QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
9 questões encontradas

A Libras desempenha todas as funções de uma língua e, como tal, poderia ser usada para cumprir o papel que a linguagem oral
tem na criança ouvinte. O surdo, mesmo que ele e sua família não saibam da sua surdez, irá usar um canal para ter acesso às
informações do mundo: o canal visual. Isso não é ensinado à criança surda. De forma instintiva, ela passa a observar o mundo e
a inferir sentido do que se vê. A língua de sinais tem essa particularidade: ela é totalmente visual, passa sentidos e significados
por uma forma que é absolutamente acessível ao surdo. E é assim configurada por ter sido criada pela comunidade surda, que,
no desejo humano de se tornar ser de linguagem, arquitetou a sua forma especial de comunicação que independe da audição.

(Adaptado de: MOURA, Maria Cecília de. Surdez e linguagem. In: LACERDA, Cristina Broglia Feitosa de.; SANTOS, Lara Ferreira dos.
(Orgs.) Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos . São Carlos: EDUFSCar, p. 15, 2013)

Diante do texto citado, é correto afirmar que

A a aquisição da língua de sinais por crianças surdas está totalmente atrelada à aprendizagem da língua oral, uma vez que
as línguas de sinais são reproduções manuais de línguas dessa modalidade.
B para adquirir Libras as crianças surdas precisam, primeiro, aprender a visualizar e identificar os fonemas na boca da mãe
ou cuidadores e, depois, associar esses fonemas aos sinais.
C a Libras é um sistema de comunicação amplo, mas que possui limitações por não seguir a lógica da linearidade presente
nas línguas vocais que permitem combinações infinitas de unidades finitas.
D para adquirir Libras a criança surda precisa ser exposta a um ambiente linguístico com essa língua o quanto antes, uma
vez que seu sistema visual está ativado para adquirir uma língua visual.
E as línguas de sinais foram criadas em uma época em que os surdos não tinham acesso à terapia fonoaudiológica e
aparelhos auditivos. Caso existissem, eles não usariam línguas de sinais.

Considere a seguinte situação hipotética: um profissional está atuando como intérprete de Libras em uma aula de CFC. O instrutor está dando a aula em língua portuguesa oral e o intérprete está interpretando simultaneamente para Libras. A classe é composta por alunos surdos e ouvintes. Em determinado momento da aula o instrutor chama o intérprete em um canto e pede que não intérprete o que ele dirá a seguir. Neste contexto, considerando as obrigações profissionais, o Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais (FEBRAPILS), a atitude mais adequada é:

A O intérprete deve acatar ao pedido do instrutor, não dizer nada aos alunos surdos e após o término da aula, comunicar à direção da autoescola o ocorrido.
B O intérprete deve acatar o pedido do instrutor, uma vez que ele é a autoridade máxima na sala e deseja se comunicar apenas com os alunos ouvintes por alguns instantes, o intérprete apenas precisa explicar o que está acontecendo para os alunos surdos.
C O intérprete deve informar ao instrutor que é sua obrigação interpretar tudo que é dito em português ou em Libras no ambiente e que é direito dos alunos surdos terem acesso à tudo que acontece na sala.
D O intérprete deve informar ao instrutor que não poderá acatar ao pedido e se retirar da sala de aula, assim o instrutor poderá dizer o que precisa sem a presença do intérprete na sala.
E O intérprete deve interpretar essa conversa e decidir o que fazer em seguida, após observar a reação dos alunos surdos presente.

(...) o intérprete senta-se junto à pessoa, ouve uma longa parte do discurso e, depois, verte-o para uma outra língua, geralmente com a ajuda de notas. (Adaptado de: ROSA, Andréa da Silva. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete. Campinas, Arara Azul, 2005, p. 115) O trecho apresentado refere-se à modalidade de interpretação

A audiovisual.
B simultânea.
C ao vivo.
D on-line.
E consecutiva.

O propósito principal tanto da tradução quanto da interpretação é fazer com que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, a fim de ser compreendida por uma comunidade que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida. (Adaptado de: PAGURA, Reynaldo José. A interpretação de conferências: interfaces com a tradução escrita e implicações para a formação de intérpretes e tradutores . DELTA, São Paulo, 19, especial, p. 209-236, 2003. Disponível em: https://doi.org/ ) Apesar de terem o mesmo propósito, conforme afirma a citação acima, a tradução e a interpretação se diferenciam por operacionalizações. São apresentadas as materialidades corretas nos diferentes processos de operacionalização em:

A A tradução envolve materialidades enunciativas produzidas em diferentes plataformas de registro enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas majoritariamente efêmeras.
B A tradução envolve materialidades enunciativas escritas, assim como a interpretação.
C A tradução envolve materialidades enunciativas orais enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas escritas.
D A tradução envolve materialidades enunciativas efêmeras enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas em registro escrito.
E A tradução e a interpretação envolvem apenas materialidades enunciativas registradas em vídeo.

