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Com o objetivo de prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, a LRF estabeleceu limites para a despesa com pessoal dos entes públicos. Considerada uma Receita Corrente Líquida (RCL) na União de R$ 2 bilhões de reais, a despesa com pessoal atingirá o limite prudencial com o valor de

A R$ 1,2 bilhão
B R$ 1,08 bilhão
C R$ 1 bilhão
D R$ 950 milhões
E R$ 900 milhões
Texto associado
Texto III Beira-mar

Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-sistir ao chamado da noite.

Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.

Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.

A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.

A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios. Entre vários rolos de linha, selecionou os de espes-sura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda fiel à boa técnica.

— Na nossa profissão vivemos sempre preocu-pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das cotações, situação financeira de cada país mun-do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da financeira onde trabalha.

LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.

A leitura atenta do Texto III mostra que Ricardo

A trabalhava no setor de financiamento de material de pesca.
B dava pouca importância aos pescadores simples do quebra-mar.
C praticava a pesca por diletantismo nas horas de folga ou de lazer.
D era um assíduo frequentador da beira do mar no Aterro do Flamengo.
E dava mais importância ao ritual de preparação para a pescaria do que ao esporte.

A reforma do Estado, iniciada na última década do século XX, no Brasil, buscou ofertar bens e serviços públicos com mais qualidade, bem como diminuir a interferência do Estado no mercado, por meio das privatizações e da desregulamentação das atividades econômicas, com foco em controle de resultado. Mathias-Pereira, J. Manual de gestão pública contemporânea. São Paulo: Ed.Atlas, 2007, p. 23. Adaptado. Esse movimento de reforma, mencionado no trecho acima, refere-se à justificativa para a implantação do modelo de gestão pública denominado

A autocrático
B burocrático
C estadocêntrico
D gerencial
E patrimonial
Texto associado
Texto II Estojo escolar

Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrôni- cas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial. Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da informática. E um laptop da mesma época que co- meça a me deixar na mão. Como pretendo viajar es- ses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de com- putador portátil.

No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. Depois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o novo notebook e coloquei-o em cima da mesa.

De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jar- dim de infância.

Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.

Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com avare- za, só o cheirava em momentos especiais.

Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser mais bonito.

O notebook que agora abro é negro, não tem ro- sas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009. Disponível em: /fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.

O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:

A É bom manter-nos à distância de dez passos.
B O sol estava à pino e precisamos nos proteger do calor.
C A volta à Portugal, seu país natal, fez meu pai muito feliz.
D Com muito esforço, os idosos acompanham às novas tecnologias.
E Sempre reconhecemos àqueles que são nossos verdadeiros amigos.

Entre os diferentes tipos de interpretação, há aquela em que os intérpretes — sempre em duplas — trabalham isolados numa cabine de vidro, de forma a permitir a visão do orador, e recebem o discurso por meio de fones de ouvido. Ao processar a mensagem, reexpressam-na na língua de chegada por meio de um microfone ligado a um sistema de som que leva sua fala até os ouvintes, por meio de fones de ouvido ou receptores semelhantes a rádios portáteis. LACERDA, Cristina B.F. de. Intérprete de Libras : em atuação na educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação, 2009 A atividade de interpretação acima descrita é de natureza

A consecutiva
B simultânea
C sussurrada
D simultânea e sussurrada
E sussurrada e consecutiva

A atuação de tradutores-intérpretes de língua brasileira de sinais, no ensino básico, é uma condição necessária de acessibilidade aos conteúdos curriculares quando, em sala de aula, há a presença de alunos

A com perda auditiva leve.
B com perda auditiva média e não usuários de libras.
C surdos oralizados e usuários de libras.
D surdos oralizados e não usuários de libras.
E surdos não oralizados e não usuários de libras.

O atendimento educacional a alunos com surdocegueira requer uma série de formas comunicacionais alfabéticas e não alfabéticas. Dentre essas formas, há o Tadoma, que se caracteriza pela utilização de

A sistema Braile
B alfabeto manual tátil
C língua oral amplificada
D língua de sinais em campo reduzido
E percepção da língua oral por meio do tato

Na circunstância de não haver língua comum entre aluno surdo e professor regente ouvinte, a atuação do intérprete em sala de aula visa a

A substituir o professor em sua ausência.
B orientar o professor sobre como ele pode-se comunicar com o aluno.
C ensinar, em língua de sinais, a matéria dada pelo professor.
D interpretar a matéria dada pelo professor.
E tirar dúvidas do aluno quanto aos conteúdos curriculares.

Para a garantia de acessibilidade linguística num dado evento em que conta com a participação de uma pessoa surdocega, os organizadores devem, primeiramente, procurar:

A Contratar profissional com domínio da libras tátil e do tadoma, soroban.
B Contratar profissional com domínio do tadoma, da libras tátil e do braile.
C Contratar profissional com domínio da libras, do tadoma e da libras tátil.
D Obter informações sobre a pessoa surdocega participante do evento buscando conhecer suas singularidades comunicacionais.
E Obter informações sobre a melhor maneira de se comunicar com pessoas surdocegas.

O professor francês, surdo, E. Huet, escreveu um relatório dirigido ao Imperador Pedro II com a finalidade de obter apoio para abrir uma escola para educação de surdos no Brasil. Esse relatório foi escrito em

A Junho de 1855
B Janeiro de 1856
C Junho de 1856
D Setembro de 1856
E Setembro de 1857