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Leia o texto a seguir: “Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado). Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia , cuja função é fazer com que as ideias

A da classe dominada sejam a expressão real das relações materiais dominantes, expondo a dominação de uma classe.
B da classe dominante sejam também as ideias da classe dominada, mascarando a dominação material de uma sobre a outra.
C da classe dominante tenham validade universal, já que elas efetivamente são justas e garantem a sobrevivência de todos.
D daqueles que detêm os meios de produção intelectual permitam a classe dominada se libertar através do trabalho.
E daqueles que efetivamente trabalham e produzem as condições materiais da sociedade sejam as ideias de todos.

Leia o texto a seguir: “Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28. Adaptado). Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados diferentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final da frase. A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes

A não podem ser utilizados pela filosofia.
B não possuem nenhuma significação.
C não possuem uma essência universal fixa.
D são ambíguos, confusos e inexatos.
E tem significado lógico rigoroso e exato.

Leia o texto a seguir: “A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâmetro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circunstâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 9-10. Adaptado). No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de comportamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado

A pela imperfeita realidade concreta das comunidades humanas, mas por ideais do espírito humano, por isso, o idealismo ético.
B pela natureza, mas por regras criadas pela própria comunidade humana dentro de condições específicas e, por isso, o relativismo ético.
C pela razão humana, mas pelas emoções e pelos sentimentos que são comuns a todos os seres humanos, por isso, o emotivismo ético.
D por emoções, mas por regras universais da razão humana explicitadas através da reflexão filosófica, por isso, o universalismo ético.
E por leis divinas, mas por leis imparciais, criadas pelos homens, com validade para todas comunidades, por isso, o secularismo ético.

Leia o texto a seguir: “Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem ideias puras da razão – mas meramente como princípios regulativos a serviço da experiência. Demonstrando a existência de certas condições da experiência não empíricas e, portanto, universalmente válidas. Kant mostra que a metafísica é possível, mas em contraposição ao racionalismo, somente como teoria da experiência, e não como uma ciência que transcende o âmbito da experiência; e, à diferença do empirismo, não como teoria empírica, senão como teoria transcendental da experiência” (HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 39-40. Adaptado). Otfried Höffe afirma que Kant elabora, com a sua teoria do conhecimento, uma nova metafísica fundada em uma “teoria transcendental da experiência”, capaz de superar o racionalismo e o empirismo porque mantém

A as ideias puras da razão, mas somente enquanto capazes de comprovação empírica.
B as ideias puras da razão, mas somente enquanto condição de conhecimento da experiência como coisa em si.
C os princípios a priori da razão, mas somente enquanto princípios imanentes a uma experiência possível.
D os princípios a priori da razão, mas somente enquanto condição de possibilidade de uma experiência empírica.
E os princípios universais e necessários da razão, mas somente enquanto biologicamente inatos ao homem.

Leia o texto a seguir: “Onde está a necessidade da filosofia? Está no fato de que ela, por meio da reflexão, permite que o homem tenha mais que uma dimensão, além daquela que é dada pelo agir imediato no qual o “homem prático” se encontra mergulhado. É ela que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam. É ela que reúne o pensamento fragmentado da ciência e o reconstrói na sua unidade. É ela que retoma a ação pulverizada no tempo e procura compreendê-la” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 48, Adaptado). Segundo o trecho acima, o pensamento filosófico é necessário aos seres humanos, porque desenvolve as capacidades de

A unidimensonalidade e avaliação.
B transcendência e liberdade.
C reflexão e cientificidade.
D imanência e unidade.
E admiração e necessidade.

Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir diretamente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de sistemas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia

III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado). No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:

A O passado da filosofia, a sua história, é ato constitutivo da atividade filosófica do presente.
B O passado da filosofia, a sua história, é ato de filosofar significativo para a época da sua produção.
C O passado da filosofia, a sua história, é uma independente arqueologia das reflexões filosóficas.
D O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma atividade independente do seu passado, a história.
E O presente da filosofia, o ato de filosofar, é uma repetição constante do passado, sua história.

Leia o texto a seguir: “Um argumento é a mais básica unidade completa do raciocínio, um átomo da razão. Um argumento é uma inferência extraída de um ou de vários pontos de partida (proposições denominadas “premissas”) que conduz a um ponto final (uma proposição denominada “conclusão”)” (BAGGINI, Julian. As ferramentas dos filósofos. São Paulo: Loyola, 2012. Adaptado). A partir do texto acima, é CORRETO afirmar que uma inferência é

A a extração de um átomo da razão através da intuição intelectual.
B a forma da racionalidade humana se manifestar como verdadeira.
C a passagem logicamente consistente da conclusão para as premissas.
D o argumento como unidade básica completa do raciocínio correto.
E o processo de derivar uma proposição de uma ou mais proposições.

Para abordar o poder simbólico da religião e sua influência na vida pessoal e social de cada indivíduo ou grupo, é necessário discutir a noção de espaço, pois a religião e o poder inerente a ela se configuram a partir de áreas simbolicamente demarcadas. Sobre o poder simbólico da religião, analise as proposições abaixo:

I. Para o homem religioso, o espaço é homogêneo.

II. No conjunto das representações do campo social, há apenas dois predicamentos de recintos: o sagrado e o não sagrado (profano).

III. A sagração dos templos e seus espaços ocorre por intermédio de rituais. Assinale a alternati va que apresenta as afirmativas corretas:

A I e II, apenas
B I e III, apenas
C II e III, apenas
D I, II e III