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Leia o relato a seguir:

Primeiro, a partir da ementa do curso relativa à série, criei um itinerário pedagógico elencando dez eixos que cada aluno deveria estudar ao longo do ano letivo para contemplar a ementa da série. Com a ajuda do professor de matemática, fizemos uma tabela de modo a dividir a turma em dez grupos, fiz uso da plataforma Edmodo para cadastrar todos os alunos. Na biblioteca, inseri os REAs que selecionei na internet, com todos os assuntos/conteúdos dos eixos. A plataforma virou um ponto de encontro de geografia. Para facilitar os estudos nos grupos, dividi cada eixo em quatro temas. Cada aluno estuda um tema e, no dia da aula de geografia, “ensina” aos demais colegas o que aprendeu com aquele assunto (um ajudando ao outro). Vale lembrar que os alunos já vêm preparados sobre o assunto. A novidade para mim foi perceber as diferentes formas de estudar e ensinar aos colegas do grupo. Percebi claramente que, quando determinado assunto é passado de aluno para aluno, a compreensão é muito mais fácil. Várias estratégias foram utilizadas por eles para “ensinar” aos colegas, indo desde vídeos a jogos eletrônicos (selecionado por eles mesmos).

Adaptado de: https://porvir.org/professor-leva-metodologias-ativase-tecnologia-para-a-aula-de-geografia/. Acesso em: 12 abr. 2023.

Considerando as informações contidas no relato, o professor utilizou a concepção da aprendizagem

A da gamificação.
B da sala de aula invertida.
C freiriana.
D construtivista.
E tradicional.

É importante que o professor de geografia esteja atento aos fatos recentes e de grande repercussão na mídia para torná-los, na medida do possível, ferramentas de articulação com a teoria. Nesse sentido, uma professora, ao notar os comentários dos alunos sobre a tragédia ocorrida na cidade de São Sebastião, litoral Norte de São Paulo, optou por tratar do tema associando-o a um conteúdo que estava sendo ministrado.

Para tanto, a professora apresentou aos alunos notícias divulgadas nas mídias contemplando informações de órgãos confiáveis e relatos dos moradores sobre a noite da tragédia no intuito de que eles explorassem e investigassem melhor o assunto.

Após apresentar a notícia, os alunos passaram a destacar algumas informações que levaram a questionamentos sobre:

- indicativos de movimentação do solo;
- fragilidade do solo e declividade;
- processos climáticos;
- ausência de um plano de evacuação;
- segregação socioespacial.

Após destacar os pontos, os alunos deveriam discutir como resolver as questões apresentadas. Contudo a professora foi acompanhando para averiguar se os alunos estavam atendendo aos objetivos de aprendizagem.

A articulação entre as etapas adotada pela professora visa garantir o engajamento cognitivo e o enfoque profundo dos alunos

A no método de competências.
B nas situações-problema.
C na metodologia montessoriana.
D na aprendizagem baseada em processos.
E no método cartesiano.

Buscando aproveitar a teoria dos jogos para ensinar probabilidade, o professor desenvolveu um jogo de arremesso não convencional, para o qual a pontuação atribuída é dependente das marcações no alvo (errar o alvo implica receber zero ponto).
Os alunos foram organizados em ordem alfabética e, para dar andamento ao jogo, cada um faz três arremessos e marca seus pontos e/ou descontos, passando a vez ao colega. Vence a partida aquele que chegar ao final da 5ª rodada com a maior quantidade de pontos. (Considere que as chances de errar o alvo ou de acertá-lo, em qualquer uma das áreas de pontuação, seja a mesma). Faltando apenas os lançamentos de Wiliam para encerrar a 4ª rodada, os resultados parciais eram:
Posição
Nome
Pontuação
1 º
Wiliam *
270
2 º
Larissa
240
3 º
Mariana
220
4 º
Bela
210
5 º
Tadeu
200

*Sem os resultaos da quarta rodada.
Antes de Wiliam iniciar suas jogadas, Tadeu se sentiu desestimulado e quis parar de jogar. Com base em seus conhecimentos de probabilidade, é correto afirmar que

A Tadeu vence apenas se acertar seus próximos 3 lances no campo + 50, e Wiliam acertar os 3 próximos lances em - 30.
B se Wiliam mantiver seu retrospecto de fazer cerca de 90 pontos por rodada, pode se sagrar campeão.
C se Wiliam fizer todos os seus lançamentos apenas em - 30, então irá para o último lugar.
D a disputa está entre Wiliam e Larissa, sendo que os demais não têm mais chances.
E basta que Wiliam acerte um arremesso (em qualquer lugar) para se sagrar campeão.

