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Acerca das regras do regime estatutário dos servidores de Novo Hamburgo, assinale a alternativa INCORRETA.

A O servidor fará jus, anualmente, ao gozo de um período de férias, sem prejuízo de sua remuneração.
B Terá direito a férias dobradas o servidor que, no curso do período aquisitivo, tiver gozado de licenças para tratamento de saúde, por acidente em serviço ou enfermidade profissional, ou por motivo de doença da família, por mais de quatro meses contínuos ou seis meses descontínuos.
C Não fará jus a férias o servidor que faltar injustificadamente ao serviço por mais de vinte dias, no respectivo período aquisitivo.
D É vedado descontar, no período de férias, as faltas do servidor ao serviço.
E Não fará jus a férias o servidor que, no respectivo período aquisitivo, estiver em disponibilidade por mais de trinta dias, sendo-lhe assegurado, entretanto, a percepção de um terço da sua remuneração.

Considere os números 5,3131131113... e 0,020020002...; se observarmos a sequência lógica de ambos os números, qual deverá ser a soma da 25ª casa decimal do primeiro número com a 16ª casa decimal do segundo número?

A 0
B 1
C 2
D 3
E 5

Dispõe o artigo art. 5º, inciso XIII, da Constituição Federal de 1988, que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Quanto à aplicabilidade das normas constitucionais, o excerto apresentado é exemplo de norma constitucional de eficácia

A plena.
B limitada.
C contida.
D exaurida.
E absoluta.

Considerando o Código de Posturas de Novo Hamburgo, assinale a alternativa INCORRETA em relação às estradas.

A As estradas poderão ser construídas ou modificadas sem que se façam os estudos prévios, projetos e orçamentos.
B As estradas de rodagem são públicas ou particulares.
C São públicas as estradas que servem ao trânsito habitual a diversos moradores de prédios diferentes.
D São particulares os caminhos reservados para serventia exclusiva de um ou mais moradores de um prédio.
E As estradas públicas são federais, estaduais ou municipais.

Afirmar que “João joga futebol na sexta feira ou João joga futebol no sábado e no domingo” é equivalente a afirmar, por definição de equivalência de proposições, que

A “João joga futebol na sexta-feira ou no domingo e João joga futebol na sexta-feira ou no sábado”.
B “João não joga futebol na sexta-feira ou no domingo e João joga futebol na sexta-feira ou no sábado”.
C “João joga futebol na sexta-feira ou no domingo e João não joga futebol na sextafeira ou no sábado”.
D “João joga futebol na sexta-feira e no domingo se, e somente se, João joga futebol na sexta-feira ou no sábado”
E “João nunca joga futebol na sexta-feira”.
Texto associado
ENTENDENDO DIALETOS
Clara Braga

Quem já teve a oportunidade de conviver minimamente com uma criança, sabe que o processo de aprender a falar pode render boas histórias. As crianças, antes de desenvolverem 100% dessa habilidade, parece que criam um dialeto. E engana-se quem acha que o dialeto de todas as crianças é igual e que, se você entende o que seu sobrinho ou priminho fala, vai entender todas as crianças.

O dialeto da criança é tão complexo que, com exceção de poucas palavras que todas parecem falar de uma forma igual, só aquela criança fala aquela língua e só uma pessoa entende 100% do que está sendo dito: o ser que eu chamo de “pãe”. “Pãe” seria a mistura do pai e da mãe, pois raramente um dos dois entende tudo o que o filho está dizendo, eles podem entender a frase toda pelo contexto, mas decifrar e compreender palavrinha por palavrinha, é um trabalho de grupo.

Às vezes pode parecer complicada essa coisa de não entender o que a criança está querendo dizer, mas confiem, em alguns momentos isso pode ser bom.

Outro dia estava em um restaurante com meu filho e, como toda criança, ele ficou um tempo sentado e depois foi explorar a redondeza. Fui acompanhando e, no caminho, encontramos uma avó que estava acompanhando a neta enquanto a mãe jantava no mesmo restaurante onde estávamos. A senhora começou a puxar assunto com meu filho, na tentativa de aproximar a neta. Meu filho se mostrou aberto à aproximação e ia respondendo tudo que a senhora perguntava.

Lá pelas tantas, quando eu já estava surpreendida com a quantidade de palavras que a senhora estava entendendo do dialeto do meu filho, ele decidiu pegar algo com a mão e mostrar para a senhora e para a pequena netinha o quão forte ele era. Foi então que a senhora soltou a frase: uau, como você é forte! Ele respondeu com uma de suas frases prediletas, aprendida por causa de seu interesse e do vício do pai pelo universo dos heróis: Hulk esmagaaaaaa! Mas ele não disse com um ar doce, ele disse como se estivesse com raiva e de fato esmagando o que estava na sua mão, tudo isso enquanto olhava bem nos olhos na netinha da senhora.

Eu fiquei um pouco assustada e com receio do que viria depois, já dei um riso meio sem graça e estava procurando uma desculpa para aquela frase nada acolhedora. Porém, os santos do dialeto me salvaram. Quando ouviu a frase a senhora logo respondeu para meu filho: ah sim, você é forte porque come manga! Vou dar muita manga para minha netinha, assim ela fica forte como você! Fiquei aliviada com a interpretação que ela fez da frase que, para mim, ele tinha dito com muita clareza. Muito melhor uma neta comendo muita manga do que traumatizada com um bebê que estava prestes a ficar verde e esmagar as coisas ao redor.

