Ainda assim, mesmo diante de tamanha expo-
sição, essa é uma discussão que precisa ser feita.
Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza
e consciência para os usuários. Vale lembrar, por
exemplo, que não são apenas as redes sociais que
expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um en-
dereço de e-mail para ser rastreado por diferentes
empresas e provedores.
4 ____ A questão central não se resume somente à política
de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim,
ao modo como cada sociedade vem paulatinamente
estruturando a sua política de proteção de dados.
5 ____ A segurança da informação já se transformou
em uma área estratégica para qualquer tipo de em-
presa. Independentemente da demanda de armaze-
namento de dados de clientes, as organizações têm
um universo de dados institucionais que precisam ser
salvaguardados.
6 ____ Estamos diante de uma realidade já configurada:
a coleta de informações da internet não para, e esse
é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós,
clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limi-
te da privacidade digital? O interesse maior é nosso!
Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumi-
dor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente
do usuário?
7 ____ Se considerarmos a atmosfera das redes so-
ciais, muito possivelmente não. Isso porque, em-
bora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes
sociais prevê que, a partir do momento em que um
conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é
mais do usuário.
8 ____ Daí a importância da conscientização. É preciso
que tanto clientes como empresas busquem mais in-
formação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações,
cabe o desafio de orientar seus clientes, já
que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são
os limites da privacidade digital.
9 ____ Vivemos em uma época em que todo mundo
pode falar permanentemente o que quer. Nesse
contexto, a informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se
proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um
outro nível. É fato que ela não é segura, a questão,
então, é como usá-la de maneira mais inteligente e
contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é
uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.Adaptado.
Depois de questionar se o conteúdo que circula nas redes é realmente propriedade do usuário (parágrafo 6), o texto desenvolve a ideia de que
Texto associado
Privacidade digital: quais são os limites
1 ____ Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de
brasileiros usuários de internet, representando cerca
de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor
do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso
pelo smartphone .
2 ____ Nesse cenário, pensar em privacidade digital é
(quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem
ser descobertos a qualquer momento.
3 ____ Ainda assim, mesmo diante de tamanha expo-
sição, essa é uma discussão que precisa ser feita.
Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza
e consciência para os usuários. Vale lembrar, por
exemplo, que não são apenas as redes sociais que
expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um en-
dereço de e-mail para ser rastreado por diferentes
empresas e provedores.
4 ____ A questão central não se resume somente à política
de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim,
ao modo como cada sociedade vem paulatinamente
estruturando a sua política de proteção de dados.
5 ____ A segurança da informação já se transformou
em uma área estratégica para qualquer tipo de em-
presa. Independentemente da demanda de armaze-
namento de dados de clientes, as organizações têm
um universo de dados institucionais que precisam ser
salvaguardados.
6 ____ Estamos diante de uma realidade já configurada:
a coleta de informações da internet não para, e esse
é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós,
clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limi-
te da privacidade digital? O interesse maior é nosso!
Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumi-
dor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente
do usuário?
7 ____ Se considerarmos a atmosfera das redes so-
ciais, muito possivelmente não. Isso porque, em-
bora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes
sociais prevê que, a partir do momento em que um
conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é
mais do usuário.
8 ____ Daí a importância da conscientização. É preciso
que tanto clientes como empresas busquem mais in-
formação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações,
cabe o desafio de orientar seus clientes, já
que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são
os limites da privacidade digital.
9 ____ Vivemos em uma época em que todo mundo
pode falar permanentemente o que quer. Nesse
contexto, a informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se
proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um
outro nível. É fato que ela não é segura, a questão,
então, é como usá-la de maneira mais inteligente e
contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é
uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.Adaptado.
1 ____ Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de
brasileiros usuários de internet, representando cerca
de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor
do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso
pelo smartphone .
2 ____ Nesse cenário, pensar em privacidade digital é
(quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem
ser descobertos a qualquer momento.
3 ____ Ainda assim, mesmo diante de tamanha expo-
sição, essa é uma discussão que precisa ser feita.
Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza
e consciência para os usuários. Vale lembrar, por
exemplo, que não são apenas as redes sociais que
expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um en-
dereço de e-mail para ser rastreado por diferentes
empresas e provedores.
4 ____ A questão central não se resume somente à política
de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim,
ao modo como cada sociedade vem paulatinamente
estruturando a sua política de proteção de dados.
5 ____ A segurança da informação já se transformou
em uma área estratégica para qualquer tipo de em-
presa. Independentemente da demanda de armaze-
namento de dados de clientes, as organizações têm
um universo de dados institucionais que precisam ser
salvaguardados.
6 ____ Estamos diante de uma realidade já configurada:
a coleta de informações da internet não para, e esse
é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós,
clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limi-
te da privacidade digital? O interesse maior é nosso!
Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumi-
dor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente
do usuário?
7 ____ Se considerarmos a atmosfera das redes so-
ciais, muito possivelmente não. Isso porque, em-
bora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes
sociais prevê que, a partir do momento em que um
conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é
mais do usuário.
