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Lacerda aponta que a inclusão escolar é um processo dinâmico e gradual, que toma diversas formas a partir da necessidade dos alunos. Nesse sentido, o professor é responsável por incentivar e mediar a construção do conhecimento através da interação com o aluno surdo e seus colegas. para que o aluno surdo possa ter sucesso em sua vida escolar, faz-se necessário que o professor regente tenha conhecimento acerca das singularidades:

A linguísticas e sociais.
B culturais e sociais.
C linguísticas e cognitivas.
D cognitivas e afetivas.
E linguísticas e culturais.

O processo de significação se dá da Língua de Sinais para a Língua Portuguesa escrita ao invés de ser da Língua Portuguesa oral para a Língua Portuguesa escrita. Certamente, nos dois casos são necessários ajustes às diferenças e às peculiaridades estruturais de cada uma dessas modalidades (oral x escrita e gestual x escrita). Entretanto, no caso dos surdos, essas diferenças se acentuam, pois não se restringem apenas à modalidade da língua e, sim, à própria língua. Conceituam e comunicam-se em uma língua, mas irão se alfabetizar em outra, diferentes uma da outra:

A sintática, morfológica e foneticamente.
B fonológica,morfológica e foneticamente.
C sintática, pragmática e foneticamente.
D fonética, morfológica e semanticamente.
E sintática, morfológica e fonologicamente.

A Libras não pode ser estudada tendo como base a Língua Portuguesa, porque tem gram ática diferenciada, independente da língua oral. A ordem dos sinais na construção de um enunciado obedece regras próprias que refletem a forma de o surdo processar suas ideias, com base em sua percepção:

A oral-auditiva.
B gestual-visual.
C visual-espacial.
D visual-motora.
E visual-tátil.

Uma das propriedades básicas de uma língua é a arbitrariedade existente entre significante e referente. Durante muito tempo afirmou-se que as línguas de sinais não eram línguas por serem icônicas, não representando, portanto, conceitos abstratos. Isto não é verdade, pois em língua de sinais tais conceitos também podem ser representados, em toda sua complexidade. Marque a alternativa correta para os sinais arbitrários.

A telefone, borboleta, casa.
B conversar, telefone, pessoa.
C conversar, depressa, pessoa.
D pessoa, borboleta, casa.
E depressa,casa,telefone.

A Educação bilíngue envolve, pelo menos, duas línguas no contexto educacional. A oferta educacional bilíngue de qualidade, que atenda às Necessidades Educacionais Especiais da criança surda em uma escola depende de decisões político-:

A -culturais.
B -linguísticas.
C -sociais.
D -pedagógicas.
E -antropológicas.

Ter um profissional surdo ou com capacitação profissional entre os demais professores na escola é necessário no processo de inclusão e de aquisição linguística. No planejamento de atividades, este profissional será de grande importância, enfatizando o respeito às condições peculiares dos surdos. A este propósito, Quadros esclarece que a educação de surdos, tendo uma proposta bilíngue, deve gozar de um currículo organizado com perspectiva:

A visuosinalizadora.
B visual-espacial.
C visuomotora.
D gestual-visual.
E visual-icônica.

Na ausência de uma língua comum com seus familiares, indivíduos surdos acabam por desenvolver um sistema linguístico restrito, que serve para comunicação familiar. Como o indivíduo não adquiriu plenamente o Português nem a Libras, utiliza essa “língua” para se comunicar. No entanto, essa língua não é compartilhada em seu contexto social e restringe o indivíduo à interação com um sujeito determinado, na maior parte das vezes, somente com membros de sua família. Com a limitação linguística, sua vivência também diminui, assim como sua compreensão de mundo. Estudos de autores como Fernandes mostram que surdos que tem convivência tardia com a Libras apresentam problemas:

A cognitivos, linguísticos, e emocionais.
B psicológicos, linguísticos e sociais.
C cognitivos, comportamentais e emocionais.
D emocionais, comportamentais e sociais.
E cognitivos, emocionais e sociais.

