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O plano de aula é um instrumento que sistematiza os conhecimentos, as atividades e os procedimentos que se pretende realizar em uma determinada aula, tendo em vista o que se espera alcançar como objetivos junto aos alunos. Ele é um detalhamento do plano de curso, devido à sistematização que faz das unidades deste plano, criando uma situação didática concreta de aula. Os objetivos de um plano de aula podem ser “gerais” ou “específicos”. Trata-se de objetivo geral:

A Inferir com base no conceito.
B Descrever o conceito com suas palavras.
C Resolver problemas com base no conceito.
D Estabelecer a distinção entre dois conceitos.
E Compreender conceitos, princípios e esquemas conceituais.

As teorias curriculares nos auxiliam a compreender a realidade curricular na medida em que analisam, interpretam e criam novas acepções sobre o currículo. No decorrer da história da educação, foram sistematizadas três teorias sobre o currículo: teorias tradicionais, teorias críticas e teorias pós-críticas. Cada teoria, diferentemente, tem contribuído para a discussão, a produção e o desenvolvimento curricular, em determinado contexto histórico.” O foco de estudo das teorias curriculares pós-críticas centra-se nas seguintes categorias, EXCETO:

A Raça
B Etnia.
C Gênero
D Identidade.
E Metodologia.

Freire defende que o coordenador pedagógico é, primeiramente, um educador e como tal deve estar atento ao caráter pedagógico das relações de aprendizagem no interior da escola; ele leva os professores a analisarem suas práticas, resgatando a autonomia docente sem desconsiderar a importância do trabalho coletivo, agindo como um parceiro do professor. O coordenador vai transformando a prática pedagógica. Diante do exposto, pode-se afirmar que essa práxis é composta pelas seguintes dimensões:

I. Reflexiva : auxilia na compreensão dos processos de aprendizagem.

II. Fiscalizadora : avalia e mensura o trabalho dos diversos atores escolares.

III. Conectiva : possibilita inter-relação entre professores, gestores, funcionários, pais e alunos.

IV. Interventiva : modifica algumas práticas arraigadas que não traduzem mais o ideal de escola.

V. Avaliativa : estabelece a necessidade de repensar o processo educativo em busca de melhorias. Estão corretas apenas as dimensões

A II e III.
B IV e V.
C I, II e III.
D I, III, IV e V.
E II, III, IV e V.

Compete ao coordenador pedagógico (CP) [...] “em seu papel formador, oferecer condições ao professor para que aprofunde sua área específica e trabalhe bem com ela, ou seja, transforme o seu conhecimento específico em ensino”. Importa, então, destacar dois dos principais compromissos do CP: com uma formação que represente o projeto escolar [...] e com a promoção do desenvolvimento dos professores. Imbricados no papel formativo, estão os papéis de articulador e transformador. (Placco; Almeida; Souza, 2011. Adaptado.) Considerando a promoção do desenvolvimento do professor, o coordenador pedagógico poderá utilizar estratégias complementares de trabalho; marque V , para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Reduzir o burocrático ao mínimo, para não comprometer o fundamental do trabalho educativo.

( ) Ter uma visão estratégica, identificando, no grupo, quem está apto para mudanças, reconhecê-lo para fortalecê-lo; isso facilita um trabalho inicial.

( ) Conferir e assinar documentos escolares, encaminhar processos ou correspondências da escola, de comum acordo com a secretaria escolar.

( ) Acompanhar a aula é um poderoso recurso para a formação do professor. A aula deverá ser assistida, e, no momento oportuno, o coordenador fará uma devolutiva. Ainda, a aula poderá ser filmada e discutida, posteriormente, em grupo.

( ) Recorrer a análise de casos concretos para estudo é um bom método de aprendizagem para a inovação, ou seja, toma-se uma situação objetivamente transformada e estuda-se seu processo, tentando descobrir os determinantes da mudança. A sequência está correta em

A F, V, V, F, V.
B F, V, V, V, F.
C V, F, F, V, F.
D V, F, V, F, V.
E V, V, F, V, V.

De acordo com Araújo

( 2003 ), o objetivo da educação gira em torno de dois eixos: a “instrução” e a “formação”. A instrução refere-se à transmissão dos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade e representados, na escola, pelos conteúdos disciplinares; a formação volta-se para a ética e a cidadania, que pressupõem a construção de uma sociedade que garanta vida digna para todos os seres humanos, compreendendo o desenvolvimento de aspectos que deem, aos alunos, certas “[...] condições físicas, psíquicas, cognitivas e culturais necessárias para uma vida pessoal digna e saudável e para poderem exercer e participar efetivamente da vida política e pública da sociedade, de forma crítica e autônoma”. Considerando o exposto, bem como os eixos instrução e formação, o autor apresenta uma proposta de trabalho pedagógico pautada nos princípios da transversalidade e da estratégia de projetos. Diante disso, analise as afirmativas a seguir.

