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Assinale a afirmativa que descreve corretamente o conceito de Estado Democrático de Direito.

A Um Estado policial que exerce um controle amplo sobre a vida da população, restringindo suas liberdades e impondo vigilância constante.
B Um Estado estamental que hierarquiza os cidadãos com base em seus pertencimentos socioeconômicos, criando distinções e privilégios conforme as classes sociais.
C Um Estado que busca garantir a soberania popular, promovendo a participação ativa da sociedade nas decisões políticas.
D Um Estado centralizado que busca implementar a democracia direta, permitindo a participação da população nas decisões políticas sem a intermediação de representantes.
E Um Estado que adota o unipartidarismo, permitindo apenas a existência de um partido progressista como força política dominante.

Leia o trecho a seguir. Embora os rolos – no qual os filmes residem enquanto potência fílmica – sejam palpáveis, o filme em si não é. Não pode ser tocado, tampouco visto sem que seja projetado. À medida que o projetor roda, dando às gravações velocidade suficiente para gerar a ilusão do movimento, cabe aos espectadores, sem tempo para fixar o olhar e o entendimento em um ou outro aspecto determinado da sequência de imagens que lhe é mostrada, juntar algumas impressões do que acaba de ser visto para formatar um ponto de vista ou uma interpretação. Tanto o que faz “eleger” alguns dentre os incontáveis sinais possíveis como os mais significativos de um filme quanto o modo como os interpreta não pode ser desvinculado de seus desejos e conhecimentos prévios. Em outras palavras, o processo não é desvinculado das particularidades daquele que o vê, de sua memória e de seu saber. Adaptado de: NASCIMENTO , Nayara. Amor em telas – amor e tecnologia digital em filmes dos anos 2010 . Tese de doutorado em Sociologia da Universidade de São Paulo, 2022, p. 21. Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a compreensão sociológica da autora sobre o ato de consumir produções audiovisuais.

A O espectador desempenha um papel crucial para elaborar a narrativa, baseando-se em suas próprias experiências.
B A produção audiovisual retrata a realidade das coisas e experiências conforme se manifestam no cotidiano.
C Os produtores dos filmes são responsáveis por apresentar uma narrativa organizada de forma completa e incontestável.
D O ato de assistir a um filme oferece ao espectador uma experiência de ruptura entre o passado e o presente.
E A narrativa criada pelo filme é guiada pela memória individual do produtor, a qual não reflete a experiência coletiva.

A história de vida é uma daquelas noções do senso comum que entram de contrabando no universo acadêmico; primeiro, sem tambor nem trompete, pelos etnólogos; depois, mais recentemente, e não sem estrondo, entre os sociólogos. Falar de história de vida é pressupor pelo menos, e isto não é pouco, que a vida é uma história e uma vida é inseparavelmente o conjunto de acontecimentos de uma existência individual concebida como uma história e o relato desta história. O mundo social, que tende a identificar a normalidade com a identidade, entendida como constância de si mesmo de um ser responsável, ou seja, previsível ou, no mínimo, inteligível, à maneira de uma história bem construída, dispõe de todos os tipos de instituições de totalização e de unificação do eu. Os acontecimentos biográficos são definidos como muitos posicionamentos e deslocamentos no espaço social, ou seja, mais precisamente, nos diferentes estados sucessivos da estrutura de distribuição das diferentes espécies de capital envolvidas em dado campo Adaptado de: BOURDIEU , Pierre. L’illusion biographique. In: Actes de la recherche en sciences sociales. Vol. 62-63, 1986. Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que, segundo o autor, o sociólogo, ao estudar biografias, deve

A buscar a coerência entre os eventos pessoais, construindo uma ideia de trajetória de progresso linear contínuo.
B perceber que a trajetória possui um sentido intrínseco, moldado naturalmente pela vivência individual.
C focar na construção da sucessão cronológica dos acontecimentos da vida.
D selecionar os eventos mais significativos que representam a totalidade da vida.
E tornar a trajetória inteligível por meio da análise da estrutura social.

Assinale a afirmativa que descreve corretamente os estudos de gênero como categoria analítica para estudos sociológicos.