O jogo de Dominó é composto por 28 peças retangulares identificadas com todas as combinações dos números inteiros de 0 até 6, incluindo a possibilidade de números repetidos: {(0,0), (0,1), (0,2), ..., (5,6), (6,6)}. Considerando um sorteio aleatório entre as 28 peças, as chances de a peça sorteada NÃO ter números repetidos é

A maior que 90%.
B entre 70% e 90%.
C entre 50% e 70%.
D entre 20% e 50%.
E menor que 20%.
Texto associado
TEXTO 2

Considerando os objetivos básicos da escola no trato da língua, é oportuno levantar a questão de se a escola deve tratar apenas o texto escrito ou envolver-se também com o texto oral. Quanto a isso, define-se, hoje, uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo, o ensino da modalidade escrita. Creio que ao se enfatizar o ensino da escrita não se deve ignorar a fala, pois a escrita reproduz, a seu modo e com regras próprias, o processo interacional da conversação, da narrativa oral e do monólogo, para citar alguns.
É obvio que se a escola tem como missão primária levar o aluno a bem se desempenhar na escrita, capacitando-o a desenvolver textos em que os aspectos formal e comunicativo estejam bem conjugados, isto não deve servir de motivo para ignorar os processos da comunicação oral. A razão é simples, pois desenvolver um texto escrito é fazer às vezes do falante e do ouvinte simuladamente. Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor para cumprir sua função, sob pena de não ser comunicativo.

Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 53.

Sobre a expressão destacada no trecho “ Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor [...]”, do Texto 2, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) É uma locução concessiva.
( ) Inicia a oração principal do período.
( ) Exprime um obstáculo que impede a declaração da oração principal.
( ) Pode ser substituída por “conquanto”, sem prejuízo para o sentido do trecho.

A V – F – F – V.
B F – V – V – F.
C F – F – V – F.
D V – V – F – V.
E F – F – V – V.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
Texto associado
TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o destaque no trecho “ Para tanto , concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo.”, do Texto 3.

A Tem como referente “contexto comunicativo”.
B Retoma a proposta apresentada anteriormente.
C Enfatiza o grau do verbo “conceber”, com o qual mantém relação de escopo.
D Predica o termo “língua”, enfatizando a característica notável do termo.
E Indica semelhança entre “língua” e “interação humana”.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
Texto associado
TEXTO 5

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.

Fonte: ANDRADE, Oswald. Poesias reunidas. In: ANDRADE, Oswald. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

Assinale a alternativa que reúne características do poema de Oswald de Andrade, conforme o Texto 5.

A Versos livres, ausência quase total de pontuação, síntese.
B Rejeição da abordagem temática e exploração dos significantes das palavras.
C Apelo à religião, à tensão e à razão.
D Abordagem da vida ideal, com uma visão de mundo racional.
E Temática saudosista, com visão idealizada da pátria.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
Texto associado
TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

Sobre o sujeito no período “As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas [...]”, do Texto 3, assinale a alternativa correta.

A Todos os seus elementos constituintes apresentam flexões de gênero e de número marcadas.
B Seu núcleo é um adjetivo que exige complemento preposicionado.
C Concorda com o verbo em gênero, número e grau.
D Pode ser substituída por “Ela”, sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido do texto.
E Apresenta um núcleo, razão pela qual deve ser considerado sujeito simples.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
Texto associado
TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

A “[...]perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem”, assumida pelo documento oficial, traz diversas implicações para a prática pedagógica do professor de língua portuguesa. Nas aulas de leitura, por exemplo, permite reconhecer que “a compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe” (KLEIMAN, 2008, p. 13).

