QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
270 questões encontradas

No início do Texto I, a relação lógica entre “A Mata Atlântica
tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil.”
(l.1-2) e “O desmatamento tem-se ampliado excessivamente”
(l. 2-3) é de

A condição
B finalidade
C causalidade
D comparação
E contradição
Texto associado
Texto II

Feliz por nada

Geralmente, quando uma pessoa exclama “Es-
tou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, con-
seguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estu-
dos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo.
5 Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que
essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as
novidades envelhecem e que não é seguro se sentir
feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor
é ser feliz por nada.
10 Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz por-
que alguém o elogiou. Feliz porque existe uma pers-
pectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque
você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a
pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo
15 mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo mo-
tivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela
total despreocupação com essa busca.
Particularmente, gosto de quem tem compromis-
20 so com a alegria, que procura relativizar as chatices
diárias e se concentrar no que importa pra valer, e
assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos
outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz
também. Não estando “realizado”, também. Estando
25 triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é
tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochada-
mente assombrado consigo próprio: como é que eu
me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
30 Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz.
Os que não se cobram por não terem cumprido suas
resoluções, que não se culpam por terem falhado,
não se torturam por terem sido contraditórios, não se
35 punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o
melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então
que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao
40 mesmo tempo ser livre. Adequação à sociedade e li-
berdade simultaneamente? É uma senhora ambição.
Demanda a energia de uma usina. Para que se con-
sumir tanto?
A vida não é um questionário. Você não precisa
45 ter que responder ao mundo quais são suas qualida-
des, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho
seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se
autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-
-intencionado e que muda de opinião sem a menor
50 culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.

MEDEIROS, Martha. Feliz por nada . Porto Alegre: L&PM, jul. 2011.

Todas as palavras estão grafadas corretamente em

A locomoção, intersessão
B abolissão, estagnação
C comissão, excurção
D abreviação, obseção
E aclamação, emissão

A palavra ou a expressão a que se refere o termo destacado
está corretamente explicitada entre colchetes em

A “Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma
muito eficiente de detectar a luz” (l. 1-2) [cientistas]
B Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o
homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação
artificial.” (l. 9-11) [homem]
C “ Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de
maneira ímpar.” (l. 3-4) [luz]
D “a eficiência desses dispositivos foi aumentada”
(l. 23-24) [óleo animal ou vegetal]
E “ Esse gás poderia ser transportado por tubulações”
(l. 31) [carvão mineral]

A dificuldade mencionada no texto é comprovada pela
existência de

A subsídios aos agricultores europeus e norte-americanos
B correção das desigualdades sociais dos países importadores
C concentração dos lucros em empresas transnacionais
D retração do consumo interno nos países produtores
E integração precária no setor de transporte

Os fluxos migratórios dos estados do Sul, além de São Paulo e de Minas Gerais, para as regiões Centro-Oeste e Norte
aconteceram, especialmente, em que época e por qual motivo?

A Na década de 1950, devido à expansão da cultura da soja
B A partir da década de 1950, devido ao aumento do garimpo
C Entre o final da década de 1950 e a década de 1960, devido à construção de Brasília
D No início da década de 1970, devido ao incremento da atividade industrial
E A partir da década de 1970, devido à expansão das áreas de fronteira agrícola na Amazônia

Disponível em: T7839QWW-bI/AAAAAAAAF6E/p_GuZwiy_V8/s400/mapa1.gif>.
Acesso em: 30 maio 2016.

Na Figura, identifica-se que o domínio de clima tropical típico, com verões chuvosos e invernos secos, é reconhecido pelas letras

A Cfb
B Af
C Cfa
D As
E Aw

A situação retratada acima tem estreita associação com
os seguintes fatores:

A fim da escravidão e avanço do agronegócio
B falência das indústrias têxteis e aceleração do comércio
externo
C instalação da planta industrial pesada e a aceleração
do crescimento econômico
D crescimento da cafeicultura e restrição à entrada de
imigrantes
E aumento da taxa de desemprego e colapso da agricultura
de exportação

O Plano Geral de Outorgas (PGO) regulamenta a forma de
concessão e o oferecimento de serviços de Telecomunicações
no Brasil, tendo como principal objetivo definir as áreas
de atuação das operadoras, o número de prestadoras
para cada uma delas, seus prazos de vigência e o prazo
para admissão de novas operadoras, conforme disciplina o
artigo 84 da Lei Geral de Telecomunicações (LGT).

Para efeito do PGO, quantas são as regiões do território
nacional?

A 2
B 4
C 5
D 6
E 8
Órgão: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Cargo: Supervisor de Pesquisas - Área Tecnologia da Informação e Comunicação Prova: CESGRANRIO - IBGE - Supervisor de Pesquisas - Área Tecnologia da Informação e Comunicação - 2016
Texto associado
Texto I

Biodiversidade queimada

A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais
ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se amplia-
do excessivamente, principalmente no trecho mais ao
norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
5 de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do
Norte, onde restam apenas cerca de 10% da vege-
tação nativa original. O risco é maior nessa parcela
da mata porque a região apresenta uma das maiores
densidades populacionais do Brasil.
10 O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Ge-
ografia e Estatística (IBGE), registrou pouco mais de
12 milhões de pessoas nos 271 municípios na área
de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram clas-
15 sificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os
lados e, infelizmente, uma parcela importante dessas
pessoas está em situação de pobreza. Imersas nes-
sa combinação indesejável de pobreza e degradação
20 ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios,
répteis e plantas, muitas já criticamente ameaçadas
de extinção.
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma
década, pesquisadores têm feito estudos para en-
25 tender como a perturbação extrema da paisagem
altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata
Atlântica, causando perda de espécies, colapso da
estrutura florestal e redução de serviços ambientais
importantes para o bem-estar humano.
30 Esses são os efeitos em grande escala, resul-
tantes de modificações severas na estrutura da pai-
sagem. Há, porém, outras perturbações de origem
humana e de menor escala, mas contínuas e gene-
ralizadas, que podem ser descritas como crônicas: a
35 caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte
da madeira nobre já desapareceu) e a coleta de le-
nha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formigui-
nha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da reti-
40 rada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata
Atlântica nordestina.
A madeira foi o primeiro combustível usado pela
humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda
45 precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos
está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as re-
feições é uma realidade distante para mais de 700 mil
50 habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste,
a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha re-
tirada dos remanescentes de floresta. Já que, em mé-
dia, cada indivíduo queima anualmente meia tonela-
55 da de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas
de madeira por ano, em séria ameaça à conservação
dos fragmentos florestais que ainda resistem nessa
parte do país.
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009
60 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com
270 chefes de família e medição do uso de lenha em
cada casa. Foram investigadas áreas rurais, assenta-
mentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Per-
nambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. O
65 estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies
de árvores (apenas sete exóticas) e, do total da lenha
utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.

SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência
Hoje , n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out. 2013.
p. 18-20. Adaptado.

O trecho do Texto I que explica o sentido do seu título é

A “Foram investigadas áreas rurais, assentamentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte.” (l. 62-64)
B “O risco é maior nessa parcela da mata porque a região apresenta uma das maiores densidades populacionais do Brasil.” (l. 7-9)
C “Já que, em média, cada indivíduo queima anualmente meia tonelada de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas de madeira por ano” (l. 53-56)
D "Na região, portanto, a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os lados e, infelizmente, uma parcela importante dessas pessoas está em situação de pobreza.” (l. 15-18)
E “pesquisadores têm feito estudos para entender como a perturbação extrema da paisagem altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata Atlântica” (l. 24-27)