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Considere o texto a seguir para responder às questões de 37 a 48.
Texto 1
Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo
[...]
Por Sérgio Rodrigues
Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?
Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?
O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?
Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?
O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?
Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.

Considere o excerto a seguir e a situação descrita adiante:

“Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?”.

Em uma turma do ensino médio com diversidade de perfis de aprendizagem, você percebe que parte dos alunos apresenta dificuldade em relacionar a linguagem metafórica com suas experiências midiáticas cotidianas. Considerando a Competência Específica 1 da BNCC de Língua Portuguesa, que prevê o uso crítico de diferentes linguagens para interpretação da realidade, avalie a seguinte proposta de intervenção pedagógica:

Sequência didática proposta:

1. etapa de sensibilização: exibição de memes e posts de redes sociais que utilizam cores como metáforas de sentimentos (ex.: “azul da melancolia”, “verde da inveja”);
2. etapa de produção: divisão da turma em grupos para criar artes para diferentes plataformas de mídias sociais, explorando como as metáforas expressam questões cotidianas. Tais artes devem mesclar: linguagem verbal, linguagem visual, linguagem sonora;
3. etapa de socialização: exibição das artes seguida de debate sobre como a adaptação para outras mídias altera a recepção do texto original.

Multiletramentos mobilizados:

• digital: produção audiovisual e análise de mídias;
• artístico: uso de cores, música e composição visual;
• verbo-textual: interpretação do texto e roteiro das artes.

No trabalho de leitura e produção de texto, mais especificamente no trabalho com os multiletramentos (ROJO, R. (Org.). Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola, 2013.), a proposta apresentada é eficaz para desenvolver a Competência 1 da BNCC porque

A limita-se à decodificação linguística, priorizando a identificação de figuras de linguagem em exercícios descontextualizados, sem promover a análise crítica dos discursos ou sua relação com outras mídias, conforme previsto nas habilidades da BNCC.
B desarticula as dimensões dos multiletramentos, propondo atividades sequenciais e estanques (análise textual isolada, seguida de produção audiovisual), sem integrar as linguagens verbal, visual e digital de forma orgânica e significativa.
C propõe a compreensão e a análise dos processos discursivos em diferentes materialidades, bem como articula a análise linguística às produções midiáticas contemporâneas, permitindo que os alunos explorem as múltiplas semioses (verbal, visual, sonora) e reflitam sobre como os discursos se transformam em diferentes suportes.
D cria barreiras à participação equitativa, ao pressupor domínio técnico de ferramentas digitais sem oferecer suporte pedagógico diferenciado, o que pode excluir alunos com menos familiaridade tecnológica ou repertório artístico.
E superficializa a análise discursiva ao focar apenas os aspectos criativos da produção multimídia sem problematizar as escolhas semióticas dos alunos ou suas implicações sociais.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor – Área: Letras/Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor – Área: Letras/Português - 2025

Em uma formação continuada, os professores foram convidados a refletir sobre a função da escola na formação de sujeitos críticos e participativos. Um dos participantes questionou se essa orientação não seria ideológica e comprometeria a neutralidade do espaço escolar. Assim, com base no Referencial Curricular Gaúcho, qual é o papel da escola face à cidadania?

A Manter-se neutra, limitando suas ações à transmissão de conteúdos objetivos.
B Promover valores universais sem abordar temas sociais.
C Preservar a ordem e a disciplina como função educativa.
D Formar cidadãos autônomos e críticos, promovendo o debate ético e social.
E Ensinar valores morais e cívicos, substituindo aqueles ensinados pela família.

Guyrapa ete ma, mba’emo jajuka aguã ri vy ma jajou’rã yvyra hatã va’e. Hery ma guajayvi, jaxy inhepytũ jave’rã jajaya ixĩgua’yĩ e’ȳ aguã.

Mba’ere tu yvyra jaiporavo’rã jajapo aguã hu’y porã ovare va’e ‘rã, texto py ijayvua rami vy?

A Yvyra yvate ramõ.
B Yvyra nataĩ ramõ.
C Yvyra he’õ rei ve ramõ.
D Yvyra hatã porã ramõ.
E Yvyra ndajajou haxyi ve ramõ.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Área: Língua Guarani Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Área: Língua Guarani - 2025

Kuaxia re iparaa: ... ixĩgua’yĩ e’ȳ aguã ...Ayvu iparaa “ aguã ” ja classifica vy mã:

A Substantivo.
B Adjetivo.
C Adverbio.
D Verbo.
E Posposição.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Área: Língua Guarani Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Área: Língua Guarani - 2025
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Leia o Texto 1 para responder às questões de 1 a 8.

Texto 1

Lenda da Araucária: árvore sagrada do Sul

Nas terras altas do Sul do Brasil, entre serras e florestas, a araucária é considerada uma árvore sagrada, pois nela reside o espírito dos antigos que protege o povo e a floresta.
Conta-se que, tempos atrás, um grande espírito da natureza desejou presentear os homens com uma árvore que oferecesse alimento e abrigo, além de representar a força da vida e da renovação.
Assim, foi criada a araucária, cuja semente, o pinhão, tornou-se alimento precioso para o povo indígena. A ave gralha-azul, símbolo da região, passou a enterrar os pinhões, garantindo o nascimento das novas árvores e o equilíbrio da floresta.
Desde então, a araucária é celebrada como a guardiã da vida e da memória do povo indígena do Sul, um elo entre a terra, o céu e as gerações futuras.

