Texto para as questões de 1 a 9.
1 O Sesc trata a saúde como o reflexo das condições
políticas, econômicas e sociais da população. Assim, suas
atividades são planejadas para que se multipliquem
4 nacionalmente e beneficiem milhares de brasileiros.
Voltados para os comerciários e toda a população, os
programas oferecidos pela entidade valorizam não apenas
7 a prevenção de doenças e a promoção da saúde, mas
também a garantia do bem-estar geral do indivíduo.
No início de seus primeiros projetos e atividades, na
10 década de 1940, o Sesc dedicava prioridade à área da
saúde. A entidade levava serviços médicos e sanitários a
comerciários e seus familiares e combatia especialmente a
13 tuberculose, doença que atingia, à época, milhares de
brasileiros. Além disso, o Sesc oferecia assistência à
maternidade e à infância, contribuindo para a redução do
16 alto índice de mortalidade infantil.
Ao longo da década de 1950, foram feitos
investimentos nas áreas da odontologia, nutrição e
19 farmácia. O objetivo era estabelecer novas formas de
prevenção de doenças, em consonância com o objetivo da
Organização Mundial da Saúde de garantir um completo
22 bem-estar físico, mental e social às pessoas, superando a
mera ausência de doença. O Sesc, então, passou a valorizar
ações que contribuíssem para a garantia da qualidade de
25 vida das pessoas.
As ações sociais sempre estiveram presentes nas
atividades e projetos do Sesc desde a sua fundação, e foi
28 com o surgimento das Unidades Móveis de Orientação
Social (Unimos), na década de I960, que essas ações
chegaram ao interior do Brasil. A bordo dos pequenos
31 caminhões da Unimos, trabalhadores e voluntários do Sesc
desenvolviam atividades esportivas nas cidades pelas quais
passavam, mobilizavam lideranças locais, além de formar
34 grupos de novos voluntários e também de interesse em
teatro, cinema e fotografia.
Os principais serviços oferecidos durante as ações
37 sociais promovidas pela entidade envolvem exames de
saúde preventivos; atividades esportivas e pedagógicas;
feiras de saúde e de alimentos; apresentações artísticas,
40 jogos e brincadeiras; gincanas e oficinas; exibição de filmes;
aulas de informática e de artesanato; palestras; e
confecção de documentos.
43 Para valorizar a cidadania e oferecer assistência à
população de baixa renda, o Sesc promove, em parques,
praças e centros públicos e populares, ações comunitárias
46 gratuitas de caráter social e educativo, com duração média
de um a cinco dias.
O objetivo dessas ações é integrar socialmente
49 crianças, jovens, adultos e idosos em diversas atividades
culturais e para a promoção da saúde, conhecimento e
bem-estar. Para isso, o Sesc firma parcerias com
52 prefeituras, associação de moradores e entidades não
governamentais, que ampliam ainda mais o alcance de suas
ações.
Internet: (com adaptações)
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Texto associado
Texto para as questões de 1 a 7.
1 "O rumor é a mais veloz das pragas malignas",
escreveu Virgílio, no Livro IV da Eneida . "Horrendo monstro
de pés rápidos, desconhece o sono, rasga a noite e
4 aterroriza cidades inteiras com sua mistura indiferente de
mentiras e verdades". Não precisamos recorrer à mitologia
para constatar que a propagação de notícias falsas é um
7 costume tão antigo quanto a palavra escrita - e talvez
coetâneo de toda comunicação humana. Platão, na
República , apregoou a disseminação de "nobres
10 falsidades" como necessário cimento social para sua utopia
de déspotas filosóficos. Em 1522, o grande e desbocado
poeta Pietro Aretino tentou tumultuar as eleições papais
13 publicando infâmias imaginárias sobre os candidatos; na
Inglaterra e na França do século XVIII, caluniadores
profissionais distribuíam misturas bem dosadas de notícias
16 reais com ficções comprometedoras, em temíveis panfletos
que vindicavam desavenças pessoais ou inimizades
políticas. Ou seja: as fake news - expressão vaga, que adoto
19 com relutância - não surgiram com as redes sociais. Por
outro lado, um breve lance de olhos ao cotidiano virtual é
suficiente para demonstrar que as novas tecnologias
22 alteraram a forma (ou a rapidez) com que essa antiga praga
nasce, apodrece e germina.
