QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
39 questões encontradas
Texto associado
Minha primeira tentativa de ler Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, foi um fracasso. Eu ainda estava na escola e me confundia com as frases longas e as palavras antigas. Acabei desistindo. Anos depois, li do começo ao fim, desfrutando cada página da história daquela dupla inusitada: o cavaleiro idealista determinado a transformar a realidade para que se assemelhe à de seus livros e seus sonhos; e o escudeiro pragmático que tenta manter seu mestre na dura realidade para que ele não se perca nas nuvens da fantasia. Tudo é deslumbrante nesse livro, que simboliza melhor do que qualquer outro a infinita variedade da língua espanhola para expressar a condição humana com todas as nuances, a fantasia que leva o ser humano a transformar a vida. Em outras palavras, a forma como a literatura nos defende da frustração, do fracasso e da mediocridade. O mundo estreito e provinciano de La Mancha, pelo qual Dom Quixote e Sancho fazem sua peregrinação, pouco a pouco se torna, graças à coragem do determinado cavaleiro andante, um universo de aventuras insólitas, em que se entrelaçam audácia, absurdo e humor, para nos mostrar como a imaginação pode transformar o tédio em aventura e converter o cotidiano em uma peripécia inusitada em que se alternam o maravilhoso, o milagroso, o patético – todos os matizes de que se faz a vida. Em livro recente, o crítico Santiago Muñoz Machado analisa as biografias mais importantes do escritor Miguel de Cervantes para saber em que sociedade surgiu Dom Quixote. O leitor da obra de Muñoz Machado encontrará tudo: o aparato jurídico que reinava na Espanha enquanto Cervantes escrevia as aventuras de Dom Quixote, as festas populares, a propagação da feitiçaria, os crimes da Inquisição, a vida elevada dos artistas, a mentalidade militar à sombra da Coroa. Cervantes era um homem simples e miserável, aparentemente desde muito jovem. No começo da vida, um crime o leva para a Itália. Como todos os humildes, ele se torna soldado. E guerreia em Lepanto contra os turcos, quando não deveria, por causa de condição de que sofria. E, então, devido a raptores berberiscos, ele passou cinco anos em Argel, onde deve ter sofrido o indescritível, sobretudo depois de suas tentativas de fuga. Padres trinitarianos o salvaram, pagando seu resgate. Na Espanha, tentou ir para a América, mas o Estado sequer respondeu às suas cartas. Ou seja, com ele tudo acontecia de maneira tal que ele poderia muito bem se tornar ressentido. E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. Era um homem sem remorso, preocupado em elevar a vida de seus concidadãos. Um homem bom e idealista. Quando li Dom Quixote , já havia muito tempo que lia romances de cavalaria, nos quais o formalismo tentava frear os excessos da época. Sob a ferocidade das batalhas, surgiu um mundo de paz e ordem, segundo um plano rígido destinado a acabar com a espontaneidade que mostrava o mundo como ele é: pútrido e irremediável. Será que, depois de tanto sofrer na vida, Cervantes também não tivesse buscado a mesma coisa? (Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. Disponível em: www.cultura.estadao.com.br . Acessado em: 05.05.2022)

Para o autor, Miguel de Cervantes era, dentre outras características,

A nostálgico.
B amargurado.
C deslumbrado.
D íntegro.
E enérgico.
Texto associado
Minha primeira tentativa de ler Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, foi um fracasso. Eu ainda estava na escola e me confundia com as frases longas e as palavras antigas. Acabei desistindo. Anos depois, li do começo ao fim, desfrutando cada página da história daquela dupla inusitada: o cavaleiro idealista determinado a transformar a realidade para que se assemelhe à de seus livros e seus sonhos; e o escudeiro pragmático que tenta manter seu mestre na dura realidade para que ele não se perca nas nuvens da fantasia. Tudo é deslumbrante nesse livro, que simboliza melhor do que qualquer outro a infinita variedade da língua espanhola para expressar a condição humana com todas as nuances, a fantasia que leva o ser humano a transformar a vida. Em outras palavras, a forma como a literatura nos defende da frustração, do fracasso e da mediocridade. O mundo estreito e provinciano de La Mancha, pelo qual Dom Quixote e Sancho fazem sua peregrinação, pouco a pouco se torna, graças à coragem do determinado cavaleiro andante, um universo de aventuras insólitas, em que se entrelaçam audácia, absurdo e humor, para nos mostrar como a imaginação pode transformar o tédio em aventura e converter o cotidiano em uma peripécia inusitada em que se alternam o maravilhoso, o milagroso, o patético – todos os matizes de que se faz a vida. Em livro recente, o crítico Santiago Muñoz Machado analisa as biografias mais importantes do escritor Miguel de Cervantes para saber em que sociedade surgiu Dom Quixote. O leitor da obra de Muñoz Machado encontrará tudo: o aparato jurídico que reinava na Espanha enquanto Cervantes escrevia as aventuras de Dom Quixote, as festas populares, a propagação da feitiçaria, os crimes da Inquisição, a vida elevada dos artistas, a mentalidade militar à sombra da Coroa. Cervantes era um homem simples e miserável, aparentemente desde muito jovem. No começo da vida, um crime o leva para a Itália. Como todos os humildes, ele se torna soldado. E guerreia em Lepanto contra os turcos, quando não deveria, por causa de condição de que sofria. E, então, devido a raptores berberiscos, ele passou cinco anos em Argel, onde deve ter sofrido o indescritível, sobretudo depois de suas tentativas de fuga. Padres trinitarianos o salvaram, pagando seu resgate. Na Espanha, tentou ir para a América, mas o Estado sequer respondeu às suas cartas. Ou seja, com ele tudo acontecia de maneira tal que ele poderia muito bem se tornar ressentido. E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. Era um homem sem remorso, preocupado em elevar a vida de seus concidadãos. Um homem bom e idealista. Quando li Dom Quixote , já havia muito tempo que lia romances de cavalaria, nos quais o formalismo tentava frear os excessos da época. Sob a ferocidade das batalhas, surgiu um mundo de paz e ordem, segundo um plano rígido destinado a acabar com a espontaneidade que mostrava o mundo como ele é: pútrido e irremediável. Será que, depois de tanto sofrer na vida, Cervantes também não tivesse buscado a mesma coisa? (Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. Disponível em: www.cultura.estadao.com.br . Acessado em: 05.05.2022)

