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Leia o texto para responder à questão. Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se na dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império , 2004. Adaptado.)

A queda do Império Romano do Ocidente foi provocada, entre outros fatores,

A pela fragilização do poder central, que gradualmente perdeu o controle das províncias que compunham o Império.
B pelo declínio econômico das colônias asiáticas, que deixaram de fornecer matérias-primas à capital do Império.
C pela hegemonia econômico-financeira da Igreja, que passou a combater militarmente os imperadores pagãos.
D pelo desenvolvimento militar dos impérios macedônio e persa, que se tornaram rivais de Roma e a derrotaram.
E pelas invasões dos bárbaros, que saquearam o Império Romano e, assim, facilitaram sua conquista pelos hunos.

O texto alude à gênese de duas características importantes da Idade Média Ocidental:

A o fim do comércio internacional e o crescimento do republicanismo.
B a feudalização e o aumento do poder político da Igreja.
C o desaparecimento do poder real e a ruralização.
D a supressão dos exércitos nacionais e o avanço do islamismo.
E o igualitarismo social e a autossuficiência das propriedades rurais.

A base comum das ideias mercantilistas consiste na atuação de dois novos fatores: os Estados modernos nacionais, ou seja, as monarquias absolutas, e os efeitos de toda ordem provocados pelas grandes navegações e descobrimentos sobre a vida das sociedades europeias. (Francisco Falcon. Mercantilismo e transição , 1986. Adaptado.) Os dois fatores mencionados no texto expressam-se, respectivamente,

A no intervencionismo econômico dos Estados modernos e no aumento dos metais nobres entesourados.
B na redução significativa do comércio interno europeu e na colonização da América e da África.
C no desenvolvimento de teorias voltadas à defesa do livre comércio e na política de degredo de encarcerados.
D na difusão das ideias sociais libertárias e no aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas de navegação.
E no controle político burguês dos Estados modernos e no surgimento de órgãos regradores do comércio internacional.

O sistema de plantation , predominante na colonização portuguesa do Brasil, baseou-se na

A produção agrícola voltada à subsistência e ao comércio local.
B exportação dos excedentes agrícolas não consumidos internamente.
C aplicação de moderna tecnologia europeia à agricultura.
D rotação de culturas em pequenas propriedades rurais.
E monocultura extensiva com emprego de trabalho compulsório.
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Leia o texto para responder à questão. Apenas em 1865, ano do término da Guerra Civil, algumas questões que estavam presentes no período colonial e na Independência (como a escravidão) seriam parcialmente resolvidas. Parcialmente porque, como é lógico notar, o fim da escravidão em 1865 não significou o fim do racismo ou da violência contra os negros. (Leandro Karnal. Estados Unidos: a formação da nação , 2015.)

[Em relação à América Espanhola, nas duas primeiras décadas do século XIX,] a situação da América Portuguesa era diferente, pois ali o próprio governo português parecia conduzir e administrar as transformações. (Andréa Slemian e João Paulo G. Pimenta. O “nascimento político” do Brasil, 2003.) Estão entre as transformações mencionadas no texto:

A a formação de uma Junta autônoma de governo e a ampliação das redes de transportes e comunicação internas.
B a abolição do regime de exclusivo metropolitano e a passagem do Brasil à condição de Reino Unido.
C a autorização para a implantação de indústrias no Brasil e o descumprimento do Tratado de Tordesilhas.
D a decretação do fim do tráfico de africanos escravizados e a formalização da independência do Brasil.
E a ampliação do comércio com os demais países da América e a eliminação das tarifas alfandegárias para produtos de origem africana.
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Leia o texto para responder à questão. Apenas em 1865, ano do término da Guerra Civil, algumas questões que estavam presentes no período colonial e na Independência (como a escravidão) seriam parcialmente resolvidas. Parcialmente porque, como é lógico notar, o fim da escravidão em 1865 não significou o fim do racismo ou da violência contra os negros. (Leandro Karnal. Estados Unidos: a formação da nação , 2015.)

