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Dois vizinhos, André e Caio, fizeram uma viagem com suas famílias em dois carros, para um mesmo destino e por uma mesma estrada. Partiram juntos de suas residências, porém André desenvolveu, durante a viagem, uma velocidade escalar média 20% menor do que Caio. Assim, o intervalo de tempo de duração da viagem de André, em relação à de Caio, foi maior em

A 20%.
B 5%.
C 25%.
D 10%.
E 15%.

Na ala de exames por imagem de um hospital, uma criança observa que há duas salas, uma para exames de raios X e outra para exames de ultrassom. Curiosa e interessada em saber as diferenças entre esses equipamentos de geração de imagens, essa criança pede a um funcionário do hospital informações sobre as ondas de raios X e de ultrassom. O funcionário dará uma informação correta à criança se lhe disser que

A ambos os equipamentos produzem imagens por meio da reflexão de ondas mecânicas nas regiões internas do organismo a ser examinado.
B os raios X são exemplos de ondas eletromagnéticas e que nenhum tipo de onda eletromagnética pode ser vista por seres humanos.
C os raios X são ondas eletromagnéticas de frequências menores do que as ondas mecânicas de ultrassom.
D o equipamento de ultrassom produz ondas de alta frequência que se propagam, no ar, mais rapidamente do que as ondas produzidas pelo equipamento de raios X.
E um equipamento trabalha com ondas eletromagnéticas e o outro com ondas mecânicas, que se propagam no ar, com velocidades diferentes.
Texto associado
Leia o texto de Jonathan Culler para responder à questão. Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo. sso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro. ( Teoria literária: uma introdução, 1999)

Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:

A “Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia” (1º parágrafo)
B “um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias” (2º parágrafo)
C “Mas no século XX o romance eclipsou a poesia” (1º parágrafo)
D “muitas vezes isso é exigido ” (1º parágrafo)
E “os contos tornaram-se o núcleo do currículo ” (1º parágrafo)
Texto associado
Leia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão: Juno e Flora e outras divindades mitológicas O cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes 1 . ( Galvez, Imperador do Acre, 1977. ) 1 cocotte: mulher jovem e atraente.

A oração “Fomos atendidos por Dona Flora” está na voz passiva. A oração correspondente na voz ativa, que mantém o sentido original, contém a forma verbal

A é atendida.
B atendera.
C atendeu.
D atendemos.
E foi atendida.

A anomalia dos pés às avessas deve parecer uma espécie de privilégio sobrenatural entre povos andejos. É bem compreensível o fato de esse privilégio surgir associado com frequência a entidades mitológicas dotadas de força mágica. Na Amazônia, o curupira aparece como um caboclinho calvo, de enormes orelhas e um só olho. A preocupação constante entre os índios de dissimular ao inimigo todas as pistas de sua marcha transparece em tais lendas. (Sérgio Buarque de Holanda. Caminhos e fronteiras , 1994. Adaptado.) De acordo com o excerto, o mito do curupira é

A a expressão de modos de existência de populações em constantes deslocamentos em uma natureza cheia de mistérios.
B a cristalização de um conjunto de narrativas urbanas sobre os habitantes dos territórios mais pobres do país.
C a síntese das culturas indígenas, negras e europeias formadoras da nacionalidade brasileira nos tempos coloniais.
D a versão ameríndia de lendas das civilizações greco-romanas transferidas para o novo mundo pelos colonizadores.
E a representação medieval das feições do demônio ensinadas às populações americanas pelos padres católicos.

Com a instalação de uma nova classe dominante, originada dos bárbaros ou, com mais frequência, da fusão entre populações romanas antigas e populações bárbaras estabelecidas no território do antigo Império Romano, aparece uma forma de poder cujas origens são germânicas e que se denomina a banalidade, o direito de banalidade. É um direito de comando bastante geral, que inclui direitos de justiça, mas, sobretudo, direitos econômicos. (Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998.) O direito de banalidade derivava

A das relações pessoais de mando e de exploração social típicas do sistema feudal da Idade Média Ocidental.
B das transformações da sociedade rural europeia e da economia de consumo imediato para uma produção para mercado.
C da associação de povos invasores com o Imperador romano e da complexa burocracia imperial com os chefes militares.
D da sobrevivência das cidades comerciais no Império Romano do Ocidente e da arrecadação de impostos na forma de moedas.
E da prestação de serviço militar da nobreza à Igreja romana e de auxílios financeiros do Alto Clero aos cavaleiros medievais.