Fonte: KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2008.

A partir dessa perspectiva, é correto afirmar que, na compreensão do texto,

A retomamos todo o conhecimento linguístico adquirido ao longo das nossas vidas.
B realizamos um ato solitário, centrado no conhecimento textual que limita a interpretação ao leitor.
C mobilizamos diferentes níveis de conhecimento para produzir sentidos na leitura.
D limitamos a significação da leitura às informações que compõem o texto lido.
E captamos as ideias do autor a partir do processo de decodificação dos elementos linguísticos que constituem o texto.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
Texto associado
TEXTO 1

A maior parte do tempo e do esforço gastos por professores e alunos durante o processo escolar, na assim chamada aula de língua portuguesa, é destinada ao aprendizado da metalinguagem de análise da língua, com alguns (e esporádicos) exercícios de língua propriamente ditos.
No entanto, uma coisa é saber a língua, isto é, dominar as habilidades de uso da língua em situações concretas de interação, entendendo e produzindo enunciados adequados aos diversos contextos, percebendo as dificuldades entre uma forma de expressão e outra. Outra coisa é saber analisar uma língua, dominando conceitos e metalinguagens a partir dos quais se fala sobre a língua, se apresentam suas características estruturais e de uso.
Na prática escolar, institui-se uma atividade linguística artificial: assumem-se papéis de locutor/interlocutor durante o processo, mas não se é locutor/interlocutor efetivamente. Essa artificialidade torna a relação intersubjetiva ineficaz, porque a simula.
Não estou querendo dizer que inexiste interlocução na sala de aula; estou querendo apontar para seu falseamento, dado que os papéis básicos dessa interlocução estão estaticamente marcados: o professor e a escola ensinam; o aluno aprende (se puder). Tentar ultrapassar essa artificialidade é efetivamente tentar assumir-se como um “tu” da fala do aluno, na dinâmica de trocas do “eu/tu”. [...] Essa artificialidade do uso da linguagem compromete e dificulta, desde sua raiz, a aprendizagem na escola de uma língua ou da variedade de uma língua.
Na verdade, a situação é um pouco mais caótica ainda. Simula-se que inexistem diferenças entre a variedade que se quer ensinar e a variedade que o aluno domina. Constata-se essa diferença – é impossível esconder o sol com a peneira – mas age-se como quem não a escuta. Porque escutá-la não é corrigi-la para calá-la, mas ouvir vozes que preferiríamos caladas. Ou que outros preferem caladas.
É precisamente porque essas vozes não podem mais calar que o compromisso político primeiro do professor de língua portuguesa é possibilitar o domínio efetivo da língua padrão.
GERALDI, J. W. O Texto na sala de Aula. São Paulo: Ática, 2006. p. 70.

A avaliação tradicional, que subjaz à crítica exposta no excerto “o professor e a escola ensinam; o aluno aprende (se puder)”, do Texto 1, opõe-se à perspectiva pedagógica de avaliação formativa. Para Perrenoud (2002, p. 25), “a avaliação das competências deve ser formativa, passar por uma análise do trabalho dos estudantes e pela regulação de seus investimentos mais do que pelas suas notas ou classificações”.

Fonte: PERRENOUD, P. A formação do professor no século XXI. In: PERRENOUD, P. et al. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Penso, 2002.

A partir desse contexto, assinale a alternativa em que o(s) objetivo(s) dialoga(m) com a proposta de avaliação formativa.

A Estabelecer, em uma hierarquização de papéis, centralidade ao professor.
B Refletir a prática despreocupada com o ajuste constante das intervenções pedagógicas.
C Propor medidas objetivas para avaliar os alunos que têm êxito e os que fracassam na aprendizagem escolar e priorizar os primeiros.
D Promover a construção do conhecimento a partir de situações-problema que confiram significado ao aprendizado.
E Mensurar a aprendizagem observável ao final do processo.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023