A Os estudos de gênero emergiram como fruto dos movimentos sociais liderados por mulheres e outros grupos marginalizados.
B Os estudos de gênero se consolidaram na sociologia ao estabelecer a dicotomia entre os elementos biológicos e os sociais.
C Os estudos de gênero têm como objetivo principal compreender as dinâmicas sociais relacionadas às mulheres, em detrimento das que envolvem os homens.
D Os estudos de gênero surgem como uma resposta à passividade das mulheres diante das violências que sofriam, especialmente em períodos de maior repressão.
E Os estudos de gênero, no âmbito da sociologia, buscam unificar as reflexões feministas e as teorias, procurando evitar conflitos de interpretações sobre o conceito.

Leia os dois trechos das músicas a seguir. O primeiro é a versão original da música “Mulheres”, de Toninho Geraes, e o segundo é uma adaptação da música, realizada por Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.

I. Nós somos mulheres de todas as cores De várias idades, de muitos amores Lembro de Elza Soares, mulher fora da lei Lembro Marielle, valente e guerreira De Chica Da Silva, Toda Mulher Brasileira Crescendo oprimida pelo patriarcado Meu corpo, minhas regras, agora mudou o quadro Mulheres cabeça e muito equilibradas Ninguém está confusa, não te perguntei nada São elas por elas Escute este samba que eu vou te cantar Eu não sei por que eu tenho que ser a sua felicidade Não sou a sua projeção, você é que se baste Meu bem, amor assim eu quero longe de mim Sou Mulher, sou dona do meu corpo e da minha vontade Fui eu que descobri poder e liberdade Adaptado de: Música “Nós somos mulheres. Samba que elas querem” de Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.

II. Já tive mulheres de todas as cores De várias idades, de muitos amores Com umas até certo tempo fiquei Pra outras apenas um pouco me dei Já tive mulheres do tipo atrevida Do tipo acanhada, do tipo vivida Casada carente, solteira feliz Já tive donzela e até meretriz Mulheres cabeça e desequilibradas Mulheres confusas, de guerra e de paz Mas nenhuma delas me fez tão feliz Como você me faz Procurei em todas as mulheres a felicidade Mas eu não encontrei e fiquei na saudade Adaptado de: Música “Mulheres” de Toninho Geraes Analise as afirmativas a seguir relacionadas ao procedimento de adaptação da versão original do samba.

I. Apropria-se de um elemento cultural que reforça papéis de gênero com o objetivo de questioná-lo e reformulá-lo de acordo com os interesses e os desejos de um grupo social.

II. Plagia uma expressão cultural ao reproduzir fielmente seu conteúdo sem fazer a devida atribuição de autoria.

III. Rejeita o estilo musical do samba que frequentemente perpetua a sexualização da mulher, representando-a como objeto de desejo masculino. Está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B I e II, apenas.
C I e III, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Leia o trecho a seguir sobre a declaração de Daniel Munduruku, filósofo indígena. Acho que posso generalizar sem medo de ser injusto. Em geral, os povos indígenas têm uma concepção de que o tempo é circular, como os ciclos da natureza. Eles não veem o tempo como algo linear, mas sim como algo que alimenta a si mesmo, desdobrandose e se projetando adiante. O passado diz respeito a quem somos, de onde viemos, e o presente é onde vivenciamos o resultado disso tudo. Com isto, esses povos construíram uma visão de mundo que, originalmente, não é baseada no tempo do relógio, da produção, do acúmulo de riquezas materiais. Essa é a visão resultante da concepção linear de tempo, que tem a ver com a certeza de que existe algo além do presente, ou seja, o futuro. Por essa ótica linear, no futuro, as pessoas serão mais felizes. Assim nascem as grandes histórias ocidentais sobre uma busca por algo muito importante: do santo graal a uma vida após esta vida. Esse olhar para o futuro aliena as pessoas para a necessidade mais imediata de construirmos nossa própria existência no presente. Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024- 04/modo-nao-indigena-de-pensar-futuro-e-alienante-diz-danielmunduruku As afirmativas a seguir apresentam possíveis objetivos para a utilização deste trecho em sala de aula, à exceção de uma . Assinale-a.

A Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
B Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tecnológicos.
C Analisar e avaliar criticamente as relações de diferentes grupos, povos e sociedades com a natureza e seus impactos econômicos e socioambientais.
D Analisar as relações de produção, capital e trabalho em diferentes territórios, contextos e culturas, discutindo o papel dessas relações na construção, consolidação e transformação das sociedades.
E Analisar e identificar conhecimentos ultrapassados que precisam ser superados pelo avanço socioeconômico, com o objetivo de promover o desenvolvimento das potencialidades da população brasileira.

Leia o trecho a seguir. A ideia de uma “Sociedade de Consumo” vai além da ideia trivial de que todos os membros dessa sociedade consomem, uma vez que todos os seres humanos e todas as criaturas vivas consomem e sempre consumiram. Acreditamos que a análise do consumo como uma atividade social e cultural possibilitará uma melhor compreensão dos novos discursos e propostas advindas do pensamento ambientalista internacional, a partir da percepção da questão ambiental como um problema relativo aos estilos de vida e consumo. Deve-se destacar que a Sociedade de Consumo, como uma ideologia e utopia pautada na abundância, adquiriu um status de natural, universal e eterna, mas foi na verdade construída e instituída em oposição a outras ideologias, utopias pautadas na suficiência, que precisaram ser neutralizadas para permitir sua emergência. O consumo se converteu na arena onde a cultura é motivo de disputas e remodelações. Assim, decisões como o que comprar, quanto gastar, quanto economizar etc. são decisões baseadas em juízos morais e tanto geram quanto expressam aquilo que conhecemos como cultura, no seu sentido mais geral. Adaptado de: PORTILHO , Fátima. Sustentabilidade ambiental, consumo e cidadania. São Paulo: Cortez, 2005, p. 68-74. Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a interpretação da autora sobre a sociedade do consumo.

A Considera a organização da sociedade através do consumo como um processo natural, representando a fase final do desenvolvimento humano.
B Interpreta a sociedade do consumo como um sistema social que transforma o consumidor em uma vítima passiva, incapaz de tomar decisões.
C Compreende a sociedade do consumo através da perspectiva material e simbólica, considerando as relações entre consumo, poder e identidade.
D Percebe a sociedade de consumo como um reflexo da dicotomia entre natureza e cultura, onde os processos culturais são completamente independentes dos processos naturais.
E Entende a sociedade de consumo como uma expressão de um fenômeno relacionado ao consumo em todas as suas formas.

A diretora de uma escola no Rio Grande do Norte percebe que seus alunos do ensino têm dificuldade média na interpretação de gráficos e tabelas. Para resolver essa questão, a professora de informática decidiu implementar aulas que utilizam softwares de visualização de dados para que os estudantes analisem informações sobre a economia regional. O objetivo é que eles apresentem soluções para problemas reais utilizando ferramentas tecnológicas. Assinale a opção que indica como o RCEMP justifica a utilização de tecnologia no ensino de análise de dados.

A Promover a leitura crítica e a interpretação de informações em diferentes formatos, aplicados à realidade local.
B Estimulando o aprendizado isolado de conceitos de informática, sem integração com outras disciplinas.
C Facilitar a memorização de fórmulas matemáticas com o uso de softwares específicos.
D Garantindo o uso de tecnologia exclusivamente como ferramenta de apoio às avaliações escolares.
E Substituindo métodos tradicionais de ensino por práticas exclusivamente digitais.

Para a maioria dos profissionais que atua em nossas escolas hoje, é difícil entender a possibilidade de se fazer inclusão total. Essa resistência é aceitável e compreensível diante do modelo pedagógico-organizacional conservador que vigora na maioria das escolas. Ninguém se arrisca a acolher a ideia de ministrar um ensino inclusivo em uma sala de aula de cadeiras enfileiradas, livro didático aberto na mesma página, uma só tarefa na lousa, e uma só resposta válida e esperada nas provas. STOBAUS, C. D. & MOSQUERA, J. J. M. (Orgs.) Educação especial: em direção à Educação Inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004, p. 30. O trecho supracitado aponta para a

A diluição do programa educacional pautado pelos interesses de classe.
B convergência entre o paradigma inclusivo de ensino e a pedagogia humanista.
C incompatibilidade entre o modelo pedagógico hegemônico e o projeto inclusivo.
D ambivalência dos métodos e técnicas da educação tradicional.
E ineficácia da proposta educacional inclusiva para a maioria dos estabelecimentos de ensino.