"O que é a verdade?", indagou Pilatos a Jesus Cristo;
25 mas não teremos espaço para responder ao legado da
Judeia. Fiquemos, então, com o seguinte truísmo: com
todas as ferramentas de pesquisa hoje disponíveis, é
28 relativamente fácil, mesmo ao mais distraído consumidor
de rumores, detectar informações suspeitas ou infundadas.
Ainda assim, a mentira - ou sua irmã mais perniciosa, a
31 meia-verdade - tende a prosperar. Em março (de 2018), a
revista Science divulgou uma pesquisa assustadora sobre a
propagação de notícias inexatas na Internet. Após analisar
34 3 milhões de compartilhamentos no Twitter entre 2006 e
2017, um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts concluiu que informações adulteradas têm
37 probabilidade de disseminação 70% maior que as notícias
simplesmente factuais. A acreditarmos na pesquisa, basta
que uma notícia seja falsa para que tenha mais
40 possibilidade de triunfo. E como se o "horrendo monstro de
pés ligeiros" fosse uma sereia cuja sedução aumenta
conforme o tom do falsete.
43 Os mesmos mecanismos que permitem a
multiplicação quase instantânea da falsidade podem servir
para desbancá-la e desmascará-la, com idêntica rapidez -
46 mas isso não resolve o problema, pois quem hoje é
paladino da verdade pode ser o propagador de notícias
falsas da semana que vem. Para derrotar o monstro, é
49 preciso admitir que ele existe - e que está no meio de nós.
Não somos inocentes, todos gostamos, às vezes, de uma
pitada confortável de imprecisão, de uma cálida
52 meia-verdade que nos afague as crenças. Dessa volúpia
inata à espécie, só nos salva o ascetismo mental: resistir à
rumorosa sereia é lutar contra a própria natureza humana.
55 Uma luta sem quartel - e que, por definição, não acabará
jamais.
José Francisco Botelho. História cultural das fake news. In: Revista Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2.575, ano 51, n.° 13, 28 de março de 2018, p. 103 (com adaptações).
1 "O rumor é a mais veloz das pragas malignas",
escreveu Virgílio, no Livro IV da Eneida . "Horrendo monstro
de pés rápidos, desconhece o sono, rasga a noite e
4 aterroriza cidades inteiras com sua mistura indiferente de
mentiras e verdades". Não precisamos recorrer à mitologia
para constatar que a propagação de notícias falsas é um
7 costume tão antigo quanto a palavra escrita - e talvez
coetâneo de toda comunicação humana. Platão, na
República , apregoou a disseminação de "nobres
10 falsidades" como necessário cimento social para sua utopia
de déspotas filosóficos. Em 1522, o grande e desbocado
poeta Pietro Aretino tentou tumultuar as eleições papais
13 publicando infâmias imaginárias sobre os candidatos; na
Inglaterra e na França do século XVIII, caluniadores
profissionais distribuíam misturas bem dosadas de notícias
16 reais com ficções comprometedoras, em temíveis panfletos
que vindicavam desavenças pessoais ou inimizades
políticas. Ou seja: as fake news - expressão vaga, que adoto
19 com relutância - não surgiram com as redes sociais. Por
outro lado, um breve lance de olhos ao cotidiano virtual é
suficiente para demonstrar que as novas tecnologias
22 alteraram a forma (ou a rapidez) com que essa antiga praga
nasce, apodrece e germina.