A Guerra Civil Americana (1861-1865)

A opôs os estados do litoral atlântico aos territórios recém- -anexados do Oeste e encerrou-se com a vitória da costa pacífica.
B derivou das lutas contra os ingleses pela independência, que só foi alcançada após a união entre os exércitos do Sul e do Norte.
C foi provocada pelo declínio das exportações sulistas de borracha, que enfrentavam a concorrência das colônias holandesas no Caribe.
D teve início com a tentativa secessionista do Norte, que contava com o apoio da Inglaterra e da França.
E opôs o Norte industrialista ao Sul agrário e encerrou-se com a vitória nortista e a preservação da União.
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Leia o texto para responder à questão. De 1889/1890, começo da República, até 1930-1940 mais ou menos, a indústria e as cidades apresentaram determinadas características. A atividade industrial, sempre crescente, era conduzida fundamentalmente no interior de empresas de pequeno e médio porte, ainda que as grandes fábricas existentes concentrassem o maior número de operários e a maior quantidade de capital, sendo responsáveis também pela maior parte da produção industrial. [...] Apenas a partir das décadas de 1940 e 1950 as indústrias de bens de consumo duráveis e bens de capital desenvolveram-se de modo significativo. (Maria Auxiliadora Guzzo de Decca. Indústria e trabalho no Brasil , 1991.)

A afirmação de que “o fim da escravidão em 1865 não significou o fim do racismo ou da violência contra os negros” pode ser exemplificada

A pela conquista da paridade salarial entre trabalhadores negros e brancos somente no início do século XX e pelas denúncias de racismo ainda hoje.
B pelo alistamento obrigatório de negros na Primeira Guerra Mundial e pela proibição de práticas segregacionistas somente após esse conflito.
C pelo surgimento, no século XIX, de sociedades racistas e pelas lutas dos negros, na segunda metade do século XX, pela obtenção de direitos civis.
D pela existência, no século XIX, de calçadas exclusivas para os brancos e pela aprovação legal, somente no início do século XX, da igualdade no tratamento racial.
E pela persistência, até a Segunda Guerra, de formas de trabalho análogas à escravidão e pela restrição legal à contratação de negros, ainda hoje, nas grandes empresas.
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Leia o texto para responder à questão. De 1889/1890, começo da República, até 1930-1940 mais ou menos, a indústria e as cidades apresentaram determinadas características. A atividade industrial, sempre crescente, era conduzida fundamentalmente no interior de empresas de pequeno e médio porte, ainda que as grandes fábricas existentes concentrassem o maior número de operários e a maior quantidade de capital, sendo responsáveis também pela maior parte da produção industrial. [...] Apenas a partir das décadas de 1940 e 1950 as indústrias de bens de consumo duráveis e bens de capital desenvolveram-se de modo significativo. (Maria Auxiliadora Guzzo de Decca. Indústria e trabalho no Brasil , 1991.)

O texto divide a industrialização brasileira em dois ciclos distintos. O primeiro deles caracteriza-se

A pelo esforço de atendimento à demanda externa provocada pela desindustrialização norte-americana durante a Primeira Guerra Mundial.
B pelo avanço maior da industrialização no Sudeste e no Nordeste, que dependeu de capitais deslocados da produção de café e de cana.
C pela valorização da livre iniciativa empresarial, estimulada pelas campanhas industrialistas e de renúncia fiscal do governo brasileiro.
D pelo investimento prioritário na produção de aço, com o desenvolvimento de uma tecnologia industrial autônoma.
E pelo desenvolvimento maior das indústrias têxtil e alimentícia, com o prevalecimento de capital nacional.

O Estatuto da Cidade “estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e bem- -estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental” (Cap. I, art. 1º , § único). Dispõe que “a política urbana tem por objetivo ordenar o pleno funcionamento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana (art. 2º ). (www.planalto.gov.br. Adaptado.) Uma das aplicações da função social das cidades corresponde

A à desapropriação de terrenos urbanos por improdutividade.
B aos protestos sociais para tratamento médico privado de usuários de drogas.
C à especulação imobiliária em áreas de preservação ambiental.
D aos protestos sociais por habitação popular.
E às manifestações da opinião pública sobre os problemas do metrô.

Em 14.08.2017, nas Nações Unidas, em Nova Iorque, começou a ser discutida a proposta portuguesa de extensão de sua plataforma continental. Agora para o início da discussão sobre a proposta de poder legal do país sobre os fundos marinhos para lá das 200 milhas marítimas, Portugal entregou uma adenda que contém um novo mapa das “fronteiras” da plataforma continental. Mas, o que é então a extensão da plataforma continental? Ao abrigo Convenção das Nações Unidas sobre o Mar (ou Lei do Mar da ONU), os países costeiros têm a oportunidade de alargar pacificamente o seu território no mar. (www.publico.pt, 15.08.2018. Adaptado.) A expansão da plataforma continental diz respeito, portanto, ao aumento

A da soberania sobre o espaço aéreo sobrejacente.
B das taxações aduaneiras sobre o comércio externo.
C da soberania sobre os recursos naturais.
D da jurisdição sobre o solo e o subsolo marinhos.
E das taxações sobre as pesquisas científicas no oceano.