8 ____ Daí a importância da conscientização. É preciso
que tanto clientes como empresas busquem mais in-
formação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações,
cabe o desafio de orientar seus clientes, já
que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são
os limites da privacidade digital.
9 ____ Vivemos em uma época em que todo mundo
pode falar permanentemente o que quer. Nesse
contexto, a informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se
proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um
outro nível. É fato que ela não é segura, a questão,
então, é como usá-la de maneira mais inteligente e
contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é
uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.Adaptado.
Um argumento que justifica a tese de que “pensar em privacidade digital é (quase) utópico” (parágrafo 2) aparece em
Texto associado
Lições após um ano de ensino remoto na pandemia
1 No momento em que se tornam ainda mais
complexas as discussões sobre a volta às aulas
presenciais, o ensino remoto continua a ser a rotina
de muitas famílias, atualmente.
2 Mas um ano sem precedentes na história veio
acompanhado de lições inéditas para professores,
alunos e estudiosos. Diante do pouco acesso a
planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de
muitas famílias e professores tem sido se conectar
regularmente via aplicativos de mensagens.
3 Uma pesquisa apontou que 83% dos professores
mantinham contato com seus alunos por meio dos
aplicativos de mensagens, muito mais do que pelas
próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso
foi uma grande surpresa, mas é porque não temos
outras ferramentas de massificação. A maior parte
do ensino foi feita pelo celular e, geralmente, por
um celular compartilhado (entre vários membros da
família), o que é algo muito desafiador.
4 Outro aspecto a ser considerado é que,
felizmente, mensagens direcionadas são uma forma
relativamente barata de comunicação. A importância
de cultivar interações entre os estudantes, mesmo
que eles não estejam no mesmo ambiente físico,
também é uma forma de motivá-los e melhorar
seus resultados. Recentemente, uma pesquisadora
afirmou que “Aprendemos que precisamos dos
demais: comparar estratégias, falar com alunos,
com outros professores e dar mais oportunidades de
trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua
casa. Além disso, a pandemia ressaltou a importância
do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.
5 Embora seja difícil prever exatamente como o
fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento
futuro dos alunos, educadores internacionais
estimam que estudantes da educação básica já foram
impactados. É preciso pensar em como agrupar esses
alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou
nulo e decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas
ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.
IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pandemia. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado.
1 No momento em que se tornam ainda mais
complexas as discussões sobre a volta às aulas
presenciais, o ensino remoto continua a ser a rotina
de muitas famílias, atualmente.
2 Mas um ano sem precedentes na história veio
acompanhado de lições inéditas para professores,
alunos e estudiosos. Diante do pouco acesso a
planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de
muitas famílias e professores tem sido se conectar
regularmente via aplicativos de mensagens.
3 Uma pesquisa apontou que 83% dos professores
mantinham contato com seus alunos por meio dos
aplicativos de mensagens, muito mais do que pelas
próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso
foi uma grande surpresa, mas é porque não temos
outras ferramentas de massificação. A maior parte
do ensino foi feita pelo celular e, geralmente, por
um celular compartilhado (entre vários membros da
família), o que é algo muito desafiador.
4 Outro aspecto a ser considerado é que,
felizmente, mensagens direcionadas são uma forma
relativamente barata de comunicação. A importância
de cultivar interações entre os estudantes, mesmo
que eles não estejam no mesmo ambiente físico,
também é uma forma de motivá-los e melhorar
seus resultados. Recentemente, uma pesquisadora
afirmou que “Aprendemos que precisamos dos
demais: comparar estratégias, falar com alunos,
com outros professores e dar mais oportunidades de
trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua
casa. Além disso, a pandemia ressaltou a importância
do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.
5 Embora seja difícil prever exatamente como o
fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento
futuro dos alunos, educadores internacionais
estimam que estudantes da educação básica já foram
impactados. É preciso pensar em como agrupar esses
alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou
nulo e decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas
ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.
IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pandemia. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado.
No trecho “A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no mesmo ambiente físico” (parágrafo 4), a expressão destacada estabelece com a oração principal a relação de
Texto associado
Revolution Accelerated
How Digital Transformation is Shaping the Future of Banking
1 Like all businesses, banks have had to act fast to respond to the unprecedented human and economic impact of Covid-19.
2 First, they needed to keep the lights on and ensure business continuity. Second, they had to meet the changing ways customers wanted to engage. Finally, they sought to balance their business priorities with a responsibility to support society. Previous crises cast the banks as part of the problem — this time they are part of the solution.
3 Banks who have embraced modern banking technology have fared better in meeting these challenges. They’ve moved seamlessly to remote working, kept up service for their customers, coped with huge increases in demand and quickly adapted their products. In contrast, banks using legacy ‘spaghetti’ software have struggled.