I. A articulação entre a transversalidade e a estratégia de projetos pauta-se em um trabalho interdisciplinar, em que os conhecimentos são vistos como uma rede de relações, em um percurso não linear, permeado por incertezas.

II. Para a construção de um projeto, a temática é escolhida pelo docente diante do currículo de formação. Em seguida, poderá ser apresentada aos alunos, para que informem suas curiosidades e interesses a respeito do tema a ser abordado.

III. O foco do projeto deverá estar relacionado, por exemplo, aos direitos humanos, à afetividade, aos problemas sociais, à resolução de conflitos etc. Tal temática articula-se aos conteúdos escolares.

IV. Ao longo do projeto, as disciplinas escolares vão sendo contempladas e passam a oferecer suporte na busca por respostas às questões levantadas pelo grupo. O planejamento dos conteúdos disciplinares a ser ensinado e aprendido, assim como as estratégias metodológicas das aulas, é elaborado pelo docente, considerando o currículo referente à idade/série. Está correto o que se afirma apenas em

A I e III.
B II e III.
C III e IV.
D I, III e IV.
E II, III e IV.

O Conselho de Classe é um órgão colegiado, presente na organização da escola, que reúne, periodicamente, os vários professores das diversas disciplinas, juntamente com os coordenadores pedagógicos, supervisores e orientadores educacionais, para refletirem conjuntamente e avaliarem o desempenho pedagógico dos alunos das diversas turmas, séries ou ciclos. Há algumas características básicas que o tornam diferente dos demais órgãos colegiados, conferindo-lhe especial importância no que tange ao desenvolvimento do projeto pedagógico da escola. São elas: “a forma de participação direta, efetiva e entrelaçada dos profissionais que atuam no processo pedagógico”; e, “a organização interdisciplinar”; “a centralidade da avaliação escolar como foco de trabalho da instância”. (Dalben, 2006. Adaptado.) A centralidade conferida aos objetivos de ensino e aprendizagem nos trabalhos do Conselho de Classe é uma característica que o coloca em evidência em relação às demais instâncias colegiadas da escola. As reuniões do Conselho de Classe estruturam-se a partir de objetivos organizados em função das necessidades emergentes e serão tais objetivos que irão definir o tipo de organização mais adequado às reuniões, especialmente quanto à escolha dos participantes. Considerando o objetivo: “identificar alunos com dificuldades específicas de aprendizagem”, assinale a estrutura que deverá compor a reunião do Conselho de Classe, segundo a autora evidenciada.

A Um professor, toda a turma de alunos ou grupo de turmas de alunos e diretor.
B Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas e representante de pais.
C Um professor por turma, um representante da equipe técnico-pedagógica e alunos.
D Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas; equipe técnico-pedagógica e diretor.
E Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas; equipe técnico-pedagógica; alunos das respectivas turmas ou grupo de representantes que poderão contar com a participação dos pais.

[...] fica explícito que a escola é, por excelência, o locus da produção de conhecimentos. Isso requer dos professores e coordenadores sua afirmação como sujeitos competentes técnica e politicamente (Saviani, 2003), para construírem saberes com base na reflexão sobre a própria prática e, por consequência, capazes de assumir o papel de transformar a realidade educacional, combatendo a escola dualista e classista ainda presente na sociedade brasileira. (Disponível em: Rev. Bras. De Estudos Pedagógicos. Brasília, v. 95, n. 241, 2014. http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/issue/view/282/20. Adaptado.) NÃO é considerada uma competência do coordenador pedagógico:

A Atuar predominantemente com ações voltadas à resolução de problemas de ordem disciplinar, inibindo, assim, a indisciplina e a violência escolar.
B Entender que a discussão teórica não deve ser compreendida como uma exigência ocasional, pois se constitui elemento catalisador da atuação pedagógica.
C Mediar a proposta de formação docente em seu contexto, de modo a promover reflexão sistemática sobre o trabalho desenvolvido no cotidiano da sala de aula.
D Ter a sensibilidade para aprender, ouvir e mediar os atores da escola, a fim de que o tempo vivido seja de discussões fecundas e todos possam se manifestar e vivê-lo como um tempo pedagógico.
E Criar condições favoráveis que possibilitem aos professores relacionar criticamente suas experiências com os saberes acadêmicos, em um espaço de problematizações consequentes e interlocuções democráticas.

A organização do Projeto Político-Pedagógico (PPP) pelas escolas teve seu início com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394/1996) que, em seu Art. 12, antecipa que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Em seu Art. 13, inciso primeiro, é determinado que “os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”. Sobre o PPP, assinale a afirmativa INCORRETA.