"O que é a verdade?", indagou Pilatos a Jesus Cristo;
25 mas não teremos espaço para responder ao legado da
Judeia. Fiquemos, então, com o seguinte truísmo: com
todas as ferramentas de pesquisa hoje disponíveis, é
28 relativamente fácil, mesmo ao mais distraído consumidor
de rumores, detectar informações suspeitas ou infundadas.
Ainda assim, a mentira - ou sua irmã mais perniciosa, a
31 meia-verdade - tende a prosperar. Em março (de 2018), a
revista Science divulgou uma pesquisa assustadora sobre a
propagação de notícias inexatas na Internet. Após analisar
34 3 milhões de compartilhamentos no Twitter entre 2006 e
2017, um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts concluiu que informações adulteradas têm
37 probabilidade de disseminação 70% maior que as notícias
simplesmente factuais. A acreditarmos na pesquisa, basta
que uma notícia seja falsa para que tenha mais
40 possibilidade de triunfo. E como se o "horrendo monstro de
pés ligeiros" fosse uma sereia cuja sedução aumenta
conforme o tom do falsete.
43 Os mesmos mecanismos que permitem a
multiplicação quase instantânea da falsidade podem servir
para desbancá-la e desmascará-la, com idêntica rapidez -
46 mas isso não resolve o problema, pois quem hoje é
paladino da verdade pode ser o propagador de notícias
falsas da semana que vem. Para derrotar o monstro, é
49 preciso admitir que ele existe - e que está no meio de nós.
Não somos inocentes, todos gostamos, às vezes, de uma
pitada confortável de imprecisão, de uma cálida
52 meia-verdade que nos afague as crenças. Dessa volúpia
inata à espécie, só nos salva o ascetismo mental: resistir à
rumorosa sereia é lutar contra a própria natureza humana.
55 Uma luta sem quartel - e que, por definição, não acabará
jamais.
José Francisco Botelho. História cultural das fake news. In: Revista Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2.575, ano 51, n.° 13, 28 de março de 2018, p. 103 (com adaptações).
Assinale a alternativa em que a reescritura de trecho do texto acarretou um desvio da norma culta de pontuação.
Texto associado
Nas questões de 21 a 40 , a menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que: todos os programas mencionados estejam em configuração‐padrão, em português; o mouse esteja configurado para pessoas destras; expressões como clicar , clique simples e clique duplo refiram‐se a cliques com o botão esquerdo do mouse; e teclar corresponda à operação de pressionar uma tecla e, rapidamente, liberá‐la, acionando‐a apenas uma vez. Considere também que não haja restrições de proteção, de funcionamento e de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios, recursos e equipamentos mencionados.
Na guia Página Inicial do programa Microsoft Word 2010, os painéis que permitem aplicar formato ao texto, como, por exemplo, título ou normal, previamente definido, e encontrar os botões , utilizados para a edição de texto, são, respectivamente, os painéis
As últimas décadas assinalam um vigoroso processo de modernização da produção, mediante o surgimento de novas técnicas e novos modos de organização das relações de trabalho. Acerca desse assunto e de temas correlatos, assinale a alternativa correta.
No livro Teatro e Formação de Espectadores, Moraes analisa o programa educativo Sesc arte-educação: transformando platéias, desenvolvido no teatro Sesc Paulo Autran, Sesc-DF (2010-2015). Esse programa, fundamentado na pedagogia do espectador, visava à formação de espectadores frequentadores e fruidores. Quanto à pedagogia do espectador e a seus desdobramentos práticos, assinale a alternativa correta.
Texto associado
Nas questões de 21 a 40 , a menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que: todos os programas mencionados estejam em configuração‐padrão, em português; o mouse esteja configurado para pessoas destras; expressões como clicar , clique simples e clique duplo refiram‐se a cliques com o botão esquerdo do mouse; e teclar corresponda à operação de pressionar uma tecla e, rapidamente, liberá‐la, acionando‐a apenas uma vez. Considere também que não haja restrições de proteção, de funcionamento e de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios, recursos e equipamentos mencionados.