E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. No contexto, a expressão “no entanto” estabelece relação de sentido de

A causa.
B oposição.
C finalidade.
D condição.
E temporalidade.

Considere:

I. Juízes do Trabalho.

II. Tribunal Pleno.

III. Órgão Especial.

IV. Presidente.

V. Corregedor. Nos termos do Regimento Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, são órgãos do Tribunal o constante nos itens

A II e III, apenas.
B II, III, IV e V, apenas.
C I, II, III, IV e V.
D IV e V, apenas.
E I, II e III, apenas.

Conforme dispõe o Regimento Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, a eleição dos magistrados que integrarão as Comissões Permanentes e a organização dos serviços auxiliares do Tribunal compete, respectivamente,

A ao Tribunal Pleno e ao Tribunal Pleno.
B ao Tribunal Pleno e ao Órgão Especial.
C ao Órgão Especial e ao Órgão Especial.
D às Seções Especializadas e ao Tribunal Pleno.
E às Seções Especializadas e ao Órgão Especial.

Nos termos do Regimento Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, as Seções Especializadas são as de

A Recursos, Administrativa e Execução.
B Dissídios Coletivos, Dissídios Individuais e Administrativa.
C Dissídios Coletivos, Dissídios Individuais e Execução.
D Dissídios Coletivos, Dissídios Individuais e Recursos.
E Dissídios Coletivos e Individuais, Recursos e Execução.

Segundo dispõe a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, o dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento, é denominado

A inconsistente.
B inexistente.
C não classificável.
D não qualificável.
E anonimizado.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, define consentimento como a manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada. Sobre consentimento, é correto afirmar que

A é irrevogável, uma vez concedido pelo titular dos dados pessoais.
B não é obrigatório que seja concedido por escrito.
C pode referir-se a finalidades determinadas ou genéricas.
D é necessário ainda que os dados tenham sido tornados manifestamente públicos pelo titular.
E cabe ao titular dos dados pessoais o ônus da prova de que o consentimento foi concedido em conformidade com o disposto na LGPD.

A Resolução CNJ nº 400/2021 estabeleceu a Política de Sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário. Nos termos dessa resolução, a quantidade ideal de recursos materiais necessários para execução das atividades desempenhadas por uma unidade de trabalho, sem prejuízo de sua eficiência, é denominada

A ponto de equilíbrio.
B gestão documental.
C logística sustentável.
D ações de sustentabilidade.
E práticas de racionalização.

Um homem adulto ao cair da bicicleta sofreu uma lesão leve no membro inferior direito e foi orientado pelo médico para fazer uso de uma bengala por 30 dias. Visando a segurança do paciente e o uso correto da bengala, o Técnico de Enfermagem deve orientar o paciente a

A subir a escada dando o primeiro passo com a perna lesionada apoiada na bengala, trazer a outra perna para o mesmo degrau, desta forma terá maior equilíbrio.
B utilizar a bengala ao caminhar, apoiando a bengala junto a outra perna ao dar um passo a frente, o que dará a sensação de ser a extensão natural do seu corpo.
C segurar a bengala com a mão oposta ao membro lesionado, permitindo que a bengala absorva mais tensão do que o membro lesionado.
D adequar o comprimento da bengala para que fique curvado com o cotovelo em extensão, assim evitará lesões na coluna.
E utilizar a bengala no mesmo lado do membro lesionado, evitando que o membro receba uma carga excessiva e possa sofrer lesões ao longo do tempo.

Um funcionário do Tribunal Regional do Trabalho procurou o ambulatório referindo ser diabético e queixando-se de dor abdominal, fadiga elevada, muita sede, vômito e náuseas. Ao examinar o paciente, o médico diagnosticou tratar-se de cetoacidose diabética. Dentre outros sinais e sintomas mais comuns relacionados a cetoacidose diabética, pode ocorrer

A sudorese intensa.
B hipoglicemia.
C pouca diurese.
D hálito semelhante a removedor de esmalte.
E anúria.