A Ser “pedagógico” é estabelecer as ações educativas e as particularidades necessárias às escolas de desempenharem suas deliberações e suas finalidades.
B Ser “político” é estar ligado ao bem comum e ter um comprometimento com a efetivação da cidadania, para que este se insira de maneira adequada ao meio social.
C Para construí-lo é necessário, primeiramente, que se atente aos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do trabalho docente.
D A escola é composta basicamente por duas estruturas: administrativas e pedagógicas. A administrativa é responsável pela locação e condução de recursos humanos, da estrutura física e financeira. A pedagógica está relacionada ao ensino-aprendizagem, às políticas da escola e ao currículo; portanto, é na estrutura pedagógica que se encontra todo o trabalho pedagógico, cabendo a ela a elaboração do PPP.
E Quando se trata de “político-pedagógico” há um significado inseparável, que deve discorrer sobre o Projeto Político- -Pedagógico como um processamento definitivo de pensamento e debate dos desafios que a escola passa, na tentativa de requerer meios cabíveis à efetivação de sua intencionalidade. Em contrapartida concede a experiência democrática fundamental para a interação de todos da comunidade escolar e a prática da cidadania.

A educação em ciência enquanto área emergente do saber em estreita conexão com a ciência necessita da epistemologia para uma fundamentação da orientação, devendo ser, ainda, um referencial seguro para uma mais adequada construção das suas análises. A epistemologia, ao pretender saber das características do que é ou não é específico da cientificidade e tendo como objeto de estudo a reflexão sobre a produção da ciência, sobre os seus fundamentos e métodos, sobre o seu crescimento, sobre os contextos de descoberta, não constitui uma construção racional isolada. [...] o conhecimento de epistemologia torna os professores capazes de melhor compreender qual ciência estão a ensinar, ajuda-os na preparação e na orientação, bem como dar às suas aulas um significado mais claro e credível às suas propostas. Tal conhecimento ajuda, e também obriga, os professores a explicitarem os seus pontos de vista, designadamente sobre quais as teses epistemológicas subjacentes à construção do conhecimento científico, sobre o papel da teoria, da sua relação com a observação, da hipótese, da experimentação, sobre o método e, ainda, aspectos ligados à validade e legitimidade dos seus resultados, sobre o papel da comunidade científica e suas relações com a sociedade. (Fernández, 2000; Gil-Pérez et al., 2001. Disponível em: htts://docplayer.com.br/49116310-A-necessaria-renovacao-do-ensino-das-ciencias.html. Adaptado.) Considerando os dois grandes ramos da “árvore epistemológica”, as epistemologias empiristas e racionalistas em suas muitas e variadas matizes (clássicas e contemporâneas), assinale o atributo da tendência racionalista na construção do conhecimento científico.

A A evolução da ciência é acumulativa.
B O desenvolvimento da ciência dá-se por acumulação e justaposição de conhecimentos.
C Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas e libertos de toda a contingência.
D Nasce da crítica e da reformulação de hipóteses, partindo de situações não explicadas pela teoria.
E As experiências e as observações são valorizadas como elementos independentes da diretriz da teoria.

As explicações dadas à questão do fracasso escolar da escola pública brasileira, segundo estudos de Patto

( 1999 ), foram baseadas, em um primeiro momento, nas teorias racistas, por volta do ano de 1870, quando os colonizadores tinham os colonizados como seres inferiores intelectualmente e, como tais, incapazes de aprender. O auge destas ideias racistas foi o período de 1850 a 1930, em que os intelectuais brasileiros começaram a atentar para as questões da escola e da aprendizagem escolar sob a influência da filosofia e da ciência francesas. Considerando as informações anteriores, bem como a autora, nos anos 70 do século anterior, houve um predomínio de novas explicações sobre as causas do fracasso escolar; analise-as.

I. É tido como produto de professores mal qualificados; é um problema técnico: culpabilização do professor.

II. É considerado como culpa do aluno e de sua família, de problemas emocionais, orgânicos e neurológicos.

III. Apontam as causas das dificuldades de aprendizagem não no indivíduo mas, sim, nos métodos, que deveriam ser determinados pela observação do indivíduo.

IV. Ocorre em função das características biológicas, psicológicas e sociais dos alunos, em detrimento à explicação que considerava os aspectos estruturais e funcionais do sistema de ensino como determinante desse fracasso.

V. Passou a ser explicado pela teoria da carência cultural, por meio do qual se afirmava que as deficiências do ambiente cultural das chamadas classes baixas produziam a deficiência no desenvolvimento psicológico infantil. Está correto o que se afirma apenas em

A II e III.
B IV e V.
C I, II e III.
D III, IV e V.
E I, II, III e IV.