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Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de início recente. HAS controlada com IECA. Exame físico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação. Nesse contexto:

A PCR elevada aumenta a chance de arterite de células gigantes;
B VHS > 100 mm/h aumenta a chance de arterite de células gigantes;
C tomografia craniana é essencial para excluir diagnósticos outros, antes de se pensar em arterite de células gigantes;
D radiografia craniana é essencial para excluir diagnósticos outros, antes de se pensar em arterite de células gigantes;
E ressonância magnética craniana é essencial para excluir outros diagnósticos, antes de se pensar em arterite de células gigantes.

Paciente feminina de 43 anos, obesa mórbida com índice de massa corporal (IMC) 45 é submetida a gastroplastia redutora em Y de Roux, evoluindo com fístula digestiva diagnosticada no 6º dia pós operatório, sendo iniciado suporte nutricional por via parenteral. A ingesta calórica diária deve ser calculada a partir do(a):

A peso atual da paciente;
B peso ideal da paciente;
C peso ajustado da paciente;
D IMC da paciente;
E diferença entre o IMC atual e IMC ideal da paciente.

Um paciente de 58 anos, com histórico de uso contínuo de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), queixa-se de dor abdominal intensa, principalmente após as refeições, e episódios de vômito com sangue. Relata, também, fezes escuras e pastosas, como piche, nas últimas 48 horas. Ao exame físico, o paciente está hipotenso, taquicárdico e apresenta abdômen distendido e sensível à palpação. A endoscopia digestiva alta revela úlcera gástrica com classificação de Forrest IB, que foi tratada adequadamente. O tratamento concomitante é:

A realizar angiografia para localizar o vaso sangrante;
B realizar teste respiratório para detecção de Helicobacter pylori;
C iniciar infusão de proton pump inhibitor (PPI) e transfusão de sangue;
D iniciar antibioticoterapia empírica para erradicação de Helicobacter pylori;
E encaminhar o paciente para cirurgia de emergência para ressecção do segmento gástrico afetado.

Durante uma tireoidectomia total com uso de monitorização intraoperatória, houve uma perda do sinal no nervo laríngeo recorrente no lobo direito. O nervo encontra-se anatomicamente preservado em toda a extensão cervical. A melhor conduta a seguir é:

A desligar o aparelho, pois não está mais funcionando;
B interromper a cirurgia, pois inequivocamente houve uma lesão do nervo laríngeo;
C continuar com a cirurgia, pois essa informação não é importante;
D checar a conexão dos cabos, avaliar mal posicionamento do tubo e avaliar contração da laringe;
E trocar todos os eletrodos, substituindo o eletrodo endotraqueal, utilizar novo probe de estimulação e reiniciar o aparelho neuroestimulador.

Paciente feminina, 55 anos, não tabagista, com uso de prótese dentária, apresenta lesão ulcerada e plana em borda lateral esquerda da língua. A lesão é verrucosa e tem áreas avermelhadas em seu interior. Não apresenta linfonodos suspeitos à palpação. Foi sugerida a biópsia da lesão; porém, a paciente se recusa a realizar o procedimento. Como forma de aconselhar a paciente, é correto afirmar que:

A o local da lesão não é frequentemente associado a neoplasias malignos e não se aconselha a biópsia;
B o tipo da lesão não é associado com neoplasia maligna e não se aconselha a biópsia;
C o tipo da lesão não é associado com neoplasia maligna, mas o local é associado; contudo, não se aconselha a biópsia;
D o tipo e o local da lesão são associados com neoplasia maligna; por isso, aconselha-se a biópsia;
E o tipo da lesão é associado com neoplasia maligna, contudo o local não é associado, mesmo assim aconselha-se a biópsia.

Em uma investigação de quadro de osteomielite, surgiram dúvidas no caso concreto. O paciente de 68 anos era paraplégico e já apresentava uma lesão por pressão crônica em região sacral. No entanto, relatou saída de secreção nos últimos meses e aprofundamento da úlcera, com exposição óssea. O local no entorno da úlcera não demonstrava sinais flogísticos ou necrose. Não havia febre ou sinais sistêmicos de gravidade, e exames laboratoriais também não tinham alterações significativas como leucocitose e marcadores inflamatórios em elevação. Diante da estabilidade do quadro, foram feitas algumas considerações. É correto afirmar que:

A o diagnóstico pode ser sugerido pela ressonância nuclear magnética da região sacral, mas pode considerar também a biópsia óssea aberta para confirmar o diagnóstico de osteomielite;
B está indicada a realização de ressonância nuclear magnética ou cintilografia, bem como coleta da secreção para análise de Gram e cultura guiando a terapia antibiótica empírica até os resultados;
C está indicado o início de terapia antimicrobiana com cobertura para germes aeróbios e anaeróbios por 2 semanas, pela via parenteral; caso se confirme lesão cortical óssea com edema, deve-se prolongar a terapia por 6 semanas;
D o início do antibiótico não atrapalha a cultura de material ósseo retirado por agulha grossa da ferida, desde que tenha sido suspenso 24 horas antes do procedimento;
E apesar de medidas de fisioterapia, nutrição e cuidados para com a cicatrização da ferida, somente a descolonização de tecidos moles e pele com antibióticos locais e sistêmicos pode ajudar o paciente do quadro descrito.

A Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014, que estabelece o regime jurídico das parcerias entre a Administração Pública e as organizações da sociedade civil, preconiza que, sempre que possível, a Administração Pública estabelecerá critérios a serem seguidos, especialmente quanto às seguintes características, EXCETO:

A objetos
B metas
C custos
D indicadores, quantitativos e qualitativos, de avaliação de resultados
E plano de trabalho

Um homem de 45 anos, fumante, apresentou dispneia progressiva e realizou radiografia simples de tórax para avaliação de pneumonia. No exame, foi encontrado um nódulo pulmonar e recomendada a realização de tomografia computadorizada de tórax. Acerca dos nódulos pulmonares, é correto afirmar que:

A micronódulos são lesões com tamanho inferior a 10 mm;
B nódulos no interstício axial são característicos da fibrose pulmonar idiopática;
C são definidos como lesões com tamanho máximo de 45 mm;
D presença de sinais de gordura no interior de um nódulo sugere benignidade;
E evidência de calcificação no interior de um nódulo exclui a possibilidade de malignidade.

Uma mulher de 42 anos, com queixa de dor abdominal em hipocôndrio esquerdo, realizou tomografia computadorizada sem contraste, que evidenciou estrutura ovoide de densidade de gordura adjacente ao cólon, com 3,0 cm de diâmetro, associada a tênue contorno de alta densidade bem como a ponto central hiperdenso. A principal hipótese é:

A diverticulite;
B infarto omental;
C liposarcoma atípico;
D apendagite epiploica;
E paniculite mesentérica.

Em sua primeira sessão clínica durante a residência médica de radiologia num hospital universitário, o R1 escuta o R2 dizer que a radiografia de tórax do caso clínico de um paciente dispneico tem "sinal de Westermak”. Esse sinal é encontrado nas situações de:

A fibrose idiopática;
B embolia pulmonar;
C edema cardiogênico;
D tuberculose primária;
E pneumonia de organização.