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Na sociedade brasileira, o multiculturalismo faz referência às intensas mudanças demográficas e culturais, marcadas pela diversidade em termos de raça, etnia, gênero, sexualidade cultura, religião classe social, idade, necessidades especiais ou a outras dinâmicas sociais. Em educação, ele diz respeito aos arranjos teóricos, às práticas e às políticas educacionais, marcando ainda a luta contra a opressão e discriminação dos grupos em minoria. Sobre a organização do trabalho pedagógico pautado na perspectiva multicultural, assinale a afirmativa correta.

A É possível, para o professor, conceber uma experiência pedagógica neutra, para que o educando possa alcançar o conhecimento poderoso e intervir na realidade.
B A inadequação de métodos e técnicas para lidar com as diferenças faz com que a escola tenha que priorizar um currículo homogeneizado, igual para todos.
C Entendendo o multiculturalismo como uma maneira de atuar, de intervir, de transformar a dinâmica social, faz-se necessário acreditar num projeto político-cultural que construa estratégias pedagógicas cujas propostas pedagógicas ofereçam espaços e tempos de aprendizagem significativos para os educandos.
D Os espaços coletivos de participação para a identificação destes grupos não se configuram como estratégias positivas à medida em que configuram processo de exclusão destes na escola.
E A política de universalização da escola pretende com que todos tenham acesso ao conhecimento socialmente distribuídos. Portanto, a perspectiva multicultural atende a uma estratégia de caráter compensatório que não favorecerá ao indivíduo na sociedade contemporânea.

O brinquedo supõe uma relação com a criança a uma indeterminação quanto a ausência de um sistema de regras, que organizam a sua utilização. O brinquedo, portanto, está em relação direta com um aspecto da realidade e que a criança pode manipular Acerca da relação brincadeira / ensino-aprendizagem / currículo no projeto pedagógico da escola, assinale a afirmativa correta.

A Um dos objetivos do brincar é dar à criança objetos reais para que possa manipulá-los para reproduzir a realidade e entendê-la.
B O brincar permite a articulação entre os processos de ensino e aprendizagem, numa postura ativa por parte do educando, na mobilização de suas estruturas cognitivas, por meio da dimensão emocional.
C As instituições de educação infantil têm por objetivo ampliar as atividades do brincar das crianças, através de exercícios repetidos no uso de brinquedos, desenhos e músicas. Ao fazerem isso, organizam as emocional e socialmente.
D Brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com as crianças e confundem-se com os aspectos cognitivos, sociais e culturais, pois mexem com as dimensões afetivas.
E A prática de brincar infantiliza os alunos nos currículos escolares, entretanto suas ações simbólicas servem para explorar e facilitar ao educador a transmissão de determinada visão de mundo.

Segundo Lima

( 2016 ), sobre o processo de democratização das escolas públicas, é correto afirmar que

A a escola tem dificuldades de se democratizar, pois a participação dos coletivos é considerada uma irracionalidade em termos de uma gestão moderna, profissional, incompatível com a falta de competência técnica de liderança e com formas de participação dos não especialistas em gestão.
B as normas legais, cujas instituições representativas da política democrática seguem com regularidade na atualidade, prejudicam as decisões e os conteúdos democráticos, as práticas de diálogo, de argumentação e de participação na tomada das decisões educativas.
C os alunos com direito à participação, numa instituição de caráter tradicional, dificultam os processos burocráticos de organização escolar.
D as práticas educativas e de aprendizagem da democracia numa cultura tradicional, cuja escola está imersa, tem dificuldades de assumir o exercício da participação coletiva nos processos de tomada de decisão, pois estes constituiriam-se como assunto de gestão dos coletivos intra-escolares, excluídos os alunos.
E o participacionismo configura uma forma de participação que ampliou a democracia na escola em tempos remotos.

De acordo com Hargreaves e Fullan

( 2000 ) a escola é uma organização social “aprendente”. Uma organização que se desenvolve à medida que seus professores também se desenvolvem. Nesse sentido, a autoridade e a distribuição de poder são ressignficadas na substituição dos processos centralizados e fundamentados em razões de ordem técnica e burocrática por decisões compartilhadas e nascidas da articulação dos interesses dos diversos coletivos da escola (Ferreira, 2004). Neste contexto, avalie se as seguintes afirmativas estão corretas.

I. A coordenação constitui-se por um educador, e como tal deve estar no combate a tudo aquilo que desumaniza a escola: a reprodução da ideologia dominante, o autoritarismo, o conhecimento desvinculado da realidade, a evasão, a lógica classificatória e excludente [...], a discriminação social na e através da escola.

II. A concepção de uma formação docente descontextualizada do contexto cultural é responsável pela ineficácia do trabalho pedagógico, uma vez que é impossível dissociar o “jogo coletivo” da ação de cada indivíduo. Portanto, a organização do trabalho escolar implica, necessariamente, um processo coletivo, cuja articulação entre supervisores coordenadores, supervisores e professores faz-se necessária à organização social escolar contemporânea.