No livro A Surdez, um olhar sobre as diferenças, Carlos Skliar

( 1998 ), na apresentação intitulada “Um olhar sobre o nosso olhar acerca da surdez e as diferenças”, destrincha e debate de forma categórica duas grandes perspectivas sobre a surdez − clínico-patológica e socioantropológica − que foram adotadas nos anos seguintes por diferentes pesquisadores no âmbito dos Estudos Surdos, Estudos Educacionais, Estudos Linguísticos e Estudos da Tradução e Interpretação da Língua de Sinais. Considerando essa discussão,

A a perspectiva clínico-patológica da surdez defende o uso da língua de sinais, da cultura surda e da protetização dos surdos.
B a perspectiva socioantropológica da surdez reconhece a visualidade como potencialidade subjetiva das pessoas surdas e a língua de sinais como representação simbólica dessa forma de enxergar o mundo.
C tanto a perspectiva socioantropológica da surdez quanto a clínico-patológica defendem que o implante coclear é o melhor caminho para a inclusão social de pessoas surdas.
D a perspectiva socioantropológica defende que a surdez é uma deficiência que precisa ser corrigida e que a fala é o que dará aos surdos a condição de cidadãos.
E a perspectiva clínico-patológica reconhece a visualidade como potencialidade subjetiva das pessoas surdas e a língua de sinais como representação simbólica dessa forma de enxergar o mundo.

Segundo o artigo 6º da Lei nº 12.319/2010, é atribuição do tradutor e intérprete de Libras, no exercício de suas competências, efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes,

A por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
B surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
C surdos autistas e com TDHA e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
D surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para a língua inglesa e vice-versa.
E surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para as línguas de sinais indígenas e vice-versa.

Segundo Xavier

( 2006 ), as pesquisas linguísticas realizadas por Willian Stokoe na década de 1960 trouxeram aos estudos linguísticos o conceito de modalidade de língu a ao evidenciar que as línguas gesto-visuais são diferentes das línguas vocais-auditivas. Esse conceito teve impacto não apenas nos estudos linguísticos, mas na educação e nos estudos sobre aquisição de linguagem de surdos. Modalidade de língua pode ser definida maneira como

A a língua escrita é registrada no papel.
B as línguas gesto-visuais apresentam seus sistemas gramaticais.
C as línguas vocais-auditivas apresentam seus sistemas gramaticais.
D as línguas humanas são manifestadas considerando via de produção e de recepção.
E as línguas vocais-auditivas se relaciona, do ponto de vista lexical, com as línguas gesto-visuais.

O Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-intérpretes da Língua de Sinais (Febrapils) é norteado pelos seguintes princípios:

I. Confidencialidade.

II. Competência Tradutória.

III. Respeito aos envolvidos na profissão.

IV. Compromisso pelo desenvolvimento profissional. Considerando uma situação de interpretação em contexto de atendimento médico, NÃO obedece ao primeiro princípio o que consta em:

A Preservação do nome do paciente surdo quando relatado o caso da interpretação em situações de formação de intérpretes.
B Realização de comentários sobre comportamento sexual relatado pelo paciente surdo ao médico após a consulta para os familiares do paciente.
C Recusa de responder qualquer pergunta sobre a consulta médica ao acompanhante do paciente surdo que esperou do lado de fora da sala.
D Não fornecimento de informações pessoais do paciente surdo durante a consulta para além do que foi fornecido por ele.
E Fornecimento de informações sobre a consulta, em caso de interpelação judicial, desde que comunicado ao solicitante e ao beneficiário.

Em relação ao trabalho do intérprete educacional de Libras no ensino fundamental II, com base no Decreto nº 5.626/2005, na Lei nº 12.319/2010 e no Código de Conduta e Ética (CCE) da Febrapils, é correto afirmar que uma de suas funções é

A substituir o professor regente da sala de aula em caso de ausência e ministrar aulas para todos os alunos da sala.
B realizar a interpretação simultânea da interação entre professor e aluno surdo, excetuando as interações entre alunos ouvintes e alunos surdos.
C auxiliar o professor na distribuição de atividades e na orientação da sala durante aulas que envolvam atividades em grupo.
D preparar os trabalhos dos alunos em horário extra da aula.
E realizar a interpretação simultânea das interações dos alunos surdos com professores, alunos ouvintes e quaisquer pessoas que não falem Libras.