Njinga dizia que não queria a paz com os portugueses porque os portugueses haviam aprisionado sua irmã e não queriam libertá-la. O padre Serafim de Cortona escreveu, então, para o governador português de Angola, pedindo- -lhe que libertasse a irmã de Njinga, com o que faria grande serviço a Deus e ao rei, com a introdução “da nossa santa fé naquelas partes”. A favor da devolução, disse ainda que assim acabaria a já longa guerra e se abriria o “comércio ao resgate dos negros”. (Marina de Mello e Souza. Além do visível: Poder, Catolicismo e Comércio no Congo e em Angola (Séculos XVI e XVII), 2018. Adaptado.) O episódio é relatado pelo padre Serafim de Cortona em um documento escrito em 1658 sobre Njinga, rainha de territórios do interior da África. Para o sacerdote,

A o fim da exploração do trabalho escravo dependia da conversão dos nativos ao cristianismo.
B os povos do continente africano viviam em paz política antes da chegada dos colonizadores.
C as decisões políticas dos colonizadores prejudicavam o crescimento econômico das tribos africanas.
D as populações de religiões fetichistas resistiam com destemor às invasões europeias.
E os diversos interesses religiosos, políticos e econômicos dos colonizadores eram complementares.

Barcos norte-americanos levavam produtos coloniais a ilhas Britânicas, a outros centros europeus e às Antilhas, sobretudo tabaco, artigos navais e madeira. Em troca, importavam da Inglaterra os manufaturados. (Philip Jenkins. Breve historia de Estados Unidos, 2017. Adaptado.) O excerto descreve as relações comerciais no Império Britânico em meados do século XVIII, referindo-se

A à inexistência de domínio colonial inglês sobre as colônias anglo-saxãs do continente americano.
B à participação de destaque das colônias nos intensos movimentos comerciais atlânticos.
C ao surgimento de interesses comuns entre os grupos economicamente dominantes nas colônias da América.
D à oposição dos comerciantes da colônia aos impostos arrecadados pela Coroa da Inglaterra.
E aos processos gradativos de industrialização das economias das colônias na Nova Inglaterra.

Da ilha amazônica de Marajó ao interior do Piauí, os padres da Companhia possuíam extensas fazendas de gado e de cavalos. No Amazonas, as flotilhas de canoas dos jesuítas aportavam todos os anos em Belém com invejáveis quantidades de cacau, cravo-da-índia, canela e salsaparrilha, cultivados às margens dos principais afluentes do grande rio. A Companhia possuía direitos e privilégios que incluíam a total isenção em Portugal e no Brasil de taxas alfandegárias para todos os seus produtos. (Daniel Alden. “O período final do Brasil colônia: 1750-1808”. In: Leslie Bethell (org.) História da América Latina: A América Latina Colonial, vol. II, 1999. Adaptado.) O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e do Brasil em 1759. A sua decisão visou, entre outros objetivos,

A favorecer a escravização dos indígenas das missões religiosas e combater o contrabando das drogas do sertão.
B diversificar as atividades econômicas no Império e suspender o monopólio comercial da Metrópole sobre as especiarias exportadas.
C consolidar as fronteiras com os territórios espanhóis nas regiões de floresta e isolar internamente os aliados dos reis católicos de Castela.
D afastar uma instituição relativamente independente dentro do Estado e incorporar as riquezas da Ordem em período de dificuldades financeiras.
E aproximar-se das nações protestantes economicamente desenvolvidas e abolir a influência religiosa nos assuntos políticos.