Acho que vou optar por mostrar para ele desenhos com frases mais amigáveis, ele está indo bem no processo da fala, mas talvez algo mais dócil ajude no processo de socialização.

Disponível em: clara-braga.html>. Acesso em: 04 fev. 2020.

Considerando o tema, a estrutura e a linguagem do texto, é possível afirmar que ele é

A um relato pessoal, pois a narradora conta com detalhes como foi a infância de seu filho.
B um artigo de opinião, visto que o objetivo do texto, utilizando-se de uma linguagem muito formal, é discutir como os dialetos infantis são cruciais no processo de socialização das crianças.
C um texto instrucional, o qual informa os leitores sobre os processos para compreender o que dizem as crianças.
D uma crônica, que parte de um tema corriqueiro, as primeiras falas de uma criança, para discutir sobre a complexa tarefa de decifrar o que ela quer dizer.
E uma carta aberta, já que o texto propõe uma discussão sobre um assunto que interessa a todos.

De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), NÃO é causa de extinção do crédito tributário a

A dação em pagamento em bens imóveis, na forma e nas condições estabelecidas em lei.
B dação em pagamento em bens móveis, na forma e nas condições estabelecidas em lei.
C conversão de depósito em renda.
D remissão.
E compensação.

O projeto de lei orçamentária anual deverá ser elaborado de forma compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias e deverá conter, em anexo, o demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e as metas constantes do anexo de metas fiscais. Assinale a alternativa que apresenta de qual instrumento do orçamento público o anexo de metas fiscais é parte integrante.

A Plano Plurianual.
B Constituição Federal.
C Lei Orçamentária Anual.
D Lei de Diretrizes Orçamentárias.
E Lei de Responsabilidade Fiscal.

Uma sociedade comercial adquiriu, a prazo, 80 unidades de mercadorias para comercialização no seu estabelecimento, ao valor de R$ 300,00 cada unidade. Sabe-se que a operação teve a incidência de ICMS de 18% e IPI a 6%. Com base nas informações apresentadas, a sociedade comercial apurou um custo de aquisição de mercadorias no valor de

A R$ 25.440,00.
B R$ 23.120.00.
C R$ 24.000,00.
D R$ 21.120,00.
E R$ 20.860,80.
Texto associado
“O último baobá”, conheça a lenda africana sobre o renascimento da esperança Ninguém acreditava mais nas antigas lendas. Os narradores que se sentavam embaixo do baobá a desemaranhar longas histórias, protegidos pelas estrelas, já tinham partido quando a areia chegou. As palavras estavam caladas. Ninguém mais acreditava em um céu protetor.

África era um enorme lençol amarelo. A areia, grão a grão, tinha construído um grande deserto. Interminável. Ninguém percebeu, ou ninguém quis se dar conta.

A desolação chegou em silêncio. Aconteceu quando os glaciais se esvaneceram em uma queixa interminável, quando os ursos e as baleias se converteram em recordação, quando as águias perderam o rumo. O céu, cansado da torpeza da humanidade, se refugiou em outro céu, mais distante. Fugiu. Não podia mais proteger a terra.

O velho tinha visto as pessoas partirem, os mais jovens em direção ao norte, os mais fracos em direção à escuridão. Sentiu uma nostalgia distante o invadir lentamente. O velho narrador, embaixo do último baobá, contou uma lenda antiga. Nela, falava do nascimento das estrelas, da luz, do mundo… Mas não havia ninguém mais disposto a escutar um velho prosador. Olhou em torno, procurando algum ouvido. África, rio amarelo, estava rodeada de silêncio. Buscou uma estrela perdida, no céu só havia escuridão.

O velho apoiou as costas cansadas no tronco dolorido do baobá. Casca com casca. Pele rachada, alma dolorida. A árvore da vida estremeceu. O vento dava rajadas contra a areia carbonizada. Tinha que partir. Sabia que tudo se acabava. O último baobá e a última voz da África iriam embora juntos. Abriu o punho. Trêmulo, contemplou a semente diminuta que havia guardado tanto tempo. A semente da esperança. Olhou a árvore. Era o momento. Não se pode atrasar a retirada. Separou a areia até chegar à terra. Virou a mão e, pela linha da vida, girou a semente até encontrar um sulco.

O baobá havia aberto a casca e do oculto coração brotou a água milagrosa. A árvore era a vida. O velho voltou a fazer crescer baobás grandiosos como gigantes que beijavam as nuvens.

Agora, sobre os escritórios, nos telhados, sobre as avenidas e os trens; nos beirais, sobre comércios, bancos e ministérios crescem trepadeiras coloridas. Embaixo delas, está escondida a destruição como uma lembrança dolorosa.

Adaptado de https://www.revistapazes.com/o-ultimo-baobaconheca-a-lenda-africana-sobre-o-renascimento-da-esperanca/

Em relação à linguagem empregada no texto, é correto afirmar que

A predomina-se uma variante linguística regional, já que a história se passa na África.
B a linguagem é coloquial, apresentando marcas linguísticas comuns à fala cotidiana e desvios gramaticais.
C a linguagem é formal, com função referencial. Preocupa-se apenas em apresentar informações.
D a função da linguagem do texto é emotiva, já que se usa a primeira pessoa para que o narrador conte sua história.
E a linguagem é predominantemente formal, seguindo as normais gramaticais. Apresenta-se, também, um certo grau de lirismo, com a presença de figuras de linguagem.