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Qual das alternativas abaixo apresenta a melhor justificativa para a utilização de tecnologias digitais no ensino de Geografia?

A As tecnologias digitais substituem os livros didáticos e os mapas, tornando o ensino de Geografia mais eficiente.
B As tecnologias digitais permitem a criação de aulas mais dinâmicas e interativas, facilitando a compreensão dos conceitos geográficos.
C As tecnologias digitais são essenciais para a avaliação dos alunos, pois permitem a criação de testes online mais objetivos.
D As tecnologias digitais devem ser utilizadas apenas como complemento às atividades tradicionais, como a leitura de mapas e a realização de trabalhos em grupo.
E As tecnologias digitais são um recurso caro e acessível apenas às escolas particulares.

A aprendizagem baseada em projetos (ABP) é uma metodologia que tem sido cada vez mais utilizada no ensino de Geografia. Qual das alternativas abaixo apresenta uma vantagem da ABP para o ensino dessa disciplina?

A A ABP restringe a aprendizagem a conteúdos específicos, facilitando a memorização dos alunos.
B A ABP desconsidera a importância do professor como mediador do processo de ensino-aprendizagem.
C A ABP permite que os alunos desenvolvam habilidades como pesquisa, análise de dados e trabalho em equipe.
D A ABP torna o ensino de Geografia mais teórico e menos prático.
E A ABP é uma metodologia complexa e difícil de implementar em sala de aula.

A Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas brasileiras, promoveu uma importante mudança na educação brasileira. Considerando o impacto dessa lei na área da Geografia, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.

A O ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na geografia restringe-se à abordagem de temas relacionados à escravidão e à colonização.
B A lei 10.639/2003 contribui para a valorização da diversidade cultural brasileira e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
C A geografia, ao abordar a formação do território brasileiro, deve desconsiderar as contribuições das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas para a construção do espaço nacional.
D O ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na geografia deve ser realizado de forma isolada, sem relação com outras áreas do conhecimento.
E A lei 10.639/2003 não possui relação direta com a área da geografia, sendo relevante apenas para as disciplinas de história e sociologia.

No ano de 1894, o governo do estado de Santa Catarina decidiu modificar o nome da cidade de Desterro, intitulando-a de Cidade de Floriano, ou como conhecemos, Florianópolis. Fonte: http://portal.iphan.gov.br/ (último acesso: 18/10/24 às 10 horas). Considerando o contexto histórico que marcou o início da 1ª República no Brasil, é correto afirmar que a troca de nome da cidade ocorreu em virtude da (o):

A embate entre militares e oligarcas que buscavam estabelecer um maior controle político sobre o território.
B construção de uma memória política associada às liberdades republicanas egressas da época da revolução farroupilha.
C conflito entre os setores mais progressistas e conservadores do estado de santa catarina.
D acordo de reestruturação administrativa estabelecido entre o governo federal e os respectivos governos estaduais.
E homenagem prestada ao marechal floriano peixoto após a vitória sobre a revolução federalista.

Leia o fragmento abaixo: (...) Quantos eram e de onde vinham os africanos? É inútil buscar informações sobre a presença africana entre os escravos de Santa Catarina na historiografia. Graças a Oswaldo Cabral, Walter Piazza e Fernando Henrique Cardoso, a escravidão africana em Santa Catarina é vista como diferente daquela de outras regiões do país, por causa de um supostamente distinto “sentido da colonização”. Para esses autores, a ocupação efetiva da ilha de Santa Catarina e do litoral adjacente em meados do século XVIII, por política expressa da Coroa portuguesa, que implicou na fortificação da Ilha e na vinda de casais açorianos como colonos, ter-se-ia resumido a interesses militares estratégicos. Partindo desse distinto “sentido da colonização”, tais autores mostraram a escravidão na ilha e no litoral adjacente sempre como menos importante do que aquela das regiões agroexportadoras. Não tendo esse território sido explorado para produção voltada à exportação, os “poucos” escravos teriam servido como apoio à produção de alimentos para o abastecimento, e sido elementos de distinção social, predominantemente domésticos e urbanos. Fonte: MAMIGONIAN, Beatriz. Africanos em Santa Catarin a: Escravidão e identidade étnica (1750-1850), p.570. In: FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo; JUCÁ, Antônio Carlos e CAMPOS, Adriana (Orgs.). Nas rotas do Império : eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português. Vitória: EDUFES, 2014. A partir da análise do texto e considerando o debate historiográfico apresentado pela autora, podemos concluir que:

