Se é reversível, se joga!
Aline Gomes
Quem me conhece sabe que eu sou a princesa dos ditados, porque a rainha é minha mãe, temos um ditado pra maioria das situações, e quando não temos um inventamos um nosso. E eu vou criar pra gente começar bem nosso colu-papo: Se é reversível vai sem medo, se não é pensa mais 2 minutos e vai com medo mesmo. Tá, mas por que que tô dizendo isso?! Senta que lá vem história!
Desde criança sempre gostei de música, eletrônica, natureza e de consertar qualquer coisa, cantei na igreja, alguma coisa dentro de mim me dizia que seria cantora, escolhi aprender a tocar violão ao invés de inglês, dentre várias decisões fazer computação foi uma delas. É interessante como a decisão da sua formação é tratada como um definidor de que tipo de pessoa você vai ser, é como se isso te colocasse numa caixinha intransferível pra sempre. No meio desse turbilhão de incertezas que estamos vivendo, tenho acompanhado minha sobrinha definir qual curso ela vai fazer, eu já disse logo pra ela, amada infelizmente nessa não posso te ajudar muito, pois quando eu tive que fazer isso o Brasil era outro lá em 2006. Ter que falar isso pra ela no nosso primeiro papo, me fez ficar bem reflexiva sobre essa parada de escolher um curso/profissão. Foi dai que comecei a pensar e a observar melhor todas as pessoas com quem trabalho que fizeram migração de carreira e, vou te falar, com certeza temos muito que aprender com elas, que sangue no olho é o que não falta. [...]
Já faz um tempo que a tecnologia deixou de ser sobre máquinas. É sobre pessoas e suas experiências transformadas em produtos de software, e pra mim quanto mais gente vinda de todas as áreas estiverem envolvidas nisso, mais rica, acessível, inclusiva, bonita e cheirosa será a tecnologia.
E depois de refletir sobre migração de carreira entendi que o dilema de escolher um curso não precisa ser tão doloroso porque, como diz o meu ditado, se é reversível se joga, porque enquanto for possível estar aqui, é possível tomar novos caminhos, aprender novas coisas, carreiras e pessoas. Eu corri pra compartilhar essa minha conclusão com a minha sobrinha e agora com você, desejo aí coragem e leveza por que o que é reversível a gente sempre vai dar um jeito. A tecnologia precisa disso tudo que você já sabe.
Adaptado de: https://midianinja.org/laisgomes/se-ereversivel-se-joga/ Acesso em: 01 dez. 2021.
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Em relação às disposições do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que, em caráter permanente, atuar como instrutor em curso de formação, de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública federal.
II. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
III. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal, sendo que a ausência não excederá a quatro anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período, será permitida nova ausência.
Um programa malicioso, que tem a finalidade de apresentar propagandas ao usuário de um computador, é classificado como
Sobre as teorias de liderança, assinale a alternativa correta.
Três pessoas guardaram um objeto em uma das três portas de um guarda roupa. Ao serem questionadas sobre a localização do objeto, essas pessoas responderam, nessa ordem, as seguintes frases:
Lúcia: Está na porta da esquerda!
Carla: Está na porta da direita!
Vanessa: Lúcia está mentindo!
Sabe-se que somente uma das três pessoas disse a verdade. Nesse caso, é possível afirmar com certeza que
As características essenciais dos arquivos relacionam-se às razões pelas quais documentos vieram a existir e com as razões pelas quais foram preservados. Sobre o tema, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A tabela de temporalidade é um instrumento arquivístico resultante da avaliação, que busca definir o prazo de guarda dos documentos durante a fase corrente.
( ) Quando definida a destruição de documentos com conteúdo confidencial, deve-se atentar para a necessidade da maceração ou de qualquer outro tratamento para destruir o conteúdo.
( ) O ciclo de vida dos documentos ou teoria das três idades se relaciona à fase de classificação, uso e custódia dos documentos.
( ) A destinação final do documento se relaciona ao descarte ou guarda permanente desse documento.
Assinale a alternativa que apresenta uma característica da memória RAM.
Texto associado
Texto I
Comportamento Geral
Gonzaguinha (1972)
Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado
Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: "Muito obrigado"
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve, pois, só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado (...)
Disponível em: https://www.letras.mus.br/gonzaguinha/330922/ Acesso de: 12 dez. 2021.
Texto II
Declaração do forró como patrimônio cultural
e imaterial do Brasil legitima a diversidade
musical do país
Mauro Ferreira
Reprodução / Capa de disco de 1988
♪ ANÁLISE – A declaração do forró como patrimônio cultural e imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fez justiça na quinta-feira, 9 de dezembro de 2021, a um universo musical tão importante quanto o samba para a construção da identidade sonora do Brasil.