Para a garantia do direito à educação básica e, especificamente, à educação profissional, preconizado no inciso IV, alínea a, do artigo 3° da Lei n° 12.764/2012, os sistemas de ensino devem efetuar a matrícula dos estudantes com Transtorno do Espectro Autista nas classes comuns de ensino regular, assegurando o acesso à escolarização, bem como ofertar os serviços da Educação Especial, dentre os quais: o Atendimento Educacional Especializado e o(a):

A profissional especialista.
B material de apoio.
C .profissional de tecnologia.
D sala de reforço.
E profissional de apoio.
Texto associado
Aposentadoria feliz: idosos criam repúblicas para viver entre amigos A amizade de Victor Gomes e Cruz Roldán tem 46 anos. Conheceram-se em uma excursão na Serra Nevada, na Espanha, com um grupo de caminhada. “Mas era mais do que isso, era um grupo de estilo de vida”, relembra Roldán, hoje com 79 anos. Quando estavam com meio século de vida, perguntaram-se: “por que não nos vemos envelhecer?". Quinze anos depois, moram com suas respectivas esposas em Convivir, uma república autogerida na cidade espanhola de Cuenca. Dezenas de amigos e familiares se entusiasmaram quando os dois casais de amigos propuseram a ideia de viver juntos, e hoje são 87 sócios que se identificam com o lema “dar vida à idade”. O condomínio conta com todos os serviços de um asilo para idosos tradicional. “Mas não ficamos sentados o dia todo em uma cadeira entre desconhecidos” , explicou um dos amigos. Compartilham tarefas, mantêm-se ativos, mas conservam sua independência. A velhice chega mais tarde hoje, mas pensa-se nela desde cedo. Os mais velhos atualmente - especialmente europeus e japoneses - vivem mais e não querem passar a última fase da vida entre desconhecidos ou “ser uma carga para os filhos”. É o que demonstra um estudo de 2015, realizado pelo ministério da Saúde espanhol, no qual mais da metade dos pesquisados acha pouco provável viver em um asilo, enquanto quatro em cada dez veem como alternativa o cohousing. São moradias criadas e administradas pelos próprios idosos, que decidem entre amigos como e onde querem viver sua aposentadoria. Os apartamentos pertencem a uma cooperativa, mas podem ser deixados de herança para os filhos. Na Espanha, há oito projetos construídos e vários em gestação. [...] A idade media é de 70 anos, mas respira-se um ambiente juvenil. [...] Todas as residências de cohousing devem cumprir os requisitos de um ambiente tradicional para idosos: banheiros geriátricos, móveis sem quinas, botões de emergência em todos os quartos, entre outras coisas. Diferentemente da situação em Convivir, onde todos que querem um apartamento devem ter um conhecido e ser sócio, em Trabensol a oferta é para o público em geral. Entretanto, ainda custa caro viver em uma república para idosos. [...] Das experiências espanholas, os defensores concordam que os interessados se aproximam mais dos 50 que dos 70 anos. Nemesio Rasillo, um dos fundadores da residência Brisa Del Cantábrico, onde a idade média é de 63 anos, atribui isso a que “os mais idosos passam ao cuidado familiar”. Mas há muitos adultos que ainda não se aposentaram e já têm claro que não querem ser “uma carga para seus filhos”. Nesta residência, uma das normas é poder haver no máximo 15 pessoas nascidas no mesmo ano, para garantir a variedade geracional. Cada cooperativa tem suas regras, mas uma que se repete em relação à questão da dependência é que desde que um residente se soma ao projeto, parte de seu dinheiro vai para um fundo social. “Assim, quando algum dos colegas precisar de uma assistência especial, dividimos entre todos e não será um gasto expressivo”,explica Roldán. É a hora da siesta em Cuenca, e “o castelo do século XXI”, como o chamam os moradores de Convivir, parece ter parado no tempo. Ninguém circula pelos longos corredores dos dois andares, as raquetes de pingue-pongue descansam sobre a mesa e o salão de beleza está fechado a chave. É o momento de desfrutar do apartamento que cada um decorou a seu gosto. “Em vez de meu filho se tornar independente, eu é que me tornei”, diz em voz baixa Luis de La Fuente, enquanto fecha a porta de seu novo lar. Antonia Laborde. (Disponível em: brasil.elpais.com. Acesso em 10jan2017)

Assinale a opção em que as modificações feitas no trecho destacado em: "e hoje são 87 sócios QUE SE IDENTIFICAM COM O LEMA DAR VIDA À IDADE" estão de acordo com as regras da norma culta para regência verbal.