A não há consenso entre os historiadores em relação às causas que levaram à ocupação e exploração do território de santa catarina.
B a colonização portuguesa da região centro-sul do brasil ocorreu em um contexto marcado pelas guerras contra os espanhois na região cisplatina.
C segundo alguns autores, o processo de colonização do atual território de santa catarina foi marcado por características destoantes das de outras regiões da américa.
D a colonização portuguesa de santa catarina apresentou elementos bastante específicos, especialmente no que tange às questões produtivas e militares.
E para alguns historiadores, apesar das diferenças existentes em relação a outros territórios, a colonização lusa de santa catarina foi marcada também pelo tradicional “sentido da colonização”.

Leia o fragmento abaixo: “O nosso sertanejo disfarça, esconde, mistifica sua culinária quando tem visitas. Crê ficar desonrado servindo coalhada com carne de sol, costelas de carneiro com pirão de leite, paçoca com bananas, milho cozido, feijão verde, o mugunzá que o africano ensinou e a carne moquecada que ele aprendeu com o indígena. Nada mais antipatriótico e desumano que esta modéstia criminosa”. Fonte: CASCUDO, Luís da Câmara. Viajando o sertão. 4ª ed. São Paulo: Global, 2009, p.39. A partir da leitura do fragmento acima e dos diferentes contextos históricos que marcaram a colonização portuguesa do Brasil, assim como os períodos posteriores, é correto afirmar que o autor identifica, a partir da culinária sertaneja e suas características:

A uma prática de valorização das diferentes influências das comunidades nativas na construção da culinária sertaneja.
B uma proposta regional de valorização das diferentes influências recebidas das comunidades africanas e nativas na transformação da culinária sertaneja.
C uma desvalorização das práticas culinárias sertanejas a partir do esquecimento das influências históricas recebidas das comunidades nativas e africanas.
D uma prática de escamoteamento das influências diretas das comunidades nativas e africanas na elaboração e transformação da culinária atual conhecida como sertaneja.
E uma tentativa de redefinição das diversas influências manifestas a partir das comunidades nativas e africanas na consolidação do que entendemos hoje como culinária sertaneja.

(…) O imperialismo é um capitalismo na fase de desenvolvimento, quando tomou corpo a dominação dos monopólios e do capital financeiro, quando ganhou significativa importância a exportação de capitais, quando se iniciou a partilha do mundo pelos trustes internacionais e terminou a repartição de toda a terra entre os países capitalistas mais importantes. Fonte: HOBSON, J.A. apud BRUIT, Hector. O imperialismo . São Paulo: Atual, 1994, p. 6. No contexto dos anos finais do século XIX, a expansão imperialista ocorreu em virtude da (o):

A crise de superprodução, subconsumo e estagnação de capitais para investimentos nos principais países industrializados.
B democratização do acesso aos meios de produção fundamentais para o desenvolvimento industrial das décadas de 1870 e 1880.
C expansão produtiva e comercial que ocasionou um maior equilíbrio econômico entre países europeus e africanos.
D divisão internacional do trabalho que culminou na globalização do sistema capitalista comercial.
E colapso das estruturas produtivas agrárias na europa, assim como da estagnação da produção industrial a partir de 1890.