Por visão etnocêntrica carioca, o samba sempre foi apresentado como o “ritmo nacional”, porque a cidade do Rio de Janeiro (RJ) é percebida como a capital cultural do Brasil.
É assim que o mundo vê a música do Brasil, embora a recente visibilidade planetária do funk esteja reconstruindo essa identidade musical que foi criada nos anos 1940 – com a ascensão nos Estados Unidos da cantora Carmen Miranda (1909 – 1955), voz do samba que acabou propagando a rumba no mercado norte-americano – e alicerçada com a explosão da Bossa Nova nos EUA a partir de 1962.
Só que, dentro das fronteiras do Brasil, o forró sempre foi tão importante quanto o samba. Com a diferença de que, a rigor, forró nunca foi um gênero musical como o samba. Forró é rótulo genérico que designa diversos gêneros musicais nordestinos, como baião, xaxado, xote e quadrilha – ritmos recorrentes na obra de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), grande pilar da música da nação nordestina.
Forró também pode ser o coco ou o rojão cantado por Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), rei do ritmo, também dono de obra referencial na música do nordeste do Brasil.
Contudo, forró é festa regada à alegria, dança e sensualidade em que se canta e toca até samba. Sacramentada dez anos após ter sido apresentada em 2011 pela Associação Balaio do Nordeste e pelo Fórum Forró de Raiz da Paraíba, com apoio de mais de 400 artistas que se manifestaram através de abaixo-assinado, a declaração do forró como patrimônio cultural e imaterial do Brasil faz jus à diversidade cultural desse país de dimensão continental.
A música do Brasil precisa ser compreendida a partir dessa imensa riqueza e variedade. Artistas nordestinos não são artistas “regionais”. São artistas do Brasil, porque o forró – tanto a música quanto a festa – anima todo o país e é e sempre foi de fato e de direito um patrimônio nacional.
Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauroferreira/post/2021/12/10/declaracao-do-forro-como-patrimoniocultural-e-imaterial-do-brasil-legitima-a-diversidade-musical-dopais.ghtml Acesso de: 12 dez. 2021.
Comportamento Geral
Gonzaguinha (1972)
Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado
Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: "Muito obrigado"
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve, pois, só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado (...)
Disponível em: https://www.letras.mus.br/gonzaguinha/330922/ Acesso de: 12 dez. 2021.
Texto II
Declaração do forró como patrimônio cultural
e imaterial do Brasil legitima a diversidade
musical do país
Mauro Ferreira
Reprodução / Capa de disco de 1988
♪ ANÁLISE – A declaração do forró como patrimônio cultural e imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fez justiça na quinta-feira, 9 de dezembro de 2021, a um universo musical tão importante quanto o samba para a construção da identidade sonora do Brasil.
Por visão etnocêntrica carioca, o samba sempre foi apresentado como o “ritmo nacional”, porque a cidade do Rio de Janeiro (RJ) é percebida como a capital cultural do Brasil.
É assim que o mundo vê a música do Brasil, embora a recente visibilidade planetária do funk esteja reconstruindo essa identidade musical que foi criada nos anos 1940 – com a ascensão nos Estados Unidos da cantora Carmen Miranda (1909 – 1955), voz do samba que acabou propagando a rumba no mercado norte-americano – e alicerçada com a explosão da Bossa Nova nos EUA a partir de 1962.
Só que, dentro das fronteiras do Brasil, o forró sempre foi tão importante quanto o samba. Com a diferença de que, a rigor, forró nunca foi um gênero musical como o samba. Forró é rótulo genérico que designa diversos gêneros musicais nordestinos, como baião, xaxado, xote e quadrilha – ritmos recorrentes na obra de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), grande pilar da música da nação nordestina.
Forró também pode ser o coco ou o rojão cantado por Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), rei do ritmo, também dono de obra referencial na música do nordeste do Brasil.
Contudo, forró é festa regada à alegria, dança e sensualidade em que se canta e toca até samba. Sacramentada dez anos após ter sido apresentada em 2011 pela Associação Balaio do Nordeste e pelo Fórum Forró de Raiz da Paraíba, com apoio de mais de 400 artistas que se manifestaram através de abaixo-assinado, a declaração do forró como patrimônio cultural e imaterial do Brasil faz jus à diversidade cultural desse país de dimensão continental.
A música do Brasil precisa ser compreendida a partir dessa imensa riqueza e variedade. Artistas nordestinos não são artistas “regionais”. São artistas do Brasil, porque o forró – tanto a música quanto a festa – anima todo o país e é e sempre foi de fato e de direito um patrimônio nacional.
Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauroferreira/post/2021/12/10/declaracao-do-forro-como-patrimoniocultural-e-imaterial-do-brasil-legitima-a-diversidade-musical-dopais.ghtml Acesso de: 12 dez. 2021.