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Texto associado
Texto I Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos

O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Re- vitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvol- vimento habitacional, econômico e turístico dos bair- ros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo.

Em meados de 2007, quando se iniciou esse estudo so- bre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido processo de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “fa- velizadas”, despontando narrativas que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.

Dentro do amplo território portuário, os plane- jadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabe- lecimentos financeiros e comerciais.

GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro: FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.

Considere a seguinte passagem do Texto I: “não era mais associada apenas à prostituição” (?. 11-12) O valor contextual da palavra mais, empregada nesse trecho, está presente na seguinte reescritura:

A ainda não era associada
B também não era associada
C já não era associada
D não era mesmo associada
E não era bem associada
Texto associado
Texto II Estojo escolar

Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrôni- cas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial. Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da informática. E um laptop da mesma época que co- meça a me deixar na mão. Como pretendo viajar es- ses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de com- putador portátil.

No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. Depois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o novo notebook e coloquei-o em cima da mesa.

De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jar- dim de infância.

Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.

Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com avare- za, só o cheirava em momentos especiais.

Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser mais bonito.

O notebook que agora abro é negro, não tem ro- sas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009. Disponível em: /fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.

A frase em que a concordância nominal do elemento em destaque se dá de acordo com as regras da normapadrão é:

A As lembranças e o saudosismo são dolorosas .
B As pessoas não deveriam ficar sós no final da vida.
C Caixas de notebook não têm nada de encantadora .
D É desnecessário a tristeza causada por boas lembranças.
E Temos de ficar em alertas para não sofrermos com o saudosismo.

Um governante, defensor da Nova Gestão Pública, decidiu que implementaria um plano de gestão voltado à convergência da gestão pública à gestão privada. Para tal, aprovou um conjunto de orientações de gestão alinhadas à gestão privada. Entretanto, uma das orientações aprovadas estava equivocada por não permitir essa convergência. A orientação equivocada do governante era a que dizia respeito à(ao)

A ênfase no desempenho por meio de mensuração de indicadores de custos, processos e resultados/ impactos.
B constituição de grandes organizações multifuncionais centralizadoras.
C preferência por formas organizacionais mais enxutas e especializadas.
D foco no tratamento de usuários de serviços como clientes.
E compartilhamento de responsabilidades e remuneração por desempenho.
Texto associado
Texto III Beira-mar

Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-sistir ao chamado da noite.

Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.

Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.

A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.

A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios. Entre vários rolos de linha, selecionou os de espes-sura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda fiel à boa técnica.

— Na nossa profissão vivemos sempre preocu-pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das cotações, situação financeira de cada país mun-do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da financeira onde trabalha.

LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.

Considere a seguinte passagem do Texto III: “A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço” (?. 21-22) A reescritura na qual a regência do verbo destacada NÃO está de acordo com a norma-padrão é:

A A uma dezena de metros, olhos curiosos espiavam o intruso, que montava seu caniço.
B A uma dezena de metros, olhos curiosos observavam o intruso a montar o caniço.
C A uma dezena de metros, olhos curiosos assistiam o intruso montar o caniço.
D A uma dezena de metros, olhos curiosos espreitavam o intruso montando o caniço.
E A uma dezena de metros, olhos curiosos deleitavam-se com o intruso a montar seu caniço.
Texto associado
Texto II Estojo escolar

Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrôni- cas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial. Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da informática. E um laptop da mesma época que co- meça a me deixar na mão. Como pretendo viajar es- ses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de com- putador portátil.

No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. Depois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o novo notebook e coloquei-o em cima da mesa.

De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jar- dim de infância.

Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.

Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com avare- za, só o cheirava em momentos especiais.

Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser mais bonito.

O notebook que agora abro é negro, não tem ro- sas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009. Disponível em: /fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.

A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:

A Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.

Uma das características interessantes de uma URL é poder conter o nome de um usuário e uma senha ao acessar um recurso. Qual a URL correta para usar o endereço http://testes. cesgranrio.org.br com o usuário candidato e a senha segredo?

A http://candidato:segredo@testes.cesgranrio.org.br
B http://candidato$segredo!testes.cesgranrio.org.br
C http://candidato!segredo:testes.cesgranrio.org.br
D http://candidato&segredo/testes.cesgranrio.org.br
E http://candidato@segredo//testes.cesgranrio.org.br
Texto associado
Texto I Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos

O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Re- vitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvol- vimento habitacional, econômico e turístico dos bair- ros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo.

Em meados de 2007, quando se iniciou esse estudo so- bre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido processo de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “fa- velizadas”, despontando narrativas que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.

Dentro do amplo território portuário, os plane- jadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabe- lecimentos financeiros e comerciais.

GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro: FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.

Considere a seguinte passagem do Texto I: “a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros e comerciais.” (?. 20-22) A palavra que tem mesmo sentido e classe gramatical de via no trecho original está destacada em:

A Esta estrada é a melhor via para chegar a São Paulo.
B Eu te aviso via e-mail.
C Antigamente você via muita TV em minha casa.
D A segunda via do documento é sua.
E O jogo será transmitido via satélite

J é servidor público federal e busca praticar os seus atos obediente às regras de conduta estabelecidas pelo Decreto n° 1.171/1994. Nos termos do referido Código de Ética Profissional, a moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. Nesse contexto, o que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo será o equilíbrio entre a legalidade na conduta do servidor público e a sua

A finalidade
B ideologia
C capacitação
D articulação
E perspectiva

O resumo de mensagem é um mecanismo de segurança utilizado no controle de integridade de dados. Os algoritmos que produzem digests são as opções mais comuns para esse controle, embora estejam sujeitos ao efeito da colisão. Dentre os algoritmos listados abaixo, aquele que tem menos chance de gerar uma colisão é o

A MD5
B SHA1
C SHA256
D SHA384
E SHA512

Uma gerente foi ambígua ao explicar aos subordinados quem seria responsável por executar uma tarefa desagradável, enquanto ela estivesse de férias. Quando retornou ao trabalho, ela constatou que a sua equipe estava-se digladiando, e a tarefa não fora concluída. Nesse caso, verifica-se que o conflito foi originário de fatores de

A participação
B comunicação c
C distinção entre linha e staff
D interdependência de recursos
E heterogeneidade dos colaboradores