III. Na organização social escolar, encontram-se e se confrontam culturas e nela os indivíduos se constroem como sujeitos coletivos, mantendo, por vezes, relações contraditórias com a cultura escolar e também com os diferentes coletivos que nela circulam. Nesse cenário, muitas vezes marcado pelo dissenso, se estabelecem contínuas negociações de consenso, compromissos para o trabalho escolar que são reconstruídas em articulação pelos profissionais da educação compromissados com uma “escola aprendeste”. Está correto o que se afirma em

A I e II, apenas.
B II e III, apenas.
C III, apenas.
D I e III, apenas.
E I, II e III.
Texto associado
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Text I and answer the fourteen questions that follow it

Text I The “literacy turn” in education: reexamining what it means to be literate In response to the phenomena of mass migration and the emergence of digital communications media that defined the last decade of the 20th century, the New London Group (NLG) called for a broader view of literacy and literacy teaching in its 1996 manifesto, A Pedagogy of Multiliteracies: Designing Social Futures. The group argued that literacy pedagogy in education must (1) reflect the increasing cultural and linguistic diversity of the contemporary globalized world, and (2) account for the new kinds of texts and textual engagement that have emerged in the wake of new information and multimedia technologies. In order to better capture the plurality of discourses, languages, and media, they proposed the term ‘multiliteracies’. Within the NLG’s pedagogy of multiliteracies, language and other modes of communication are viewed as dynamic resources for meaning making that undergo constant changes in the dynamics of language use as learners attempt to achieve their own purposes. Within this broader view of literacy and literacy teaching, learners are no longer “users as decoders of language” but rather “designers of meaning.” Meaning is not viewed as something that resides in texts; rather, deriving meaning is considered an active and dynamic process in which learners combine and creatively apply both linguistic and other semiotic resources (e.g., visual, gesture, sound, etc.) with an awareness of “the sets of conventions connected with semiotic activity [...] in a given social space” (NLG, 1996, p. 74). Grounded within the view that learning develops in social, cultural, and material contexts as a result of collaborative interactions, NLG argued that instantiating literacy-based teaching in classrooms calls on the complex integration and interaction of four pedagogical components that are neither hierarchical nor linear and can at times overlap: situated practice, overt instruction, critical framing, and transformed practice. […] Although the NLG’s pedagogy of multiliteracies was conceived as a “statement of general principle” (1996, p. 89) for schools, the group’s call for educators to recognize the diversity and social situatedness of literacy has had a lasting impact on foreign language (FL) teaching and learning. The reception of the group’s work along with that of other scholars from critical pedagogy appeared at a time when the field was becoming less solidly anchored in theories of L2 acquisition and more interested in the social practice of FL education itself. In the section that follows, we describe the current state of FL literacy studies as it has developed in recent years, before finally turning to some very recent emerging trends that we are likely to see develop going forward. (Adapted from: https://www.colorado.edu/center/altec/sites/default/files/ attachedfiles/moving_toward_multiliteracies_in_foreign_language_teaching.pdf)

The verb form in “the NLG’s pedagogy of multiliteracies was conceived” (4th paragraph) is in the

A simple past, active voice.
B simple past, passive voice.
C simple present, active voice.
D present perfect, active voice.
E simple present, passive voice.

A proposição “Todos as ruas da cidade de Vitória têm iluminação pública” é logicamente equivalente à proposição

A “Se uma rua não tem iluminação pública, então não é rua da cidade de Vitória”.
B “Se uma rua tem iluminação pública, então é rua da cidade de Vitória”.
C “Se uma rua tem iluminação pública, então não é rua da cidade de Vitória”.
D “Se não é rua da cidade de Vitória, então não tem iluminação pública”.
E “Se não é rua da cidade de Vitória, então tem iluminação pública”.

Em um campeonato de tênis de mesa, há somente 6 competidores. Cada um deles jogará uma única vez com os demais. A quantidade total de jogos a serem disputados nesse campeonato é igual a

A 11.
B 12.
C 15.
D 30.
E 36.

Considere os seguintes modelos teóricos de bens públicos: Lindahl, Tiebout, Samuelson e Musgrave. Sobre as características e implicações de cada modelo, é correto afirmar que

A o modelo de Lindahl propõe que o financiamento de bens públicos deve ocorrer através de um imposto fixo por indivíduo, independentemente do benefício marginal individual recebido.
B no modelo de Tiebout, a mobilidade dos indivíduos entre diferentes jurisdições não contribui para a eficiência na provisão de bens públicos, pois não considera as preferências de consumo e disposição para pagar dos indivíduos.
C o modelo de Samuelson é conhecido por propor que a provisão de bens públicos deve se basear no princípio do voto com os pés, onde os indivíduos se movem para diferentes regiões conforme suas preferências de consumo de bens públicos.
D Musgrave, em seu modelo, destaca a importância do papel do governo na redistribuição de renda, na estabilização da economia e na alocação eficiente de recursos para a provisão de bens públicos.
E no modelo de Lindahl, os preços dos bens públicos são determinados pela média das avaliações individuais, garantindo que todos paguem o mesmo valor pelo benefício marginal recebido.

De acordo com a NBC TA 500 (R1) – Evidência de Auditoria, a maior parte do trabalho do auditor para formar sua opinião consiste na obtenção e avaliação da evidência de auditoria. Entre os procedimentos de auditoria para obter evidência, aquele que consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros, denomina-se

A inspeção.
B recálculo.
C reexecução.
D confirmação.
E procedimentos analíticos.