A com os quais os dois casais convivem.
B aos quais os dois casais sao amigos.
C dos quais os dois casais colaboram.
D para quem os dois compartilham a vida.
E os quais os dois casais dividem o condomínio.
Texto associado
Aposentadoria feliz: idosos criam repúblicas para viver entre amigos A amizade de Victor Gomes e Cruz Roldán tem 46 anos. Conheceram-se em uma excursão na Serra Nevada, na Espanha, com um grupo de caminhada. “Mas era mais do que isso, era um grupo de estilo de vida”, relembra Roldán, hoje com 79 anos. Quando estavam com meio século de vida, perguntaram-se: “por que não nos vemos envelhecer?". Quinze anos depois, moram com suas respectivas esposas em Convivir, uma república autogerida na cidade espanhola de Cuenca. Dezenas de amigos e familiares se entusiasmaram quando os dois casais de amigos propuseram a ideia de viver juntos, e hoje são 87 sócios que se identificam com o lema “dar vida à idade”. O condomínio conta com todos os serviços de um asilo para idosos tradicional. “Mas não ficamos sentados o dia todo em uma cadeira entre desconhecidos” , explicou um dos amigos. Compartilham tarefas, mantêm-se ativos, mas conservam sua independência. A velhice chega mais tarde hoje, mas pensa-se nela desde cedo. Os mais velhos atualmente - especialmente europeus e japoneses - vivem mais e não querem passar a última fase da vida entre desconhecidos ou “ser uma carga para os filhos”. É o que demonstra um estudo de 2015, realizado pelo ministério da Saúde espanhol, no qual mais da metade dos pesquisados acha pouco provável viver em um asilo, enquanto quatro em cada dez veem como alternativa o cohousing. São moradias criadas e administradas pelos próprios idosos, que decidem entre amigos como e onde querem viver sua aposentadoria. Os apartamentos pertencem a uma cooperativa, mas podem ser deixados de herança para os filhos. Na Espanha, há oito projetos construídos e vários em gestação. [...] A idade media é de 70 anos, mas respira-se um ambiente juvenil. [...] Todas as residências de cohousing devem cumprir os requisitos de um ambiente tradicional para idosos: banheiros geriátricos, móveis sem quinas, botões de emergência em todos os quartos, entre outras coisas. Diferentemente da situação em Convivir, onde todos que querem um apartamento devem ter um conhecido e ser sócio, em Trabensol a oferta é para o público em geral. Entretanto, ainda custa caro viver em uma república para idosos. [...] Das experiências espanholas, os defensores concordam que os interessados se aproximam mais dos 50 que dos 70 anos. Nemesio Rasillo, um dos fundadores da residência Brisa Del Cantábrico, onde a idade média é de 63 anos, atribui isso a que “os mais idosos passam ao cuidado familiar”. Mas há muitos adultos que ainda não se aposentaram e já têm claro que não querem ser “uma carga para seus filhos”. Nesta residência, uma das normas é poder haver no máximo 15 pessoas nascidas no mesmo ano, para garantir a variedade geracional. Cada cooperativa tem suas regras, mas uma que se repete em relação à questão da dependência é que desde que um residente se soma ao projeto, parte de seu dinheiro vai para um fundo social. “Assim, quando algum dos colegas precisar de uma assistência especial, dividimos entre todos e não será um gasto expressivo”,explica Roldán. É a hora da siesta em Cuenca, e “o castelo do século XXI”, como o chamam os moradores de Convivir, parece ter parado no tempo. Ninguém circula pelos longos corredores dos dois andares, as raquetes de pingue-pongue descansam sobre a mesa e o salão de beleza está fechado a chave. É o momento de desfrutar do apartamento que cada um decorou a seu gosto. “Em vez de meu filho se tornar independente, eu é que me tornei”, diz em voz baixa Luis de La Fuente, enquanto fecha a porta de seu novo lar. Antonia Laborde. (Disponível em: brasil.elpais.com. Acesso em 10jan2017)

Assinale a opção em que o verbo foi corretamente empregado no plural, como o foi em: “Conheceram-se em uma excursão na Serra Nevada”.

A Resolveram-se os problemas com sócios.
B Precisam-se de cuidadores.
C Obedeciam-se às normas do condomínio.
D Necessitam-se de funcionários.
E Assistiam-se a todos os eventos.