4 Covid-19 has accelerated the need for modern banking technology, but it didn’t create it. Before coronavirus, the 2020s were already being framed as the decade for digital in the banking industry. Banks’ return on equity were too low and their cost-income ratios were too high. Meanwhile, regulation like open banking was disrupting the industry and increasing competition from new entrants like the GAAFAs (Google, Amazon, Alibaba, Facebook, Apple).
5 Providing seamless digital customer experiences was therefore already a ‘must’. Every year, Temenos partners with the Economist Intelligence Unit (EIU) for a global study on the future of banking. More than 300 banking leaders are interviewed from retail, commercial and private banks. Over half of these are at C-suite level.
6 In 2020, the study took place amid the Covid-19 crisis. The results give a fascinating insight into banking leaders’ approach during these unprecedented times. But they also show how they see their industry in the years to come.
7 And the findings suggest three trends which will shape the future of banking:
New technologies will be the key driver of banking transformation over the next 5 years. 77% of respondents strongly believed that Artificial Intelligence (AI) will be the most game-changing of these technologies. They see a diverse range of uses for AI — from personalised customer experience to fraud detection.
Banks will overhaul their business models to create digital ecosystems. 80% of respondents believe that banking will become part of a platform of services. 45% are committed to transforming their business models into digital ecosystems.
The sun will set on branch banking. World Bank data shows that visits to branches have been steadily declining globally over the last decade. As a result of coronavirus, customers are now more concerned about visiting their branch, and so even more people are willing to try digital applications. This combination of pandemic and increasingly transformative advanced technology has led a majority of respondents (59%) to our survey with the EIU to state that traditional branch-based banking model will be dead in just five years. That’s a 34% increase from last year.
8 The current environment is undoubtedly challenging for banks. But they have the capital, customer relationships and customer data. They are regulated. And most importantly: they still enjoy their customers’ trust.
9 In short, banks are best-placed to succeed if they commit to end-to-end digital transformation. That means a fully digital front office which creates hyper-personalized experiences and ecosystems. And a back office driving efficient operations and rapid innovation. By embracing modern banking technology, banks can support their customers today, create new value for the future and drive new levels of future growth.
Available at: . Retrieved on: July 13th, 2021. Adapted.
How Digital Transformation is Shaping the Future of Banking
1 Like all businesses, banks have had to act fast to respond to the unprecedented human and economic impact of Covid-19.
2 First, they needed to keep the lights on and ensure business continuity. Second, they had to meet the changing ways customers wanted to engage. Finally, they sought to balance their business priorities with a responsibility to support society. Previous crises cast the banks as part of the problem — this time they are part of the solution.
3 Banks who have embraced modern banking technology have fared better in meeting these challenges. They’ve moved seamlessly to remote working, kept up service for their customers, coped with huge increases in demand and quickly adapted their products. In contrast, banks using legacy ‘spaghetti’ software have struggled.
4 Covid-19 has accelerated the need for modern banking technology, but it didn’t create it. Before coronavirus, the 2020s were already being framed as the decade for digital in the banking industry. Banks’ return on equity were too low and their cost-income ratios were too high. Meanwhile, regulation like open banking was disrupting the industry and increasing competition from new entrants like the GAAFAs (Google, Amazon, Alibaba, Facebook, Apple).
5 Providing seamless digital customer experiences was therefore already a ‘must’. Every year, Temenos partners with the Economist Intelligence Unit (EIU) for a global study on the future of banking. More than 300 banking leaders are interviewed from retail, commercial and private banks. Over half of these are at C-suite level.
6 In 2020, the study took place amid the Covid-19 crisis. The results give a fascinating insight into banking leaders’ approach during these unprecedented times. But they also show how they see their industry in the years to come.
7 And the findings suggest three trends which will shape the future of banking:
New technologies will be the key driver of banking transformation over the next 5 years. 77% of respondents strongly believed that Artificial Intelligence (AI) will be the most game-changing of these technologies. They see a diverse range of uses for AI — from personalised customer experience to fraud detection.
Banks will overhaul their business models to create digital ecosystems. 80% of respondents believe that banking will become part of a platform of services. 45% are committed to transforming their business models into digital ecosystems.
The sun will set on branch banking. World Bank data shows that visits to branches have been steadily declining globally over the last decade. As a result of coronavirus, customers are now more concerned about visiting their branch, and so even more people are willing to try digital applications. This combination of pandemic and increasingly transformative advanced technology has led a majority of respondents (59%) to our survey with the EIU to state that traditional branch-based banking model will be dead in just five years. That’s a 34% increase from last year.
8 The current environment is undoubtedly challenging for banks. But they have the capital, customer relationships and customer data. They are regulated. And most importantly: they still enjoy their customers’ trust.
9 In short, banks are best-placed to succeed if they commit to end-to-end digital transformation. That means a fully digital front office which creates hyper-personalized experiences and ecosystems. And a back office driving efficient operations and rapid innovation. By embracing modern banking technology, banks can support their customers today, create new value for the future and drive new levels of future growth.
Available at: . Retrieved on: July 13th, 2021. Adapted.