Patrícia Collins e Sirma Bilge buscam sintetizar os sentidos de interseccionalidade enquanto um conceito fundamental para, entre outros fins, a construção de uma educação crítica. Nas palavras das autoras: O principal entendimento da interseccionalidade é saber que, em determinada sociedade, em determinado período, as relações de poder que envolvem raça, classe e gênero, por exemplo, não se manifestam como entidades distintas e mutuamente excludentes. De fato, essas categorias se sobrepõem e funcionam de maneira unificada. Além disso, apesar de geralmente invisíveis, essas relações interseccionais de poder afetam todos os aspectos do convívio social. Fonte: COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. Tradução de Rane Souza. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2021, p. 15 Segundo o trecho, é possível entender a relação das categorias de raça, classe e gênero como:

A entidades distintas e independentes que operam isoladamente.
B categorias que raramente afetam as relações de poder em uma sociedade.
C sobreposições teóricas que funcionam de maneira integrada, afetando o convívio social.
D conceitos visíveis e independentes em todas as esferas sociais.
E categorias que nunca se manifestam ao mesmo tempo em uma sociedade

Para Pierre Lévy, a cibercultura será capaz de criar uma inteligência coletiva: [...] uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta de uma mobilização efetiva das competências, tendo como objetivo o reconhecimento e o enriquecimento mútuos das pessoas, e não o culto de comunidades fetichizadas ou hipostasiadas. Fonte: LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2000, p. 26 David Lyon, por sua vez, afirma que: Geralmente, vemos a vigilância como uma espécie de alienígena que invade nossas vidas. Na verdade, ela hoje é parte de nós. Sequer percebemos as câmeras ao nosso redor, e achamos que elas têm a capacidade de nos proteger, o que é falso. Ninguém vai dizer: “Eu quero ser vigiado.” Mas nossas atividades criam as informações que empresas e agências querem. Muitas pessoas ainda acham que vigilância é grampear o telefone. Não é o conteúdo que interessa, mas os metadados. Quem são seus amigos, para quem liga, quanto tempo fica no telefone, para onde viaja (...). Fonte: O Globo. David Lyon, sociólogo: ‘A vigilância hoje é parte de nós’. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/conte-algo-que-naosei/david-lyon-sociologo-vigilancia-hoje-parte-de-nos-16143232. (Último acesso dia 18/10/2024 às 17 horas) Compare as duas visões sobre a cibercultura e assinale a alternativa que indica corretamente a visão de cada um dos filósofos.

A Pierre Lévy e David Lyon compartilham uma visão otimista sobre a cibercultura, pois ambos acreditam que a vigilância e o monitoramento digital contribuem para o enriquecimento mútuo e a inteligência coletiva.
B Enquanto Pierre Lévy vê a cibercultura como um espaço democrático que promove a inteligência coletiva e o reconhecimento mútuo, David Lyon critica esse ambiente ao destacar os perigos da vigilância, que transforma as pessoas em fontes de dados sem que percebam.
C Tanto Pierre Lévy quanto David Lyon acreditam que a cibercultura promove o enriquecimento mútuo, mas Lyon é mais cético quanto à possibilidade de essa inteligência coletiva ser livre de manipulação e controle.
D Pierre Lévy acredita no ciberespaço como um lugar democrático de compartilhamento de informações, mas transfere o saber do ser para a tecnologia, enquanto David Lyon sugere que a vigilância digital contribui para o reconhecimento mútuo e a valorização das competências individuais.
E Pierre Lévy e David Lyon concordam que a cibercultura distribui o conhecimento de forma coordenada em tempo real, mas Lyon vê a vigilância como uma ferramenta que potencializa essa coordenação, enquanto Lévy a considera prejudicial.

De acordo com a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis

( 2016 ), orienta-se que a prática do/a professor/a de História procure:

A cobrir um conteúdo totalizante da História, valorizando a memorização.
B desenvolver uma prática problematizadora aproximando-se das abordagens memorialísticas.
C praticar um ensino valendo-se das concepções historiográficas consolidadas, evitando problematizações de temáticas contemporânea.
D praticar um ensino centrado no sujeito, valorizando o passado em detrimento de eventos e problemas do cotidiano dos estudantes.
E desenvolver uma prática valendo-se das questões do tempo presente imediato de modo a problematizar questões da sociedade atual.