Adaptado de: Júnia Ferreira Furtado, Povos Indígenas do Sul do Brasil: Culturas, Lendas e Tradições (2009).

Assinale a alternativa que melhor apresenta a função da gralha-azul na narrativa do Texto 1.

A Representar a força dos ancestrais.
B Observar a mata nativa da região Sul.
C Distribuir os pinhões aos animais da floresta.
D Garantir o renascimento da araucária.
E Evitar que os pinhões apodreçam.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Área: Língua Guarani Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Área: Língua Guarani - 2025

Pierre Bourdieu, ao analisar como a linguagem se tornou um instrumento de dominação quando associada ao campo social, destacou que a eficácia da palavra não está em seu conteúdo apenas, mas também na autoridade que a enuncia. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa corretamente a perspectiva da linguagem em Bourdieu.

A A linguagem possui valor neutro e universal, eficaz em qualquer contexto.
B A autoridade de quem fala é fundamental para a eficácia simbólica da linguagem.
C O sentido da linguagem é fixado somente por normas gramaticais.
D É a estrutura lógica do discurso que confere força à linguagem, e não as condições sociais.
E A linguagem simbólica produz eficácia apenas em contextos religiosos e cerimoniais.

Em uma escola, a professora responsável pelo AEE observou que, além das dificuldades acadêmicas, alguns estudantes públicos-alvo da educação especial apresentavam baixa tolerância à frustração, dificuldade em lidar com conflitos e resistência ao trabalho em grupo. Durante as reuniões pedagógicas, muitos professores da sala comum relatavam não se sentirem preparados para lidar com os aspectos emocionais que interferiam diretamente na aprendizagem e na convivência escolar desses alunos. A coordenação pedagógica propôs, então, um ciclo formativo sobre o desenvolvimento das competências socioemocionais no contexto da inclusão. Considerando os desafios da escola inclusiva e a importância das competências socioemocionais na formação docente e na prática pedagógica com estudantes da educação especial, assinale a alternativa que apresenta uma abordagem adequada a essa realidade.

A Promover formações contínuas e integradas para todos os docentes, visando ao desenvolvimento de práticas pedagógicas que articulem conteúdos acadêmicos às demais dimensões dos estudantes.
B Enfatizar a capacitação contínua dos professores do AEE em estratégias de controle emocional, visto que esses profissionais são os mais indicados para trabalhar com esse público.
C Direcionar o trabalho socioemocional aos professores de alunos com necessidades especiais, promovendo aprendizagem específica que trate a regulação emocional no AEE.
D Priorizar o aprendizado sobre regras disciplinares e de condutas sociais para os alunos com necessidades especiais, de forma a reduzir os comportamentos inadequados no ambiente escolar.
E Recomendar que os professores da sala regular priorizem o conteúdo curricular, enquanto os aspectos socioemocionais devem ser tratados pela equipe gestora e por especialistas.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Educação Especial Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Educação Especial - 2025

Os fundamentos de uma religião são a base de sua identidade e prática, incluindo suas crenças centrais, textos sagrados e rituais. Essas características distinguem uma religião da outra e moldam a visão de mundo de seus seguidores.

Quanto aos fundamentos do Islamismo, assinale a alternativa correta.

A A Shahada é a observância de um jejum anual durante o mês sagrado do Ramadã; já o Salat é a fé monoteísta.
B Meca é a cidade sagrada; já o Alcorão é o simbolismo da palavra literal de Deus revelada ao profeta Jesus.
C O Salat é a prática de orações diárias; já o Sawn é a observância de um jejum anual durante o mês sagrado do Ramadã.
D A Shahada é a purificação espiritual e demonstração de fé; já a Kaaba é a prática do henoteísmo.
E A Kaaba é a revelação de Alá representada no livro sagrado; já o Sawm é a prática de orações diárias.

Em uma aula de química, o professor da disciplina ensinou sobre as propriedades gerais e específicas da matéria e explicou que as propriedades da matéria podem ser classificadas em extensivas e intensivas. Posteriormente, descreveu o seguinte exemplo: “Uma amostra de mercúrio líquido tem uma superfície brilhante, funde a 234 K, tem uma massa de 27,2 g, um volume de 2,00 cm³ e uma densidade de 13,6 g/cm³”. A fim de avaliá-los, solicitou aos alunos que respondessem ao questionário, classificando essas propriedades em extensivas e intensivas. Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.

A A massa e a densidade são propriedades intensivas.
B O ponto de fusão é uma propriedade extensiva.
C O brilho da superfície é uma propriedade extensiva.
D A massa e o volume são propriedades intensivas.
E A densidade e o ponto de fusão são propriedades intensivas.
Texto associado
Questão tojãn kar to ti comando tỹ nén tó nĩ ẽn han nĩ. Alternativa pir nĩtón (marca ke) jé ã tóg mũ, ũ tỹ ki hã ke ẽn ti.

Javo Erebango ‘campina grande’ ti tỹ ne nĩ ẽg vĩ ki?

A Goj mág
B Rẽ my
C Re mág
D Érig my
E Ẽmĩn mág
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Educação Indígena Língua Kaingang - Área: Ciências da Natureza Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Educação Indígena Língua Kaingang - Área: Ciências da Natureza - 2025